História Destiny - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Dylan Minnette, Fifth Harmony, Gerard Butler, Halsey, Harry Styles, Jennifer Aniston, Katherine Langford, Liam Payne, Louis Tomlinson, One Direction, Os 13 Porquês (13 Reasons Why), Troy Ogletree, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Clay Jensen, Dinah Jane Hansen, Dylan Minnette, Gerard Butler, Halsey, Hannah Baker, Harry Styles, Jennifer Aniston, Katherine Langford, Lauren Jauregui, Liam Payne, Louis Tomlinson, Normani Hamilton, Troy Ogletree, Zayn Malik
Tags Camarry, Camilacabello, Camren, Clarajauregui, Clayjensen, Fifthharmony, Halren, Hannahbaker, Harrystyles, Larry, Liampayne, Louistomlinson, Lucyvives, Michaeljauregui, Norminah, One Direction, Sofiacabello, Trolly, Vercy, Veronicaiglesias, Zaynmalik, Ziam
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Palavras 7.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, bolhas, pensa que esqueci de vocês? Claro que não, nunca haha.

Capítulo 34 - Going Back To The Past


Dinah convidou as meninas para passar a tarde na casa dela para lhe fazer companhia, enquanto seus pais não estavam e só chegariam a noite. Somente Normani, Camila e Lauren compareceram. Vero não pode participar porque seus pais estavam na cidade, pois eles moram em outro local devido ao trabalho, e de vez em quando eles vem visitar os filhos. Portanto ela aproveitou esse dia para apresentar Lucy para eles. E ally precisou ficar mais um pouco no colégio para a reunião com os alunos do jornal da escola, porém ficou de comparecer mais tarde na casa de Dinah.

-Vamos brincar de verdade ou desafio? - Dinah sugeriu enquanto mergulhava o Doritos no queijo cheddar.

As meninas se entreolharam, já não aprovavam muito a idéia, não quando Dinah estava presente, pois ela não media as consequências nessas horas.

-Nem inventa, na última vez que brincamos você fez a Ally contar todas as intimidades dela com Troy e fez a Lucy correr quase nua pelo quintal. - Disse Camila recordando da última vez em que elas brincaram antes de se desentenderem -Ainda bem que só tinha meninas.

-Qual é, só queria saber se aquela santinha transava, e Lucy tadinha, ela previsava ser um pouco mais solta. E pra mim a graça da verdade desafio é essa.

-Nem pensar, Dinah. - Disse Lauren.

A mais alta iria debater mas acabou se auto interrompendo ao ouvir o toque da campanhia. Dinah teve que se levantar e ir atender, pois seus pais não estava em casa, e empregada pediu demissão por problemas pessoais, ainda estavam em busca de outra.

Ao atender a porta Dinah deparou-se com uma garota cabisbaixa, com rosto vermelho e os olhos inundados pelas lágrimas. Imediatamente a mais alta fora possuida pela preocupação.

-Ally, o que houve? - Não recebera outra resposta além de um abraço da baixinha.

A loira concluiu que elas não poderiam passar o dia todo ali, então chamou Ally para o seu quarto, e percorreram o caminho em silêncio, abraçadas de lado.

Ally sentou-se na cama e continuava caindo no choro.

-O que aconteceu com ela? - Mani perguntou.

-Ela não disse. - Dinah respondeu. -Busque um copo de água pra ela. - Pediu e Mani saiu até a cozinha para buscá-lo, demorou uns dois minutos para trazê-lo e entregar a garota. -Pode nos contar agora o que houve? - Ally depositou o recipiente de vidro em cima da cômoda, respirou fundo e respondeu:

-O Troy terminou comigo. - Todas se surpreenderam, sabiam que o namoro de ambos não estavam bem, mas não pensavam que iria chegar a esse ponto, pois pareciam se amar.

-Mas porque? Ainda por causa do Ansel? - Camila não exitou em perguntar e Ally assentiu.

-Por acaso você fez alguma coisa ou foi muito do nada mesmo? - Dinah perguntou.

Ally olhou para elas e começou a contar:

Flashback on

Ally e Ansel estavam na sala de reuniões quando os outros alunos estavam indo embora, pois a reunião havia chegado ao fim. Ambos ficaram mais um pouco para conversar umas coisas entre si, pois eles eram os principais representantes.

-Eu gostei de verdade dessa reunião. - Ansel comenta ajeitando uns papéis. -Os alunos estão criativos.

-Sim. - Ally concorda. -Adorei as ideias. - Ao levantar-se da cadeira sua bolsa esbarrou no copo de café do qual Ansel segurava derramando todo em seu casaco. -Ai, me desculpa. - Disse sem jeito.

-Que isso, não foi nada não. - Ele demostrou está de boa, mas mesmo assim ela retirou um lenço do bolso das calças e começou a passar no local tingido pelo café. Ambos estavam bem próximos, e o loiro mesmo não querendo tremia um pouco. O lenço era passado em sua mão quando ela se via ansioso e decidiu iniciar um assunto: -Preciso conversar uma coisa que me anda deixando muito inquieto. - Ally por uns segundos estranha e fica possuída pela curiosidade.

-Pode falar.

-Desde o dia da peça que nós nos beijamos, eu senti que o beijo não foi técnico, não sei se foi impressão minha, mas apesar de tudo eu senti, e eu fiquei mexido, até porque... - Ele dá uma pausa. -Eu gosto de você, mas sempre te respeitei porque sei que você namora, mas fiquei pensando muito nesse beijo. Eu sei que foi interpretação, mas pra mim saiu do ato fictício. - Ally se espanta e engole a seco. -Isso foi ou não impressão minha? - Ela fica sem palavras, mas decidiu por pra fora o que estava em seu coração:

-Eu estou confusa.

-Como assim?

