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História Destinos Ligados - Capítulo 35


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Notas do Autor


Olá! Finalmente né? Demorei muito... Mas taí! As votações nos deram o veredito! Não matem a autora!

Boa leitura :D

Capítulo 35 - Fábrica Automática


Fanfic / Fanfiction Destinos Ligados - Capítulo 35 - Fábrica Automática

[Domo Proto, 2300 a.d] 


Crono olhou para as amigas. Nenhuma delas parecia querer ficar sozinha. Ele entendia o motivo, aquele lugar era assustador, ficar sozinho ali deveria ser um tanto perturbador.

Os quatro ficaram em silêncio. Lucca não queria ficar ali, mas também não achava legal empurrar a tarefa para Marle, que pelo visto também estava nervosa com a escolha. 

Robot não estava entendendo o motivo da decisão ser tão difícil para as duas. Elas só teriam que esperar até a energia volta e então abrir a porta, não era algo difícil na visão dele.

-Certo... Ninguém vai ficar -Crono finalmente disse, interrompendo toda aquela tensão.

-Crono nós precisamos... -Lucca sabia que aquele era o único jeito. 

-Sem essa! Nenhuma de vocês quer ficar... E ninguém vai forçar isso. Nós temos que achar outro jeito... 

-Não tem outro jeito... Lamento pessoal. -disse Robot.

Os três trocaram olhares como se perguntassem um para o outro "e agora?".

-Nós duas podemos ir. -sugeriu Lucca.

-Não... Aquela fábrica abandonada é muito perigosa, Pelo que sabemos todos os robôs querem matar os humanos! -disse Crono.

-Robôs não matam humanos. -disse Robot.

-Pelo jeito agora matam. Você foi o único que não nos atacou. Eu não quero arriscar tanto assim... Se alguma de vocês se machucar eu... -Crono abaixo a cabeça, pareceu querer afastar aqueles pensamento trágicos que invadiam sua mente, mas era inevitável.

Percebendo a inquietação do rapaz, Marle segurou em seu ombro e levantou sua cabeça com uma das mãos, encarando seus olhos tristes.

-Tudo bem... Eu vou ficar. -Marle disse de forma serena.

-Marle... -Lucca ficou surpresa com a decisão repentina da amiga, que antes estava tremendo de medo.

-Tudo bem pessoal, vocês não vão demorar, vão?

-Não, mas...

-Então está decidido. Eu vou ficar!

Marle de repente tinha mudado sua postura, não parecia mais com medo, e sim feliz por ajudar. Até Robot não entendeu muito bem o motivo da decisão ter ficado tão fácil de uma hora pra outra. 

-Prometa que não vai sair daqui! -disse Crono, agora estava sério, segurando nas duas mãos da amiga.

-Ah... Claro! Não sairei daqui. Prometo.

Marle não esperava que Crono fosse a abraçar, mas foi isso que ele fez. Um abraço apertado que foi retribuído por ela.

-Não precisa fazer isso Marle... Não precisa ser forte o tempo todo... Eu iria entender... -ele cochichou para que só ela ouvisse.

-Eu estou bem... Quero fazer isso.

Lucca e Robot só observavam o longo Abraço. *Eles até esqueceram da fome né!* pensou Lucca.

-O que eles estão fazendo? -Robot se virou para Lucca.

-Estão se abraçando.

-Qual a finalidade?

-Abraçar? Bom... Pessoas se abraçam por vários motivos. Geralmente abraçamos quem gostamos muito. -Lucca levantou os óculos com o dedo indicador.

-Hum... - Robot guardou aquilo no seu banco de dados, embora não tivesse entendido por completo a situação. Algumas palavras no vocabulário de seus novos amigos o deixava confuso, os humanos que ele havia conhecido antes só davam ordens utilizando termos técnicos. O robozinho estava aprendendo coisas novas com o trio.

Crono e Marle finalmente se afastaram, cada um corado com seus próprios pensamentos. 

-Precisamos ir... Quanto mais rápido irmos mais rápido voltamos. Não vamos te deixar esperando. -Lucca disse para a amiga.

-Podem deixar comigo! Boa sorte!

E assim, Robot Lucca e Crono seguiram para o corredor que levaria até a saída do domo.

Quando o barulho dos passos não pode mais ser ouvido, Marle teve certeza de que estava sozinha. Seu coração palpitou um pouco mais forte, ameaçando disparar. Ela se sentou no chão e tentou pensar em algo bom.

