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História Destiny Kingdom - Capítulo 3


Escrita por: , Kurotsu e yetha


Capítulo 3 - Capítulo 002 - Lutando por uma esposa


Capítulo narrado por Ethan Twilight

É o meu primeiro dia trabalhando para meu novo mestre e eu já constatei que ele é um completo idiota ingênuo. Ele certamente não foi criado para ser um rei, mas sim um guerreiro, tanto que é notável o orgulho élfico incrustado nele. De qualquer forma, eu já estava na arquibancada do coliseu, onde a disputa pela mão da princesa Elsie vai acontecer, a primeira disputa estava para iniciar, inclusive, vale citar, que a abertura foi linda, aparentemente era um tipo de tradição.

Voltando ao foco principal, a luta seria entre Fred Campbell e Ken Ward, dois jovens de destaque no exército dos lobisomens, o que me preocupa como protetor do rei Henry, o jeito vai ser ter que rezar para ele não morrer. Olha eu me distanciando do foco principal de novo, fazer o que né, acontece.

Quando o combate começou, o Campbell não tardou em avançar para cima do Ward, mirando suas afiadas garras no pescoço do mesmo, que, em contrapartida, pulava para trás a fim de se distanciar. Logo de cara notei que Fred queria vencer o mais rápido possível, enquanto Ken planejava uma estratégia, aparentemente. Após mais algumas investidas falhas do loiro, o moreno resolveu dizer algo a ele, algo impossível de se ouvir por causa da distância, mas que foi possível entender por leitura labial e pelas expressões faciais. Provavelmente Ken disse: “Vamos Fred, lute direito, você não é um dos mais fodas do exército? Ou será que tudo isso que você conquistou foi mera sorte ou alguém o ajudou?”. Ao ouvir aquelas palavras, Fred pareceu entrar em colapso, sua face transmitia uma mensagem de que ele estava tendo uma crise existencial, assim, ele abriu totalmente sua defesa, facilitando tudo para Ken, que apenas se aproximou calmamente do loiro e acertou-lhe a nuca tão forte ao ponto de desmaiá-lo. Automaticamente adicionei Ken Ward a lista de possíveis ameaças, pois, ao ser proclamada sua vitória e o público ir à loucura, ele passou um típico ar de arrombado filho da puta que está pronto para fuder com qualquer um em prol do seu sucesso pessoal, isso se prova quando ele abriu a boca para se aproveitar de uma fraqueza psicológica de Fred e só desviou para não tentar sofrer danos.

A próxima luta seria entre Elliot Young, um simples plebeu que se destacou, e Hazel Hill, o conselheiro estrangeiro do rei, uma luta que poderia ser um verdadeiro massacre ou uma disputa muito acirrada. Ao entrarem no ringue, a multidão foi à loucura (de novo), ouvindo aqueles gritos chatos que tanto me irritavam - eu só queria um pouco de silêncio nessa desgraça. Como estava perdido em pensamentos, nem me dei conta de que a luta havia começado, diga-se de passagem que ela estava espetacular, estava nítida a experiência e habilidade de Hazel, assim como Elliot demonstrava tranquilidade e determinação, apesar de peculiarmente estar mexendo os lábios demais enquanto se movimenta - acho que ele tá cantando sem querer -, inclusive, todos seus movimentos eram suaves e seguiam um ritmo, como se ele dançasse e lutasse ao mesmo tempo, combinando passos com suas garras afiadas. Contudo, nada que ele fazia surtia muito efeito em Hazel, o fato de ser um Kyuubi dava-lhe vantagem, já que seu pelo o protegia de coisas pontiagudas/afiadas, enquanto, por ser maior que um lobisomem grande, a energia do impacto de chutes e socos eram melhor distribuídos pelo corpo, dando um efeito de invulnerabilidade.

