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História Destiny (DaTzu) - Capítulo 21


Escrita por: hancake

Notas do Autor


7k de palavras, por Deus----

Sério, editar capítulo desse tamanho é um saco, eu vou me dar um soco da próxima vez que me empolgar desse jeito

MUITO OBRIGADA PELOS 200 FAVORITOS, EU AINDA N ACREDITO 😭💞

Enfim, boa leituraaa 💖

Capítulo 21 - Capítulo 21


Fanfic / Fanfiction Destiny (DaTzu) - Capítulo 21 - Capítulo 21

<Dahyun POV>


Eu estava nervosa. Mesmo que eu já tenha conversado com o tio da Tzuyu antes, ele pensava que nós éramos amigas, então agora ser apresentada como namorada dela me fez ficar receosa quanto a sua reação.

Eu sabia do quanto o tio dela era importante em sua vida e como ela considerava a sua opinião, então eu realmente estava com medo de que ele tivesse preconceito ou não gostasse de mim. E se a Tzuyu resolvesse terminar comigo por não termos a aprovação da sua família?

Quando a Tzu terminou de falar, o seu tio me encarou e eu não conseguia ler a sua expressão, o que só contribuiu para que eu ficasse ainda mais ansiosa e aguardasse por uma reação negativa, mas, indo contra tudo o que eu pensei, ele sorriu e me estendeu a mão.

一 É um prazer imenso, Dahyun! Fico muito feliz pela Yu ter encontrado alguém. 一 seu sorriso era tão sincero e acolhedor que me fez sorrir junto.

一 O prazer é todo meu, senhor Chou Jinyan! 

一 Ora, não precisa dessa formalidade toda, apenas Jinyan já está de bom tamanho para mim.

一 Tudo bem então, Jinyan. 一 Tzuyu nos encarava com um sorriso largo no rosto. Eu imagino que para ela este momento deva ser muito importante, assim como foi para mim a uma semana atrás, ao apresentá-la aos meus pais e irmão.

Fomos buscar as malas do senhor Chou, que não eram tantas, apenas duas, e então fomos até o carro da Tzuyu, que estava no estacionamento do aeroporto.

Estava prestes a entrar nos bancos de trás junto com o Nono quando o senhor Chou me parou com uma mão em meu braço.

一 Você não está pensando em sentar aí, está? 一 o olhei confusa com a sua pergunta.

一 Na verdade, sim...

一 Até parece que eu iria deixar a namorada da minha sobrinha ir aí, vamos, pode já indo para o banco ao lado dela! 一 ele pegou a casinha em que o Snow estava e abriu a porta traseira, já se acomodando nos bancos de trás e colocando o cinto.

一 Mas, senhor Jinyan, o senhor que deveria vir aqui com ela! 一 eu ainda estava parada do lado de fora, meio atordoada.

Pensei que ele gostaria de ir na frente para ir conversando com ela e matando um pouco da saudade.

一 Besteira, minha querida, estou muito bem aqui e o Snow está me fazendo uma ótima companhia, não é, rapaz? 一 ouvi o latido do Nono e dei uma risada, parece que além da Tzuyu o filhotinho também havia sentido a sua falta.

一 Está bem, então. 一 me dei por vencida e entrei no banco do passageiro, colocando o meu cinto e fechando a porta. A Tzuyu já tinha guardado as bagagens na mala do carro e já se encontrava dentro do mesmo também, já pronta para começar a dirigir.

O senhor Chou nos contou que os pais da Tzu também queriam muito ter vindo, mas as coisas na cafeteria em que eram donos estavam muito agitadas e o movimento estava ainda mais intenso do que jamais viram antes, então teriam que esperar mais um pouco.

Ela parecia triste por não poder ver os pais, mas entendeu completamente e disse que qualquer coisa, ela iria para Taiwan os visitar e que me levaria junto.

Fiquei levemente sem jeito quando ela falou isso, admito.

Perguntamos se o senhor Chou não estava com fome e ele disse que para falar a verdade, ele estava faminto, e até íamos parar em um restaurante para jantarmos, mas como estávamos com o Snow e ele não poderia entrar, preferimos pedir comida por delivery e comer no apartamento da Tzu mesmo.

Quando chegamos, ajudamos o Jinyan com as malas e subimos até o andar da Tzuyu e ela logo destrancou a porta. Nós entramos e soltamos o Snow, indo até o quarto de hóspedes e colocando as malas lá dentro.

一 Obrigado pela a ajuda, meninas. Podem ir na frente, eu vou arrumar as minhas coisas e encontro vocês na sala. 一 concordamos com ele e saímos do quarto para o dar privacidade.

Peguei a bolinha de pelos no braço e fui até a cozinha com ele, sendo seguida pela mais velha.

一 Quer água? 一 ela me perguntou, abrindo a geladeira e pegando uma garrafa lá de dentro.

一 Não, obrigada. 一 me encostei na mesa e a vi pegar um copo de vidro, despejando a água dentro dele e bebendo. 一 O seu tio é tão gentil. 一 comentei para ela.

一 Ele realmente é um doce. 一 ela sorriu e colocou o copo na pia e guardou a garrafa de volta na geladeira.

Tzuyu veio até mim e apoiou os braços de cada lado do meu corpo, me deixando presa entre ela e a mesa. Prendi a respiração e dei mais espaço quando ela começou a distribuir beijos pelo o meu pescoço.