-Eu e o Troy namoramos desde o primeiro ano, e no caso são dois anos de namoro, eu gosto dele, mas também estou sentindo algo por você, e sim, concordo que esse beijo passou de ser técnico... Juro, eu estou confusa mesmo, e ainda mais que não estou bem com o Troy. - Coçou a nuca. -Eu preciso pensar, então dê o meu tempo.

-Ta certo. - Ele concorda e mais nada disseram. Ambos arrumaram seu objetos e apagaram as luzes da sala, ao saírem porta a fora se depararam com Troy.

-Troy. - Ally diz em espanto, o garoto continuou em silêncio, e desviou seu olhar para Ansel, o loiro ficara desconfortável.

-Bom, Ally, vou ter que ir, até mais. - Ele se despediu, sem beijos, e sem abraço, pois estava sem jeito.

-Quanto tempo está aí? - A baixinha perguntou.

-Desde que vi os alunos saindo. - Respondeu. O garoto permanecia mais tarde no colégio por causa do treino de futebol, e depois de terminado ele decidiu ir embora junto com ela e reconciliar de vez o namoro.

-Então você escutou tudo?!

-Sim. - Abaixou a cabeça.

-Eu e Ansel nunca tivemos nada...

-Ally, não precisa me explicar, já disse que escutei tudo... Eu entendi que você está confusa, então, prefiro te deixar livre pra sua escolha.

-Você está terminando comigo?

-Você está confusa entre mim e ele, pode ser que nosso namoro não esteja sendo sincero, porque talvez você possa está gostando mais do Ansel, então por isso estou te deixando livre. - Disse, aguardou mais um pouco uma resposta da sua atual ex, mas essa não veio, então virou suas costas e foi embora.

Flashback off

Ally terminou de contar e continuava chorando bastante.

-Então a Barbie está confusa sobre qual Ken ela quer. - Dinah diz e logo recebeu um tapa de Normani.

-Isso não é hora pra brincadeira. - Mani advertiu.

-Desculpa, Ally.

-Como está se sentindo, e o que viu depois do término? - Dessa vez Lauren perguntou.

-Não sei, como eu disse, eu gosto do Troy, mas também gosto do Ansel, eu estou completamente confusa. - Respondeu. -Nós sempre queremos coisas com determinada pessoa, planejamos tudo e sem pensar que muita coisa pode acontecer.

Depois dessa resposta Lauren ficou pensativa sobre os planos que um dia fizera com Hannah como entrarem na faculdade juntas, se formarem, trabalhar, se casarem e construir uma vida, uma família, um pra sempre juntas. Mas muita coisa acabou acontecendo, nem da ex-namorada a hispânica sabia mais, e hoje em dia ela se vê amando outro alguém. Com esses pensamentos ela olhava para Camila.

(...)

Troy colocar a garrafa de cerveja entre os lábios, a virava com tudo fazendo o líquido gelado entrar em contato com seu paladar e descer por sua garganta. Zayn e Gigi somente observavam e sentiam pena do garoto com o rosto vermelho e inchado de tanto que chorou durante aquela tarde no bar contando aos dois companheiros tudo o que aconteceu. O loiro levantou o braço e fez um sinal ao garçom, que no caso era Harry.

-Me trás mas uma garrafa. - Pediu no momento em que o garoto chegou. Os donos do cabelo cacheado notou que o amigo está levemente alterado.

-Não, Harry, essa já é a segunda garrafa que ele está tomando. - Disse Gigi não querendo ver o primo embreagado.

-Não liga pra eles. - Disse Troy. -Só traga.

-Estou no trabalho, mas eu ligo sim, não vou fazer isso. - Harry disse e saiu, por mais que quisesse está ali em apoio ao amigo não poderia ficar ali pra conversar.

-Você só fez o melhor que pode. - Disse Zayn. -Não se torture tanto.

-Eu amo mesmo a Ally, mas quis a deixar livre... Estou meio arrependido, está doendo, mas digo muito a mim mesmo que só fiz o certo. - Confessou.

O moreno olhou para namorada ao seu lado, não sabia mais como consolar o amigo naquele momento tão delicado, se sentia um pouco mal por isso, e com Gigi não era diferente.

-Eu vou ao banheiro e já volto, depois peço uma coisa, comemos e vamos embora. - Zayn disse e Gigi assentiu, Troy continuou tomando sua bebida. O moreno levantou-se, um pouco pensativo, e em uma distração esbarrou-se em um rapaz e derrubou algum objeto dele. -Desculpe, não estava prestando atenção. - Disse meio envergonhado e abaixou para pegar o que havia caída. Arregalara seus olhos ao ver que era o celular do menino, e que havia uma rachadura na tela. -Ai, meu Deus, me diz quando custa que eu pago. - Disse ao entregar ao garoto.

-Não precisa se preocupar, foi um acidente. - Disse o garoto de estatura forte alto, cabelos castanho claros arrepiados para cima e barba por fazer. Ele vestia roupa pretas e azul marinho e carregava um violão nas costas revestido por uma capa.

-Claro que precisa, sei lá, me passa seu número ou algo do tipo e podemos combinar. - Ele olhou o moreno de cima para baixo, vendo a  sua insistência puxou um cartão do seu bolso e o deu.

-Esse é meu nome e número do meu whatsapp, só me chamar. - Zayn recebeu o cartão, o garoto disse até mais e foi embora.

(...)

Harry deslizou sua mão na maçaneta, abriu a porta do apartamento, deparando-se com a total escuridão que o habitava. De início o garoto achara estranho, então apertou o botão do interruptor e deixou tudo as claras podendo ver Louis no sofá, de pijama, encolhido com as suas penas contra o peito. Era normal o dono dos cabelos cacheados encontrar o garoto assim, mas a televisão sempre estava ligada. Harry não conseguiu não se importa com aquela expressão triste, então caminhou até ele.

-O que está acontecendo? - Ele pergunta sentado ao lado do namorado, que no instante o olhou.

-Esta mesmo disposto a me ouvir?

-Sou todo ouvidos.