Outra vantagem eram as caudas que agiam como nove braços a mais, como se o Hill fosse uma fortaleza perfeita que está sempre pronta para atacar e defender. Não demorou muito para Elliot desistir, afinal, nada que ele fazia surtia efeito no raposo, sem contar que ele estava ficando cansado com o tempo. Logo, então, Hazel ganhou por desistência do adversário. Nem preciso citar que a plateia foi à loucura, certo?

Agora chegava o momento mais tenso, o momento em que Henry iria lutar. Sua vitória significava uma nova aliança entre reinos, enquanto que sua derrota, provavelmente, acarretaria na ruína do reino élfico e minha liberdade, já que obviamente eu iria fugir para outro continente o mais rápido possível, talvez eu até vá atrás de minha mãe cobrar meus 18 presentes de aniversário atrasados. De qualquer forma, assim que os lutadores da vez entraram em campo, não fizeram tanto barulho positivamente - se assim posso dizer. Acho que pelo fato de ser um soldado sem muita fama lutando pela mão da princesa e um elfo, que para eles era um qualquer. Os gritos de repulsa eram fortes, parece que meu querido mestre havia cometido um crime cultural, inclusive, é errado eu estar achando graça do nervosismo dele?

Por outro lado, seu adversário, Apollon Bluefire, estava bastante nervoso, isso era notável pela forma de se movimentar dele, o que era bom para o chefinho, pois, se ele for, no mínimo, esperto, vai identificar isso e tirar proveito. Mas chega de enrolação, até porque a luta já começou.

Sem tardar, Apollon foi para cima de Henry desajeitadamente, mas este já havia recitado algum feitiço, porque raios verdes exalavam da mão dele, atingindo o solo sem a mínima intenção. Então, como um aviso, Henry disse:

— Por favor, desista agora, não quero machucá-lo e quero ser o mais breve possível. – Sério, o que o chefinho esperava? Que o tal Bluefire abaixasse a cabeça e dissesse “eu desisto”? Como eu esperava, o moreno adversário apenas riu com o nariz e voltou a avançar contra o ruivo, ignorando a magia que estava prestes a ser lançada. – Você pediu por isso. – Estendendo suas mãos para frente, diversos raios foram lançados contra Apollon que desviou de todos e ainda sorriu com a falta de mira do chefinho.

Com a distância curtíssima, o Lobisomem acertou, de raspão, um arranhão na face do ruivo que quase perdeu um olho, pois havia sido bem abaixo do mesmo, além de ter sido um corte superficial, então nada para se preocupar. Porém, Henry não deixou barato e acertou um belo soco no queixo de seu inimigo, seguido de um soco de esquerda no estômago, sendo contra-atacado em seguida com um chute alto nas costelas, que deve ter doído um pouco ou, no mínimo, feito um estalo, fazendo o ruivo perceber a superioridade física dos lobisomens em relação aos elfos.

Diante daquela situação, ele sabia que quanto mais demorasse, mais poderia sofrer danos, por isso se distanciou o máximo possível e novamente conjurou sua magia, lançando raios verdes aleatoriamente, ao que tudo indica, ele está tentando assustar Apollon que voltou a investir contra seu inimigo.

Henry voltou a correr a direção contrária do Bluefire, e assim se seguiu, até eles praticamente inverterem as posições originais e a plateia quase entrar dentro do ringue e expulsá-los a pontapés dali. Contudo, então, o elfo mudou de postura, uma postura mais agressiva, como se fosse atacar o lobisomem com tudo, assim Apollon correu contra Henry novamente, mas, no meio do caminho, o chão rachou e ele caiu num burraco muito profundo, não sendo capaz de fugir, restando-lhe apenas desistir. Talvez o chefinho seja realmente inteligente, pelo menos em combate, de qualquer forma, se houver algum espaço de tempo, irei ensiná-lo algo que apenas os Mageschs sabem, uma carta na manga sempre é útil.

