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História Destiny - Sabito x Makomo - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Único - Terraço


Fanfic / Fanfiction Destiny - Sabito x Makomo - Capítulo 1 - Único - Terraço

Não queria falar isso sem ser tão clichê ou parecendo um anime shoujo bobo que o protagonista só sabe gaguejar... Enfim... Queria ser sincero com você.



Eram 6:50 da manhã, tinha sido o primeiro aluno a chegar na escola. Era o 3º ano do ensino médio em março. Seria meu último ano naquele inferno de escola e também, meu último ano de vida. Já estava decidido, iria me matar naquele lugar mesmo, o terraço.

Eu sempre ía lá para ouvir música ou observar as pessoas felizes com seus amigos conversando, jogando jogos como "eu nunca" e "verdade ou desafio". Sempre odiei esses jogos de rodinha de amigos porque, me falavam várias vezes algo como "posso ficar com você?" e também "quer namorar comigo?", somente para cumprirem os desafios idiotas de falarem comigo, então, sempre voltavam para a rodinha de "amigos" rindo e dizendo algo horrendo sobre minha pessoa. Por isso, decidi uma coisa, me suicidaria para que as minhas dores parassem.

Nunca me mutilei, achava aquilo meio trabalhoso e não gostava de morrer lentamente. Fui sempre direto ao fazer as coisas, nunca gostei de demorar demais. Até conheci uma pessoa legal no 3º ano. Giyu Tomioka, ele era da turma ao lado da minha, nos esbarramos por acidente e viramos amigos com o passar do tempo. Descobri que temos vidas similares dentro de casa e fora dela.

— Só queria que as cicatrizes parassem todas as vezes que vou pra casa.

Não conseguia acreditar no que iria fazer, nem estava em um estado normal, se posso assim dizer. Me lembro que gritei algo que nem eu acreditei.

— Ei... Não faz isso, por favor... — Meus olhos se encheram de lágrimas e caí de joelhos no chão só ao ver sua expressão de morte estampada no rosto. Queria gritar o mais alto que pudesse para tirar esse sentimento de dor que havia dentro de mim. Meu pai sempre me disse: "Vire homem! Você é apenas um moleque fraco. Homens não choram quando não conseguem o que queriam!". Por mais que eu tentasse, não conseguia parar ele. Vi lentamente Giyu tirando seus sapatos e se apoiando na grade, foi quando eu o puxei de volta. Não foi para dentro do terraço. Foi pra dentro da realidade — Pode ter ódio e tristeza em casa, mas tem a mim, isso é alguma coisa, né? Sou uma pessoa importante para você, não sou?

Não me controlava mais. Chorava, tremia e via tudo embaçado. Era cedo e logo os estudantes chegariam. Era triste ver ele daquele jeito, principalmente com o casaco amarelo que sempre usava, igual o meu.

— Me desculpe Sabito. Prometi ser forte, mas falhei miseravelmente... — Me abraçou o mais forte que podia. E eu retribuí.

— Prometemos ser fortes, mas até eu falhei nessa... Me desculpe Giyu, me desculpe... — Ficamos abraçados por um tempo e ele pegou seu casaco amarelo jogado no chão. Pegou e então, desapareceu.

Após esse dia, nunca mais nos vimos. Cheguei na escola e não encontrei ele em lugar nenhum. Perguntei à todos os profissionais na escola, mas nenhum deles soube ao certo me responder. Me senti o pior ser humano do mundo, falhei em ajudar meu melhor amigo e agora ele desapareceu do planeta Terra? Falhei como amigo, falhei como homem, falhei como ser humano. Passei dias e dias pensando sobre o ocorrido no terraço da escola. Aquela era uma forma rápida de acabar com toda a minha dor. Fingia nunca me importar com os comentários ridículos sobre minha cicatriz no rosto e como minha aparência era estranha. Tudo isso era doloroso para mim. Me corrói por dentro todas as vezes que passo por aquele portão! Tenho visões dos dias anteriores e como eu odiava minha vida e meu tudo!

Haviam passado 3 semanas desde o desaparecimento do Giyu. Queria morrer, mas ao mesmo tempo viver. Sou um masoquista por gostar de sofrer? Me pergunto se foi destino ou coincidência ter te conhecido...

— Por favor, não faça isso!

