História Destiny - Jikook - - Capítulo 25


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Namjin, Park Jimin, Taegi, Yaoi
Visualizações 517
Palavras 3.151
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa Leitura! ^^

Capítulo 25 - - Twenty-Four -


Fanfic / Fanfiction Destiny - Jikook - - Capítulo 25 - - Twenty-Four -

“Quero colo. Quero cafuné. Quero beijo. Quero mordida. Quero abraço. Quero você.”Roger Stankewski

Jimin P.O.V’s

     Após ajudar senhora Jeon, Jungkookie tirou o resto do dia para me apresentar a vila de onde saiu. Algumas pessoas ainda não acostumadas com nossa orientação sexual nos olhavam um pouco torto, mas não faltaram com respeito um minuto sequer. Talvez achem estranho um homem beijar o outro por estarem um pouco isolados do resto da sociedade, ou por ser realmente essa a forma que nosso país ainda abriga a cultura patriarcal, não os julgo, aprendi a ser mais calmo em relação a isso graças ao meu namorado.

     E por falar em Jungkook, é nítida sua felicidade apenas em estar ali. Ele sente falta mesmo de onde nasceu e foi criado, também sendo um lugar incrível como esse, jamais me importaria em comprar uma cabana como aquela e passar boa parte das férias, isolada ali. No fim da tarde, com a queda brusca da temperatura, o mais novo achou melhor tomarmos um banho rápido, e nos vestir com algo mais quente. Não nos importamos em dividir o pequeno espaço daquele banheiro, ainda mais que a água não estava tão quente como deveria, o difícil foi sair de dentro do cômodo, mas assim que o fiz, já fui logo para baixo dos cobertores.

     -Jiminnie, precisa terminar de se vestir. -O mais novo entrou murmurando no quarto.

     -Está tão frio, bebê. Me deixe aqui, por favorzinho!  -Ele sorriu, percebendo que fora do cobertor, era possível ver apenas meus olhos. -Aproveita e vem aqui me esquentar um pouco.

     -Me deixei colocar meias em seus pés então. -Observei atentamente enquanto ele protegia meus pés do frio intenso. -Aqui não tem aquecedor, Jimin! Então não é melhor se arriscar.

     -O que quer dizer com isso? -Perguntei me aconchegando em seu corpo assim que ele se deitou ao meu lado.

     -Que se começar a se sentir mal, me avise que eu levo você para um hotel. -Jungkook disse acariciando minhas bochechas. -Não quero que se exponha a resfriados ou alguma outra doença só para nos agradar.

     -Eu vou ficar bem, Jeon-ssi! Confia em mim. -O encarei sorrindo, antes de selar seus lábios em um beijo calmo. 

     No momento seguinte seu corpo rolou sobre o meu, me prendendo contra o colchão, ficando entre minhas pernas. Não havia maldade ali, apenas carícias e uma intensidade maior ao beijo. Jungkook carinhoso e bobo apaixonado, essa é a visão que me acostumei a ter do mais novo, não aquela abatida, chorando sem se importar com o mundo a sua volta. Entendo que algumas pessoas sofrem em silêncio, que nós somos humanos e o choro ás vezes é inevitável, mas daí se culpar por algo que você praticamente doou até o último segundo de dedicação é exigir demais de você mesmo.

     Tivemos que nos levantar para o jantar, senhora Jeon preparou alguns peixes frescos que ganhou de uma vizinha, é bom ver uns ajudando os outros, não o mundo egocêntrico do qual eu vim. Após o jantar ficamos conversando por alguns minutos, Junghyun resolveu se arriscar e havia saído para encontrar alguns amigos. A mais velha decidiu ir se deitar, após Jungkook dizer que ela precisava descansar um pouco, nos deixando sozinhos no local. Meu namorado então me puxou em direção a pequena varanda com saída para a praia, poderia ser simples aquele local, mas é deslumbrante.

     Sentado no chão, Jungkook me puxou para sentar entre suas pernas, me abraçando enquanto jogava um cobertor em volta de nossos corpos. Protegidos do frio, usando toucas, luvas e meias, ficar ali observando as ondas pareceu ser o programa perfeito a se fazer, bom qualquer coisa fica perfeita com a companhia de meu garoto. Sentindo seus beijos em meu pescoço, Jeon parecia fazer questão de tirar o cachecol daquela área, apenas para aquecê-la com seus lábios. É fato que depois de tudo o que ocorreu de ruim nas últimas semanas, pareço estar vivendo um conto de fadas.