-Algo bom... -Sua voz ecoou pela sala.

Dentre várias coisas, a garota se pegou pensando no rapaz de cabelos vermelhos.

Por que não parava de pensar nele? Que tipo de droga viciante era ele? *a melhor delas!* pensou Marle. Não, Crono era como açúcar, e ela sempre amou doces.

-Hum... Crono é mesmo um doce! -Marle decidiu que falar sozinha era um bom passatempo. -Adoraria comer um...

Até que ficar ali não estava sendo tão ruim, ela estava ajudando, estava mostrando para Crono que por seus amigos, ela superava os medos.

As palavras do garoto haviam encorajado Marle a ficar. Era como se ele despertasse ainda mais a coragem dela, como um apoio, alguém em que pudesse confiar.

Marle se perdeu em seus pensamentos, e o tempo passou...


***


[Fábrica abandonada, 2300 a.d]


-Chegamos. -Robot abriu a porta de entrada da fábrica.

O local era bem grande, mas parecia ser só o hall de entrada. Haviam duas esteiras, uma de cada lado da grande sala, uma delas levava até uma outra parte da sala em quanto a outra servia para voltar.

-Venham, eu conheço o caminho. -Robot seguiu pela primeira esteira que levou os três até a outra parte do grande hall de entrada.

A frente deles estava o elevador e a esquerda havia o corredor que levava até a esteira de volta. Nesse meio caminho três seres pulavam sem sair do lugar, seus corpos eram metálicos mas seus movimentos não eram nem um pouco robóticos.

-O que são essas coisas? -perguntou Crono.

-Robôs da linha de montagem... Mas estão diferentes, nunca vi eles assim. -disse Robot.

Os três robôs não pareciam ligar para o trio. Estavam mais interessados em ficar pulando.

-Enfim... Nosso caminho é pelo elevador. Vamos por aqui.

O elevador era uma espécie de luz que quando ligada suspendia seus passageiros em quanto descia até o próximo andar. Lucca ficou muito impressionada com aquilo, queria analisar todos os fundamentos daquela coisa, mas Robot poupou seu trabalho.

-Tenho o projeto completo dessa fábrica. Se quiser posso te dizer como fazer um elevador de raios Volg, é tão fácil...

-Oh... Eu adoraria. Hum... Todos os robôs tem isso?

-Os projetos? Não. Só os criados aqui.

-Então foi daqui que você veio é? Que sorte termos te concertado! Pelo menos agora temos alguém que entende dos lugares. -Disse Crono.

-Daqui eu entendo bem. Só não tenho as senhas, precisamos achar o computador da administração. -Robot ergueu um dos braços projetando na parede a planta baixa de toda a fábrica.

-É muito difícil de chegar lá?

-Não. É bem aqui. -Robot apontou para a projeção na parede, indicando uma pequena sala no meio de várias outras.

-Então não vamos perder tempo! 

Crono estava bem nervoso, Lucca reparou isso desde o momento em que deixaram o domo. O rapaz constantemente perguntava para Robot se já estavam chegando, e não ficava quieto um segundo.

A fábrica era um lugar grande, cheio de corredores extensos, e foi num deles que Lucca decidiu falar.

-Crono! Você está me deixando agoniada!

-Ah? O que eu fiz?

-Você não para quieto! Sei que está nervoso por ter deixado Marle sozinha, mas pelo menos disfarce!

-Eu não...

-Nem tente negar agora!

-Droga... Eu deixou tão na cara assim? -Crono fez careta.

-Ah sim... Bom, talvez eu repare melhor por que sou sua amiga a tempos. -Lucca disse aquilo com um sorriso sapeca, gostava de ter certas vantagens sobre o amigo.

-Do que vocês estão falando? -Robot perguntou confuso.

Crono ia dizer "não é nada", mas Lucca foi mais rápida.

-Crono está gostando da nossa amiga Marle. Ele acha que esconde isso de mim.

-Gostando? O que significa?

-Bom... Acho que é quando você quer ficar com a pessoa, proteger, agradar... Sabe?

-Hum... -Robot ficou em silêncio por um tempo. Precisava guardar aquela informação. -Então eu gosto de vocês!

-Ah... Puxa... Isso é bom! Mas o gostar do Crono é um gostar diferente. Ele gosta muito da Marle, acho que o certo seria dizer que ele está apaixonado. -Lucca conteve uma risadinha.