Como a arena havia sido destruída, adiaram a última luta para o próximo dia, mas Chuck Southwark nem mesmo chegou a aparecer para o aviso e, como já o conheciam, declararam vitória por W.O., quando perguntei a alguém sobre o porquê, me disseram que Chuck tinha medo de lutas e que Zack Whitesun, o adversário do fujão, era tão forte quanto Hazel, logo, encaixando as peças, Chuck fugiu por medo de morrer lutando contra Zack, apesar de que nessa porra ninguém tá sofrendo muito, bem diferente de como ocorre com os gigantes. O bom desse W.O. é que agora eu teria o restinho da tarde, a noite toda e a parte da manhã do dia seguinte para ensiná-lo a última coisa que meu povo tinha como habilidade exclusiva.

(...)

Estava de noite, Henry se queixava da dificuldade do treinamento que eu havia proposto a ele, assim que o mesmo saiu do ringue. Vale dizer que eu já esperava por aquilo, afinal, eu demorei horrores para conseguir usar essa técnica quando criança, aposto que um marmanjo de 16 anos como o ruivo não dominará o isso até o amanhecer, mas vai depender da determinação dele e como ele define o que é magia.

— Como você aprendeu a fazer isso? Se é que isso realmente existe. – Debochou Henry dos meus ensinamentos, fazendo-me abrir o meu sorriso mais doce.

— Se for o caso, vamos lutar, você sentirá na carne o verdadeiro poder da magia que sua espécie inferior nunca foi capaz de descobrir. – Assim, Henry ficou putinho, com as palavras que eu, um reles humano escravo, tive coragem de direcionar a ele. – Inclusive, acho que os elfos perecerão amanhã, seu próximo oponente não é nada fraco, diferente de como você imagina, diferente de você. – Aquele foi o estopim, ele partiu para cima de mim com um punho envolto a sua magia. Eu desviei, como já era de se esperar, e o empurrei, assim o derrubando no chão.

— Quem você acha que é? Já se esqueceu que você é meu escravo? – Ih, encarnou o Chester no chefinho, mas sua expressão é bem mais vulnerável do que a do antigo chefe, como já to na merda mesmo - capaz de receber chicotada e ir dormir com os cavalos hoje como punição -, arrisquei respondê-lo.

— Eu sou alguém que, diferente de você, se esforçou para entender como despertar o sétimo sentido e a verdadeira magia. Mas se te ajuda, contemple o poder da verdadeira essência da magia! – Me concentrando um pouco, canalizei minha magia em um único ponto de meu corpo e a expandi, em seguida, criando em volta de mim uma aura mágica ameaçadora. – Se ainda acha que o sétimo sentido é piada, receba esse soco estelar bem no meio da sua fuça. – Quando fui desferir o soco, ele fechou os olhos e recuou, contudo, parei antes de minha mão acertar seu rosto. – Boa noite, se é que você vai dormir se olhar para trás. – Me despedi indo embora, claro que não esqueci de olhar todo estrago que fiz na floresta que tinha ali atrás, fora o cheirinho insuportável de queimado que com certeza vai dar enjoo nele.

(...)

No dia seguinte eu fui checar como estava o chefinho e me surpreendi, pois, ele estava conseguindo liberar o sétimo sentido, pelo visto ele havia entendido a real essência da magia, agora só faltava ter a determinação necessária para usar 100% de sua força oculta.

— Tá indo no caminho certo, parabéns, eu demorei uma semana para pelo menos criar alguma aura. – Nada mais justo do que parabenizá-lo, não? Afinal, ele parece exausto, acho que ele não cochilou nem um pouquinho essa noite. – Vai comer lá no hotel e depois dormir um pouco, sua luta vai ser só depois do almoço e agora são só 6 horas. – Ele assentiu cansadamente, limpando o suor do queixo.

