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História Destiny - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Três


Fiquei alguns segundos em silêncio tentando processar toda aquela situação.  

A bartender me olhava com uma cara de interrogação, enquanto Sebastian esperava uma resposta minha.  

- Depende, talvez você esteja me confundindo com alguém. - foi a primeira coisa que me veio a mente.  

Ele riu sem tirar os olhos de mim. Confesso que ter o olhar daquele homem sobre mim era um tanto que perturbador, mas o que me assustava ainda mais era o efeito que ele estava causando em mim. Meu coração batia acelerado e minha boca estava seca. Eu não sentia isso desde quando eu tive algo com Alexandre.  

- Você sabe o que ele quer pedir? - a bartender me perguntou ainda aflita.  

Desviei meus olhos dele e olhei para a bartender perdida.  

- Não…  

- Pelo amor de Deus moça, eu não posso ser demitida. - olhei pra ela tentando acalmá-la, apesar de não ter dito nada.  

- Escuta, eu só preciso saber o que você vai pedir, ela não sabe falar inglês e pediu a minha  ajuda. Na verdade, ela está aflita. - apontei pra bartender. 

- Se você aceitar tomar uma bebida comigo, não teremos esse problema. - ele respondeu tranquilamente, com um sorriso sedutor no rosto.  

Era real.  

Ele realmente estava flertando comigo.  

Deus! Normalmente eu não era uma mulher insegura quando se tratava de homens, mas com ele era totalmente diferente... era como se eu fosse uma menina de quinze anos falando com o garoto que eu estava interessada.  

- Eu não poss…  

- Você deve conhecer alguns drinks bons por aqui, até agora me apresentaram a caipirinha e eu não sei dizer se eu gostei… - ele me interrompeu quando viu que eu iria negar o convite.  

Olhei para a bartender que estava com os olhos arregalados e aflita e não sei porque, fiquei com pena da moça.  

- Tudo bem por aqui, qualquer coisa eu te chamo.  

Por um momento, pensei que era iria me julgar ou algo do tipo, mas ela balançou cabeça e me agradeceu mais de uma vez, antes de sair às pressas de volta para o bar.  

Sentei do lado dele que me lançou um olhar que dizia muito…  

- Então… Você me convidou pra beber ou pra ficar me olhando? - saiu com o nervoso. 

Por que às vezes eu tinha que ser tão insensível?  

Ele sorriu surpreso com a minha resposta e pegou o cardápio que estava em cima do balcão e me entregou.  

- Conto com o seu bom gosto…  

Ele fez menção para saber o meu nome.  

- Laura.  

- Laura. - ele murmurou balançando a cabeça. Era engraçado ouvir ele falando o meu nome com o sotaque.  

Peguei o cardápio, mas não consegui processar uma informação sequer naquele cardápio e pra piorar ainda mais a situação, eu tinha certeza que ele estava me observando. Então, eu notei que precisava tomar o controle daquela situação e parar de agir como uma adolescente sem saber o que fazer e sim lidar com a situação como uma mulher de 25 anos de idade.  

O cara era gato pra cacete, a princípio solteiro e estava me dando mole. Muito mole.  

O que tinha demais nisso? 

Eu realmente precisava saber que tipo de lavagem cerebral a Maria Izabel tinha feito em mim, porque parecia ela falando dentro da cabeça.  

Depois de alguns segundos ou até mesmo um minuto encarando aquele cardápio, eu olhei para Sebastian mais confiante e respirei fundo. 

-  Você me chama pra tomar um drink com você e sou eu que tenho que escolher a bebida? - fingi estar ofendida.  

- Você é a brasileira aqui! A não ser que você seja péssima para escolher drinks… - ele murmurou divertido.  

- Ok, você me pegou.  

- Posso sugerir algo? - ele perguntou se aproximando.  

Foi impossível não sentir o cheiro do seu perfume que era bem forte. Sua barba cheirava a shampoo também.  

Ele sugeriu uma gin fizz e eu achei que ele não poderia sugerir uma bebida melhor. Pedi algo pra beliscar enquanto eu bebia porque não queria ficar bêbada perto desse homem.  