一 Agora eu entendi o que você sentiu na semana passada. 一 ela suspirou e olhou para mim, sorrindo. 一 Ver você e o meu tio conversando e se dando bem me deixou com uma sensação boa, bem aqui. 一 ela pegou a minha mão esquerda e a conduziu até o seu peito, bem em cima do coração.

一 Dá um quentinho inexplicável, não é? 一 sorri para ela, que concordou com a cabeça em um gesto quase infantil.

一 Eu já nos imagino no futuro, sabe? Na ceia de natal, com as nossas famílias reunidas em uma mistura de idiomas e em uma barulheira só. 一 ri com as suas palavras imaginando a cena. 一 E então, o meu pai vai reclamar com o seu quando estivermos jogando cartas porque ele roubou no jogo. 一 não pode segurar a gargalhada que escapou quando ela disse isso.

一 E o meu irmão vai estar no meio defendendo o papai dizendo que ele não faz essas coisas. 一 era tão real aquilo tudo acontecer, que imaginar era fácil, quase como se tivesse de fato acontecido e eu estivesse tendo uma lembrança do momento.

一 A meia noite nós iremos trocar presentes e você irá me beijar apaixonadamente porque o presente que eu te dei é perfeito e você amou. 一 sorri divertida com as suas palavras.

一 É mesmo?

一 Sim, mas então eu vou reclamar porque você me deu meias! 一 eu ri e ela sorriu olhando para mim.

一 O que?! Mas por que eu tenho que ser a que dá presentes ruins? 一 falei fingindo uma falsa indignação.

一 Porque você vai me recompensar muito melhor mais tarde. 一 senti o meu rosto esquentar com a sua insinuação e dei um tapa em seu braço.

一 Pare de falar essas coisas. 一 murmurei envergonhada e ela apenas riu, me dando um beijo na bochecha.

一 Nossas mães teriam feito a sobremesa e comeriamos todos juntos e conversando. 一 ela voltou a falar, sorrindo docemente. 一 No outro dia a gente iria estar se preparando para viajar junto com as meninas e com o nosso pequeno brotinho. 一 naquele momento, eu gelei.

一 O que?

一 Eu quero tudo com você, Dahy. 一 sua feição ficou mais séria e ela me encarava nos olhos, sem desviar nenhuma vez. 一 Quero noivar e então me casar com você, quero uma viagem pelo mundo todo ao seu lado na nossa lua de mel, quero que a gente decore nossa casa juntas e você me suje de tinta enquanto rimos da nossa bagunça. Eu quero poder sentir o seu abraço carinhoso depois que eu chegar de um plantão difícil e ouvir você dizer no meu ouvido que vai ficar tudo bem. Quero estar lá na plateia te aplaudindo enquanto você sobe no palco para receber um troféu de melhor atriz. 一 meus olhos se encheram de lágrimas, mas mesmo assim eu sorri para ela. Não estava esperando por aquela declaração. 一 E eu quero que tenhamos nossos pequenos, correndo pela casa e nos deixando de cabelo em pé. 一 ela deu um sorriso e suspirou, colando as nossas testas e fechando os olhos. 一 Eu quero uma vida inteira...

Não consegui segurar o choro e solucei, a dando um abraço desajeitado por ainda estar com o Snow no braço.

一 Céus, eu te amo tanto. Muito mesmo. 一 a ouvi rir e então me puxar para um beijo.

Não sei quanto tempo ficamos naquele ósculo, onde nem a falta de ar conseguia nos separar, pois logo voltavamos a nos beijar, tão intensamente quanto antes.

Só paramos quando ouvimos a voz do senhor Chou.

一 Snow, feche os olhos! Não acredito que suas mães estão te obrigando a passar por isso. 一 rimos e nos afastamos, vendo o mais velho entrar na cozinha e correr para pegar o cachorrinho de mim. 一 Vamos dar a elas privacidade, certo? 一 ele nos olhou e piscou um olho, antes de sair da cozinha com o peludo nos braços.

一 Não tem como levar o seu tio a sério. 一 falei rindo e a Tzuyu me acompanhou.

一 Realmente, quando ele se solta, consegue ser igualzinho ao seu pai.

一 Então teremos problemas nos natais que você planejou. 一 ela assentiu rindo e fomos para a sala.

A Tzuyu ligou para um restaurante de comida chinesa e pediu pra entregar na portaria do prédio dela, enquanto isso, íamos conversando e esperando o pedido chegar.

Cerca de meia hora depois, o porteiro interfonou avisando e eu que desci para buscar, depois que paguei o entregador, fui para o elevador e voltei para o apartamento da Tzu.

Me sentei no chão com o Snow ao meu lado e a Tzuyu se sentou de frente para mim, com o seu tio no sofá, enquanto ela organizava as coisas para comermos.

Parando agora para olhar melhor, eles eram tão parecidos que poderiam facilmente ser considerados pai e filha.

Quando ele sorria, aparecia uma covinha em sua bochecha, assim como a Tzuyu. Ele também era incrivelmente alto e os poucos fios do seu cabelo que ainda não tinham se tornado grisalhos, pareciam ser do mesmo tom de castanho que os dela. Lembrando de uma foto que eu vi uma vez dela com o seu tio e o seu pai, eles se pareciam bastante, então imagino que se a Tzu tivesse uma irmã ou irmão, este seria a miniatura dela e eu não pude deixar de rir imaginando o quão adorável não seria.

一 Então, Dahyun, você faz que curso? 一 o tio da Tzuyu me perguntou depois de algum tempo que passamos conversando sobre a família deles.

