História Destiny - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias 2PM
Personagens Chansung, Junho, Nichkhun, Taecyeon, Wooyoung
Tags 2pm, Kpop, Lemon, Musica, Romance, Yaoi
Visualizações 205
Palavras 2.582
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!

Capítulo 9 - Não se julga um livro pela capa (parte 2)


Era segunda-feira de manhã, eu estava muito cansado, no dia anterior eu havia trabalho pra caramba. A única coisa boa mesmo foi ter visto ele, tê-lo provocado e... – abri um sorriso ao lembrar – beijá-lo. Ah como seus lábios são provocantes, macios e deliciosos...

Tenho certeza que ele acha que sou um pervertido. Concordo que realmente estou parecendo com um, mas tem momentos em que a gente não se controla e quando eu quero muito alguma coisa eu pego pra mim de um jeito ou de outro! Claro, não é como se eu estivesse forçando-o a isso, eu sei que ele gosta e que gosta de mim também. Ele apenas não descobriu isso ainda, ou não quer admitir mesmo – Dei de ombros.

Enfim, eu quase não tive tempo pra descansar ontem e hoje estou me mudando para um apartamento novo e maior. Tudo ideia do meu irmão, ele nunca se contenta com o que a gente tem, sempre quer mais, mais e mais. Na frente dos outros ele parece ser tão tímido, mas na verdade ele é um capetinha. Nem eu confio muito nele...

Eu não estava muito animado naquela manhã, como já devem ter percebido. Estávamos arrumando as coisas quando escutei o vizinho da frente chegar, aproveitei e pedi ao DongJo que fosse lá pegar algumas informações sobre o lugar que o síndico havia esquecido de contar e não estávamos conseguindo entrar em contato com ele. Logo depois que ele saiu eu escutei alguma coisa estranha e fui conferir. E adivinha quem estava por lá? Ao vê-lo o meu coração parou por um instante. Aquela desanimação acabou.

Tem coisa melhor do que descobrir que a pessoa que você gosta está morando a poucos metros de você?

– WooYoung! – Falei enquanto abria um sorriso – Parece que seremos vizinhos a partir de agora! – Abracei-o, contendo-me para não agarrá-lo de uma vez.

Ele pareceu muito surpreso, ao que parece foi mais pelo fato de eu ter um irmão gêmeo do que por eu estar morando ali. Imagino o quão bizarro deve ser se deparar com dois e mim – ri por dentro.

– Ah, é... Você deve ter se surpreendido, não é? Ele é o meu irmão gêmeo.

– Desculpe atrapalhar você a essa hora mas... –DongJo foi interrompido.

– Pera, que horas são? – Woo pareceu estar impaciente e olhou seu relógio, assustado. Deve ter marcado algo com aquele outro... alguma coisa Khun.

– Desculpa, mas você pode vir aqui em outra hora? Ou então peça para o vizinho ao lado. Eu estou realmente muito atrasado agora. Me desculpe mesmo!

– Ah! Eu que me desculpo por ter te atrasado... – Disse DongJo todo querido.

WooYoung saiu as pressas.

Ele me ignorou completamente, mas por agora eu deixaria passar. Só em saber que nós estávamos morando no mesmo prédio e andar já era maravilhoso! Ele havia alegrado completamente o meu dia. Finalmente as frescuras do meu irmão serviram para alguma coisa!

– Hmm, como esse cara é bonito. – Olhou-o enquanto corria. – E aquela bundinha...

– Para com isso! – Gritei. – Nem pense em chegar muito perto dele.

– Ele é teu por acaso? Não! Posso fazer o que eu bem quiser. – Riu enquanto passava sua língua sobre os lábios.

– Já te avisei! – Encarei-o irritado. – Eu te quebro se tocar um dedo que seja nele!

– Ta bem, ta bem... – Não foi convincente – Mas ele é uma delicinha, viu?

– Quando eu voltar eu te ajudo a arrumar o resto das coisas. – Bufei e tentei trocar de assunto.

– Deixa que eu me viro. – Sorriu

Ele fazer isso sozinho? Só pode ser brincadeira. Ele devia estar aprontando algo, mas como eu estava atrasado demais e deixei para discutir isso mais tarde.

