História Destinos Entrelaçados - (BTS) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Apocalipse, Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Drama, Jhope, Jimin, Jin, Jisoo, Jungkook, Namjoon, Romance, Sobrevivencia, Taehyung, Zumbi
Visualizações 11
Palavras 3.376
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• Me perdoem se houverem erros.
• Boa leitura!
~ Scry

Capítulo 2 - Two


"Quando você sentir o meu calor

Olhe nos meu olhos

É onde meus demônios se escondem

É onde meus demônios se escondem

Não se aproxime muito

É escuro aqui dentro

É onde meus demônios se escondem"

Demons - (Imagine Dragons)

Todos já estavam em seus devidos lugares. 

Eu e Elene encontramos apenas um instintor de incêndio, o que eu achei um absurdo, já que em cada vagão deveria ter no mínimo dois.

Antes a gente morresse pegando fogo do que devorados.

Franzi cenho com meus pensamentos e balancei a cabeça tentando não pensar em desgraças, isso aqui já estava bem ruim, eu não precisava de pensamentos negativos.

Além de procurar os instintores, eu e Elene fechados todas as janelas em volta do vagão. Nós não sabemos se aquelas coisas conseguem enxergar bem, então preferimos prevenir, já que a ideia é tirar os que tem na porta sem atrair mais para ali.

Jin e Taehyung estavam segurando cada lado do portão de ferro e Jimin estava suando de nervoso, digo isso por estar atrás dele mais agarrada que nunca no instintor, e podendo ver as gotas de suor descendo por sua testa.

Eu tentava ignorar as criaturas batendo nas janelas a nossa volta, o som era mais abafado já que o intuito daquelas janelas também eram ser a prova de som, por mais que não tivesse funcionado muito bem.

Jungkook volta e meia desviava o olhar da pistola que estava carregando para as janelas assim como eu, analisando-as rapidamente, talvez com o mesmo medo que o meu. Elas começarem a rachar.

A situação já é desesperadora, só ficaria ainda mais.

- Demora quando tempo para carregar uma pistola?- Dava perceber que Taehyung estava novamente impacientes só de olhar para suas sobrancelhas juntas e maxilar trancado.

Não o julgo, estou quase entrando em um colapso.

- Já foi.- Disse ajeitando a pistola nas mãos assim que terminou de colocar o que ele disse ser um silenciador. A forma firme que ele falava de certa forma me passava segurança, por menor que fosse, o que era estranho, já que ele parecia ser o mais jovem entre todos ali.- Vamos logo com isso.- Apontou a pistola para a porta fechada e pude ver Jin engolir seco.

- No três o Jimin puxa e a gente abre.- Disse Seokjin apertando a porta até seus dedos aderirem uma cor esbranquiçada. Todos concordaram.

- Tudo bem...- Sussurrei a mim mesma, tentando manter a calma. Jimin olhou para mim pelos ombros e pude ver que não era a única preocupada ou com peso na consciência, dava para perceber o quanto ele não queria ter que fazer aquilo. Parecia ser o com mais empatia ali.

O que mais me deixa com a consciência pesada é saber que eles eram pessoas como nós, e seja lá o que aconteceu, tirou a humanidade deles.

- Um...- Taehyung começou a contagem.

- Seja o que o cara lá em cima quiser.- Murmurou Elene extremamente concentrada naquela porta.

- Dois... Três!- Tudo aconteceu muito rápido.

Assim que Jimin arrancou - com bastante força e agressividade, diga-se de passagem - e os garotos abriram aquela porta, entraram uns cinco de uma vez, tropeçando daquele relevo dos trilhos para o vagão, Taehyung e Jin não demoraram mais de dois segundos para saírem o mais rápido possível da porta de onde as criaturas vinham, e pude perceber Jin quase escorregar em um dos seus cadarços desamarrados.

Jimin ficou com a barra de ferro grudada a si para se defender e todos nós fomos nós afastando enquanto as criaturas se aproximavam de nós.

O que eu mais quero é gritar, mas barulho é a última coisa que podemos fazer.
Respirei fundo controlando minhas emoções, e Arregalei os olhos quando o primeiro tiro silencioso de Jungkook no peito de um deles não surtiu efeito nenhum.