一 Eu faço artes cênicas. 一 ele me olhou admirado, o que me deixou de certa forma envergonhada.

一 Então nós teremos uma artista na família? 一 ele já me considerar parte da família deles me tocou demais, aquilo era muito importante para mim.

一 Se tudo der certo, teremos sim. 一 sorri para ele e a Tzuyu alcançou a minha mão por cima da mesa.

一 Vai dar. 

Eu estava distraída dando comida na boca do Snow enquanto a Tzu ainda conversava com o tio dela, até que ela parou de falar do nada no meio da frase, me fazendo levantar o olhar para ela.

一 Tio, o seu nariz... 一 quando olhei para ele fiquei assustada. O nariz do senhor Chou estava sangrando, mas não era pouco, começou a sangrar sem parar.

一 Oh, deve ter sido todo o estresse da viagem, não se preocupem, eu já volto. 一 ele saiu em direção ao banheiro e a Tzuyu encarou a direção que ele havia sumido meio aflita.

一 Ei. 一 chamei a atenção dela, segurando em sua mão. 一 Não precisa se preocupar, ele mesmo disse que foi só por conta da viagem, não fique assim. 一 ela suspirou, mas concordou com a cabeça.

一 É que ele nunca teve problema com isso, mesmo estando estressado com algum plantão... Ver ele assim agora me assustou, foi meio de repente. 一 o senhor Chou voltou e então mudamos de assunto.

Ele agora segurava um lencinho próximo ao nariz para o caso de acontecer novamente o sangramento, o que felizmente não voltou a ocorrer.


(...)


No dia seguinte ao que o Chou Jinyan havia chegado em Seul, resolvemos levá-lo para passear um pouco e andar pela cidade.

Nós fomos primeiro a um museu de artes e passamos cerca de três horas lá, conversando e comentando sobre os quadros. Tinham obras de vários artistas, desde desconhecidos até Vincent Van Gogh e Claude Monet - que era particularmente o meu pintor favorito, eu amava os seus quadros.

一 Você realmente é uma apreciadora da arte. 一 o tio da Tzu disse para mim quando saímos do museu, com um sorriso no rosto.

一 Influência do meu pai, que adora as artes do período do renascimento e impressionismo e de uma amiga muito próxima, que também pinta e é muito talentosa.

一 É mesmo? Como ela se chama?

一 Son Chaeyoung, os quadros dela são incríveis! 一 falei sorrindo. Já havia visto muitas as pinturas feitas por ela, apesar dela morrer de vergonha e não se achar assim tão boa, ela realmente tinha um dom para aquilo.

一 A Chaeng? Jura? Eu não sabia que ela pintava! 一 a Tzuyu falou ao meu lado, entrelaçando nossos dedos e segurando minha mão.

一 Gostaria de um dia conhecer esse jovem talento. 一 o senhor Chou sorriu, enquanto entravamos no carro.

一 Com certeza, irei lhe apresentar as minhas amigas antes do senhor voltar para Taiwan. 一 Tzuyu disse empolgada e começou a dirigir.

一 Para onde nós vamos agora? 一 perguntei a ela, ao vê-la fazer um caminho diferente, já que tínhamos planejado ir pela manhã ao museu e a tarde almoçar em algum restaurante no shopping.

一 Vou apresentar o meu tio a melhor doceria da Coreia e mimar um pouco a minha formiguinha. 一 minhas bochechas esquentaram quando ela disse aquilo e eu ouvi a gargalhada do mais velho no banco de trás.

一 Não acredito que você também vai me chamar assim agora. 一 murmurei envergonhada e a Tzu sorriu para mim.

Quando chegamos, a maior deixou o carro no estacionamento do estabelecimento que eles deixaram para os clientes em atendimento e então entramos.

Eu nunca havia estado naquela doceria antes, mas agora mal poderia esperar pela hora de voltar. O local era extremamente meigo, tudo em tons de rosa e verde claro, as mesas eram de vidro e as cadeiras acolchoadas variando entre rosa e branco. Na vitrine tinham diversos tipos de bolos, tortas e donuts sendo exibidos e os balcões eram enfeitados com pirulitos de chocolate. Os funcionários usavam um avental azul bem bebê e um boné no mesmo tom com o logotipo da loja.

一 Nós estamos no paraíso? 一 eu perguntei encantada, olhando tudo ao meu redor. O que fez os dois taiwaneses rirem.

一 Vamos fazer os nossos pedidos. 一 Tzuyu levou sua mão para o final da minha coluna e começou a me guiar até o balcão.

一 Peçam um café e uma torta de limão para mim, por favor. Vou procurar uma mesa para nos sentarmos. 一 Jinyan pediu e nós concordamos, mas, antes dele se afastar totalmente, eu percebi que ele puxava o ar com força, como se estivesse com dificuldade para respirar.

Franzi as sobrancelhas com aquilo, nós não fizemos nada que exigisse tanto esforço para ele estar tão cansado assim. Decidi ficar alerta para o caso dele passar mal. A Tzu parecia não ter notado e eu não queria a preocupar, já que ela aparentava estar tão animada e, o melhor de tudo, estava falante.

Pedimos primeiro o do mais velho, depois o da Tzuyu, que pediu um frappuccino e uma fatia do bolo de chocolate com chantilly. Quando chegou na minha vez eu fiquei perdida no meio de tantas opções saborosas.

