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História Destiny - Isulio - Capítulo 18


Escrita por: Cuentos_BeU

Capítulo 18 - Capítulo 18 - O Luar


Fanfic / Fanfiction Destiny - Isulio - Capítulo 18 - Capítulo 18 - O Luar

Comecei mais uma saga na minha vida, a saga de “A Procura de um Novo Apartamento”. Depois de analisar, analisar e analisar mais um pouquinho, cheguei a conclusão de que meu apartamento no Brooklyn é muito pequeno para mim e a bebê. Meu quarto até caberia um berço, mas seria uma verdadeira quadrilha para poder se movimentar ali dentro. Sem falar que uma criança não precisa apenas de um berço, mas também de uma cômoda, cadeirinha de alimentação - algo que não cabe na minha cozinha minúscula -, carrinho de bebê, bebê conforto, brinquedos… Sem falar na quantidade de roupinhas que ainda faltam comprar. Meu Deus, essa menina nem nasceu e já vai me levar à falência. 


Enfim, aproveitei o tempo livre depois do trabalho na sexta para visitar alguns dos apês que pesquisei na internet com Julio. Assim que descemos do carro, encarei a fachada do prédio com a testa franzida, um pouco detonada, eu diria… Talvez seja por estar escuro. 


-É um prédio antigo, mas o bairro é até bom. - ouvi Julio dizer, mas tive a leve impressão de que estava falando mais para si mesmo do que para mim. 


Ouvimos o som de uma moto atrás de nós, dando pinote, e Julio entrelaçou seus dedos aos meus entrando no edifício o mais rápido possível. Encarando a penca de escadas que precisamos subir para chegar ao oitavo andar. Tadinhas das minhas pernas. 


-Você não pode subir tudo isso. - Julio falou, olhando em volta a procura de um elevador. - fala sério, não tem elevador? 


-É só eu subir devagar. - falei, subindo os primeiros degraus com a mão na barriga de vinte e duas semanas. 


Sim, essa menina já está a cinco meses aqui dentro, já está do tamanho de um mamão - o que é bem estranho na minha cabeça -, e depois dos primeiros chutes, ela não parou mais. Deve achar que está em um pula pula, porque não é possível. 


-Não, não. - Julio subiu alguns degraus na minha frente, me impedindo de subir mais. - Você me disse que estava cansando rápido. 


-Porque eu sou uma sedentária. -  revirei os olhos, me apoiando no corrimão. - precisamos ir ver o apartamento. 


-Esse aqui está fora de cogitação, Isa. Como você vai subir essas escadas quando estiver com nove meses? E quando a nossa filha nascer e você for sair com o carrinho, para subir e descer oito lances sozinha? Sem falar no perigo da nossa menina cair daqui. 


Olhei para cima, tentando visualar as situações que ele citou. A imagem da minha filha caindo das escadas me causou calafrios, me convencendo do argumento dele.


-Ok, ok. - falei, descendo os degraus. - você está certo. Sem falar que nas fotos esse aqui foi o que menos me agradou. 


-Então podemos ir para o próximo? - ele também desceu, me acompanhando para fora do prédio. 


Pretendia visitar dois apartamentos hoje, esse, e um mais próximo do bairro de Gaby. O problema é que naquela região os imóveis são bem mais caros, e mesmo sabendo que muito provavelmente não poderei pagar, me apaixonei pelo lugar nas fotos e decidi visitá-lo mesmo assim. 


Voltamos para o carro e Julio seguiu em direção ao endereço que falei. Quando chegamos, vi pelo olhar dele que gostou bem mais desse bairro, analisando cada centímetro do prédio também. Entramos de mãos dadas e agradeci a Deus quando vi o elevador, ao mesmo tempo querendo chorar por saber que nunca vou ter dinheiro para morar aqui. Por que eu gosto de me torturar, hein?


-Estou com fome. - reclamei, me recostando no peito dele depois de apertar o botão do quinto andar. 


Ouvi sua risada em meu pescoço quando ele deixou um beijo ali, deslizando as mãos pela minha barriga. 


-Podemos ir jantar quando sairmos daqui. - ele disse, e senti um chute de nossa filha na parte onde estava sua mão. - Veja, acho que ela concorda. 


-Claro que ela concorda. - virei o rosto, deixando um beijo rápido em sua bochecha quando as portas do elevador se abriram. - vamos. - o puxei em direção ao apartamento.


Bati na porta, que não demorou para ser aberta por uma mulher ruiva do outro lado. Seus olhos verdes brilharam para mim, e seu sorriso me fez gostar dela automaticamente. 