- Mas que porra...- Taehyung, que andava como nós cada vez mais para trás, murmurou sem entender.

- Só pode ser brincadeira.- Elene balançou a cabeça atrás de Jungkook.

- Alguém pensa em alguma coisa, a nossa sorte é que eles são lerdos, mas o vagão não é longo o suficiente.- Jungkook disse ao perceber que balas no peito não iam adiantar e nós andávamos cada vez mais para trás. Eu não conseguia olhar para as caras daquelas coisas por muito tempo, a pele descamando, os dentes nervosos batendo me agoniavam bem mais que as batidas das outras criaturas do lado de fora.
Mas aí, me lembro de uma coisa que sinceramente, nunca pensei que ia precisar na vida.

Se eles estão realmente mortos, mas andam, sentem fome extrema e aparentemente escutam e enxergam, a parte do cérebro que faz esses comandos ainda estão funcionando, e como mais nada no corpo deles, além do cérebro, não funcionam, tem que acertar no cérebro!

- O cérebro, tem que acertar no cérebro.- Digo tentando não soar alto, e a única coisa que recebo em resposta é um olhar rápido de Jungkook, que logo depois mirou na cabeça de um deles e assim que a bala entrou em contato com crânio, o corpo caiu no chão, oficialmente morto.

Quando funcionou, percebi suspiros e olhares levemente aliviados de todos, inclusive de Jimin, que parecia até mais tenso que eu.

- Vão mais para trás.- Jungkook pediu para nos afastarmos para trás, percebendo que Jimin, Jin e eu não estávamos nos sentindo bem vendo aquilo, e foi o que fizemos.

Ele atirou nos quatro, mas faltou um.

- Merda.- Comentou batendo com força na pistola.

Ah não, não, não, não.

- É sério isso? Não tem mais nenhuma?-

Elene perguntou de olhos arregalados.

- Se tiveres eu já teria colocado.- Jungkook dissertou irritado, andando paras trás conosco, enquanto aquele último, caindo aos pedaços e de dentes podres, ia se aproximando lentamente, e eu percebi a porta para o outro vagão atrás de nós se aproximando.

- Jimin, o ferro.- Jin apontou para a mão do louro a minha frente.

- O- o que?- Gaguejou as palavras com o rosto desesperado.
Mordi o lábio controlando a vontade imensa de cair no choro e sair correndo, apenas querendo ir para casa e saber se Namjoon está bem.

- Enfia na cabeça dele, ninguém aqui quer morrer, inclusive eu.- Taehyung não poderia deixar de se mencionar, claro.

- M-mas...- Bati minhas costas no final do vagão.

- Ai...- Arfei por ter batido com força, e quando todos perceberam ter chegado no fim, ficaram mais nervoso que antes.

- Vai logo garoto.- Elene disse impaciente.

- Você consegue.- Encorajei baixo apenas para ele ouvir, e parece que deu alguma coisa certa, já que ele respirou fundo limpando o suor da testa, enquanto empunhava a barra de ferro.

Quando vi aquele homem com aquele sorriso adorável, e uma face tão angelical levantar uma barra de ferro para cravar em um crânio, não tive nenhuma reação a não ser fechar os olhos com toda a força, apenas escutando o barulho nojento na barra perfurando o crânio podre.

Após aquilo, foi escutado apenas sons de respirações ofegantes, e talvez caras de alívio, eu não ousei abrir os olhos.

- Todos estão bem?- Jungkook perguntou fungando, após um tempo.

Eu assenti e escutei algumas vezes murmurando um sim, menos a de Jimin, ele era o único sendo sincero naquela situação.
Quando abri meu olhos aos poucos, dei-me de cara com cinco corpos no chão, um deles com uma barra de ferro bem na lateral da cabeça.

Meu olhar foi de imediato para o louro, com a feição estática olhando para o chão do vagão.

Quis apenas desistir de tudo quando voltei para a realidade e ainda escutava os sons irritantes das batidas no vidro. Nossa sorte é que essas coisas são mais lerdas que lesmas, em questão físicas e de raciocínio, então não perceberam a porta aberta do vagão, por mais que tenhamos feito um pouco de barulho 

- A gente tem que sair daqui, agora.- Taehyung disse bem baixo. Pude o ver engolir com dificuldade depois de desviar o olhar do chão, que estava realmente nojento.