     -Jimin! -O mais novo me chamou, passando levemente a ponta do nariz na pele de meu pescoço. -Amor!

     -Estou te ouvindo, bebê.  -Sussurrei, me virando de frente para seu corpo, mas ainda mantendo o cobertor em volta de nós dois.

     -Eu amo você! -Jungkook sorriu deixando também visível o brilho em seus olhos causados pelas lágrimas. -Obrigado por aceitar ficar aqui, não sabe o quão importante isso é para mim.

     -Você me ensinou, e continua me ensinando o valor das coisas simples, Jungkook. Veja ao nosso redor, se estivéssemos em um resort ou pousada, gastando rios de dinheiro, não teríamos uma visão como essa. Digo, a visão da simplicidade. Luxo não é tudo, sou eu quem devo agradecer a tudo o que me fez. -Ergui meu corpo, ficando de joelhos em sua frente.

     Com seu rosto entre minhas mãos, procurei secar as lágrimas que escorreram por suas bochechas, ele ainda estava visivelmente abalado por conta da perda de seu primeiro paciente, um pouco mexido com algumas lembranças de suas origens, e não vê mal algum em se mostrar frágil em minha frente, pois sabe que estou disposto a abraçá-lo pelo tempo que precisar. E foi justamente isso o que fiz, mas antes deixei um beijo demorado em sua testa, ato esse que significa carinho e proteção.

     -Eu não quero perder você também, Jimin! -Me assustei quando sua voz saiu ainda mais afetada, dando lugar aos soluços de desespero, como se o mundo ao seu redor estivesse prestes a desabar, da mesma forma que o encontrei no corredor do hospital. -Quando briguei com você, me senti a pior pessoa do mundo, mesmo tendo razão. Eu não queria te fazer chorar, mas não queria me ferir ainda mais.

     -Jungkookie, para com isso. Você não vai me perder. -Disfarcei minha voz também abalada, ouvir seu desabafo estava me deixando emocionado a um nível extremo. -Eu estou aqui, bebê!

     -Hyung, meu peito dói. -Ele me encarou, no mesmo instante em que sua respiração perdeu o compasso. -Chame... Chame minha mãe, Jimin!

     -Jungkook! -Seu corpo começou a tremer levemente e aquilo me assustou ainda mais. -Senhora Jeon! -Me levantei, correndo em direção ao quarto com certo desespero.

     -O que foi, menino Park? Aconteceu alguma coisa? -A mais velha disse vestindo o casaco, um pouco confusa por ter sido tirada de seu sono.

     -O Jungkookie, ele está tendo um ataque, não sei o que é. -Corri a puxando em direção a varanda, encontrando o mais novo do mesmo jeito, ainda mantendo ambas as mãos em seu pescoço, como se quisesse se livrar do cachecol.

     Ainda apavorado, vi a mais velha se abaixar na frente do filho, que no mesmo instante percebeu a presença da mesma ali. Senhora Jeon tirou o cachecol, abrindo a blusa de frio, e jogando aquele cobertor para longe. Parecia acostumada a ver aquele tipo de cena, como se o filho tivesse esses ataques desde a infância. Jungkook parecia sentir calor, mesmo com a temperatura na casa dos cinco graus. Com ambas as mãos nas bochechas do mais novo, a mulher passou a pedir com calma que ele respirasse pausadamente, sendo atendida no mesmo instante.

     -Sabe o que é isso, não sabe, Jungkook-ah? -Ela lhe perguntou, recebendo apenas um aceno como resposta. -Então sabe que os sintomas são passageiros.  Vão passar rapidamente como das outras vezes.

     -Omma! -Sua voz ainda enfraquecida pela respiração entrecortada.

     -Respira devagar, meu anjo! -Incrível a calma que a mais velha tinha diante da situação. -Vai passar. Apenas se acalme mais um pouco.