— Antes, me confirme uma coisa: a magia está em tudo e todos, certo? – Sem dizer nada, apenas confirmei com a cabeça. – Então… quando você usou o sétimo sentido ontem à noite, você expandiu seu poder pela natureza, se apoiando na mana das coisas em volta?

— Exatamente, inclusive, usei a sua também, por isso o golpe não carbonizou você.  A única coisa que peço é que não saia contando para os outros elfos, fiz isso apenas para ajudá-lo no momento, mas ainda preferia manter o segredo de meu povo, já que o sétimo sentido tem grande valor cultural para os mageschs.

— Por mim, tudo bem, eu ainda temo que algum nobre tente tirar o trono de mim, então não posso deixar isso vazar. – Ele se levantou estalando as costas. – Procure alguma informação sobre meus adversários, você é bom de lábia, deve ser moleza para você.

— E de fato é. – Respondi com um sorriso divertido, nos separando em seguida. Fui fazer o que ele mandou no centro da cidade, afinal o local era agitado naturalmente, com um festival acontecendo e um rumor sobre um elfo casar com a primeira princesa tudo ficava pior, incluindo olhares preconceituosos, esses que eu ou ignorava, afinal “O que vem debaixo não me atinge”. Quando entrei num beco, senti que alguém estava atrás de mim, mas ignorei, pois não exalava qualquer hostilidade. Mais ou menos na metade do caminho, um homem de cabelo azul entrou na minha frente, impedindo-me de passar propositalmente. — Não imaginava que o príncipe dos lobisomens curtia visitar umas bocas de fumo.

— Isso não vem ao caso agora. – Disse o de cabelo azul, ignorando minha piada 10/10. – O príncipe Carter veio conversar sobre as intenções de seu mestre. – Apenas virei para ele, fazendo um som de “hm”, como se disse “Desembucha”.

— Por que seu mestre veio até nós, lobisomens, pedir por ajuda? A menos de cinco anos atrás os elfos mataram muitos lobisomens durante os confrontos entre os vampiros e lobisomens. Por que justo agora que o rei morreu vocês aparecem pedindo ajuda? – Enquanto ele ia perguntando, eu ia analisando as expressões dele, principalmente os olhos dele. Pelo que eu me lembro, a expressão dele na conferência entre o chefinho e o rei dos lobisomens se tornou de ciúme e um tanto quanto preocupado e irritado ao ver seu próprio praticamente vendendo sua querida irmãzinha para fins políticos. Ele fazer aquela série de perguntas era algo justo.

— Não posso dizer tudo, até porque nem mesmo eu sei. Na verdade, eu só sei que o rei morreu e que me culparam por isso. As reais intenções de meu mestre são desconhecidas por mim, não sei o que ele quer unificando todos os reinos, mas creio que tenha tudo a ver com a morte de Chester Hughes, o antigo e falecido rei. – Expliquei da melhor forma possível, afinal, não tenho direito nem de ter bens materiais, quem dirá de participar dos planos do chefinho. – Por isso, eu, Ethan Twilight, humildemente peço informações sobre seus guerreiros: Hazel Hill e Zack Whitesun. Sei que o que vocês estão fazendo isso por tradição, mas acredito que a união entre a princesa Elsie e o rei Henry seja algo importante tanto para o elfos quanto para todos que vivem nesse continente. – Sim, quase apelei para um discurso no jutsu, mas me segurei, senão conquistava geral na hora, seria o melhor rei de todos - na verdade eu ia matar todo mundo de fome. Antes que me respondessem, eles começaram a cochichar entre si, sem que eu pudesse ouvir.

— Mesmo isso sendo errado, irei dizer tudo o que você quiser saber. – Então comecei a perguntar o que queria, aquelas eram informações valiosíssimas, informações que eu fiz questão de passar para Henry, no caso eu fiz o meu trabalho.

Depois de horas de conversa com aqueles dois, consegui alguma relação com eles, digamos que viramos conhecidos; quase amigos, eles até me convidaram para ficar na mesma arquibancada que a família real e os capitães do exército, será que eu sou uma celebridade já?