-Não aguento mais. - Desabafou. -Eu me sinto sozinho, é duro chegar todo dia na escola e todos estão virados de costas para mim. Sei que tenho meus amigos de fora, os da banda, mas era diferente, os do colégio faziam parte do meu dia.

-Eles sempre gostavam muito de você, Lou, mas eles ficaram magoados, se sentido traídos... Porque não pensou nisso antes daquilo tudo?

-Eu só queria proteger vocês, tinha medo que a Camila pudesse insulta-los ou fazer algo mal. Eu fui enganado tanto quanto vocês, Halsey me disse que os segredos seriam leves, nada constrangedor, se eu soubesse que ela mentiu eu jamais aceitaria o plano, mas quando vi todos os segredos, principalmente da Lauren, eu me arrependi de vez, por isso eu acabei confessando tudo. - Ele chorava.

-Olha. - O abraçou de lado. -Eu acredito no seu arrependimento, esse é um dos motivos que eu não me separei de você, mas eu achei necessário um gelo. - Confessou. -Vou te ajudar com tudo isso.

(...)

Camila encontrava concentrada passando o lápis sobre o vazio da folha branca aonde preenchia com desenho de uma boneca com um belo vestido do qual nasceu de sua imaginação a alguns dias atrás, e somente agora teve seu tempo de colocar em prática. Ao terminar visualizou como estava, e concluiu está perfeito, algo que não fazia há alguns meses por falta de inspiração. Só faltava da o seu toque final que era colorir e deixar sua mais nova criação cheia de vida.

-O que acha? - Perguntou a Lauren que estava sentada em sua cama olhando seu outros desenhos.

A hispânica passou os olhos verdes por aquele croqui, e ficara impressionada com tamanha criatividade e beleza.

-Lindo. - Elogiou. -Então seu sonho mesmo é ser estilista? Com certeza vai fazer sucesso. - Camila derreteu-se com o elogio, levantou-se da cadeira e foi até sua namorada.

-Você é fofa. - Depositou um beijo em sua bochecha. -Sim, é meu sonho. Desde os 14 anos eu descobri acompanhando o blog e o canal no YouTube da Victoria Queen. Ela é minha inspiração, desejo muito conhecê-la. - Seus olhos brilhavam. -Não penso em outra faculdade a não ser de moda, e mama e papa já me apoiou nisso.

-Interessante. - Lauren dizia. -Por falar em sua mãe. - Deixou os desenhos um pouco de lado. -Ela não tem mais falado sobre estarmos andando muito juntas?

-Se você bem reparar minha mãe não está nem falando direito comigo, desde aquele dia... E não creio que seja totalmente por sua causa, e sim porque deixei de seguir os padrões dela, e talvez ela tenha medo de me fazer sofrer e que eu tente me matar outra vez.

-Pensa em contar pra ela que estamos juntas?

-Perdi vários medos, mas confesso não ter passado nesse ponto... Eu preciso de um tempo pra saber o momento certo. - Lauren assentiu em compreensão. -Por falar nisso tudo, amanhã tem psicologa. - Lembrou. -Você vai? - A intensão da latina era saber se a namorada não havia mudado de ideia e desistido.

-Vou sim, acho que já possuo mais um pouco de segurança.

(...)

-Então Lauren, como você está? - Demi perguntou no momento em que a menina sentou-se no divã.

-Estou bem. - Respondeu. A doutora percebia que sua paciente estava um pouco mais calma do que anteriormente, acreditando que hoje às coisas seriam um pouco mais fáceis.

-Muito bem. - Anotou algumas coisas na ficha. -Bom, vai no divã mesmo?

-Sim, eu me sinto mais a vontade, entende?

-Entendo. - Assentiu compreensiva. -Bom, como você sabe, esse é a sua hora. Desabafe o que você achar necessário, ou pode ficar em silêncio se você achar melhor. - Lauren deitou-se no divã e começou a olhar pra o teto.

-Eu pretendo continuar aonde parei. - Soltou o ar dos pulmões.

-Fique a vontade.

-Eu lembro que eu havia contado sobre mim, minha vó e minha mãe.

-Exatamente.

-Então, como disse antes, a minha mãe nunca mudou comigo, sempre ia trabalhar cedo, chegava a noite e quando e ia direto para o quarto me tratando como se eu nunca estivesse ali, e eu nunca me aproximei com medo. Mas sempre tive minha avó ao meu lado... Até certa idade.

Flashback on

"Quando estava frio minha vó sempre costumava a ficar parte da tarde encolhida debaixo das cobertas. Ela até me chamava para ficar junto dela, mas eu sempre preferi brincar com meus brinquedos. Ela podia até me dizer o quanto estava frio, mas eu insistia ficar lá, no final ela ria e me chamava de menina quente." Sorriu ao lembrar. "Então ela sempre colocava um disco da banda Rolling Stones para ouvir. Eu sempre fui apaixonada pelas músicas, ainda mais por Paint It Black."

Nesse exato momento a dona dos olhos verdes relembrava quando ela largou seus brinquedos somente para se posicionar no meio da sala e cantarolar aquela música.

"I see a line of cars and they're all painted black
With flowers and my love both never to come back
I see people turn their heads and quickly look away
Like a new born baby it just happens every day"

"Minha vó adorava me ver cantando, conseguia ver isso estampado em seu sorriso, no brilho de seus olhos. Eu ainda me lembro ela me pegando no colo e não reclamei por isso. Ela me levou para sentar junto com ela na poltrona e me cobriu naquela coberta bem quentinha. Ela me disse o quanto meu avô também gostava daquela música, bom, eu nunca o conheci, somente em fotos que minha avó me mostrou junto com ele. Eles pareciam ser um casal bem feliz, só tiveram minha mãe de filha e também sempre cuidaram bem dela."

Dona Angélica começou a tossir deixando a menininha preocupada.

-Vovó, vovó, você está bem?