一 Hm... Pode ser tudo? 一 olhei com o meu melhor olhar pidão para a Tzuyu e a moça que estava nos atendendo riu.

一 Se me permite me intrometer, eu recomendo o nosso petit gâteau de chocolate com calda de framboesa e sorvete de creme, é realmente uma delícia e um dos favoritos dos nossos clientes. 一 ela tinha um sorriso simpático no rosto e eu me animei imaginando o quão gostoso de fato não seria aquela junção.

一 Tudo bem então, vou querer a sua recomendação e um smoothie de morango. 一 ela concordou e anotou os nossos pedidos, dizendo que logo seriam deixados em nossas mesas.

Nós concordamos e fomos procurar pelo senhor Chou e qual mesa ele havia pego.

O encontramos em uma das últimas, que ficava ao lado da grande janela de vidro onde se dava para ver a rua e a movimentação das pessoas do lado de fora. Eu me sentei primeiro, perto da vista e a Tzuyu se sentou ao meu lado, de frente para o seu tio.

一 Daqui a pouco irão trazer. 一 ela falou para o maior e ele concordou, antes do seu celular começar a tocar e ele pedir licença, se levantando e indo atender com mais privacidade.

Voltei o meu olhar para a maior ao meu lado.

一 Como você se sente? 一 a perguntei, estendendo a minha mão para tocar o seu rosto e deixar um carinho em sua bochecha. Ela parecia apreciar bastante do meu toque, pois inclinou mais a cabeça para o lado, aproveitando do carinho.

Ela só cresceu no tamanho, no fundo a Tzuyu ainda era um filhotinho. Minha bebê que eu resolvi pegar para mim e dar amor.

一 Ainda não parece ser real... Tipo, o meu tio realmente está aqui com a gente, passeando e tão pertinho de mim. 一 seus olhos se encheram de lágrimas. 一 Eu sinto como se estivesse em um sonho, vocês dois conversando e rindo... Isso é tão importante para mim. 一 ela suspirou no final e uma lágrima escorreu dos seus olhos.

一 Ai meu Deus, você é o meu bebezinho, sabia? 一 puxei o seu rosto em minha direção e deixei vários beijinhos por todo ele, a fazendo rir.

一 Eu sou? 一 uma de suas mãos foi para a minha cintura e eu concordei, deixando um selinho em seus lábios.

一 Sim, você é. Minha bebê, vou te chamar assim agora. 一 o seu sorriso de covinhas apareceu e eu senti o meu coração em festa dentro de mim.

Eu definitivamente amava o seu sorriso, ele era a coisa mais linda do mundo, assim como ela.

一 Eu vou amar ter você me chamando assim. 一 olhei em seus olhos, tentando passar para ela tudo o que eu estava sentindo no momento, todo o frenesi pelo o meu corpo causado apenas pela sua aproximação.

一 Eu te amo, minha bebê. 一 seu sorriso só não foi maior que o meu ao ela me abraçar forte e encher o meu pescoço de beijos.

O seu tio chegou e então engatamos em uma conversa dos próximos lugares que gostaríamos de levar ele e em quais ele gostaria de ir, pois disse que havia pesquisado um pouco antes de vir para a Coreia.

Nossos pedidos chegaram e começamos a comer. Na primeira colherada eu já deixei que um som de satisfação escapasse por meus lábios, aquilo ali era divino.

Tzuyu cutucou o meu ombro e quando eu olhei para ela, me deparei com a mesma me olhando com expectativa e de boca aberta.

一 Sério? 一 deixei escapar uma risada e ela fez um biquinho.

一 Você disse que eu era a sua bebê. 一 ela na verdade era uma pestinha, pois já sabia o que precisava fazer para me desarmar completamente.

一 Estou começando a me arrepender de ter falado em voz alta. 一 suspirei mas logo sorri ao ver a sua expressão alegre e como ela mexeu os ombros, ao que mastigava um pedaço do meu doce que eu tinha dado na sua boca. 

一 Toma. 一 ela me deu um pouco do pedido dela, também me dando em minha boca, o que eu aceitei de muito bom grado.

Ouvimos uma risadinha fraca e olhamos para frente, vendo Jinyan nos encarando com um sorriso doce e uma expressão contente. 

一 Nunca pensei que fosse ver a Tzuyu assim com alguém, vocês são tão adoráveis. 一 a Tzu ficou envergonhada, mas eu sorri de volta para ele.

一 Obrigada, senhor Chou. Ela as vezes me dá trabalho, mas eu gosto de cuidar dela. 一 Tzuyu me olhou indignada.

一 Eu que cuido de você!

一 Não, sou eu que cuido aqui! Você é a criança da relação. 一 falei como se fosse óbvio. Ela abriu a boca para retrucar mas fomos interrompidas mais uma vez pela risada alta do tio dela, nos fazendo rir também.

一 Vocês duas se cuidam o tempo todo sem perceber, mas, é em momentos como esses que as duas parecem duas crianças brigando. 一 nos entreolhamos e rimos, tínhamos que concordar com ele.

O resto do "almoço" (aquilo ali não era nada saudável para ser considerado um almoço), foi tranquilo, conversamos mais e a todo o momento eu e a Tzuyu íamos alimentando uma a outra, o que fazia o senhor Chou Jinyan sorrir para nós sempre que acontecia.


(...)