***

Cheguei em casa e estava realmente tudo arrumado.

– Ele realmente arrumou tudo sozinho? – Desconfiei-me.

Tinham coisas que nem eu sozinho conseguia arrumar direito. Era impossível que ele desse conta.

Virei a casa a procura dele e nada. Onde é que ele foi parar?

Lembrei-me do que ele havia dito de manhã, do olhar dele sobre aquela pessoa.

– Se ele estiver lá eu quebro a cara dele! Pouco me importa se ele é ou não o meu irmão.

Ao chegar em frente a porta do apartamento de WooYoung escutei um grito meio abafado, que parecia estar pedindo ajuda.

Eu comecei a bater na porta com todas as minhas forças. Tinha que impedi-lo nem que eu quebrasse a porta pra isso. Rodei a maçaneta sem esperanças de que a porta estivesse aberta e, para a minha surpresa, estava! Aquele idiota nem ao menos verificou uma coisa dessas. – Pensei.

Desesperadamente corri para onde saiam os barulhos e dou de cara com DongJo sobre WooYoung, que estava completamente nu, prestes a penetrá-lo.

– Sai de perto dele! – Gritei enquanto puxava-o pra trás.

– Chan-Chan..Su-Sung?! – WooYoung suspirou, aliviado, enquanto lágrimas caiam de seus olhos.

– Cubra-se – Mandei e ele rapidamente atendeu a minha ordem.

Virei em direção ao meu irmão novamente. Eu estava furioso e soquei a sua cara com tudo o que pude, fazendo-o voar para o chão.

– Seu idiota! Eu te avisei para não encostar um único dedo nele!

Comecei a chutá-lo, antes que ele tivesse alguma chance de se mover. Eu sempre fui o mais forte dentre os dois e o com menos paciência também.

– Pa...para Chansung!! – Wooyoung gritou apavorado – Ele é seu irmão e já está sangrando. Por favor! Pare!

DongJo aproveitou que eu havia me distraído e começou a me socar sem parar, até que consegui finalmente segurar seus punhos e chutar o seu saco.

– Agora chega seu desgraçado! – Peguei-o pelo pescoço. – Sai daqui e da minha casa agora antes que eu te mate de uma vez! – Joguei ele no chão, fazendo-o bater de costas na parede. – Já cansei de você! Essa foi a gota d’água!

Ele demorou um pouco para reagir, mas, depois disso, ele correu pra fora do apartamento. Ele sempre foi um medroso e não sabia brigar. Sempre fazia o que queria e eu não ligava muito pra isso, mas isso já era demais.

Olhei para WooYoung e ele ainda estava encolhido e chorando sobre sua cama.

– Você está bem, Woo? – Acariciei o seu rosto e limpei suas lágrimas. – Ele nunca mais vai chegar perto de você, eu prometo! – Abracei-o e, para a minha surpresa, ele retribuiu.

WooYoung POV On ~

– Você está bem, Woo? Ele nunca mais vai chegar perto de você, eu prometo! – Abraçou-me e por impulso abracei-o também.

Ele estava tão quente e eu estava seguro ao seu lado, eu podia sentir isso.

Era tão estranho vê-lo daquele jeito. Não era ele quem sempre me provocava e abusava de mim? Eu não era apenas um joguinho? Porque ele brigou com o próprio irmão por minha causa?

– Chan... – Me afastei, segurando ainda sua camisa – Por quê? Por que você fez isso? – Comecei a chorar novamente. – Por que você brigou com o seu irmão por minha culpa? Por...?

Seus olhos encheram-se de lágrimas enquanto ele tentava limpar as minhas.

– Você não percebeu ainda...? – Sua primeira lágrima caiu. Ele estava tão triste e aquilo me partia o coração. Nunca imaginei vê-lo assim. Limpei sua lágrima e seguidamente várias outras começaram a cair.

Estávamos os dois ali, um com a mão sobre o rosto do outro e nos olhando. Não sei o porquê e nem como, mas uma atração me puxou para mais perto dele. Ele não se moveu, apenas me olhava esperando para ver qual seria a minha atitude. Eu, lentamente, aproximava meus lábios aos dele, beijando-o.