-Isabela? - perguntou, estendendo a mão para mim. - Eu sou a Helen, nos falamos por telefone. 


-Sim, eu me lembro. Obrigada por estar disponível hoje. 


-Imagine. - Ela terminou de abrir a porta, dando passagem para nós. - E você deve ser o…- ela olhou para Julio, esperando que ele completasse. 


-Julio, sou namorado da Isa. - respondeu, sorrindo gentilmente.


-Sejam bem vindos. - Helen fechou a porta, caminhando conosco pelo apartamento vazio. - Bem, essa primeira parte é apenas um pequeno hall de entrada. - apontou para onde estávamos antes, depois se virando para onde estávamos agora. - Aqui é sala de estar, é espaçosa e o piso é de madeira brasileira, acabou de ser trocado. 


Encarei o cômodo centímetro por centímetro. Já consegui visualizar os movéis em seus devidos lugares, e ainda sobraria muito espaço para minha filha brincar e correr no futuro. 


-Ali é a cozinha; - Helen foi mostrando cada espaço, desde a cozinha planejada com armários brancos, a sala de jantar com disponibilidade para um mesa grande, e o pequeno lavabo para visitas. 


Deus, como sairei daqui depois de estar tão apaixonada pelo apartamento? Eu deixaria Julio e me casaria com esse lugar fácil, fácil. Certo, Isabela, não exagere. Um apartamento não pode causar todo o… Jesus, preciso me controlar. 


-E onde ficam os quartos? - Julio perguntou, e Helen nos encaminhou para um corredor ao lado do hall por onde entramos. 


-Uma suíte e dois quartos com banheiro interligado. - A ruiva abriu a primeira porta, me dando a visão do espaço grande. 


Mas de todos os cômodos, o que mais me encantou foi o último quarto. Acredito que o brilho dos meus olhos tenha triplicado quando abri a porta, levando o olhar diretamente para a grande janela de vidro, que dava uma visão perfeita de toda a cidade iluminada naquela noite. 


-Oh meu Deus. - levei a mão à boca, me aproximando do vidro para encarar a vista. A lua estava alta no céu, transformando o cenário em uma verdadeira obra de arte na minha mente. 


Ouvi o som atrás de mim da porta sendo fechada, mas não me virei, estava completamente vidrada naquela vista. Pude sentir o corpo de Julio se aproximando por trás de mim, enlaçando seus braços na minha cintura e deslizando as mãos pela minha barriga, apoiando o queixo no alto da minha cabeça para também assistir a cidade brilhando na nossa frente. 


-E a cena se repete. - ele disse baixinho, despertando em mim a memória de quando admiramos a vista e a luz da lua em nosso primeiro encontro, na ponte do Brooklyn. - esse seria o quarto perfeito para nossa filha. 


-Ela iria dormir todos os dias iluminada pelo luar no berço. - sorri, unindo mais mãos as deles na minha barriga. - seria perfeito. 


-Compre o apartamento, Isa. - meu sorriso se desmanchou um pouco, e ele percebeu. - eu sei que suas economias não são suficientes, mas também sei que você se apaixonou pelo lugar. - suas carícias fizeram nossa bebê chutar. - e pelo visto não foi só você. 


-Eu amei mesmo, mas está um pouco fora do meu orçamento. - respondi, encostando a cabeça no seu peito. 


-Mas não do meu. - levantei a cabeça, o encarando. - O que foi? eu também amei o apartamento. 


-O que você quer dizer com isso? - me soltei de seus braços, me virando completamente para ele. 


Meu Deus, ele não pode estar sugerindo o que acho que esteja. Certo Isabela, não surte agora.


-Estou dizendo que estamos namorando, vamos ter uma filha, e eu já estava procurando outro apartamento, não teria como fazer um quarto de bebê em um loft. - ele riu, segurando minhas mãos. - Eu já passo mais tempo no seu apartamento do que no meu, por que não aproveitamos a oportunidade e.... - Julio ergueu uma sobrancelha. - o que acha de morarmos juntos? 


Arregalei os olhos, olhando em volta para ver se não tinha nenhuma câmera. Posso surtar agora? 


-Você odiou a ideia. - ele disse, notando minha demora para responder.


-Claro que não odiei. - apertei suas mãos, me aproximando mais dele. - Na verdade eu estou surpresa, porque eu amei. - me derreti um pouco por seu sorriso. - Você tem certeza? Eu odeio que deixem roupa jogada por aí e tenho um treco toda vez que vejo a tampa da pasta aberta. Sou chata demais, como você vai aguentar? 