     Não sei dizer ao certo, mas os cerca de dez minutos naquela situação pareceram uma eternidade. Para quem não conhece sintomas de uma crise real de pânico, com toda certa se apavoraria. Minhas crises geralmente são ansiedades por conta de locais apertados, mas nunca chegaram a ficar graves a um ponto semelhante. Com Jungkook mais calmo, apenas trêmulo por conta do que houve, me senti mais seguro para me aproximar, acariciando suas bochechas, ouvindo ele sibilar um pedido de desculpas.

     Senhora Jeon me ajudou a levá-lo até o quarto, lhe deu uma dose do calmante que ele costuma beber, um pouco mais fraco que o remédio receitado por Seokjin, só então soube que meu namorado costuma dar crises de pânico como essas, mas há muito tempo parecia estar livre. Talvez os estresses dos últimos dias tenham sido o gatilho necessário para seu sistema nervoso mandar um alerta, esse descanso veio mesmo na hora certa. Jungkookie não demorou a adormecer, me deixando livre para ajeitá-lo melhor sobre a cama.

     Com a casa de volta ao silêncio, minha sogra dormindo no outro quarto, junto com Junghyun que chegou logo após o ocorrido, passei boa parte da madrugada zelando por seu sono, me preocupando até mesmo com uma mudança de expressão. Os calmantes pareciam fazer o efeito desejado, então só após adquirir um pouco mais de confiança, me ajeitei ao seu lado, abraçando o corpo do mais novo. E foi assim, o resto de nossa noite de sono, obviamente não dormi como deveria, minha preocupação com ele era maior.

[...]

     Jungkook acordou por volta de dez da manhã. Sim, eu me encontrava completamente acordado antes do mais novo despertar. Meu namorado estava meio sonolento, não por culpa de uma noite ruim, afinal ele dormiu o tempo inteiro, mas os efeitos do calmante ainda estavam em seu corpo, o que possibilitava seus músculos a não mexer com deveriam. Meu bebê estava literalmente como um gato manhoso em meio aos cobertores, e invertendo os papeis, agora sou eu quem cuido dele.

     -Jiminnie, eu não quero levantar agora. -Completamente preguiçoso, ele disse se enrolando ainda mais nas cobertas.

     -Não precisa levantar agora, bebê! Eu também não vou. Minha cabeça parece que vai explodir. -Resmunguei, sentindo a cabeça latejar.

     -Você passou a madrugada de olhos abertos, não é? -Apenas balancei a cabeça, vendo ele suspirar frustrado. -Aish! Me desculpe, amor!

     -Não precisa se desculpar. Apenas quero que me diga como ajudá-lo da próxima vez que algo assim acontecer, para que eu não precise chamar por alguém. -Murmurei me aninhando em seu peito. -Você me assustou, Jungkookie.

     -Foi uma crise de pânico, tenho esses sintomas quando sinto que as coisas sairão do controle, e os últimos dias não foram lá uma rotina esperada então. -Ele suspirou, acariciando minhas costas. -Geralmente conversando comigo, me ajudando a manter a respiração e a calma já é o bastante, em alguns minutos costuma passar.

     -Desde quando sofre essas crises? -Ouvi ele suspirar, como se o assunto fosse delicado. -Não precisa dizer. Está tudo bem agora. 

     -Eu estava ao lado dele, tinha apenas dez anos aquela época. O motorista do caminhão perdeu o controle, na certa estava embriagado ou exausto. Na hora eu não entendia muita coisa, apenas que meu pai já não estava mais conosco, mas me lembro bem de suas últimas palavras. -O mais novo estava chorando. -“Você é o homem da casa agora, cuide bem deles.”. É isso que venho fazendo desde então.

     -E faz perfeitamente bem. -Sorri secando suas lágrimas, antes de encher seu rosto de beijos. -Você é um anjo, Jeon Jungkook. O ser mais belo que tive o prazer de conhecer. Seu pai deve se orgulhar de você, onde quer que ele esteja.

     -Queria que ele tivesse conhecido você. -Senti seu toque suave em minhas bochechas. -Ele saberia entender minha escolha, me apoiaria como minha mãe.

     -Eu sei que sim. -Deixei um suspiro escapar, seguido do gemido de dor. -Poderia me arrumar um remédio? Talvez mais tarde possamos ir ao cemitério deixar flores para ele.