-Estou sim minha querida. É porque está frio. É só tomar um chá e tudo passará. - Pegou sua xícara tomando um gole.

"Naquela tarde eu não quis mais brincar, eu fiquei ao lado dela ouvindo as músicas, e escutando ela tossir mais vezes... Eu ficava na esperança daquilo ser somente uma tosse inocente, e de que aquele chá resolveria tudo, mas não importava quantas xícaras minha vó tomasse dele por dias, ela não passava. Ainda me lembro dos esforços que ela fazia não parecendo ser ela."

-Vovó, sua tosse não passou, a senhora não está mais igual. - A menininha demostrava sua preocupação, e dona Angélica ficava triste por isso.

-Vovó se enganou meu bem. É porque estou dodói, preciso tomar um remédio, só que não comprei ainda.

-Porque?

-Porque vovó esqueceu querida, mas amanhã prometo comprar.

"Sempre me falava coisas mínimas para não me deixar preocupada, ela até conseguia, mas por pouco tempo. Ela no dia seguinte saiu, segundo ela era por causa do remédio, a farmácia era perto de casa, ela poderia me levar, mas não, me deixou com a minha mãe."

-Vovó, quero ir com você. - Dizia abraçada a velha.

-Não pode minha querida, eu preciso ir só, e mamãe está ai pra ficar com você já que ela chegou mais cedo. Prometo que ela não vai fazer nada, eu falei com ela, tá bom? - Depositou um beijo na testa da netinha e se distanciou dela.

A pequena Lauren ficou de cabeça baixa meio triste quase chorando.

-Anda, já está na hora de entrar. - Clara a pegou pelo braço, pôs dentro de casa, fechou a porta e depois disso deixou-a de lado.

"Mesmo minha vó não estando em casa ela me tratava como invisível. Tudo indicava que ela fazia isso por pura obrigação."

-Mamãe, to com fome. - Clara continuava ainda olhando pra televisão. -Mamãe. - Chamou dessa vez mais alto. A mulher revirou os olhos e levantou da poltrona, pegou a menina pelo braço a pôs em uma cadeira. Após isso direcionou-se até ao armário, capturou uma caixa de cereal, depois uma tigela, e pegou na geladeira uma caixa de leite.

-Pronto, coma o quanto quiser, e não enche.

-Mas vovó sempre coloca pra mim.

-Eu não sou a sua vó pra ficar te mimando enquanto você tem oito anos e já pode fazer suas coisas sozinha. - Virou as costas e voltou pra sala.

"E eu ainda tinha seis anos, é dois meses depois eu faria 7. Eu abracei minha vó quando ela voltou, demostrando através daquele abraço o quanto senti falta nas suas horas de demora... Ela me mostrou o remédio que havia comprado e disse que dali em diante ela ficaria melhor, porém não foi isso que aconteceu."

-Mamãe, mamãe. - Lauren a chamava desesperada quando a mulher chegou.

-O que você quer dessa vez, garota. - Clara perguntou ríspida.

-Vovó desmaiou e não quer acordar. - Dizia chorando. Imediatamente Clara correu até a senhora desmaiada, a chamou, mas ela nada respondia, mas percebeu que ela ainda respirava. Rapidamente a mulher discou o número da ambulância.

"Minha vó já estava acordada quando os paramédicos chegaram, mas ainda continuava fraca. Minha mãe precisou acompanhá-la, não pôde me levar, então ela me deixou com a vizinha, uma grande amiga dela."

-Tudo vai ficar bem meu amor. - Jennifer abraçava a menina ainda chorando.

"Jennifer até tentou, mas nada me tirou da preocupação, nem mesmo Clay, o filho dela, que queria brincar de todas as formas, mas eu não quis. Até na hora de dormir eu não peguei no sono... Eu só escutava de todos que tudo ia ficar bem, mas não foi isso que aconteceu. Minha vó passou uma semana internada e eu não podia vê-la, nem quando eu pedia, pois minha mãe não deixava."

-Mas porque não mamãe?

-Lauren, já disse pra não me deixar irritada, sua vó está em um lugar aonde criança não pode entrar.

"Porém em uma semana depois ela me chamou para ir até lá."

-Mas você disse que não podia mamãe.

-Mas sua vó quer te ver, e acabaram deixando. - Clara dizia enquanto vestia a roupa na filha.

"Eu percebi que minha mãe estava triste e menos grossa naquele dia, eu nem perguntei o porque, eu mal me sentia a vontade em dizer ou perguntar algo pra ela, só quando eu não tinha outra opção."

Dona Angélica encontrava-se sobre a cama do hospital, fraca, pálida como a neve. A pequena nada estava entendendo, mas estava preocupada, então correu em direção a senhora.

-Vovó. - A chamou.

-Minha linda. - Sua vontade era abraça-la, mas tinha zero de forças pra isso. -Como está?

-Triste. - Disse sincera. -Você disse que ia passar.

-Eu também pensei, mas tem coisas na vida que a gente não controla.

-Você vai melhorar né? Vai voltar pra casa? Tô com saudades.

-Eu não sei. - Mentia. Não sabia mesmo o que responder, mas de uma coisa tinha certeza, ela não sobreviveria. -Lauren minha querida. - "Minha vó tocou em minha mão, e me lembrou sobre os discos de vinil, e o quanto era importante para ela. Fez parte da história dela com meu avô. Ela os passou para mim e disse que queria que passasse pra quando eu tivesse o meu filho."

-Vovó.

-Diga minha neta.

-Se você morrer quem vai cuidar de mim? - "Perguntei, até porque querendo ou não eu sabia que tudo era despedida."

-Sua mãe.

-E se ela não querer? - Clara se matinha de braços cruzados em um canto do quarto, sim, Lauren não se importava se a mãe estivesse ali ou não, mesmo assim mantinha sua conduta espontânea.

-Ela vai, eu já falei com ela. - Olhou para a mulher que nada dizia.