- Então, como está seu irmão? - ele perguntou enquanto a bartender trouxe nossas bebidas e os frios que eu havia pedido.  

Ele realmente se lembrava!  

- Ele está ótimo! Ele foi dormir na casa do amigo dele para assistir todos os filme da Marvel.  

Sebastian riu enquanto dava um gole na sua bebida.  

- Todos? - perguntou fazendo uma careta. 

Eu ri. 

- Todos! - ri ainda mais da cara que ele fez. - Ele é completamente apaixonado por esse universo! Você tem que ver o quarto dele!  

- Você mora nessa cidade? - ele perguntou curioso.  

- Oh, não… Só viemos pra cá por causa da Comic Con, eu moro no Rio de Janeiro.  

Engatamos então uma conversa sobre cultura. Ele começou a falar sobre a sua cidade natal e de como foi complicado pra ele tentar se desvencilhar das suas culturas para viver em Nova York, que era onde ele morava atualmente. Depois disse que ficou muito impressionado com a recepção de nós brasileiros quando recebemos alguém em nosso país, então aproveitei pra falar um pouco da nossa cultura também. Sebastian era uma pessoa leve, tinha um papo bom e interessante; já estávamos no terceiro copo de gin e a conversa foi ficando um pouco mais íntima. Começamos a falar da minha vida, do meu irmão… então começou os elogios.  

- Seus olhos são lindos. - ele murmurou se aproximando. - Eu nunca vi uma cor dessas antes. - ele murmurou curioso.  

Ele não era a primeira pessoa a falar dos meus olhos.  

- São âmbar. Eles acabam mudando de cor de acordo com ambiente. Você deve saber como é isso. - disse me referindo a seus olhos azuis.  

Desde início da conversa ele sempre demonstrou suas segundas intenções, através de olhares, sorrisos… Ele era realmente um galanteador.  

Então ele perguntou minha idade.  

- 25. - respondi me perguntando se eu deveria perguntar a idade dele também.  

Ele me olhou um pouco surpreso, mas não tanto.  

- Eu achei que você fosse bem mais nova.  

Pergunto ou não a idade do dele?  

Estava prestes a abrir a boca quando meu celular tocou e quando apareceu Maria Izabel na minha tela, me assustei. O papo estava tão bom, que eu tinha me desligado completamente do mundo. Já tinha se passado mais de quarenta minutos. Com certeza, ela iria me matar.  

Pedi licença a Sebastian e atendi.  

- Hi, Bel. - murmurei nervosa.  

Ela ficou uns segundos em silêncio na linha.  

“Por que você ta falando inglês? Aonde você tá, Laura? Eu to te procurando faz meia hora!” 

Dei um tapa na testa pela minha própria burrice.   

- Eu não posso explicar muito bem agora, mas vou resumir. To aqui no bar bebendo com o ator que o Pedro tirou foto mais cedo. - falei em português dessa vez.  

Ela ficou em silêncio durante uns segundos novamente, provavelmente tentando processar a informação.  

“O tal do Sebastian alguma coisa?”  

Tentei segurar o riso.  

- Esse mesmo.  

“CALA BOCA!!!!!!!!!!!! EU NÃO ACREDITO!” - gritando. Gritando muito.  

Foi impossível não ri do escândalo que ela fez no telefone. Quem iria imaginar que uma médica usaria esse tipo de gíria? Ninguém, óbvio. Mas se tratando da Maria Izabel, ela era louca em todos os sentidos.  

Sebastian me encarou confuso, provavelmente entender do que eu estava rindo.  

- Vou desligar, Bel. O cara ta me olhando sem entender nada.  

“Você precisa dar pra ele!” 

- Tchau, Maria Izabel. - estava prestes a desligar, mas tive uma ideia. - Espera… Pesquisa a idade dele e me manda por mensagem.  

Ela gargalhou.  

“Foda-se a idade dele! Você precisa dar pra ele!” 

- Tchau.  

Desliguei.  

Antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele me perguntou.  

- Namorado?  

Tive que ri.  