Uma voz doce e desesperada soou pelo terraço. Uma voz tão doce, a mais doce que ouvi. De todas as vozes dessas adolescentes, a voz dela me trouxe um sentimento estranho... Me sentia culpado por ter que ouvi–lá gritar de um modo tão preocupado e triste. Me senti um monstro de verdade. Me virei para ouvir quem era o ser daquela melodia feminina, olhei para ela, sim, era linda. Tão pequena quanto as outras, seus cabelos pretos soltos aos ombros e um lindo par de olhos azuis esverdeados, me lembrando levemente o fundo do mar com suas plantas. Em uma fração de segundos, fui puxado para dentro com uma força pequena, talvez medo de me machucar? Mal sabe que lido com a dor fazem anos.

— Por favor! Por favor, pare! Não faça isso! — Eu a deixei tão desesperada assim? Ela nem me conhece para sentir tanta aflição.

— D...desculpe... — Juntando as peças, lentamente fui entendendo que ela estava me abraçando enquanto chorava. Quem era ela?

— Não faça mais isso, okay? Você é uma pessoa importante, se tirasse sua vida agora mesmo, o que iria acontecer? E as pessoas que se importam com você? — Ela estava sentada no chão na minha frente e eu o mesmo. Fiquei em silêncio por um tempo, pensei no que aquela pequena garota disse e pus a chorar — Eu estou aqui, pode pôr tudo para fora... Vou te ajudar, tá bem... — A garotinha me puxou para um outro abraço. Admito, realmente precisava disso agora.

Contei tudo sobre as brincadeirinhas e comentários sem graças. Contei–lhe sobre Giyu e o sumiço, a partir desse dia em diante, ela virou minha melhor amiga. Fazia tempo que não sorria desde a última vez que almocei no terraço com Giyu. De alguma forma, ela mudou tudo em mim. Me fez sentir mais feliz do que nunca.

— Sabito! Não vale ficar com os dois brigadeiros, eu disse somente um!

— Hahaha! Makomo, sabe que sou mais alto e nunca vai ficar com eles de volta, né? — Seu nome era Makomo e estávamos na festa de aniversário surpresa que ela fez para mim — Você vacilou em deixar moscando em cima da mesa. — Quando ía morder seu brigadeiro, de algum jeito, ela pulou e pegou da minha mão.

— Nunca roube comida da grande Makomo! — Sorriu vitoriosa e comeu o pequeno doce de uma vez só.

— Okay, ó Grande Makomo! — Fiz uma reverência e ambos rimos.

O tempo passou e já era setembro. Em todo esse minúsculo espaço de tempo, ela virou minha melhor e inseparável amiga. Descobri sentimentos que nunca pensei que criaria por ela: Amor. Caí na realidade que, como eu nunca me apaixonaria por ela? Uma garota pequena, fofa, linda, habilidosa, veloz, inteligente... Poderia citar um mundo feito de elogios para ela, mas aqui estou eu, abaixo da árvore de cerejeira do parque, esperando a pessoa que tanto amo.

— Sabito? Por que me chamou aqui? — Ela me pergunta quando saio de trás do tronco da cerejeira. Todos que passavam pararam e olharam para nós. Sabia que o risco de ser rejeitado era grande, mas ora, dói tentar apenas uma vez?

— Makomo. Não te chamei aqui sem ter um motivo, obviamente. Eu quero ser sincero em dizer isso... — Peguei uma caixa de dentro do meu bolso, me ajoelhei e abri, revelando um anel — Nunca pensei que poderia encontrar uma pessoa tão incrível como você. Uma pessoa que poderia me salvar de um caminho sem saída, daquele labirinto de desespero que era minha vida antes de te conhecer. Nossos tempos juntos foram poucos, mas quero que saiba uma coisa. Eu amo você. Amo seu sorriso e como você me faz sorrir de novo, então... Aceita ser minha namorada?

Vai seus olhos arregalando rapidamente e o tempo parar, não via ninguém mais além de mim e ela. Seu rosto ficou em um tom de vermelho tão intenso que poderia dar um nome ao tom. Com as mãos tampando a boca para não gritar, vi seus olhos escorrerem lágrimas de emoção. Não de tristeza, mas sim de felicidade.

— Eu também, Sabito. Eu amo você.

Ela me abraçou e todos que pararam para ver aplaudiram, alguns até assobiando ou falando "beija!", que foi o que fizemos. Peguei o anel e pus em seu dedo.

— Agora sim posso te chamar de "amor"! — Segurei ela pela cintura e abracei levemente, sendo retribuido.

Após o pedido, comecei uma seção de terapia. Havia uma cicatriz em mim então, resolvi cuidar melhor. Uma semana depois, vejo uma pessoa querida que desapareceu há muito tempo...

— Sabito? Quem é ela?

— Giyu...

Me viro e não creio no que acontece. Meu melhor amigo retornou e estava entre meus braços, novamente naquele tão conhecido abraço que dávamos antigamente.



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