-Eu não diria que aguentar é a palavra correta. - seu sorriso cresceu ainda mais, enquanto uma de suas mãos subiu até o meu rosto. - Claro, nossa vida não vai ser perfeita, mas a de quem que é? O que me importa é ter você e nossa filha comigo, nossa família. 


Pisquei algumas vezes ao perceber que algumas lágrimas desceram pelo meu rosto. Eu estou chorando? droga de hormônios. 


-E então? 


-Sim, claro que eu quero morar com você. - sorri, deixando um beijo rápido na boca dele. - espero que não se arrependa. 


-Nunca. - Julio riu, voltando a tocar minha barriga. - Vamos decorar esse apartamento juntos, e esse vai ser o quarto da…


-Já pensei em um nome para ela. - o cortei, vendo seus olhos crescerem ao me ouvir. - e acho que você vai gostar...


Meu sorriso aumentou, e eu olhei de relance para a lua antes de explicar.


Quando terminei de falar, os olhos de Julio estavam brilhando como nunca antes. 


-É perfeito. - o entusiasmo em sua voz quase me fez rir. - Meu Deus, é muito mais do que perfeito. -  seus braços me puxaram para perto, me colando aos seu peito


-Aleluia, senhor. - balancei a cabeça, agradecendo. - chegamos a um consenso. - ele deu risada, fazendo meu peito vibrar. 


Fomos interrompidos pela porta do quarto, que voltou a ser aberta por Helen, que nos olhou com um sorriso de lado. 


-Preferi deixá-los conversar em particular. - ela disse, entrando. - e então, o que acharam do apartamento? 


-O lugar é perfeito. - Julio se virou para ela, me mantendo ao seu lado. - Vamos ficar com ele, onde assinamos? 


O sorriso de Helen poderia iluminar uma cidade inteira. Gostei demais dessa mulher. 


-eu sabia que fariam uma boa escolha assim que olhei para vocês. - ela disse, nos acompanhando de volta para a cozinha. - eu trouxe os documentos do apartamento, resolvemos as questões burocráticas e o lugar é de vocês. 


-Nosso lar. - Julio acrescentou, entrelaçando seus dedos aos meus. 


Nosso. Eu realmente amo essa palavra. 


[...]


Uma semana havia se passado desde que Julio e eu decidimos comprar o apartamento, e entre dias resumidos em empacotar coisas e levar para nosso novo lar, decidimos dar uma pausa e aceitar o convite para visitar Gaby, que decidiu convidar Agus, Alan, Giulia e Guido para se unirem a nós em uma tarde tranquila. Claro que não se devia apenas uma visita comum, mas também iríamos finalmente revelar para eles e as crianças o nome da nossa filha, e aproveitar a presença de todos foi a oportunidade perfeita. 


Depois do almoço maravilhoso feito pela minha irmã, eu e Julio preparamos tudo, nos apressando e logo nos sentarmos na sala com os outros. 


-Bom, desembuchem. - Gaby foi direta, se encostando no ombro de Rhener. - Vocês dois estão estranhos o dia todo. 


-Estamos? - Julio ergueu uma sobrancelha, com um olhar brincalhão. 


-Na verdade… - comecei, acariciando minha barriga. - temos algo para contar. - mordi o lábio, sorrindo. - decidimos o nome da nossa filha. 


-Oh, oh! - Giulia bateu palminhas, se inclinando para a frente. - e qual vai ser? 


-Achou mesmo que iríamos apenas contar assim? - Julio riu, se recostando no sofá. - Como nada na nossa vida é exatamente normal, decidimos fazer uma brincadeirinha para contar. 


-Isso é a cara do Julio. - Alan revirou os olhos, com um sorrisinho. - e então, qual é a brincadeira? 


-A brincadeira não é para vocês, é para as crianças. - respondi, me virando para Nicolas, David e Mia sentados no tapete brincando com alguns blocos de montar. - o que acham? 


Os três se levantaram, animados para participar. 


-Pode falar, tia  - David, largou o bloco, unindo as mãozinhas na frente do corpo. 


-Vocês vão participar de uma caça ao tesouro. - me inclinei um pouco, falando alto mas ao mesmo tempo como se fosse um segredo. - eu e o tio Julio espalhamos quatro letras de madeira pela casa, e vocês precisam achar todas elas. Quando acharem a última letra, darei um prêmio a vocês. Certo? 


-Certo. - os três responderam ao mesmo tempo, animados para começar. 


-Muito bem, preparados para a caça ao tesouro, marujos? - Julio perguntou, imitando uma voz engraçada que os fez rir.


-Estamos, capitão! - os três gritaram entre risos. 