- Eu também não quero mais ficar aqui.- Seokjin comentou. Percebi que em momento algum ele olhou para onde os cadáveres estavam, fazia de tudo para manter o olhar bem longe e tentava esconder o medo.
Bem diferente de Elene, que parecia fazer questão de assistir tudo como se fosse a pessoa mais forte do mundo. Eu a admirei naquela momento.

E tem eu, uma pessoa confusa, que inconscientemente viu tudo o que aconteceu e imaginou tudo o que poderia acontecer de péssimo se todos não estivessem completamente mortos como agora.

Eu só queria acordar em casa agora, correndo para o quarto de Namjoon como quando tinha seis anos e tinha um pesadelo, falando que se ele deixasse eu dormir com ele o traria biscoitos e leite toda noite durante a nossa vida toda.

Ele nunca me cobrava, só me dava um beijinho na testa e dizia que tudo bem eu sentir medo. Mas agora não, não é tudo bem sentir medo.

- Vamos sair todos devagar, se corrermos vai chamar a atenção do resto.- Murmurou e todos nós andamos até a porta aberta.

Eu juro que quase pisei em um dos corpos, aquilo seria nojento.

- Olhem, todos vão para a floresta, lá é o único lugar que tem por aqui e é bem longe da cidade que deve estar pior que aqui, de lá nós vemos o que fazemos.- Jungkook disse aos sussurros quando chegamos ao portão, e todos concordaram em silêncio.

Ele saiu do vagão com cuidado para não fazer barulho quando suas botas entrassem em contado com os trilhos, foi seguido de Taehyung, Jin, Elene, Jimin, e eu sempre por último.

Eu ainda mantinha minha mochila mas costas, no desespero eu nem percebi que ela ainda estava aqui.

Jungkook não disse mais nenhuma palavra, apena chamou nossa atenção e pôs um dedo na boca, nos sinalizando para ficar-mos calados.

Ele foi na frente, e olhou para ambos os lados onde os cadáveres estavam, meu coração começou a bater forte quando eu infelizmente, tive o impulso de fazer o mesmo que ele, vendo o amontoado de criaturas nojentas nas janelas, e por refrexo, agarrei na mão de alguém que estava na minha frente, e ao olhar quem era, vi Jimin.

Ele não parecia ter se incomodado, já que sua mão apertou a minha, suando frio. Ele também estava com medo.

Estávamos seguindo Jungkook, e por nenhum segundo demos algum pio, nossos passos eram tão suaves que mal dava para perceber alguém andado por ali.

Era oficial, a audição deles não é nem um pouco ampliada ou até mesmo boa, já que vez ou outra alguém pisava em galho ou folhas secas.

Já estávamos quase fora dos trilhos, Jungkook, Taehyung e Elene, que estavam na frente, já estavam quase adentrando a floresta e eu ficava cada vez mais ansiosa para sairmos de perto do perigo de uma vez.
Quando o aperto de Jimin na minha mão diminuiu, percebi que estávamos fora - ou quase - da área de risco.

Finalmente, entramos na floresta.
Antes de alguém falar algo, Jungkook pediu para continuarmos em silêncio, e apenas com gestos insinuou que a gente continuasse andando mais um pouco.

Foi o que fizemos, durante o percurso eu continuava com minha mão entrelaçada a de Jimin, mas eu estava tão necessitada de saber que tinham pessoa naquela mesma situação comigo, que nem percebi direito.

Paramos em um lugar da floresta onde um tronco estava caído. Aquilo parecia um verdadeiro cenário se filme de terror, parecia que um furacão havia passado pela floresta, troncos caídos, árvores tortas e tínhamos que olhar bem o chão para não troperçarmos em algo, sem contar a pouca iluminação, já que o sol era tampado pelas enormes árvores.

- Aqui já é longe o suficiente.- Jungkook comentou no seu tom normal de voz, porém ofegante.