Lentamente as pálpebras de dona Angélica foram se fechando, e o aparelho fazia barulho indicando não haver mais batimentos cardíacos.

-Vovó, vovó. - Lauren a chamava em desespero.

Clara também a chamava, mas imediatamente pedia socorro aos médicos, esses rapidamente chegaram, tentou reanimar a senhora mas sem sucesso.

Flashback off

-A pneumonia levou minha vó embora aos 73 anos. Um dos piores momentos de minha vida. - Lauren já chorava.

-Sinto muito, Lauren. Como ela mesmo disse, não podemos controlar tudo, são coisas da vida que acontecerá com todos nós.

-Eu sei, eu já me conformei, mas é que dá aquele aperto no coração as vezes.

-Temos mesmo nossos momentos de saudade daqueles entes queridos.

-Acredito que ela esteja em um bom lugar.

-Claro... Mais alguma coisa pra contar? Ainda temos vinte minutos.

-Sim. - Assentiu. -Desconfio que minha vó fez sim o pedido a minha mãe, só que mesmo assim ela não cuidou de mim...

Flashback on

"Minha vó foi enterrada dois dias após sua morte, minha mãe fez tudo sozinha, e ela teve um enterro digno. Enquanto isso eu fiquei na companhia de Jennifer, calada o dia todo com a lembrança da minha vó morrendo na minha frente."

-Lauren. - O pequeno Clay a chamava com dois carrinho na mão. -Vem brinca comigo. - A garota que antes estava de cabeça baixa o olhou.

-Não quero. - Respondeu abaixando a cabeça novamente.

-Filho, deixa a Lauren, ela está passando por um momento difícil meu bem. - Jennifer dizia ao filho. -Quando ela quiser ela brinca com você, tá? - Ele assentiu.

"Lembro que minha mãe nem ao menos me buscou naquele dia, somente no dia seguinte quase a noite."

-Anda, coma, e não fale nada comigo. - Clara colocava a comida da filha, ela não havia o preparado e sim comprado na rua.

"Continuava me tratando como se não fosse ninguém. As vezes eu achava até melhor mesmo ficar a parte do dia com Jennifer, pois eu ficava em um canto da mesa da padaria dela colorindo um desenho, e se eu pedisse algo a ela, ela me dava na boa, e na maioria das vezes eu nem precisava pedir. Diferente da minha mãe que mau ligava.

-Mãe, eu tô com fome. - Lauren chorava pedindo enquanto sua mãe fingia não está a ouvindo.

-Ai, meu Deus. - Clara levantou em um salto só e dirigiu-se enfurecida até a garota com os olhos cheios de lágrimas. -Para de chorar, porra. - Gritou estapeando a pequena que no instante ficou assustada.

"A partir do momento que ela me estapeou eu preferi ficar quieta morrendo de fome. Desde aquele dia eu só tomava café da manhã, almoçava, lanchava, mas a noite eu dormia com fome."

-Jennifer, eu falei com meu chefe no trabalho, e ele me promoveu. - Lauren escutava sua mãe falando com sua vizinha. -Eles agora exigem que eu viaje, e eu tive que aceitar assim, até porque to sem minha mãe, e eu também não sou casada sabe, e o dinheiro que receberei agora será suficiente para eu sustentar Lauren e a mim.

-Eu te entendo, Clara. - A mulher disse compreensiva. -Quanto tempo essa viagem durará?

-Dois ou três dias no máximo.

"A partir do momento em que vi minha mãe sair pela porta daquela padaria eu comecei ficar dias sem a ver, Jenny que passou a fazer o papel de mãe por completo."

-Lauren, você não quer brincar com Clay um pouco? - A mulher perguntou sentando no lado na garota. -Olha, eu sei que você está triste por causa da sua avó, mas ela não queria te ver assim.

-Minha vó não existe mais.

-Quem te disse isso?

-Minha mãe.

-Sua mãe só estava nervosa meu bem, mas ela ainda existe sim.

-Como você sabe?

-Papai do céu fez uma casa pra quando seus filhos morrerem morarem lá. Você está vendo o céu? - Apontou o observando através do vidro, a pequena assentiu. -Então, quando a gente morre a gente vai pra o céu, sua vó está morando lá.

-Lá é bonito?

-Claro, eu ouvi dizer que lá às paisagens são lindas, cheio de casa com o jardim cheio de flores, todos lá são amigos. Então, na verdade pra mim nem existe a morte, só existe a vida, e vocês vão se encontrar novamente um dia. E sua vó não está gostando de te ver assim triste.

-Ela está me vendo?

-Sim, e ela quer te ver feliz, contente, brincando como uma criança saudável. Então, Clay tá precisando de uma companhia. - Apontou pra o menino brincando de carrinho.

-Ta. - Assentiu sorridente e foi em direção ao garoto.

Flashback off

-A partir dali eu comecei a me animar, ficar um pouco mais próxima do Clay. Claro que os dias infelizes com a minha mãe continuaram, mas na casa de Jennifer eu vivia na pura alegria. - Terminou de falar.

(...)

-Bom, Camila, pode começar. - Disse a psicóloga.

-Então, desde a sexta série eu estudava em uma escola perto do meu bairro...

Flashback on

"Eu sempre fui uma pessoa sociável, repleta de amigas e amigos, todos da minha classe, bem vestidos e pele branca. Sim, eu ainda seguia as regras da minha mãe, quando havia bolsistas, algum negro de pele muito escura, eu simplesmente passava longe dessas pessoas. Sempre andei com um grupo popular."

-Camila, você sabia que o Austin gosta de você? - Sara perguntou.

-Eu sei. - Respondi. -Ele já falou comigo.

-E você não aceitou? - Dessa vez quem perguntou foi Rebecca.

-Não, eu não gosto dele. - Fez uma expressão de desdém.

-Camila, fala a verdade, você ainda é BV? - A latina arregalou os olhos e ficou meio corada com a pergunta.