- Não. Minha melhor amiga querendo saber porque eu sumi, então eu tive que explicar que você praticamente implorou pra eu te fazer companhia. - respondi divertida.  

Ele riu divertido e decidimos pedir mais um copo de gin.  

E depois outro.  

E outro.  

Outro.  

Mais de duas horas de conversa, provavelmente contei toda a minha vida pra ele em tom de deboche porque eu já estava bêbada o suficiente pra fazer isso.  

Um homem alto musculoso se aproximou de nós e murmurou alguma coisa no ouvido de Sebastian que assentiu. Aproveitei o momento para verificar meu celular que já marcava 00:32 e tinha uma mensagem da Maria Izabel.  

“36” 

Ele tinha 36 anos? Eu juro que daria no máximo uns 30! 

- Escuta, você se importaria de continuarmos essa conversa no meu quarto, meu assistente recomendou por questões de privacidade, você sabe… - ele disse de um modo bem cauteloso.  

Não pensei duas vezes.  

- Tudo bem.  

Ele sorriu e levantou, me lançando um olhar intenso antes de estender sua mão até a mim.  

Ele era bem alto!  

Segurei sua mão e ele fez um gesto para que eu o acompanhasse até o elevador, soltando a minha mão de forma bem discreta.  

- Mas e as bebidas… Eu preciso pagar… - murmurei enquanto caminhávamos até o elevador.  

- Eu te convidei. Por minha conta. - ele disse quando entramos no elevador. Seu assistente ficou de fora e os dois acenaram um para o outro.  

As portas do elevador fecharam e era impossível não sentir a tensão sexual dentro daquele elevador. Sebastian me encarava intensamente posicionado na parede do elevador na minha frente. Meu corpo se manifestou imediatamente diante daquele olhar, minha boca estava seca, o calor subindo pelo meu corpo, os batimentos cardíacos cada vez mais forte…  

Coloquem a música no youtube pra tocar junto com a cena: Gallant - Gentleman 

 

- Você está sentindo isso também, Laura? - ele diminuindo o espaço que existia entre nós, com os olhos fixos em mim.  

Não fui capaz de responder, então me limitei a balançar a minha cabeça enquanto assistia aquele homem se aproximar cada vez mais e mais de mim. Quando senti sua respiração no meu rosto, levantei minha cabeça encarando-o bem de perto. O rosto dele era perfeito. Não tinha defeito. Ele não tinha um defeito sequer. Seus olhos azuis encaravam meus lábios demoradamente até voltar encarar meus olhos.  

- Você é linda…  

No mesmo instante, as portas do elevador se abriram revelando o quarto enorme, na verdade, parecia uma casa. E eu achando que a minha suíte era a maior do hotel.  

Sebastian segurou a minha mão e saímos do elevador que rapidamente tiveram as portas fechadas e em questão de segundos, ele enfiou a mão nos meus cabelos e me beijou.  

O beijo foi intenso, desesperado. Soando puro sexo.  

Ele me empurrou contra a parede e tudo que se escutava naquele ambiente eram os nossos sons ofegantes entre o beijo. Ele quebrou o beijo pra tirar a sua camisa enquanto eu, observava a cena na minha frente totalmente desnorteada. Eu sabia que ele era musculoso, tinha visto ele nos filmes que assistia com meu irmão, mas pessoalmente… Meu Deus. Respirei fundo enquanto observava ele jogar sua camisa longe, sem quebrar qualquer tipo de contato visual comigo.  

- Será que eu posso tirar esse vestido? - ele perguntou enquanto mordia meu lábio inferior.  

Balancei a cabeça levantando os dois braços para que ele tirasse meu vestido, e ele não perdeu tempo, tirou rapidamente meu vestido me deixando somente de calcinha na frente dele.  

Sim. Só de calcinha.  

A forma como ele encarava meu corpo, meus seios, fez meu corpo incendiar.  