Estava andando pela faculdade junto com a Chaeyoung, estávamos indo em direção aos nossos armários para buscarmos algumas coisas que íamos precisar para as próximas aulas, quando o meu celular tocou. Olhei pro visor e era um número desconhecido, pensei em recusar mas a curiosidade foi mais forte e eu deslizei o dedo pela tela, atendendo a ligação.

一 Alô? 

Olá, Dahyun, como você está? 一 franzi as sobrancelhas ao reconhecer a voz.

一 Senhor Chou? Eu estou bem, e o senhor?

Vou muito bem, espero não estar incomodando. 

一 Imagina, não é incômodo algum! Só fiquei meio surpresa, como o senhor conseguiu o meu número?

Peguei hoje no celular da Tzuyu, mas ela não sabe. 

一 Aconteceu alguma coisa? 一 me alarmei, chamando a atenção da Chaeyoung para a conversa.

Oh não, não se preocupe, não é nada grave. 一 deixei um suspiro de alívio escapar ao ouvir as suas palavras.

Ontem enquanto eles estavam jantando, o seu nariz sangrou de novo e ele parecia pálido. Tzuyu perguntou se ele não gostaria de ir ao hospital mas ele negou, dizendo que aquilo não seria necessário. Mais tarde, ela ligou para mim e me contou tudo, totalmente aflita e eu dei o meu máximo para acalma-la através da ligação.

Fazia exatos cinco dias que o senhor Chou havia chegado, e parecia que a cada dia ele mostrava um sintoma diferente. Primeiro o sangramento no nariz, depois o cansaço com a falta de ar e agora a palidez. Estava preocupada com o que aquilo poderia ser, eu já havia me apegado surpreendentemente a ele. Chou Jinyan era realmente um doce de pessoa, gentil e um verdadeiro tio coruja com a Tzuyu e estava se tornando para mim também, eu sentia como se ele fosse o meu tio de sangue, o que era meio louco de se pensar já que eu só convivi com ele por mais ou menos uma semana, mas ele era de fato uma boa pessoa.

一 Certo, pode falar, estou escutando. 一 havíamos acabado de parar em frente aos nossos armários e a Chaeng abriu o meu para mim, pois uma mão minha estava segurando o celular e a outra estava com alguns livros. Sorri agradecida para ela.

Como você sabe, o aniversário da Yu é em dois dias e eu gostaria de fazer uma surpresa para ela. Seria fantástico se você e as amigas de vocês pudessem participar também. 一 me animei ao ouvir aquilo.

一 Sim, com certeza! O que o senhor tem em mente? 一 eu ia escutando ele dizendo tudo enquanto a Chae me encarava com um ponto de interrogação estampado no seu rosto, sem entender nada.

一 O que o tio da Tzuyu queria? 一 ela me perguntou quando encerramos a chamada. Sorri para ela e a puxei pelo braço corredor a dentro.

一 Vem, vamos encontrar as meninas, temos uma festa surpresa para organizar.


(...)


Dois dias haviam se passado e hoje era o aniversário da Tzuyu. Como combinado com o tio dela e com as meninas, íamos dar todos um parabéns super rápido e fingiriamos estar todos muito ocupados para comemorar com ela, a fazendo pensar que passaria o seu aniversário sozinha.

Meu coração pesou e eu fiquei tentada a negar, aquilo era muito cruel com a minha criancinha, mas a Nayeon insistiu e mandou eu deixar de ser frouxa porque era por uma boa causa.

Então, quando eu acordei, mandei uma mensagem só desejando parabéns e com uns emojis e logo fiquei offline, indo tomar um banho e me organizar para ir pra faculdade.

一 Bom dia, meninas. 一 desejei quando entrei na cozinha. Lisa, como sempre fazia, veio me abraçar e deixou um beijo em minha bochecha.

一 Bom dia, Dahy. Que carinha é essa, hm? 

一 Hoje é o aniversário da Tzu, mas combinamos de não falar muito com ela hoje para podermos fazer uma surpresa. 一 expliquei, me sentando e começando a preparar o meu café da manhã.

一 E o seu coração está partido por ignorar a sua namorada, é isso? 一 o tom da Jennie era engraçado, mas fiz uma carinha desolada para ela.

一 Me sinto tão má...

一 Não fica assim, dubu. 一 Lisa falou dou outro lado da mesa. 一 Ela vai entender quando ver a surpresa, é com uma boa intenção que você está fazendo isso. 一 suspirei e concordei com ela, mas ainda estava com um pesinho na consciência.

Antes de sair de casa, coloquei o celular no silencioso, e eu nunca tinha feito isso antes - no máximo colocar no modo vibratório antes de entrar em aula ou algo assim -, apenas para não ter risco dela me ligar e eu acabar cedendo. 

Cheguei na faculdade e fui direto para onde a Nayeon e a Chaeyoung estariam me esperando, como combinamos ontem.

Não íamos assistir as últimas aulas, pois a gente ia buscar as coisas que faltavam e as outras iriam na frente, para organizar o apartamento da Tzu junto com o tio dela, já que decidimos fazer lá.

一 Vocês deram parabéns a ela? 一 foi a primeira coisa que eu falei quando me aproximei.

一 Bom dia para você também, sim, estamos ótimas, obrigada por perguntar. 一 Nayeon falou irônica e apenas revirei os olhos para ela.

一 Eu desejei só um feliz aniversário como combinamos e a Nay ainda não mandou nada, disse que vai demorar mais para ficar mais dramático. 一 Chaeyoung disse rindo.

一 Que maldade. 一 olhei feio para ela.

