História Destiny - Malec - Capítulo 5


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Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Espero que gostem ♡
Boa leitura♡

Capítulo 5 - Cap. 5


Lágrimas desciam sob a sua face angelical, assim como a chuva caía torrencialmente lá fora. Aquela dor intensa, se tornava ainda mais dolorosa, quando Alexander se lembrava de que, o que havia escutado da boca de Vilde - sua professora - era verdade. Ele estava apaixonado por Magnus Bane, uma pessoa que não conhecia de lugar algum, mas que via diariamente. Até àquele dia. Até à primeira aula de teatro. Alec nunca havia se atraído por ninguém do mesmo sexo, e agora... Agora, estava perdidamente apaixonado por ele. Um garoto popular, que namorava uma garota popular. Que clichê. Ele sempre notou os olhares intensos que Bane lhe lançava, porém, seria tudo da sua imaginação? Afinal, o jovem de descendência asiática estava comprometido. Era isso que o moreno pensava. E saber que aquele sentimento novo não era mútuo, o magoava ainda mais.

Então decidiu acreditar que aquilo seria uma fase, pois ele era bipolar. Poderia muito bem parar de sentir aquilo, dias depois. Nunca ninguém saberia, se aquilo era verdadeiro. Nem mesmo ele.

Estava cansado de se sentir assim. Se sentia mais sozinho do que nunca. Se sentia exposto. A professora não tinha aquele direito de expor o que o garoto sentia. Era Alexander, quem devia contar a Magnus sobre seus sentimentos. Não Vilde. Como que seria agora a amizade dos dois jovens? Se antigamente já estava distante, então agora não existiria mais. Mas, isso não o preocupava. Ele não podia perder Bane, se já estava sozinho. Não podia perder alguém, se não o tinha.

Estava sentado no chão do banheiro, com a porta trancada, chorando compulsivamente. Não podia surtar. Alec estava conseguindo controlar as suas crises, não podia perder a sua sanidade mental, novamente. Não podia fazer algo grave, somente pelo ocorrido. Não podia. Não queria. Porém, não conseguia controlar.

— ALEXANDER! – Alec se levantou rapidamente e destrancou a porta do banheiro, quando escutou aquela voz tão familiar. Correu até à sala, e abriu a porta principal.

— Magnus? O que você...

O garoto de olhos verdes-doirados o interrompeu, abraçando-o. O outro ficou confuso com tal comportamento, mas não questionou. Apenas retribuiu o abraço. Ficaram assim por algum tempo, até que Magnus quebrou o contato. Encarou profundamente os olhos - agora vermelhos - de Alec, com grande preocupação.

— Você esteve chorando? – Perguntou, mesmo sabendo a resposta.

— Quer entrar? – Convidou, ignorando a pergunta do outro.

Ambos entraram e se sentaram no sofá preto, que se encontrava na sala. Havia um silêncio profundo, mas tantas palavras por dizer. Tantas coisas que eles queriam dizer. Tantas coisas que queriam fazer.

— Você deve estar se perguntando porque eu vim, né? – Questionou Magnus, com um sorriso pequeno.

– É. Você era a última pessoa que imaginava, vir aqui.

— Eu sei que você é bipolar e... Que já tentou cometer suicídio. – O outro lhe olhou atenciosamente. – Eu tinha medo de que você tentasse fazer alguma coisa. Eu não queria te perder. – Terminou, encarando Alec.

— Não precisava. Eu estou bem.

— Não, não está. E eu também não estou, porque você não está. – Disse, levando a sua mão até aos cabelos negros do amigo.

— Magnus, por favor! – Se levantou, afastando-se.

— Quê? O que está acontecendo? – Perguntou com um olhar confuso.

— Magnus! Você namora com Camille, mas fica me encarando. Eu não sei se é da minha imaginação, ou não. Eu simplesmente não sei de mais nada! Porque você veio até aqui? Porque se preocupa comigo? Porque você está tentando se aproximar cada vez mais? – Perguntou totalmente alterado, levando as suas mãos até à sua cabeça.

— Porque talvez eu não goste de Camille, Alexander. – Alec se arrepiou quando escutou seu nome ser pronunciado daquela forma. – Talvez eu goste de outra pessoa. Talvez... Você? – Perguntou com um sorriso ladino.

— O que você quer de mim, Magnus? Lamento informar que eu não vou ser mais um dos seus brinquedos! Agora, por favor. Sai da minha casa! – Ordenou, apontando para a porta.

— Alec, o que está acontecendo? – Questionou totalmente confuso, com o comportamento do outro.

— Eu não gosto de você, não quero nada com você! Nada! Eu sou hétero, tá? – Gritou.

— Porque você insiste em enganar você mesmo? – Perguntou, elevando o seu tom de voz, também.

— Eu não estou enganando a mim mesmo! Mas, você está enganando Camille. E eu acho que ela não merece isso. – Se sentou no sofá novamente, enquanto o outro o olhava de lado.

— Você não sabe merda nenhuma do porquê de eu estar namorando ela! – Se levantou do sofá se dirigindo até à porta. – Eu vim até aqui, porque eu GOSTO DE VOCÊ, porque me IMPORTO com você! Porra! Porque você dificulta tanto? – Perguntou, saindo pela porta e indo embora.