Todos pararam naquele mesmo local, mas ninguém ousou dar uma palavra se quer, só conseguia escutar o som da todas as respirações ofegantes juntas.

Assim que eu percebi minha mão com a de Jimin, soltei de imediato, o encarei de relance e seu olhar se cruzou com o meu, tão confuso quanto eu, ele foi parar ao lado de Seokjin, o que foi melhor para não deixsr a situação mais estranha.

Elene foi a primeira a sentar-se no chão, com as costas encostadas no tronco caído e uma das mãos em cima da barriga a acariciando por cima da regata cinza.

Franzi o cenho fechando a boca entreaberta para respirar melhor.

Será que...?

- Alguém aí está com o celular?- Seokjin perguntou a nós.

- Eu já disse que as linhas telefônicas foram cortadas.- Taehyung respondeu irritadiço, se sentando um pouco distante de Elene.

- Podem ter voltado.- Jin rebateu do mesmo jeito. Dá para perceber que ninguém está com a cabeça no lugar agora, e com razão.

- Duvido muito.- Jungkook falou colocando a mão na cintura. - Se o trem que passa pelo meio do nada foi cercado, a cidade deve ser um verdadeiro campo de guerra agora.- Mordisquei o lábio suspirando preocupada, tratando de me sentar de frente para Elene.

Eu não consigo tirar Namjoon da cabeça, eu preciso saber se ele está bem, porque sinceramente, pensar nele morto me desespera.

- A gente tem que tentar de tudo, não dá pra ficar de braços cruzados.- Jimin argumentou em voz baixa, massageando um de seus braços. Pelo seu olhar distante eu posso notar que continua abalado, assim como todos nós estamos, mas alguns demonstram mais e outros menos. 

- Ainda tenho o meu.- Tiro-o da mochila, vendo a tela quebrada, provavelmente por conta do solavanco. Em pensar que algumas horas atrás eu estaria praticamente surtando por conta disso, são nas horas de sufoco que a gente se dá conta que reclamamos demais e agradecemos de menos.- A bateria tá acabando, mas ainda dá pra usar.- Estendi para Jin, ele estava desbloqueado e a bateria estava em 9%, não demoraria para desligar.

- Obrigado.- Agradeceu com um sorriso quase imperceptível nos seus lábios grossos.

- Tsc...- Taehyung revirou os olhos praguejando baixo, e quando percebeu que eu o olhava, fez o mesmo.

Ficamos nos encarando por algum tempo, eu me perguntava o porquê dele ser tão negativo e ríspido, já que sua personalidade não condiz nem um pouco com sua aparência. Seus olhos que deveriam ser brilhantes carregam um tom opaco e frio, como se todos os segredos do mundo fossem guardados lá no fundo, mas eu tinha medo de olhar mais profundamente. Ele eu já não sei o que percebia em mim, só pude notar seus olhos passando pelo meu rosto como se me analisasse.

Quando dei-me conta de que ficamos assim por tempo demais, desviei meu olhar para Elene, sem graça por não ter percebido antes. Eu sempre faço coisas inconscientemente e isso me irrita.

- Ei, tudo bem?- Questionei baixo para a mulher, que ainda mantinha sua mão na barriga e olhos fechados, parecendo querer se desligar do que ocorria. Bem vinda ao clube.

- Bem não é a palavra garota, mas a gente tá vivo.- Acariciou a barriga de leve ao falar. 

Com certeza ela está grávida.

- A gente?- Ergui uma sobrancelha ao questionar. Ela abriu os olhos e olhou diretamente para mim, sem expressão.

- É, todos nós.- Passou o olhar por cada um de nós.

- Ah, claro...- Murmurei, deixando bem claro que não havia acreditado, mas ela pouco se importou, já que voltou a sua posição inicial.

- Eu já tentei todos os números possíveis - Jin tira o celular do ouvido, e pude perceber Jungkook e Jimin a sua volta, querendo saber o que rolava. - Realmente, as linhas telefônicas não voltaram.- Suspirou frustrado e me entregou o celular na tela inicial, e antes de o guardar de volta na mochila - por mais que agora fosse completamente inútil um celular - meu olhar parou na foto de fundo, minha e do Namjoon na cozinha, eu estava sorrindo muito alegre, mesmo com todo aquele chantily no rosto e avental todo sujo, Namjoon estava me abraçando de lado todo sujo de farinha de trigo, ele sempre foi um desastre na cozinha e aquele dia era meu aniversário, em todos os nossos aniversário nós sempre fazemos o bolo juntos, é tipo uma tradição de irmãos, pelo menos era.