一 Maldade coisa nenhuma, você que é toda mole com ela. Temos que fazer isso direito para ficar mais emocionante. 一 ela se virou e agarrou o meu braço e o da Chae, nos arrastando para dentro do prédio.

一 Você tá levando isso muito a sério. 一 resmunguei, ainda sendo arrastada.

Chegamos onde a Mina e a Jihyo estavam conversando e nos juntamos a elas. O tempo todo eu ficava dizendo como estava com pena do que estávamos fazendo com a Tzu e elas tomaram o meu celular, em um momento de fraqueza onde ela me ligou e eu quase atendi.

Passei a manhã toda emburrada e com o celular confiscado pela Jihyo, que não estava nem aí pelos meus apelos para que ela devolvesse o meu telefone, só quando deu o horário do almoço que ela me devolveu, dizendo que só estava fazendo isso porque ia ficar de olho em mim, já que era agora que íamos sair da faculdade.

Eu, ela, a Chaeyoung e a Nayeon já estávamos caminhando até a doceria onde eu ia pegar o bolo que comprei para a Tzu, a mesma doceria onde ela me trouxe junto com o seu tio, quando o meu celular começou a tocar.

Olhei para ver quem era e, sem nenhuma surpresa, vi que era justamente a minha namorada. Jihyo ao perceber quem era, revirou os olhos

一 De novo? Ela passou a manhã toda ligando, vocês duas são muito grudentas. 

一 Hyo... 一 fiz um bico enorme e ela respirou fundo.

一 Tudo bem, pode atender, mas saiba que se eu suspeitar que você vai estragar a surpresa, eu desligo na cara dela, ouviu? 一 assenti, meio desesperada e atendi antes que chegasse ao final.

一 Oi, Tzu!

Meu Deus, finalmente! Passei a manhã toda preocupada com você. 一 sua voz estava aflita do outro lado e eu só queria a abraçar, mas tive que engolir em seco porque a Nayeon, Jihyo e Chaeyoung não tiravam os olhos de mim.

一 Eu estava meio ocupada, sabe? Tive que decorar um script novo. 一 falei a primeira coisa que me veio a cabeça.

Vocês estão preparando uma nova peça? 一 ela parecia entusiasmada. 一 Eu vou poder assistir? 一 pensa, Dahyun, pensa.

一 Ah, não tenho certeza... Acho que essa vai ser só para os alunos do curso. Mas então, por que me ligou? 一 mudei logo de assunto.

É que eu queria te chamar pra gente almoçar juntas. Hoje é o meu aniversário e a gente nem se falou direito, você me mandou uma mensagem rápida, queria sentir o seu abraço... 一 meu coração estava pequenininho. 

一 Poxa, Tzu, não vai dar... 一 aquilo estava cada vez mais difícil. 一 Eu estou cheia de coisas aqui da faculdade pra fazer, mas prometo que amanhã a gente comemora, tudo bem?

Ah... Tudo bem, amor, eu entendo. 一 não, não, não. Agora sim eu queria chorar e jogar tudo para o alto. Desde que eu falei para ela que ia começar a chamar ela de bebê, ela começou a me chamar de amor, e eu me sentia derreter inteira quando ela fazia isso.

一 Vou ter que desligar agora, se cuida, hein? Te amo. 一 ouvi o seu suspiro.

Ok, tenha cuidado. 一 sua voz parecia bem mais tristinha agora. 一 Também te amo. Muito.

一 Odeio todos. 一 falei quando guardei o celular na bolsa e me aproximei das meninas, fazendo elas rirem.

一 Aguenta só mais um pouquinho, Dah. 一 Chaeyoung disse rindo e entramos na doceria.

Paguei pelo bolo que havia encomendado especialmente para hoje. Ele era de baunilha com morango, o preferido dela. Ele estava todo enfeitado por cima e nos lados com chantilly e pedaços de morango, estava muito bonito e não tinha a menor dúvidas que muito gostoso também.

O funcionário colocou ele dentro de uma caixinha enfeitada com um lacinho e então saímos, indo pegar os docinhos e depois indo direto para o prédio dela, onde as outras estariam nos esperando.

A primeira coisa que eu vi quando abri a porta do apartamento foi a confusão que estava ali dentro. Bati em minha testa ao constatar a burrice que cometemos ao deixar a Momo e a Sana juntas. As duas eram o desastre em pessoa e eu não sabia quem era mais atrapalhada.

Elas estavam num emaranhado de fitinhas e balões, o Nono pulava animado pela sala fazendo a maior bagunça com tudo o que tinha ali, a Mina e o senhor Chou tentavam arrumar a mesa e a Jeongyeon tentavam segurar o cachorrinho, que só parou de bagunçar com as bexigas de festa quando me viu parada na porta, daí ele veio correndo até mim, que entreguei o bolo para a Jihyo e o peguei no braço.

一 O que aconteceu aqui? 一 perguntei assustada, olhando em volta.

一 Finalmente você chegou! Esse peludo barulhento não parava quieto! 一 a Jeong disse ofegante.

一 Alguém pode nos ajudar aqui? 一 Sana disse e a Nayeon foi até ela e a Momo, para ajudar a encher e amarrar os balões.

A Chaeyoung fechou a porta e eu coloquei o Snow no chão, indo até as meninas e o senhor Jinyan para ajudar a organizar as coisas.

一 Como foi hoje de manhã, senhor Chou? 一 o perguntei, depois de mais ou menos uns vinte minutos e a sala já estando mais apresentável.