"O que eu estou fazendo?...", sussurou baixinho, enquanto mais lágrimas caíam.

E então o destino estava agindo. Porém, de forma errada. Ou talvez não? Quem sabia? Mas... Porque Vilde teve que dizer aquilo? Porque Magnus teve que dizer que gostava de Alec, sendo que namorava com Camille? Porque Alexander teve de dizer que não queria nada com Bane, se estava perdidamente apaixonado por ele, mesmo sem saber? Porque tudo isto estava acontecendo? É, ninguém sabe. Todavia, Deus sabe o que faz. E se tudo isso aconteceu, foi por algum motivo. Então, lembre-se, nunca julgue ninguém, porque você não sabe realmente tudo o que está acontecendo na vida de outra pessoa. Você não consegue ver, o que está além da tela.

Algumas semanas se passaram, e o moreno não havia ido à escola. Em vez disso ficava em casa, sozinho, deitado na cama olhando para o teto. E chorava, chorava constantemente. Ele não via o seu pai à semanas. A sua irmã estava em Las Vegas, e nunca o tentou contactar. A sua mãe faleceu. Os seus "amigos" não se importavam com ele. Alec sentia que não tinha ninguém. Que não tinha motivos para continuar. Até àquele dia. Aquele dia modificou completamente tudo.

Alexander estava na sala, assistindo algum programa aleatório na televisão, ao qual não prestava atenção, quando alguém bateu à porta.

— Eu não quero ver ninguém! Vai embora! – Gritou Alec, com a finalidade da pessoa ir embora.

— Alexander. Abre a porta.

Lightwood foi até à porta e a abriu. Então o viu. Com um olhar dolorido e vermelho, com olheiras negras debaixo dos seus olhos. Magnus estava tão devastado quanto ele. Estava sendo tão egoísta em pensar apenas no seu sofrimento, que sequer pensou em que Bane poderia estar devastado, também.

— Sei que você não me quer aqui, mas por favor, antes de a gente nunca mais se falar... Me deixa apenas dizer algumas coisas. – Pediu encarando o chão.

— Entra. – Disse, se afastando da porta. Se sentou no sofá, enquanto Magnus ficou de pé, olhando para ele.

— Eu sei que você deve estar completamente quebrado. Eu fui tão escroto, por ter falado aquelas coisas. Espero que me perdoe um dia. – Algumas lágrimas caíram, e ele apenas olhou para o chão. – Espero que perdoe Vilde, também. Eu falei com ela... Não era a sua intenção falar aquilo. Não queria te magoar. Você deve se sentir tão mal, e nós pedimos desculpa por isso. A professora disse também, que queria falar com você. Ela quer resolver isso.

— Okay. – Se levantou do sofá, indo até à porta. – Se é só isso, pode ir embora.

— Não! Espera Alexander. – Segurou o seu braço ligeiramente. – Eu ainda não acabei.

— Não me toca! – Se afastou do outro.

— Desculpa... – Afastou-se também, ficando de costas. – Eu terminei com Camille. – Disse, se virando para o outro, que o olhava atenciosamente. – Eu nunca amei ela. Eu pensei que.. – Encarou o chão novamente. – se namorasse ela.. – uma pausa de alguns segundos. – conseguia esquecer você.

— Magnus... Por favor vai embora.

— Espera, deixa eu terminar. Eu sei que não devia ter dito que você estava se enganando. Apenas você sabe o que sente. Me desculpa, por favor. – Olhou para o outro, que continha algumas lágrimas em seus olhos.

— Agora, é a minha vez de falar, então. – Ignorou o pedido do outro, e começou a falar. – Você está sendo totalmente sincero, e aberto, não é? – Viu o outro assentir com a cabeça. – Então, eu vou ser também. – Pausa longa de tempo. – Aquilo me afetou, porque é a verdade. E eu no fundo achei bem a professora falar isso, porque eu preciso parar de me enganar a mim mesmo. – Magnus lhe encarou, com um sorriso pequeno. – Não achei correto, ela falar isso na sua frente, pois quem devia ter dito isso para você, era eu!

— Alec, você não precisa..

— Shiu, deixa eu continuar. – Interrompeu – Eu tinha medo de perder você. Só que eu me apercebi, que não posso perder alguém que nunca tive. Não posso perder alguém, se já estou sozinho. – Lágrimas caíam, agora compulsivamente. – Eu não devia sentir isso por você, Magnus, eu não queria. Eu não te conheço.

— Ei... – Disse, se aproximando de Alec, que tinha a cabeça baixa. – Shh, eu estou aqui. – Colocou a sua mão nos cabelos negros do Lightwood e os acariciou. – Você sempre me teve, no fundo você sabe disso. – Colocou a outra mão na bochecha rosada do outro. – E você não está sozinho. Eu estou aqui. – O abraçou.

Então Alec percebeu que, por mais que às vezes pareça que estamos sozinhos... Ninguém está realmente sem ninguém. Tem de haver pelo menos uma pessoa que te ama, e que te quer bem. Às vezes nos esquecemos disso.


Notas Finais


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