-Só tem amigas aqui, pode confiar. - Mariah assegurou.

-Sim, eu sou. - Respondeu sincera e todas ficaram boquiaberta.

"Ao contrário das minhas amigas que já tinham namorado, beijado ou as vezes saia com algum menino, eu no meu auge dos meus 14 anos não havia beijado ninguém, muito menos sentido algo por algum garoto, por mais que eu quisesse nunca havia encontrado algo de interessante em um, eu sempre dizia a mim mesma que era só uma fase e que só não apareceu um príncipe encantado certo pra mim."

-Nossa, amiga, mas não tem problema. - Disse Sara. -Vamos arrumar um menino pra você, duvido que um não cairia aos seus pés.

-Da uma oportunidade pra o Austin, vai que você goste. - Disse Mariah.

-Não, não me sinto pronta. - As amigas olharam estranho pra latina. -Estou esperando um menino certo, vai dizer que vocês não perderam o BV com alguém especial? Então, eu queria com alguém especial.

-Ah sim, miga, nós te entendemos. - Rebecca junto com as outras compreenderam.

"A partir dali elas fingiram não insistir."

-Nossa, Mila, você está vendo? - Mariah apontou. -Aquele menino é lindo. - Apontou para um loiro de olhos verdes que jogava no time de basquete.

-Você não está com Dave? Ele não vai gostar de nada disso.- Camila se fazia de desentendida e sua amiga cruzou os braços revirando os olhos.

"Essa jogada durou por alguns meses, quando elas viram que nada dava, elas desistiram e disseram que eu era uma pessoa difícil."

-O que vocês acharam da novata? - Sara perguntou quando estávamos reunidas na mesa do refeitório.

-Quieta. - Mariah respondeu.

-Muito na dela. - Rebecca respondeu. -Não falou até agora com ninguém, e tá naquela mesa ali só.

-Bonita. - A latina respondeu ainda observando a garota mexendo em seu prato com garfo. Suas amigas a olharam. -Bom, é um elogio, não? E talvez ela possa ser simpática, porque não falamos com ela?

-Acha boa ideia? Meninas quietas assim sempre são estranhas.

-Não custa tentar né. - Disse a Latina para sua amiga Sara.

-Bom, então você se aproxima dela já que a idéia foi sua, e me fala o que achou, qualquer coisa a chame pra cá.

-Certo. - Camila levantou-se e caminhou até a mesa aonde a menina se encontrava. -Oi. - Era possível escutar uma música soando pelos fones de ouvido da menina. - Olá. - Bateu na mesa, e dessa vez ela escutou e percebeu que havia alguém a sua frente.

-Ah, oi. - Retirou os fones de seu ouvido e desligou a música. -Pois não.

-Qual seu nome? - A latina perguntou.

-Hailee Steinfeld. - Respondeu simpatica -E o seu?

-Camila Cabello. - A garota olhava diretamente para aqueles olhos. -Você é nova aqui né?

-Sim, eu me mudei para Miami junto com a minha família essa semana, e entrei no colégio hoje mesmo. Um dos motivos para eu está sem turma, pois não conheço ninguém daqui e eu sou bem calculista em questão de amizades.

-Bom, se quiser você pode se juntar com as minhas amigas... Foi pra isso que vim aqui, pra me apresentar e te apresentar pra elas, bom, você aceita?

-E porque não né?

"Ela pegou sua bandeja de comida e foi sentar junto com a gente, e minhas amigas assim como eu gostaram dela, formamos um quinteto, porém Hailee e eu ficamos mais amigas do que as outras, como se já nos conhecessemos a mais tempo. Elas ficaram até com ciúmes... Porém, eu olhava pra Hailee de um modo diferente, ela me causava coisas diferentes, minhas amigas nunca me causaram um frio na barriga enquanto eu as abraçava ou quando estava junto com elas."

As cincos meninas caminhavam no parque no meio da multidão de crianças e adultos decidindo qual brinquedo escolheriam.

-Quero ir na roda gigante. - Hailee comentou e bebeu mais um pouco de sua Coca-Cola.

-Você sabe que eu tenho medo de altura. - Disse Mariah.

-Eu amo.

-Só você que é louca né Hailee. - Sara comentou.

-Camila também é. - Todas as meninas a olharam no momento em que ela foi pronunciada.

-Eu? - A latina perguntou apontando o dedo para si.

-Claro, por isso você não vai recusar em ir na roda gigante comigo, não é?

-Er... Bom, eu aceito. - Hailee comemorava.

-Camila você é maior puxa saco. - Disse Rebecca.

-Cala boca, Rebecca, ela disse que vai, então pronto. - Pegou Camila pela mão. -Vem.

-Calma, Hailee, porque essa pressa?

-Pra não perder o lugar.

-A gente poderia ir na próxima.

-Ah, mas eu quero ir agora. - A latina fez negativo com a cabeça.

Ao chegar na fila, havia uma lixeira ao lado aonde a garota jogou o copo vazio fora. Não demorou muito pra fila andar, ao chegar a vez de ambas elas entraram e se sentaram.

-Oba. - Hailee comemorou quando o brinquedo começou a se mover.

-Quanta animação em.

-Claro, é parque meu amor, ficar reprimida pra que? Como diz meus filósofos, vulgo menudos, não se reprima. - Cantarolou a última parte.

-Você é demais. - A garota mostrou-se convencida com elogio. Camila só achara tudo engraçado e bonito, detalhes que ela nunca deixara de reparar na menina desde o dia em que a conheceu.

-As meninas ainda continuam querendo te arrumar um boy? - Puxou conversa.

-Semana passada Rebecca tentou me apresentar aquele primo dela, lembra? - Relembrou de mais um garoto que ela fizera de tudo pra não manter muito contato.

-Claro, mas perguntei depois dele.

-Depois dele não. Elas só pegam no meu pé. - Bufou e revirou os olhos.