一 Eu finge que estava super apressado para sair e mal desejei parabéns, nunca vi minha Yu tão cabisbaixa. 

一 Nem me fale, nunca mais eu faço isso. 一 resmunguei e ele riu, concordando.

一 Suas amigas são bem agitadas, não? 一 ele falou rindo e eu suspirei olhando para elas.

一 O senhor nem faz ideia.

Fazia cerca de uma hora e meia que nós estávamos lá quando o Snow foi correndo para a porta e começou a latir e a balançar o rabinho, a Tzuyu tinha chegado.

Corremos para fechar as cortinas, felizmente as luzes já estavam apagadas, então só tinhamos que ficar caladas esperando quando ela entrasse.

Mas quem disse que isso era fácil quando se tinham aquelas meninas como amiga.

一 Ai, Momo, isso aí que você tá pisando é o meu pé!

一 Eu não tô conseguindo enxergar nada.

一 É porque está escuro, sua tapada.

一 Sai da minha frente, Mina, tá me escondendo.

一 Para de empurrar, Sana!

一 Calem a boca, pelo amor de Deus! 一 falei impaciente e bem nessa hora a Tzuyu abriu a porta e o Snow pulou em sua perna.

一 Por que está tudo escuro? O titio saiu? 一 ela se virou para acender as luzes e então gritamos, pulando nela e cantando um parabéns totalmente fora de sincronia.

Ela nos olhou assustada e depois riu, colocando o Snow no chão e fechando a porta e trancando.

一 Vocês querem me matar do coração? O que estão fazendo aqui? 一 seu sorriso era tão grande que me aqueceu por dentro.

一 Surpresa! 一 a Nayeon disse rindo e deu um abraço nela.

一 Muito obrigada, meninas, eu nem sei como agradecer! 一 seus olhos se encheram de lágrimas.

一 Agradeça a sua namorada e ao seu tio, foi ideia deles. 一 ela nos olhou e então veio correndo nos dar um abraço.

一 Então foi por isso que você estava tão distante hoje? Pensei que eu tinha feito alguma coisa. 一 ri para ela quando me afastei.

一 A gente queria fazer uma surpresa de verdade, me desculpa. 一 deixei um selinho sobre os seus lábios e ela sorriu, como se dissesse que estava tudo bem. 一 Feliz aniversário. 一 susurrei.

O senhor Chou Jinyan se aproximou segurando o seu celular e sorriu para a Tzuyu.

一 Tem alguém querendo falar com você. 一 quando ele virou o celular, pude ver que eram os pais dela e tanto eu quanto as meninas seguramos o choro quando ela começou a conversar com os seus progenitores pela chamada de vídeo, era uma cena muito emocionante.

Meus pais também ligaram e a desejaram um feliz aniversário, falando que da próxima vez que ela fosse para a vinícola iríamos comemorar de novo, o que nos fez rir e as meninas se empolgarem falando que também iriam.

A Tzuyu não tirava o sorriso do rosto e eu sentia que aquilo já valia mais que qualquer coisa. Eu faria de tudo para vê-la sempre sorrindo.


<Tzuyu POV>


Estava sentada no sofá olhando para o presente que havia ganhado da Dahyun. Antes de ir embora e quando estávamos a sós, ela disse que havia comprado algo para mim. Tentei insistir ainda que não tinha a menor necessidade daquilo, mas ela logo me cortou e disse que queria me presentear, então me calei e vi quando ela tirou uma caixinha de dentro da sua bolsa e me entregou.

Ao abrir, vi que se tratava de um colar de prata, com duas pedrinhas interligadas, uma azul e outra branquinha.

一 Representa nós duas. 一 ela disse enquanto eu ainda encarava o colar, ele era lindo. 一 Elas representam o amor e a união, elas estarem entrelaçadas assim significa a eternidade de um amor verdadeiro.

一 Para sempre, então? 一 perguntei a ela, sorrindo. 

一 Para sempre.

Sorri e coloquei o colar em mim, apenas admirando por um tempo pela câmera do celular como tinha ficado. Ele era bem delicado, eu realmente tinha amado.

一 Interrompo algo? 一 olhei na direção do corredor, vendo o meu tio vindo até mim com um sorriso simples. Sorri para ele e dei uma batidinha no lugar livre ao meu lado.

一 Claro que não, titio. Venha, sente aqui comigo. 一 vi que ele escondia algo atrás de suas costas e franzi as sobrancelhas.

一 Eu queria conversar um pouco com você e te entregar um presente.

一 Presente?

一 Claro que sim, você não achou que eu iria deixar passar em branco, não é?

一 Mas eu pensei que a festa aqui com as meninas já fosse o suficiente. 一 olhei para ele ainda meio confusa.

一 Isso foi algo que todos nós demos, eu quero agora te entregar o meu presente.

一 Tudo bem, então. 一 sorri para ele e o vi perdido em pensamentos, preso em seu próprio mundo.

一 Sabe, quando eu te peguei em meus braços pela primeira vez você era tão pequenina e delicada que eu fiquei com medo de que até o vento pudesse te quebrar. 一 ele começou. 一 Me pergunto onde foi parar a garotinha de seis anos com medo do escuro que sempre pedia ao meu irmão e a mim para expulsarmos os monstros embaixo da sua cama. A menininha de dez anos que me fez ir a todas as estreias de filmes infantis. Você cresceu tanto, Yu... Eu lembro de chegar na sua casa cansado, mas ainda feliz pela minha sobrinha linda estar completando seu primeiro aninho de vida e olha só agora. Estou em outro país, comemorando sua vigésima segunda primavera.

