1. Spirit Fanfics >
  2. Destiny - Cellbit >
  3. Capítulo VI

História Destiny - Cellbit - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Hello, povo!
Demorei, mas voltei.
Estou puta da cara com esse aplicativo, muitos bugs e lentidão, pela terceira vez tento postar algo e não é dado como atualizado. PURO ESTRESSE.
Capítulo bem fraquinho :( sem muita loucurada com nossa Ravennita, mas é o início dos próximos eventos.

Capítulo 6 - Capítulo VI


 Desde os últimos três dias, coloquei-me em um pedestal egoísta e resolvi ignorar qualquer mensagem, ligação ou informação que tivesse ligação com Rafael. Eu estava sendo bem hardcore em relação a tudo o que tinha acontecido, não estava disposta a aturar um cara já crescido que sai do nada da casa dos outros sem dar, sequer uma, satisfação.

 Já chegávamos ao final do mês e meus armários começaram a ficar vazios, até meu estoque reserva de miojo havia acabado, ou seja, era uma situação de calamidade extrema. Fazer a lista de compras é como um ritual de relaxamento, a começar pela procura de um site bom para me ajudar com os itens essênciais e passear de um lado para o outro vendo o que restava do mês anterior, continuava sendo minha atividade favorita desde que comecei a morar sozinha.

 A independência vinha de um antigo acordo com meu pai, as regras eram claras e simples: se eu passasse por mérito próprio na USP seria contemplada com o antigo apartamento da minha mãe e ainda seria sustentada até meu sexto semestre. Uma oferta tentadora, que me custou noites de sono e o desenvolvimento de minha ansiedade, mas caia como uma luva quando pensava que me livraria dos comentários desnecessários de minha mãe e de sua repreensão sobre qualquer coisa que eu fizesse.

 Eu me sentia ingrata por reclamar tanto dos meus pais, eles lutaram a vida inteira para que meus dois irmãos e eu tivéssemos tudo do bom e do melhor, mas muitas vezes se esqueciam que não era só de dinheiro que precisávamos. Sentimentos não podem ser comprados, obvio que me sentir triste em uma casa capaz de abrigar um batalhão e viagens ao final do ano não é nada tão ruim, todavia ainda sinto um vazio muito grande dentro de mim.

[…]

 O carrinho de supermercado de uma pessoa consumista pode ser facilmente avistado, a quantidade de produtos inseridos no pobre coitado era aterrorizante e o suficiente para manter uma família durante umas três semanas. Mas não era para menos, eu recebia visitas inesperadas até do Papa Francisco e precisava estar preparada para alimentar meus amigos com estomago infinito. As embalagens bonitinhas eram uma tentação, coloridas e bem montadas, pareciam me chamar e implorar para que eu comprasse algo como um cortador de bananas ou de ovos.

 Passear pelo Carrefour é como um paraíso para meu lado de consumidora descontrolada, já tinha posto meu quarto pacote de bolachas recheadas e estava indo em direção ao corredor dos salgadinhos e barras de chocolate para me jogar e comprar muito mais do que o necessário — mas eu não engano ninguém, vou comer a maioria sozinha e uso meus amigos como desculpa, cof cof.

 Na minha vida há apenas duas certezas: a morte e o magnetismo de atrair gente que eu não gostaria de ver. Revirei os olhos mentalmente e fiz-me de louca quando passei pelo causador das minhas últimas dores de cabeça. Algumas pessoas podem chamar esse tipo de encontro de destino, já eu chamo de azar, urucubaca, desgraça, má sorte e invenção do maligno.

 Continuava no lado contrário dele no corredor, fingindo ler o rótulo das batatas chips da Pringles. Uma parte minha adoraria que ele notasse que eu estava aqui, a outra queria brigar com ele e a terceira gostaria de cavar um buraco e se esconder do homem. Adversidades de uma personalidade confusa e estressada.

— Ei. — Rafael tocou meu ombro e eu quase pulei, mesmo que meus pensamentos estivessem nele ainda estava em transe. Apenas o olhei de cara fechada e não respondi nada, sua cara confusa parecia um misto de dúvida e cinismo. — Fiz alguma coisa? Você anda me ignorando e fiquei meio encucado com isso.

— Se pensa que sair da minha casa igual um louco é alguma coisa, fez sim. — Respondi ríspida.

— Quer dizer que você gosta de pessoas aprisionadas na sua casa? E meu direito de ir e vir, advogata? — Ele encostou-se com o corpo no pilar do corredor, como um Bad Boy incomodando a mocinha. 

 — Quero dizer que gosto que me deem satisfações e não me deixem de mãos vazias depois de… de momentos íntimos. — Continuei na defensiva, não daria o braço a torcer para esse doido.

