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História Destiny - Capítulo 1


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Notas do Autor


Está fanfic vai ter uma publicação lenta. Podendo levar de uma a duas semanas para capítulos novos!

Se você gostar por favor favorita e compartilhe nos grupinho de yaoi caso goste

É minha primeira fanfic mais longa com personagens da Marvel

Obs: nessa fanfic o Peter que eu imaginei foi o do Andrew Garfield

Capítulo 1 - 01


Fanfic / Fanfiction Destiny - Capítulo 1 - 01

 

☽• Peter •☾

Suas botas de couro afundavam minimamente para dentro da camada de neve que cobria o chão da alcateia, a nevasca da noite anterior veio a cobrir o chão por inteiro e os telhados das casas pareciam ser pintados de branco. O sol nascia na alvorada e tentava aquecer o que podia - mas falhava miseravelmente. O ar que saia de sua boca era quente e contrastava em meio ao ambiente frio que o rodeava. Respirou de forma pesada, deixando o ar frio adentrar seu corpo e tossiu. O frio era seu pior inimigo, desde criança suas piores memorias vinham acompanhadas da frieza do inverno; o assassinato de seus pais veio a ser no meio de uma nevasca próximo ao final de novembro, anos depois seu tio veio a ser morto por um caçador após uma avalanche em uma das montanhas do norte. Nada de bom viria do inverno para Peter.

Finalmente, Peter pode ver o poço onde água morna e limpa corria por todas as épocas do ano, apressou os passos para chegar longo, quanto mais cedo pegasse água mais cedo voltaria para o conforto de sua casa. Retirou de sua cabeça o capuz vermelho e deixou o balde ao lado de seus pés, girou a manivela de ferro congelado e soltou um chiado baixo ao sentir o gelo queimar seus dedos, ainda mal era novembro e tudo estava tão ruim quanto dezembro, talvez esse ano as coisas fossem mais tranquilas e com nevascas somente durante as noites escuras do extremo norte. Um segundo balde finalmente chegou a superfície, cheio de água aquecida pelo vulcão praticamente inativo pelos últimos quinhentos anos, virou o balde e a água derramou para dentro de seu balde - Espero não derramar na volta, May ficaria furiosa comigo - Empurrou o segundo balde de volta para dentro do poço e recolocou seu capuz vermelho, abaixou brevemente e segurou a alça do balde e começou a carrega-lo de volta pelo caminho ao qual havia vindo.

Não deveria andar sozinho Peter — A voz de Gwen invadiu sua mente momentaneamente o surpreendendo, o rapaz virou sua cabeça para os lados atrás da amiga de cabelos loiros e a encontrou a alguns metros a sua direita, os olhos azuis da loba o encaravam e sua pelagem quase dourada refletia os mínimos raios de sol que se esgueiravam entre os galhos das árvores de pinheiro, na boca a loba segurava o pescoço de um cervo morto.

— May me pediu para pegar água, ela está ocupada — Disse o jovem Parker levantando minimamente o balde para que a amiga visse melhor o motivo pelo qual estava ali, uma das orelhas da loba se moveu em direção oposta a ele — A época de caça começou mais cedo? — Apontou com a cabeça para o cervo.

Sim, Osborn não quer que os betas ou os alfas passem fome, ao que parece o inverno vai ser um dos piores dos últimos vinte anos — Gwen se moveu em direção ao amigo, arrastando o corpo do cervo pela neve — Vou acompanhar você de volta, não quero Harry tentando atacar você de novo — Rosnou de forma sutil. Harry Osborn era uma das pessoas que a loba achava mais repugnantes em toda alcateia, segundo ela, o jovem era autoritário, ignorante, cheio de si e, principalmente, metido. O que para Peter fazia todo sentido, afinal, Harry era um alfa e para ele, todos os alfas são assim.

— Não precisa fazer isso Gwen, além disso MJ vai ficar preocupada com você — As orelhas da loba se moveram de forma circular e seus olhos encararam Peter — Todos sabem que a MJ é sua conservis* — Disse ele com um pequeno sorriso, sempre soube que tanto a ruiva quanto a loira iriam acabar juntas mais cedo ou mais tarde, ambas foram inseparáveis a vida inteira e aqueles que ficaram minimamente surpresos claramente não conhecia nenhuma das delas, MJ era cabeça quente mas sempre pensava muito antes de agir, já Gwen era ao contrário, agia e depois pensava.