Olhei para ele e o vi com lágrimas nos olhos.

一 Eu quero te dar isso. 一 ele tirou uma caixa branca de trás de si e me entregou, peguei ainda meio atônita e a abri. 

Meus olhos se encheram de lágrimas, minha boca abriu e o meu coração parou na hora.

一 Tio, é o seu... 一 não consegui nem terminar, minha garganta parecia fechada pelo choro.

一 Quero que fique com ele, eu ganhei da minha mãe, sua avó, assim que me formei e agora estou passando a você. 一 passei a mão delicadamente pelo estetoscópio que ele me deu, ainda não conseguia acreditar.

一 Mas... E o senhor? O que vai usar em seus plantões? 一 ele deu um sorriso fraco e negou com a cabeça.

一 Não irei mais precisar dele, no entanto, você está começando a sua caminhada agora, significa muito para mim que use-o. 

O abracei.

一 Eu irei, muito obrigada, titio. 一 susurrei.

一 Minha doce e pequena Yu... 一 senti suas lágrimas molharem o meu ombro mas não me importei. Ele se afastou apenas para deixar um beijo no topo da minha cabeça. 一 Te amarei eternamente, minha doce e pequena Yu.


(...)


一 Falta dez dias para as férias, não é? 一 Chaeyoung falou, atraindo nossa atenção para o assunto.

No momento nós estávamos na área verde do prédio de artes cênicas, nos reunimos para almoçarmos todas juntas, coisa que não acontecia já fazia um tempo.

Eu estava sentada com as costas apoiadas na árvore e a Dahyun estava deitada com a cabeça em meu colo, onde eu fazia um carinho em seus cabelos. A Mina e a Chaeyoung estavam do mesmo modo ao nosso lado, o que fez a Momo reclamar por meia hora sobre ficar de vela, já que ela foi a primeira a chegar onde estávamos e só depois apareceram as outras.

一 Finalmente, eu juro que não via a hora. 一 Nayeon disse, revirando os olhos e dando um suspiro cansado.

一 O que vocês acham de viajarmos? 一 Jihyo perguntou.

一 Todas nós? Juntas? 一 a Dahyun falou, levantando uma sobrancelha.

一 Sim, ué, para alguma pousada, por exemplo. Vai ser ótimo passar um mês afastado de tanto estresse.

一 Isso não vai dar certo. 一 a Mina murmurou, mas ainda conseguimos escutar.

一 E por que não daria? 一 Nayeon se virou para ela, a olhando confusa.

一 Por que estar com vocês é sinônimo de bagunça, ainda não me esqueci do fuzuê que foi para vocês ficarem quietas no aniversário da Tzuyu. 一 Dahyun disse, me fazendo rir.

Eu estava tão aérea que de fato não tinha escutado nada antes de entrar em meu apartamento, mas elas me garantiram que não conseguiram manter a discrição antes da surpresa e que tinham feito muito barulho. Já haviam se passado quatro dias desde o meu aniversário e eu ainda estava em êxtase do quanto aquele dia foi especial.

一 Mas então. 一 Jeongyeon chamou a nossa atenção de volta a conversa. 一 Fica combinado de irmos viajar nessas férias?

一 Por mim. Eu não teria mais nada para fazer mesmo. 一 Sana disse, dando de ombros.

一 Eu aceito. 一 Nayeon disse, animada.

一 Você vai? 一 Dahyun se virou para mim, perguntando baixinho para que somente eu escutasse.

一 Você quer ir? 一 falei, deixando um carinho em sua bochecha.

一 Acho que vai ser legal.

一 Tudo bem, então nós vamos. 一 sorri para ela, que retribuiu.

Depois de todas terem confirmado, a Nayeon e a Jihyo se levantaram toda animada e se sentaram lado a lado, olhando alguma coisa no celular da mais velha.

一 Ótimo, já tenho até o local para nós irmos! 一 ela disse olhando para a tela do telefone junto com a Jihyo. Quando a Jeongyeon se aproximou para ver, ela escondeu o aparelho e a empurrou para o lado.

一 Por que eu não posso ver? 一 Jeong perguntou indignada, o que nos fez rir.

一 Vai ser surpresa no dia, apenas eu e a Jihyo vamos saber como é lá. 一 ela deixou um selinho nos lábios da Yoo, para acalma-la.

一 Nós vamos organizar tudo e dividir os valores, além de fazer as reservas, depois passamos tudo para vocês. 一 Hyo se levantou junto com a Nay e as duas saíram praticamente correndo dali.

一 Que Deus nos ajude durante esse mês. 一  falei já imaginando os dias agitados que estavam por vir, mas, olhando a minha volta e vendo elas distraídas conversando e rindo, eu também me sentia animada.

Eu tinha muita sorte por tê-las em minha vida e eu sabia que essas férias seriam incríveis.






Notas Finais


Gente, a partir do próximo capítulo iremos entrar na última fase da fic 🥺

Vem aí, só n posso dizer oq, ent fiquem a vontade para imaginar KKKKK

Ah sim, perdoem se tem algum errinho, eu revisei mas possa ser que tenha deixado algo escapar, como o cap ficou bem grande eu fiquei com preguiça sksksjjs mas dps eu reviso novamente!

Até a sexta que vem 💖


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