     -Você iria? -Jungkook me encarou, parecendo mais tranqüilo. -Não é tão longe daqui, talvez com meia hora de caminhada chegamos lá, mas se quiser ir de carro, por mim tudo bem.

     -Você quem decide, bebê! -Deixei um beijo rápido em seus lábios. -Agora o remédio, por favor!

     -Calma! Vou buscar água. Só um segundo. -Ele caminhou até o corredor, cambaleando um pouco por causa do efeito do calmante, mas conseguia manter equilíbrio suficiente.

     Depois de me trazer o remédio, Jungkook voltou a se deitar ao meu lado, onde trocamos carícias e palavras doces pelo resto da manhã, até senhora Jeon nos chamar para o almoço. Percebi que havia a presença de uma garota na casa, mas sabia que não teríamos problemas, já que suas bochechas ficavam avermelhadas apenas ao observar Junghyun, o mesmo parecia absorto aos olhares da mais nova, como se não tivesse consciência de tais sentimentos, ou até mesmo não desse importância.

     -Yah! Jennie, continua baixinha. -A mesma se mostrou um pouco irritada com a provocação de Jungkook.

     -Não fale assim, Oppa! Eu cresci muito desde que você foi para a capital. -Ela se levantou abraçando o mais velho, e dessa vez algo se mexeu em meu peito. -Quem é esse?

     -Ah, o Jiminnie? -Meu namorado sorriu, me puxando para um abraço de lado, antes de deixar um beijo em minha testa. -O amor da minha vida.

     -Ele é lindo. Formam um belo casal. -Ela sorriu, me estendendo uma das mãos. -Me chamo Jennie, Jiminnie Oppa!

     -Prazer em conhecê-la. -Sorri, sentindo meu coração voltar ao ritmo normal. -Se conhecem há muito tempo?

     -A menina Jennie é quase uma filha. -Minha sogra disse com os olhos brilhando. -Fico feliz que tenham se dado tão bem.

     Eu também minha sogra, menos uma para minha lista de tortura.

     -Moon ainda está vivo? -Ouvi Jungkookie perguntar sobre o tal gato, e a mesma o encarar com uma expressão estranha.

     -Não. Morreu de velhice há alguns meses. Eu sinto muito, Oppa! -Ela parecia se culpa, algo natural, mas sua simplicidade falava mais alto.

     -Não foi sua culpa, Omma e eu já imaginávamos isso. -Jungkook disse se sentando, mas antes puxou a cadeira para que eu fizesse o mesmo. -Como anda esse coração, Jennie?

     -Apenas bobeando sangue, Oppa. Sabe, quem eu amo de verdade, pouco se importa com esse sentimento. Talvez ache que é coisa da infância. -Sentia aquela indireta mesmo não sendo para mim.

     -Ou talvez ele queira poupar ambos de sofrerem pela distância. -Junghyun se levantou, deixando seu almoço quase intocado. -Estou sem fome, Omma. Me deem licença.

     Meu cunhado seguiu em direção á varanda dos fundos, com toda certeza iria até a faixa de areia. Conheço alguém com esse tipo de sentimento. Sofrer por amor, há quem diga que esse sentimento nos poupa disto, mas sei que quando se ama, sofrer faz parte do pacote. Seja pela distancia, por não ser correspondido, por ver quem amamos com outra pessoa, por uma traição, todos esses fatores resultam em dores diferentes, mas na mesma intensidade. Quando percebi o clima ruim que ficou na mesa de almoço, me ofereci para ir atrás do mais novo, talvez o conselho de alguém com certa experiência ajude um pouco.

     Encontrei Junghyun lançando algumas pedras no mar revolto, ouso dizer que sua mente estava da mesma forma aquele instante. Jamais imaginei ver meu cunhado sofrer por algo tão bobo. É certo que esse sentimento deve ser levado á sérios, mas ele está sofrendo por ser covarde, e por fazendo a garota sofrer sem uma resposta. É recíproco, mas ele a faz acreditar que não dá a mínima para os sentimentos dela em relação a ele. Vi o mais novo se sentar na faixa de areia, quando as pedras acabaram, mantendo os joelhos flexionados, e a cabeça apoiada ali, parecia confuso.