-Porque você escapa tanto?

-Er... Bom e. - Não sabia o que falar. -Eu não me sinto pronta, sabe, não achei um menino especial para mim.

-Já se questionou o porque disso? - Camila engoliu a seco.

-O que você quer dizer?

-Nada, Cami. - Sorriu. -Quem sabe só seja uma insegurança sua. - A latina teve a impressão que sua amiga preferiu desconversar.

-Estranho é que elas pegam somente pegam no meu pé, e você nunca apareceu com ninguém... Você já perdeu o BV?

-Camila, sua curiosa. - Disse deixando a menina um pouco sem jeito. -Claro que já, aos 13 anos.

-Foi com algum menino especial?

-Não. - Despertou uma expressão confusa na latina. -Foi com uma menina especial. - Viu a menina reagir boquiaberta. -Você agora é a única que sabe disso.

-Nossa... Sem palavras. E foi bom?

-Sempre é bom. - Afirmou. -Eu não gosto de meninos, Camila, por isso eu tinha te perguntado se você nunca se questionou.

-Então... E-eu... Eu tenho vontade de beijar uma menina, mas eu não tenho coragem. - Confessou. Estava trêmula não acreditando que pela primeira vez revelara isso pra alguém. A roda gigante foi desacelerando e algumas pessoas iam descendo. Ao chegar a vez de ambas, Hailee pegou Camila pela mão e seguiu a puxando. -Para onde você está me levando? - A garota nada respondera, de repente ambas estavam a sós em um canto vazio do parque. -Porque me trouxe aqui? - Olhava pelos cantos.

-Pra uma coisa que eu já queria fazer a muito tempo. - Capturou a cintura fina da latina e aproximou ambos os corpos e a encostou na parede. -Seu olhar mesmo diz o quanto você também quer. - Camila tinha uma respiração pesava devido ao seu nervosismo.

Hailee quebrou a distância entre ambos os lábios. A latina nem ao menos debatera, muito pelo ao contrário, se viu mais na necessidade de se entregar.

"Naquele instante eu tirei a conclusão de que valera mesmo a pena esperar por alguém especial. Mesmo não assumindo antes, desde o começo eu sempre quis que fosse ela. Foi tão mágico, pense naquela boa sensação de beijar a garota dos seus sonhos... Só sei que me lembro de ficar no meu quarto, deitada na cama, pensando o dia todo nela, recordando a cena e a querendo novamente."

-Você gostou? - Hailee perguntou a latina. Passara com essa dúvida na mente durante todo o final de semana, não sabia a resposta porque após o beijo elas abandonaram o local aonde tudo ocorreu e logo se encontraram com as meninas. Por sorte elas não haviam notado de onde elas tinham saído, senão iriam muito questiona-las. Portanto não tiveram oportunidade de tratar sobre o assunto no mesmo dia.

-Gostei. - Revelou. Sua vontade era declarar tudo o que estava sentido, porém achava que não era o momento certo.

-Sabe, é porque eu queria outra vez, ao menos que você queira.

"Eu não tinha como falar não. Hailee e eu passamos um mês nos beijando. Em algum lugar escondido no colégio, até mesmo após o horário dele. As meninas nunca desconfiaram de nada... Nesse período eu ainda tinha a insegurança de dizer a Hailee o que eu sentia por ela, mesmo ela declarando indiretamente o quanto sentia algo por mim. Eu nem ao menos sabia aonde tudo isso iria dá, até que em um infeliz dia ela decidiu aparecer em minha casa, não que ela nunca aparecesse antes, mas dessa vez as coisas foram tensas."

-Eu senti sua falta. - Hailee declarou.

-Nos vimos hoje no colégio.

-Você sabe que não é só isso. - Tocou no queixo da latina e depositou um selinho em seus lábios.

-Minha mãe está aqui.

-Ela tem algo contra?

-Não sei, nunca falamos sobre isso.

-Como será que vai ser quando eu te pedir em namoro?

-Como?

-Isso que você ouviu. Não estou te beijando somente por te beijar, eu quero algo maior entre a gente. Minha mãe parece te adorar, e sim ela sabe o que há entre nós, pareço precipitada eu sei, mas eu me assumi por você.

-Não sei o que dizer... - Camila se encontrava perdida, derretida e com medo também.

-Nada, sobre a sua mãe pensamos depois, agora só queria um beijo seu. - Encostou Camila na parede e já estava pronta para beija-la.

-Camila. - Ambas as garotas se assustaram ao ouvir um grito, e quando olharam Sinu se encontrava com a mão na maçaneta na porta do quarto da filha, com os olhos carregados de fúria.

-Mãe. - Sentiu a mulher a puxando pelo braço de dando um tapa em seu rosto. Hailee encontrava-se estática sem saber o que fazer.

-Que pouca vergonha é essa? Que porcaria, que nojeira. - Camila passava a mão aonde ardia.

-Mãe, calma.

-Calma nada, Camila, você ia beijar essa garota.

-Não mãe, não é verdade. - Camila olhou pra Hailee em despero. -Ela que me agarrou, mãe.

-O que? - A menina encontrava-se horrorizada, não acreditando que Camila estava mesmo fazendo aquilo.

-Isso mesmo, você achou que eu não ia falar nada? Se manca, Hailee, somos somente amigas, não confundas as coisas.

-Na verdade a minha filha não tinha nem que está andando com você sua imunda. - Sinu disparou. -Fora da minha casa, você não é bem vinda, e não quero saber de você em companhia com a Camila, ouviu bem? Seu pedaço de abominação.

Hailee estava desacreditada e triste, se retirou sem nem ao menos dizer nada. Sinu fez questão de acompanha-la não vendo a hora de vê-la o mais longe dali. No momento em que a porta foi fechada Camila deitou-se na sua cama e começou a chorar.