MJ vai ficar bem, ela ficaria mais preocupada se eu deixasse você sozinho andando por aí uma hora dessas — Voltou a observar o caminho a sua frente — Peter?

— Hm?

Já sabe quando vai ser seu próximo cio? — A pergunta pegou o rapaz com certa surpresa, Peter virou a cabeça em direção a amiga, tentou decifrar qualquer coisa que a face lupina dela viesse a lhe revelar, mas nada descobriu.

— Alguns dias depois do solstício de inverno talvez... — Revelou, sentindo suas bochechas corarem de forma violenta. Raramente falava sobre seus cios com qualquer pessoa (e isso incluía May), o jovem ômega era incrivelmente reservado quando o assunto se tratava de seus cios. Respirou fundo tentando afastar a vergonha de si.

Ainda tem pouco mais de um mês pra acontecer — Gwen pareceu contente com a resposta e com a data, Peter soube que ela estava tramando alguma coisa. Sua língua coçou para perguntar o que tanto a incomodava, mas guardou para si mesmo e ajeitou o capuz sobre sua cabeça mais uma vez. Flocos de neve voltaram a cair, o rapaz respirou fundo e grunhiu em desagrado. Nada de bom acontece durante o inverno.

— Por que? — Ponderou segurando a alça do balde com um pouco mais de força — Quero dizer, você nunca se interessa com essas coisas.

Meu pai e eu vamos viajar para o noroeste em alguns dias — A loba fez uma breve pausa — Alguns guerreiros também vão conosco, a alcateia vai ficar com menos proteção... 

— Entendo... — Peter pode sentir a loba desconfortável a seu lado, mesmo com a face encarando o caminho a sua frente para tentar esconder o que sentia — Eu posso pedir para MJ ficar comigo e com a May se quiser, minha tia vai adorar ter uma companhia feminina por alguns dias.

Faria isso? — A loba encarou o amigo, elevando brevemente o corpo do cervo da neve.

— Mas é claro que sim, MJ é minha amiga e eu ficaria feliz em tê-la por perto — Sorriu consigo mesmo.

Os dois amigos continuaram a andar em um silêncio confortável, a floresta a volta de ambos se mantinha em silêncio - que era quebrado apenas por um outro animal que corria para longe de deles com temendo pela própria vida. Por ser um ômega, Peter morava próximo a borda da alcateia com sua tia (que havia se mudou com o sobrinho para a casa que viviam hoje), May era uma beta de baixo ranque já que havia se afastado da alcateia para cuidar do sobrinho que, na época, mal conseguia cuidar de si mesmo. Hoje, os outros lobos da alcateia, chamavam a mulher de ômega sem cio por trás de suas costas, Peter sempre quis enfrenta-los mas se conhecia bem o suficiente para saber que o matariam se fizesse. Manter a cabeça baixa e falar somente o necessário, era isso o que ele aprendeu em todos os seus anos de vida dentro da alcateia de Osborn.

Chegamos — Anunciou Gwen para o amigo, suas patas pararam na neve por alguns segundos enquanto encarava o amigo de olhos castanhos.

— Obrigado por me acompanhar Gwen — Peter sorriu de canto para a amiga, virando em seus calcanhares o jovem Parker logo iniciou o caminho para a cabana onde morava com a tia — Não esqueça de conversar com a MJ.

Não se preocupe, não vou — E com a breve resposta, a loba retornou a andar em direção a sua própria casa.

Peter respirou fundo enquanto encarava o exterior da cabana, a madeira velha era coberta por camadas velhas de tinta bege que se descolavam em pontos variados, a porta de orvalho escuro se encontrava fechada assim como as janelas de mesmo material, pela chaminé Peter pode perceber a fumaça quente se destacar. Aquela era sua casa, não, aquela era a casa que ensinaram a ele considerar como sua. Sua casa de verdade era mais próxima da alcateia onde costumava viver com a tia e com o tio depois da morte de seus pais, a casa em que morava agora parecia não passar de um lar temporário. Subiu pelos quarteto de degraus até a porta e colocou brevemente o balde no chão, sua mão encostou no ferro frio da maçaneta e a porta foi aberta com um ranger único que se espalhou pelo interior da casa.