-Ei! -Crono corou. -Essa palavra é muito forte!

Lucca já conhecia aquela cena. Crono sempre sentia vergonha de falar dos seus sentimentos, sempre ficava vermelho e negava qualquer afirmação dela, mesmo ela já sabendo tudo.

Mas o garoto tinha seus motivos. Ele odiava se precipitar, sentia que para confessar seus sentimentos precisava ter certeza absoluta do que sentia, tinha medo de errar.

-Analisando toda a situação, com base nas informações que Lucca me deu, não há motivos para ter receio Crono. Marle parece gostar de você também. -disse Robot.

-Nossa... Vindo de você eu até consigo acreditar. Mas eu estou bem... Não estou apaixonado!

-Ok ok... Diga o que quiser! Sua negação não cobre a verdade! Hehe... -aquela conversa divertia Lucca, ela amava ver o amigo desconcertado daquele jeito.

Os três voltaram a caminhar em silêncio. Estavam no final do corredor mais extenso até o momento. Uma grande porta de aço se erguia pela parede do fundo.

Robot abriu a porta sem muito esforço, apenas a puxou para o lado, revelando um galpão imenso, cheio de esteiras, braços de metal enormes, grandes tonéis e barris de óleo e varias outras coisas. 

Tudo ali estava em funcionamento. Lucca conseguiu ver várias carcaças de robôs passando pelas esteiras.

-Quem está cuidando da produção desses robôs? -ela perguntou.

-Provavelmente ninguém. A fábrica toda é automatizada. Humanos não trabalham aqui. -Robot pareceu procurar por robôs que pudessem ajudar mas não viu nenhum ali.

O trio seguiu beirando as enormes esteiras, mas logo encontraram um grande obstáculo no caminho. Um tonel vermelho repleto de peças defeituosas estava bloqueando a passagem.

Robot e Crono tentaram empurrar mas era muito pesado, nem saiu do lugar.

-E agora? Não temos como tirar isso do caminho!

-Hum... Se não me engano tem um guindaste de controle remoto aqui na fábrica. -Robot desviou o caminho indo até uma porta ali perto. -Venham comigo!

Eles tiveram que subir uma escada de parede que deu direto numa sala minúscula, equipada apenas com um pequeno painel de controle. 

A parede a frente deles possuía uma enorme janela de um canto ao outro, permitindo que eles tivessem visão de todo o galpão.

-Hum... Mas onde está esse tal de guindaste? -Lucca observou pela janela.

-Ele vira até nós, é só apertar esse botão aqui e... -Robot apertou um dos botões do painel e lá de longe uma garra veio flutuando até parar a frente da janela.

-Nossa... Isso é incrível! -disse Lucca entusiasmada.

-Ei... O que é aquilo pendurado? -Crono apontou para uma gosma verde que estava grudada na garra.

Antes mesmo que eles pudessem entender o que era, a coisa se atirou na janela estilhaçando por completo o vidro. 

O susto fez Lucca cair no chão, seus óculos voaram longe. Crono também recuou protegendo os olhos dos milhões de cacos.

-Essa porcaria tá viva?! Que demônios é isso?! -Crono tirou sua Katana apontando para a gosma verde que agora estava esparramada pelo chão.

-Cuidado! Isso é ácido! Se encostar em você, não vai sobrar nem os ossos! -Robot apontava seu canhão para a coisa.

Em questão de segundos a gosma se atirou em Crono, mas ele foi mais rápido, jogou um banquinho que estava ali perto. A gosma grudou no objeto derretendo por completo o mesmo.

Crono avançou tentando corta-lo, mas a coisa se dividia e reagrupava novamente. Ataques físicos eram inúteis.

A gosma se cansou de Crono e foi atrás de uma vítima mais indefesa... 

Lucca.

Ela ainda estava no chão procurando por seus óculos, sem eles não enxergava nem um palmo a frente do nariz.

-LUCCA! -Crono gritou quando viu a coisa se atirando pra cima da garota.

Um toque do ácido faria seu corpo todo ser reduzido a caldo, um toque e seria o fim para ela...






Notas Finais


Uuuuuh será que a autora vai matar a Lucca? Hum... Veremos...
Mas então gente... A Marle teve que ficar (o que na minha opinião foi melhor pq a Lucca é mais importante nessa parte da história, principalmente por causa do Robot).
Enfim... Espero que tenham gostado.

Obrigada por ler S2


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