— Talvez você tivesse satisfações se não me ignorasse em todas às vezes que tentei falar contigo. — Rebateu com o óbvio, acho que ele pensa que sou idiota.

— Por que não me disse quando saiu? Não era mais simples ou você sente prazer em dificultar as coisas? — Desta vez saiu as palavras saíram de modo tão grosseiro que até eu me assustei.

— Você brava é uma gracinha. — Sorriu para mim, mas eu ainda mantinha minha expressão séria.

— Não brinque comigo, seu idiota.

— O que posso fazer para te recompensar? Aquele dia não deu tempo nem de terminar o filme.

— Sair da minha frente e me deixar passar. Direito de ir e vir que se chama, né? — Respondi irônica.

— Eu sei exatamente o que você quer.

— Se a alternativa for passar com esse carrinho por cima de você e dar ré…

Ele apenas sorriu e continuamos a discutir, uma das discussões mais bestas que tive. Parecíamos dois loucos desfilando pelo mercado, Rafael com uma cesta pequena e eu com um carrinho cheio de coisas. Chegamos à seção de frutas e verduras era um antro de coisas verdes e pessoas da terceira idade. Nenhum jovem queria comparecer ao mercado às 9:00 da manhã.

— Desculpe por minha intromissão, mas não posso deixar de falar que vocês são o casal mais bonito que vi em São Paulo. — A senhora desconhecida disse com um sorriso tão doce nos lábios que pude sentir sua sinceridade.

— Obrigada. — Respondeu Rafael também simpático. Que mané casal, tu é doido?

— Minha senhora, nós não somos um casal. — Respondi educadamente, mas queria matar Rafael. — Mas obrigada pelo elogio.

— Poxa!? Tenho certeza que ficarão juntos algum dia. — Afirmou convicta, continuava com seu jeitinho doce. — Peço desculpas se estou sendo invasiva, mas é impossível não reparar em vocês. Você é uma moça linda, tem uma cara de simpática… parecia minha netinha. — Senti a tristeza no seu tom de voz, era de cortar o coração.

— Fico agradecida com os elogios.

— Adoraria que você a conhecesse, pelo que me recordo dela tenho certeza que gostaria de você.

— Ah… Fico lisonjeada. Ela está muito longe? — Perguntei, parecia estar pisando em um território perigoso.

— Acima de nós. — Olhou para o teto com um sorriso. — A vida passa como um sopro.

— Desculpa pela indelicadeza de minha pergunta. — Me senti tão mal por ter perguntado, estava tão frágil depois daquela resposta.

— Não se preocupe, minha jovem! Por isso resolvi elogiá-los, não sabemos o dia de amanhã. E vocês paressem tão apaixonados… não percam tempo com bobagens, quando poderiam estar desfrutando a maravilha que é o amor.

Credo! Pensei.

— Eu sempre digo isso para ela. — Rafael, que estava de lado, resolveu dar seu ar da graça. — A senhora não imagina o poço de teimosia que é essa menina.

— Fica quieto, Rafael. — Guri oportunista demais.

— Eu disse. — Ele começou a rir junto da Senhora.

Depois de alguns minutos conversando com a senhora, ela foi continuar suas compras, já Rafael e eu fomos para o caixa pagar pelos itens que tínhamos pegado. Foram longos minutos, ora pela quantidade de velhos, ora pela quantidade de coisas que eu tinha pegado, demorei cerca de dez minutos para ser atendida.

Estava do lado de fora do supermercado, pedindo um Uber e totalmente dispersa em uma imensidão de nadas a minha frente. Me sentia um pouco besta por ter dado trela para o loiro, contudo sabia que mais cedo ou mais tarde nós nos encontraríamos. O encontro com a senhora e as respostas dele me deixavam cada vez mais confusa, ela é uma mulher de idade, deve estar atordoada e ter uma miopia de quinto grau, porém ele me parece bem sadio. Fora que até o presente momento não tive nenhuma resposta sobre sua saída repentina, isso é tão angustiante, são tantas possibilidades… queria poder entrar da mente desse homem.

 Rafael é um enigma e estou disposta a tentar desvendá-lo.


Notas Finais


Estão lavando as mãos, evitando sair de casa e tomando muita água? Tô de olho, hein!
Estou com inúmeras ideias para essa histórias e novas também, mas está cada vez mais difícil postar aqui... só esse capítulo é a terceira vez que tento atualizar.
Inclusive queria dizer que a demora é por conta da exigência que estou tendo ao escrever, quero entregar o meu melhor a vocês e por conta disso apago e reescrevo inúmeras vezes, para no final ter certeza que está bom.
Enfim, até a próxima 💙


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...