— May! Estou de volta! — Anunciou o jovem Parker se abaixando de forma sútil para pegar a alça do balde mais uma vez e adentrou a casa — Tia May? — Chamou pela mulher, mas o silêncio dentro da casa lhe deu arrepios, colocou o balde com água próximo a entrada com cuidado, fechou a porta atrás de si e retirou o manto que tanto lhe aqueceu aquela manhã e o pendurou em um dos ganchos atrás da porta. Iniciou sua procura pela Parker mais velha dentro da casa, seu olfato não mentia e lhe informava que May estava dentro da casa mas sua audição pregava peças e a duvida lhe percorreu. Adentrou a sala e encarou o cômodo por alguns segundos, a mesa de centro possuía como de costume um velho vaso de cor pastel com terra e uma planta morta - fez uma nota em sua mente para trocar a maldita planta dali antes do solstício de inverno - ninguém ocupava o sofá além de algumas almofadas com capas floridas e uma manta que geralmente May usava quando assistia o lado de fora pela janela enquanto tomava um café quente. Continuou a andar pela casa e entrou na cozinha, uma panela estava em cima do fogão e aguardava o tempo para que o que estivesse dentro finalmente ficasse pronto, a torneira soltava gotas de água vez ou outra e isso incomodava Peter - mas não o suficiente para ele arruma-la -, a porta da cozinha que dava acesso para a parte de trás da casa se abriu revelando uma May em um macacão verde musgo, cabelos amarrados e bagunçados e luvas sujas de terra.

— Peter! — Exclamou a mulher encarando o sobrinho — Onde esteve? Tem noção do quão preocupada eu fiquei com você? Pela Deusa, pensei que o filho do Osborn tivesse sequestrado você.

— Eu estou bem tia May, Gwen me acompanhou até aqui — Se ajeitou de forma inconfortável, até mesmo sua tia não gostava de Harry. A mulher retirou as luvas sujas que cobriam suas mãos e pegou uma colher de madeira dentro de uma das gavetas e abriu a panela que estava no fogo, o cheiro de sopa se espalhou pela cozinha e fez o estômago de Peter ronronar contente.

— Ela é uma beta muito doce — Comentou May logo fechando a panela mais uma vez — Onde está a água que pedi?

— Próximo a porta — Apontou brevemente para o caminho que havia percorrido até a cozinha.

— Ótimo, vá tomar um banho enquanto eu termino as coisas por aqui — Ela sorriu para o sobrinho — E coloque uma roupa apresentável, vamos a casa do alfa mais tarde.

— Por que? — O corpo de Peter congelou no lugar, não gostava de ir até a casa do alfa de forma alguma, odiava aquele lugar com todas as suas forças e tentava evitar o máximo que conseguia. Mas existiam momentos como aquele que talvez evitar não fosse eficaz.

— Norman quer que tenham concorrentes para que o filho dele arrume um par — A voz de May foi ácida e Peter sabia exatamente o por que.

— Ele sabe que não se pode fazer isso certo? Lobos precisam ser ligados exclusivamente com seus conservis, caso contrário ambos podem morrer — Um gosto amargo surgiu na boca de Peter — Ele vai escolher a mim — O rosto de May ficou sério de imediato.

— Eu sei, mas eu não vou deixar que isso aconteça com você — Se aproximou do sobrinho e segurou as mãos dele entre as suas — Você vai tomar um banho e se arrumar, mas no meio do caminho você vai fingir estar doente, Norman odiaria um ômega doente em uma noite como essa.

— Por que eu simplesmente não fico em casa? Você pode ir e falar que eu estou doente e pronto — Peter fez uma careta.

— Tem certeza que consegue ficar uma noite inteira aqui sozinho?

— Absoluta.


Notas Finais


Conservis - Latim para companheiro/companheira.

Obrigada por ler. Se poder deixar um comentário agradeço muito! Até o próximo capítulo ou não sei lá vai que você leitor não gostou e tudo mais.

- Fé.


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