De qualquer forma, finalmente seria a luta de Ken e Hazel, e eu estou totalmente desinteressado, afinal, eu já sabia o resultado de todas as lutas desde as primeiras. Mas vamos assistir com paciência, tomara que eu esteja errado e que seja emocionante ao ponto de fazer o gigante acordar no meio das pernas.

A luta mal começou e Ken já tentou uma investida agressiva contra Hazel, já usando algo que apenas os lobisomens tinham em suas mãos, vulgo o uso de magia vinda da natureza, mas a diferença dos elfos é que isso aumenta apenas as capacidades físicas dos lobinhos. Porém, como eu já esperava, não fazia diferença, Hazel continuava imune a todos os ataques pelo mesmo motivo que eu já expliquei, se você não prestou atenção você é desatento.

Sinceramente, Ken é só um oportunista mesmo, não parece ser muito forte no mano a mano, não contra um kyuubi experiente como o Hill era. Como o combate durou muito tempo de Hazel apenas defendendo e cansando o Ward, para então finalizá-lo com um chicote de cauda nônuplo nele, arremessando-o para a parede e, com o impacto, desmaiando-o.

Nem vou enrolar para comentar sobre esse massacre, pois finalmente eu vou poder ver o resultado da noite perdida do chefinho, mas tinha um probleminha: quando Zack já estava na arena, Henry havia chegado uns segundos, que pareciam horas, atrasado, o que fez ele perder a inexistente popularidade que ele não tinha com os lobisomens. Apesar do problema ser justificável, pois ele estava criando a melhor estratégia para vencer Zack, ou seja, a batalha seria tipo uma batalha de cavaleiros nobres fictícios dos antigos livros de minha tribo.

— Zack Whitesun! Eu, Henry Hughes, rei de Luxgard peço humildemente que você desista dessa luta, pois estou aqui para tentar salvar meu reino e descobrir como meu pai morreu, pois ela pode significar a morte para todos os reinos, então, novamente, peço a você que me deixe. – Essas palavras não foram das melhores, ele precisa melhorar o discurso como um rei, mas, sem dúvidas, a maior surpresa fora ele estar engolindo a arrogância dele e abaixando a cabeça para um nobre e de outra raça ainda por cima, e com isso eu conclui que virar rei de surpresa muda as pessoas.

Contudo, óbvio que uma tensão se instalou entre eles e, também, entre a plateia, afinal, ele estava praticamente acabando com a cultura do reino em prol da política, tá parecendo até o governo de umas histórias que meu pai lia, tipo, pelo que eu lembro o governo era muito corrupto e a capa do livro tinhas as cores verde e amarelo. (Crítica social foda).

— Você está querendo estragar nossa cultura e acabar com minha honra? Tome vergonha na cara! – É, eu já meio que esperava por essa resposta e, inclusive, tô até decepcionado. A gente já está meio que roubando pedindo informação e, agora, ele pedia um pedido daqueles, essa foi de cagar no pau durante sexo anal.

— Sabemos que tal pedido do rei Henry é uma desonra e um desrespeito a nossa cultura, mas, por favor, entendam, ele está aqui para unificar nosso reino aos dos elfos sob termos sugeridos por vossa majestade. – Eu não imaginava que Carter fosse levantar e começar a discursar dessa forma, principalmente a favor do chefinho. – Acho que só pela coragem por tal pedido faz com que ele mereça essa vitória, apesar de também não concordar com isso. Por isso, Zack Whitesun, eu também peço a ti que desista, em troca disso, o rei Henry irá disponibilizar um de seus mais fortes soldados para compensar essa luta. – Caralho maluco, Carter é foda, deu um discurso tão bom que a plateia se acalmou, pelo menos isso. Contudo eles ainda devem ter a mesma opinião sobre isso, mas a decisão era de Zack, tudo dependia dele.