Dentre os outros beijos, esse foi o único lento e acolhedor. Minha língua implorou pela sua e ele concedeu. Começamos a acelerar o beijo e eu puxava-o pra mim enquanto deitava. Ele cuidadosamente pegou em minha cintura. Dava pra ver que ele estava se contendo para não ir mais além.

O estranho era que, com Chansung me tocando me fazia querer mais, não era forçado. No entanto, mesmo DongJo sendo idêntico ao irmão, eu não consegui me sentir à vontade com ele, eu não quis, era diferente. Afinal, não era a mesma pessoa. Não era Chansung...

Peguei a sua mão e conduzi-a ao restante do meu corpo. Eu o queria muito. Era como se não existisse o tempo, o restante do mundo e muito menos NichKhun. Nichkhun... Eu havia esquecido completamente dele!

– Eu te amo – Ele sussurrou em meu ouvido. Soou como uma música. Eu teria dito o mesmo se no mesmo instante eu não tivesse lembrado dele.

Parei-o e me afastei.

– Eu... Nós não podemos fazer isso. – Ele notou onde os meus pensamentos foram parar. Lembrou-se de NichKhun.

– Você não o ama! – Falou, me puxando para mais perto. – Você e eu sabemos o que você quer de verdade!

Eu não podia negar que eu o queria, pois o meu corpo não deixava. Eu quis puxa-lo para mim e fazer amor com ele até amanhecer, era isso o que eu realmente queria agora e estava prestes a fazer, quando ele se levantou a jogou minhas roupas sobre mim.

– Eu sei que você me acha um pervertido, mas eu não estou fazendo isso apenas para usar você. – Suspirou. – Vou embora agora, mas não se esqueça de que o jogo ainda não acabou.

Ele se foi me deixando ali, desejando-o e me segurando para não chamá-lo. Eu não podia fazer isso com NichKhun. Afinal, eu sei que eu o amo! Sempre amei e não era agora que eu iria parar.

“– Eu te amo”

Ele realmente havia dito isso? E por que...? Porque é que eu quis retribuir estas palavras a ele?

A minha cabeça estava tão embaralhada, não tinha a mínima ideia de como agir agora. Eu gosto de NichKhun... Não. Eu o amo! Porém... O que eu sinto por Chansung?

– DROGA! Eu não sei o que fazer. – Joguei-me na cama e comecei a analisar os lençóis. Lembrei que quase fora estuprado por DongJo, que ChanSung havia me salvado e como ele ficou ainda mais atraente aos meus olhos depois daquilo.

– To ferrado... – Suspirei.

Decidi tomar um banho para limpar a lembrança do que havia acontecido e troquei os lençóis.

Quando fui procurar uma camiseta para eu dormir me deparei com a que Khun havia me emprestado n’outro dia. Seu cheiro ainda estava impregnado nela.

Vesti sua camisa.

– Assim quem sabe apenas você irá adonar-se de meus pensamentos nessa noite.

***

Lábios envolveram os meus e em meu rosto surgiu uma mão a acariciar-me. Era tão gostoso que nem pensei em quem poderia estar fazendo tal coisa.

– Hora de acordar, meu amor. – Meu sono era tanto que não consegui reconhecer de quem era aquela voz e, por um segundo, eu cometi um leve engano.

– Chan... – Começo a falar enquanto abro os meus olhos, identificando a pessoa. – Khun?! – Sentei-me na cama, assustado.

– Do que você ia me chamar? – Desconfiou-se.

– Nada... eu ia, er, – o que eu posso dizer para ele não desconfiar? – dizer shampoo!

– Como é que é? – Ele me olhou sem entender nada.

Eu sou péssimo em inventar desculpas, ainda mais assim e acabei falando a primeira palavra parecida que veio na cabeça. Sou um retardado mesmo.

– É... Shampoo, esse cheiro do seu shampoo é tão bom.

Ele franziu o cenho e me encarou ainda desconfiado. Porém, quando ele percebeu o que eu estava usando rapidamente expos um sorriso em seu rosto.