-Eu não ouvi direito! - eu disse, também imitando uma voz engraçada.


-Estamos capitã! - eles gritaram ainda mais alto.


-Três… dois… - Julio começou a contagem. 


-Um! - completei, fazendo as três crianças dispararem pela casa. 


Nós adultos apenas observamos, soltando palavras de incentivo para cada um. Não demorou muito para ouvirmos o grito animado de Nicolas, que trouxe a primeira letra aos tropeços, erguendo-a como uma trofeu. 


-Achei! Achei! - ele gritou, entregando ela para mim. 


-Muito bem, marujo. - Julio sorriu para o menino, que voltou correndo para tentar achar a próxima letra.


Me virei para meus amigos, colocando a letra “A” de madeira na mesinha de centro. Os seis ficaram calados, apenas esperando pela próxima criança. Logo Mia deu um grito agudo de vitória, vindo dançando em nossa direção. 


-Eu achei! - a menininha loira nos entregou a letra, recebendo um sorriso orgulhoso dos pais. 


-Parabéns, princesa - falei, colocando a próxima letra na mesinha, ao lado da primeira. 


-”Y” - Agus falou, encarando a letra. - Estou ainda mais curiosa. 


-Paciência, deixe as crianças se divertirem. - sorri, me recostando mais uma vez ao lado de Julio. 


-Tia! Tia Isa! - David veio correndo, trazendo não apenas uma, mas as duas letras que faltavam. - Eu achei! 


-Muito bem, meu amor. - me levantei do sofá, pegando as duas letras. 


Mia e Nicolas voltaram para a sala, se sentando no tapete enquanto eu e Julio paramos na frente de todos. Sorri para eles, colocando o “L” ao lado da segunda letra, deixando que Julio completasse com a que faltava, “A”.


AYLA!


-Quando eu era pequena - comecei, chamando a atenção deles para mim -, meu pai me contou a história de uma menininha chamada Ayla, ele amava aquela história então eu sempre pedia para ele contar todas as noites, apenas para vê-lo feliz. - Gaby deu um sorriso triste, se lembrando de nosso pai - Ele me contou que o nome significa Luar. - Também sorri, sentindo uma emoção tomar meu peito - Achei o nome perfeito para nossa menina, já que ela veio para iluminar a nossa vida, assim como o luar ilumina uma noite escura. E claro, é o nome perfeito para me lembrar do nosso pai. - Sequei uma lágrima quando vi os olhos de Gaby marejados. 


-Ayla. - ela repetiu, aumentando o sorriso. - eu me lembro dessa história. É um nome perfeito. 


-Bem vinda a família, Ayla, - Giulia disse, se levantando com Guido do sofá. - É lindo, Isa. - ela me abraçou, sendo seguida por Agus e Alan. 


-Ei, ei, ei. - David chamou nossa atenção assim que Gaby me abraçou. - momento lindo, família, mas e o nosso prêmio? Trato é trato. - O menino de cinco anos cruzou os braços, como um adulto. 


Alguns segundos foram necessários, até todos cairmos na gargalhada. Julio correu até a cozinha, voltando com três cestinhas pequenas de chocolates, uma para cada um. 


-Aqui está, marujos. Vocês mereceram. - ele entregou, causando sorriso alegres nas crianças. 


Os três pequenos voltaram a brincar pela casa, correndo com suas cestinhas, deixando os adultos com seus momentos de adultos. 


-É isso. - Gaby sorriu, cruzando os braços. - Estou criando um pequeno advogado.


Todos demos risada, voltando a nos sentar no sofá. Julio me puxou para perto de seu peito, passando um dos braços ao redor da minha cintura para me abraçar. Sua outra mão acariciou minha barriga, descendo e subindo os dedos pela curvinha de amor. 


Depois de meses, finalmente encontramos o nome perfeito para nossa menininha. Ayla veio para trazer um Luar que eu nem mesmo sabia que precisava na minha vida, me enchendo de um amor indescritível. E eu só espero poder dar o meu melhor para ser uma boa mãe para ela.


[...]


Notas Finais


"Oie, capítulo novo!"

Ayla - nome de origem turca, traduzida como “luz da lua” ou "luar".

Pesquisei muito para encontrar um nome que me agradasse e que tivesse um significado importante para essa história, e acredito que tenha conseguido alcançar o mais próximo do apropriado.

Me apaixonei demais pelo nome da nossa baby Isulio, nossa borboletinha.

Espero que tenham gostado do capítulo amores, ele fazia parte de um dos que eu estava muito ansiosa para postar para vocês.

Me digam o que acharam.

Besos e até o próximo capítulo!!


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