- E para quem ligaram?- Elene perguntou, sua voz me despertou de meus devaneios.

- Para a delegacia local, bombeiros, hospital e até mesmo familiares, ninguém atendeu.- Ao falar a última parte, pude perceber a voz de Jimin ficar mais triste.

- Eu avisei.- Taehyung disse amargurado, no fundo ele queria que atendessem, obviamente todos nós queríamos.

O silêncio novamente reinou e pouco a pouco todos se sentaram numa roda, tirando Taehyung que insistia em se manter mais separado de nós.

- No trem eu recebi uma mensagem da minha namorada - Taehyung começou a falar, o que foi uma surpresa, de todos ele foi o último que eu imaginava começar uma conversa. - Da minha ex namorada. - Se corrigiu, claramente incomodado com a forma que a chamou anteriormente. - Ela disse que os militares do governo estavam evacuando a cidade e que logo depois jogariam bombas, provavelmente esse também foi um dos motivos do solavanco.

Quando terminou eu senti minha garganta embargar, não quero pensar nele, não quero pensar nele no meio de tudo isso, eu daria a minha vida para o ver bem.

- Antes de sair de casa minha avó pediu para eu ficar com ela na padaria, dizendo que estava tendo um pressentimento ruim. Eu me arrependo de não ter dado atenção e passado meu tempo com ela.- Jimin abaixou a cabeça mechendo na terra com um galho, talvez ele esteja com tanto vontade de chorar quanto eu, nós aparentemente somos parecidos.

 - Não sei se essa praga atingiu só Seoul, mas eu prefiro pensar que meus pais ainda estão a salvo em Ichaeon cuidando da loja de sapatos deles. - Seokjin comentou soltando um riso soprado, mas logo seu olhar parou numa das árvores mais distantes, vago e vazio. 

- Eu também gosto de pensar que meu pai ficou bem. - Jungkook disse cruzando os braços, talvez pela brisa gelada da tarde. - Ele tem armas de caça, sabe se defender e nós moramos em um lugar meio isolado, então eu prefiro não pensar no pior.- Murmurou, ele parece sempre tão forte.

- O meu irmão é o contrário, ele não sabe nem fazer o próprio café da manhã sem queimar alguma coisa.- Ri nasalada, sem ânimo algum, querendo só acordar daquele pesadelo horrível, mesmo que eu saiba que não é um pesadelo. 

- E seus pais?- Jin perguntou sem pensar. 

- Eu sou adotada, e meus pais adotivos morreram em um acidente de ônibus.- Expliquei.

- Sinto muito, eu não deveria ter me intrometido.- Podia perceber o arrependimento em sua voz.

- Tudo bem, eu era bem pequena.- Disse num suspiro, e eu realmente era muito nova, se não fosse pelas fotos eu mal lembraria dos rostos deles.

- E você Elene? - Jimin perguntou, tentando desviar da pergunta que Jin fez e deixou o clima levemente desconfortável.

- Eu? Eu sou sozinha, sempre fui.- Disse séria, passando verdade na voz.

- Ninguém é completamente sozinho.- Taehyung falou sem olhar para ela, ele mantinha seu olhar longe, assim como Seokjin.

- Eu sou.

- Você tem seu bebê.- Comentei. Eu tenho quase certeza que ela está grávida, são o que todos os sinais apontam.

Naquele instante pude sentir os olhares sobre mim, mas o único no qual foquei foi no de Elene, que pareceu não se surpreende, provavelmente já sabia que eu havia notado. 

- É, eu tenho meu bebê.- Disse por fim, voltando a sua expressão inicial, mas agora acariciando a barriga com delicadeza.

Ninguém é completamente sozinho, todo mundo sempre tem alguém que se importa, se se ainda não tem, vai ter, basta ser paciente.



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