– Você está usando a minha camiseta! – Disse todo bobo, apontando para ela. Me senti aliviado por ele mesmo ter trocado de assunto tão rápido.

– É... – Fiquei um pouco sem graça também.

– Você está vestindo porque sentiu minha falta? É isso?

– Você é muito convencido, Khunnie!

Ele cruzou os braços, inclinou a cabeça pra cima em minha direção e mostrou a língua, fazendo-me rir.

– Seu bobo! Eu vesti isso porque eu queria sonhar com você...

Ele me olhou um pouco surpreso com a minha resposta e depois, com um sorriso enorme, se jogou sobre mim.

– Isso me deixa tão feliz!! Vem cá com o seu oppa, vem!

– Essa história de “oppa” de novo, Khun?

– Vou dar um jeito de te convencer a me chamar assim ou eu não me chamo NichKhun Horvejkul!

Ri.

– Mas... como você conseguiu entrar aqui em casa?

– Ah, sobre isso. A porta estava aberta. Você tem que cuidar mais, hein. Nunca se sabe se um ladrão ou até um tarado vai aparecer! E eu não quero tarado algum tocando no corpo do meu garotinho!

– Teu garotinho?

– Sim! – Aproximou nossos lábios – Meu e apenas meu garotinho. – Ele me beijou e estava prestes a se “jogar” sobre mim quando o despertador tocou. Dando-nos um tremendo susto.

– Droga! – Reclamou, colocando a mão sobre o coração disparado.

– Isso que dá querer fazer uma coisa dessas a essa hora!

– Como se você não quisesse... – Provocou.

Beijei os seus lábios e levantei-me.

– Preciso me trocar agora, não quero me atrasar novamente pra universidade...

Ele reclamou mais um pouco, mas depois foi preparar algo pra gente comer.

Comecei a me sentir culpado pela noite passada, mas isso não era alguma coisa que eu conseguiria contar a ele. No entanto, havia ainda uma coisa que eu tinha que contar, antes que ele descobrisse sozinho.

Escutei um barulho de porta batendo e fui pra sala conferir.

– Khunnie, o que aconteceu? – Ele estava pálido.

– O que ta acontecendo aqui? – Gritou.

Consegui imaginar quem havia aparecido na porta e droga! Não tinha hora pior? ARG.

– Eu ia te falar isso agora mesmo...

– Agora? A quanto tempo você está me escondendo que esse tarado ta morando a menos de 10... não! menos de 5 metros de distância de você?

– Ele se mudou pra cá ontem. Não deu tempo de te contar, Khunnie..

Ele socou a parede. Estava realmente irritado.

– WooYoung... – Suspirou – Eu aceitei ser corno uma vez, porque eu te amo e eu acreditei que você não cometeria o mesmo erro duas vezes...

– O que você quer dizer com isso?

– Não to dizendo que já aconteceu alguma coisa, só estou avisando... Você sabe que eu não confio nesse idiota morando tão perto de você.

– Khunnie... Apenas confie em mim. – Tentei sorrir.

Ele acariciou meu rosto, me olhou nos olhos. Tentei não parecer nervoso na frente dele e ele pareceu não perceber.

– Eu te amo, Khunnie... Oppa! – Corei.

Chamá-lo assim foi a única maneira que encontrei de fazê-lo mudar de assunto e se alegrar.

Ele me afastou e ficou me encarando com um sorriso travesso.

– O que foi que você disse?

– Se você não escutou azar! Não vou dizer novamente. – mostrei a língua.

– Repete, vai! Só mais uma vez...

– Não!

O gelo se quebrou e o dia e a semana passaram-se mais calmamente.

Chansung aparentemente viajou a negócios. Já que eu não o vi nos últimos dias fiquei muito mais tranquilo, mas isso não quer dizer que eu havia parado de pensar naquele perseguidor pervertido e no que ele me dissera naquela noite.


Notas Finais


Achei que ficaria melhor esse capítulo. Espero que não tenham achado muito cansativo ou algo assim...
Obrigada por acompanharem a fic e espero uma review. ^^
Beijoss ;*


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