"Eu simplesmente me sentia o pior ser humano covarde da face da Terra. Não consegui dormir direito a noite intera esperando desesperadamente a chegada do dia seguinte pra falar com ela, e me desculpar por tudo."

-Cadê a Hailee? - Camila perguntou as meninas ao notar que a garota não estava lá na companhia delas.

-Ela está toda estranha hoje, chegou e só cumprimentou a gente, não parou nem pra conversar direito. - Mariah respondeu.

Faltava dez minutos pra o sinal tocar pra o início das aulas naquele dia quando a latina avistara Hailee indo até o banheiro. Ela não perdeu tempo e correu até o local.

-Hailee. - Chamou a menina que encarava o reflexo no espelho. Ela nada respondeu, somente pegou um batom cereja de sua bolsa e passou em seus lábios. -Não me ignore, por favor. - A garota bufou, guardou o objeto e encarou a latina.

-O que você quer que eu fale? Me diz, porque eu não tenho nada pra dizer.

-Não fique com raiva de mim, você mesmo viu que eu não tive saída.

-Camila, eu vi que sua mãe é ignorante, arrogante, intolerante e tudo mais, eu até entenderia você não assumir sobre a gente pra ela, mas agora o que eu não entendo é você ter me acusado, encenar aquele teatrinho e fazer eu passar por aquela humilhação.

-Por favor, não fique com raiva. - Suplicava. -Juro, eu me vi sem saída.

-Eu não estou com raiva.

-Mas está magoada, não quero que fique assim comigo.

-Só sei que não podemos ficar mesmo juntas, e que é melhor qualquer contato nosso terminar por aqui. - Indicou sair do banheiro até que sentiu seu braço sendo segurado.

-Por favor, não, eu gosto mesmo de você. - Declarou com a voz embargada.

-Eu acho melhor ficarmos como da primeira vez que nos conhecemos, eu sentada no meu canto a sós não fazendo questão de conversar com ninguém, e você com as meninas. - Sentiu seu braço sendo solto e saiu.

"Desde daquele dia as coisas ficaram daquela maneira, algumas vezes ela até falava com as meninas, agora comigo ela mal me dava um oi, e quando ocorria esse saia cada vez mais seco."

-Voces brigaram? - Mariah perguntou após Hailee ter cumprimentado todas as meninas com certo gosto, e demostrado pouco afeto por Camila.

-Não. - Mentiu.

-Ela está diferente com você. - Sara comentou.

-Como todas nós, não? Não era comigo que ela só andava. - Disse meio chateada.

-Calma, Camila. - Rebecca pediu. -Tudo bem, concordo, só estranhamos porque vocês pareciam tão almas gêmeas, agora ela parece está mais diferente com você do que com a gente. Mas enfim, deve ser impressão nossa. - Não falaram mais nada sobre.

Flashback off

-Pouco tempo depois o ano terminou e minha mãe me tirou dessa escola, segundo ela eu precisava frequentar ambientes melhores.... Não adianta ela me enganar, sabia que ela queria me ver afastada da Hailee, daí que me vem a dúvida se ela acreditou mesmo na minha versão ou se forçou acreditar. Eu entrei na Harmony High School, pelo menos continuei mantendo contado com as meninas. Cheguei a perguntar sobre a Hailee, e eu soube por elas que ela havia saído do colégio e mais uma vez se mudado de cidade. - Suspirou. -Desde esse dia eu não consigo me perdoar por isso. Sabe eu não me sinto mais atraída por ela como antes, mas eu não consigo me livrar dessa culpa, ela não merecia aquilo.

-Karla, não se martirise por erros de anos atrás. - Dra. Demi aconselhava.

-Já disse que não consigo... Na época eu senti que merecia mesmo sofrer. - Estava quase em lágrimas. -E eu fiz isso. - Olhava para uma cicatriz velha em seu braço.

-Karla, sua sessão por hoje terminou. - Avisou. -Mas eu posso lhe dá conselhos e passar algumas sugestões.

(...)

Após a sessão na psicóloga, Mike levou as três filhas na pizzaria devido a insistência de Sofia que afirmava está com uma imensa vontade de comer pizza. Dois de sabores diferentes foram pedidas como, frango com catupyri e a segunda de brigadeiro. O homem até achava necessário de divertido para as filhas se distraírem. Mas parece não ter dado tão certo pra Camila, o que ela demostrava por fora era somente aparências, enquanto por dentro só se concentrava em uma única coisa que no caso era as sugestões de Doutora Demi.

"Tenha em mente que o passado já se foi e você só tem o agora. Se você tiver contato com Hailee saiba como ela está, converssem e diga o que tem pra dizer, mas antes disso tudo, se perdoe." Essa eram as palavras da doutora. Camila não tinha mais nenhum contato com Hailee desde aquele evento, mas sabia com quem conseguir.

Camila: Oi - Enviou uma mensagem que imediatamente fora visualizada.

Mariah: Milaaaaaaaa, quanto tempo.
Como você está?

Camila: Pois é
Estou bem.

Elas conversaram mais um pouco sabendo como a vida uma da outra estava, a latina aproveitou para perguntar também de suas amigas e descobriu que elas também não andavam juntas como antes, mas não perderam o contato.

Camila: E a Hailee?

Mariah: Foi morar em Chicago, lembra?

Camila: Sim, mas queria saber se você teve notícias dela.

Mariah: Quase nunca sei, só sei que ela mora ainda em Chicago.

Camila: Você tem o número dela?
Se tiver me passa.

Mariah: Vai falar com ela?

Camila: Sim

Mariah: Contato
Pronto.
Qualquer coisa diz que se caso ela lembrar de mim eu mandei beijinhos.

Camila: Muito obrigada. - Disse sorrindo. Salvou o contato, e clicou no chat do whatsapp da garota.

Se via paralisada em enviar uma mensagem, mas enfrentou.

Camila: Oi

Hailee: Oi
Quem é?


Notas Finais


Então gente, team Ansel ou team Troy?


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