     -Junghyun! Posso ir até você? -Perguntei, vendo ele se assustar.

     -Eu estou bem, Hyung. Só... -O mais novo suspirou. -Só não sei o que sinto. Eu gosto da Jennie, mas sofri demais quando nos afastamos por conta da mudança, ainda existe a distancia entre as duas cidades, a universidade. Sei o que meu irmão sentiu quando ficou sozinho em Seul, não quero que ela sinta o mesmo.

     -Seu irmão não tinha condições de manter contato ou vir para cá quando desejasse, Junghyun! -Me sentei ao lado dele. -Agora tudo mudou para vocês, creio que Jungkookie não iria negar lhe comprar uma passagem de trem toda vez que quiser visitar Jennie, desde que isso não prejudique seus estudos.

     -Eu não pensei nisso. -O mais novo parecia envergonhado.

     -E veja, você não precisa ficar em um hotel, tem lugar para ficar aqui todas as vezes que vier a cidade. Sei que consegue se virar sozinho. -Ele ergueu a cabeça, encarando as ondas ainda revoltas. -Não deixe esse sentimento de lado por insegurança, Junghyun. É nítido o quanto se gostam.

     -Vou conversar com ela, Hyung! Obrigado. -O mais novo se levantou, e eu fiz o mesmo, batendo a areia do corpo.

     Junghyun caminhou sozinho de volta a casa, me deixando ali observando o mar. Uma bela paisagem de fato, melhor ainda com as nuvens acinzentadas acima do oceano. Não sei dizer, mas não me identifico muito com dias ensolarados.  Senti um par de braços em volta de meu corpo, um beijo sendo depositado na parte de trás do meu pescoço, e a intensidade daquele toque já era mais que conhecida por mim. Seu carinho, o toque firme, o cheiro do perfume, a forma que seus lábios tocaram sem medo a minha pele, a respiração regulada próxima ao ouvido, até mesmo a forma que seu corpo se encaixava ao meu, parecendo que fomos “projetados” um para o outro.

     Jungkook me agradeceu, dizendo que meu irmão havia saído para conversar com a garota, e que minha sogra ficou muito feliz. Sabiam que eu havia aconselhado bem o garoto, fiz apenas minha parte, se já sou considerado parte dessa família, nada mais justo que fazer bem o meu papel. Segurei firmemente nos braços de meu namorado, quando ele me ergueu do chão, ameaçando me jogar na água gelada do mar. Quando finalmente consegui me livrar, acabei me desequilibrando e fomos com tudo para o chão.

     O mais novo amorteceu minha queda, e como em uma cena típica de drama, acabamos com o rosto centímetros um do outro. Os olhos fixos, suas mãos ainda firmes em volta de meu corpo, mas agora ele gargalhava de nossa trapalhada. Me aproximei lentamente, colando nossos lábios, no intuito de ser apenas um selar, mas acabou se tornando um beijo mais intenso, daqueles de espantar o frio do corpo, e deixar a ansiedade para um próximo.

     -Jimin, quero tanto te sentir outra vez. -Jungkook sussurrou, mantendo os olhos fechados, e a cabeça ainda apoiada na areia. -Ouvir seus gemidos, como seu corpo reage ao meu.

     -Estou aqui, Jungkookie! Entregue para quando quiser. -Murmurei, escorregando uma das mãos para baixo de sua camisa. -Hoje a noite, o que acha? Prometo não fazer muito barulho.

     -Não vai ser preciso se segurar, conheço um lugar perfeito. -Ele disse, girando meu corpo, colocando abaixo do seu.

     -Bebê! Vou ficar cheio de areia agora. -Fiz bico, ouvindo sua risada antes de me beijar. -Eu te amo, seu bobo.

     -Yah! Também amo você. -E ficamos ali, como duas crianças rolando na areia, pouco se parecia com quem havia acabado de acordar.

     Momentos simples, que passei a amar com toda minha alma, essa é a verdade.


Notas Finais


PEDIDO: Leiam minha nova Jikook, Please! Link: https://www.spiritfanfiction.com/historia/prison-sans-grilles--jikook-13866063

Beijos e até o próximo capítulo! <3


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