Ele colocou seus braços em volta da minha cintura e me beijou com vontade. Coloquei as mãos em seus cabelos e ele gemeu entre o beijo. Ele suspendeu meu corpo do chão e involuntariamente coloquei minhas pernas em volta do seu quadril enquanto nos beijávamos feito loucos. Ele me jogou na cama e me encarou forma obscena enquanto se ajoelhava na cama indo até a minha direção, se posicionando no meio das minhas pernas. A forma como ele me olhava, me tocava, beijava era sexo. Era puro sexo. Isso era óbvio e não tinha porque ser diferente, mas eu não sei porque, eu sentia que tinha algo a mais… Algo que eu não conseguia decifrar naquele momento. Ele acariciou a minha bochecha enquanto me beijou novamente. Depois desceu seus lábios até meu pescoço, busto… Até que chegou nos meus seios, sugando-os com vontade enquanto massageava o outro. Joguei a cabeça  para trás sem conseguir segurar os gemidos que saíam da minha boca, sentindo prazer percorrer todo o meu corpo, a sensação que eu tinha era que eu poderia gozar só com as carícias dele. Continuou a beijar cada parte do meu corpo até chegar a minha calcinha, que tirou delicadamente sem tirar os olhos de mim. Respirei fundo esperando o que vinha a seguir e fechei os olhos ainda deitada, deixando mais um gemido escapar entre os meus lábios quando senti os dedos dele me acariciar. 

- Sebastian… - gemi.  

 
- Shh, apenas sinta Laura. Sinta.  

Eu estava prestes a responder, mas a próxima coisa que eu senti foi a língua dele me sugando forte, e tudo o que eu consegui fazer foi substituir minha resposta atravessada por um gemido alto. Enquanto ele chupava e me estimulava ao mesmo tempo, eu perdi a conta da quantidade de gemidos saíram da minha boca, confesso que no primeiro momento que comecei a me policiar em relação aos gemidos, mas a quem eu queria enganar? Eu estava totalmente entregue e louca. Completamente louca. E de repente, aquela sensação que eu conhecia bem, mas que era um tanto que inexplicável, estava chegando aos poucos e dominando meu corpo, como se a minha alma estivesse prestes a sair do meu corpo para flutuar.  

Não vi nada.  Não escutei nada. 

Não sentia nada além da sensação prazerosa que invadiu meu corpo por completo.  

 Sebastian havia me feito gozar apenas com oral.  

 Isso era inédito.  

 
Quando voltei meu estado normal, ele estava em cima de mim, chupando meu seio esquerdo, com seus olhos ainda vidrados em mim e percebendo que eu estava voltando ao meu estado normal, abandonou a carícia em meu seio e aproximou seu rosto do meu, ficando tão próximo ao ponto dos nosso lábios roçarem.  

- Você é linda. - murmurou enquanto tirava uma mecha de cabelo do meu rosto.  

Beijei sua boca com vontade porque precisava fazer isso. Hoje em dia, era muito difícil um homem fazer uma mulher gozar apenas com um oral. Aliás, um oral muito bem feito.  

Ele partiu o beijo, se ajoelhou entre as minhas pernas e tirou sua calça rapidamente. E tudo o que eu conseguia fazer era encarar o grande volume que a sua boxer. Ele foi até a cômoda do lado da cama, tirou uma camisinha e colocou na minha frente, sem cerimônia alguma. Beijou todo meu corpo até eu sentir ele entre as minhas pernas.  

- Eu preciso te sentir. - ele disse no mesmo momento em que entrou em mim.  

Mais uma vez eu soltei um gemido alto, pega de surpresa. Ele me beijou com força enquanto investia mais rápido em mim. Nós dois estávamos loucos, soltando palavras desconexas entre os beijos, mas eu podia jurar que ele soltou um “você é especial” enquanto enterra seu rosto entre meu pescoço. Fechei os olhos sentindo mais uma vez aquela sensação conhecida se apropriar do meu corpo.  

- Laura…  

Foi a última coisa que eu ouvi antes de sentir aquela sensação novamente.  

Ele deitou do meu lado na cama, ofegante. Os dois ofegante, encarando o teto sem saber o que dizer.  

Não tinha o que dizer.  

Só senti quando ele me puxou pro seu peito e assim que fechei os olhos, apaguei. 

 
 

 



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