— Hm, se for assim, quero uma luta contra Cody Blackmoon, já ouvi muito a respeito dele, uma luta com ele deve ser muito divertida. – O tom cômico dele no final foi uma sensação de alívio para Henry, deu para notar isso pelos ombros dele, que antes estavam tensos - acho que já perceberam que eu tenho um olhar muito afiado. Mas, é aquela coisa, estava todo mundo revoltado com eles, afinal, aquilo era um festival que acontecia de tempos em tempos e não era constante, às vezes era com intervalo de um ano, outras vezes de 16 ou demorava décadas e gerações, pois ele só acontecia quando uma menina da realeza completava 16 anos. E, assim, mais um dia de festival terminou em festa, mesmo que a animação não fosse a do dia passado, mas acho que Henry e Hazel darão um show no dia seguinte, isso se ele realmente tiver aprendido a usar o sétimo sentido com perfeição.

Como eu não tô a fim de detalhar tudo o que eu e o Henry fizemos com nossos novos “amigos” nem o que fizemos antes da luta final, então vou pular todo esse tempo, porque o que realmente interessa é isso.

No dia seguinte, tanto Henry e Hazel, quanto o público e a realeza já estavam no coliseu, mesmo que nenhum cidadão estava ali para ver a luta, mas sim o casamento da queridíssima princesa Elsie com um dos dois pretendentes, o que vencer no caso. Por isso que, por causa da cerimônia do casamento, a última batalha seria antes do meio dia. Agora eu vou parar de enrolar, porque a batalha está prestes a começar.

Assim que o juiz abriu o combate, Henry não tardou em conjurar sua magia do Caos, já preparando um feitiço semelhante a um feitiço usado por Chester, vulgo o Pluet foramen acus transire Orcorum tenebrarum - provavelmente você não entendeu nada, mas calma que já eu explico do que se trata -, então, milhares de filetes, semelhantes a agulhas, de energia de cor verde apareceram à frente do elfo, preparando-se para lançá-las em Hazel.

— Interessante, você herdou a magia de seu pai, é uma pena que ela não possa me ferir. – Apesar de soar convencido, era claro o tom monótono e completamente indiferente àquilo, e, como ele mesmo disse, as agulhas não fizeram nenhum efeito sobre ele, isso se deve ao fato de usar a magia da natureza para potencializar seu físico e criar uma pequena aura em volta de si que pode tanto ajudar na defesa quanto no ataque, esse é quase que o conceito de magia para eles, na qual eles chamam de chakra.

— Que tal irmos com tudo desde o início? O público já está meio entediado, acho justo darmos um show a eles. – A sugestão do chefinho poderia matá-lo, mas, também, poderia ser uma boa jogado contra o Hill, afinal, se ele for mesmo capaz de controlar o sétimo sentido, a vitória é quase que certa, apesar de que nunca vi Hazel lutando, portanto não sei muita a diferença de lobisomens e kitsunes.

— Por mim, tudo bem. Só não vá chorar depois que perder, garoto. – Então, depois de uma minuciosa risada sarcástica perante ao comentário final do adversário, ambos começaram a concentrar em usarem o seu máximo. Assim, a aparência de Hazel mudou um pouco: em volta de seus olhos apareceram marcas avermelhadas e seu pelo ficou levemente mais claro com uma aura alaranjada em volta de si. Já Henry não demonstrava nada, apenas estava imóvel concentrando sua magia, porém, demorava a expandi-la de vez, como se a intenção fosse concentrar o máximo possível, o que é preocupante, já que ele pode explodir de dentro para fora por causa da explosão quase que instantânea de poder, pelo menos é isso que acontece com os humanos, inclusive vi um amiguinho tentar o mesmo e morrer assim.

Mas eu estava errado, completamente errado, porque, assim que ele expandiu seu poder, algo incrível aconteceu, algo que eu nunca havia visto qualquer elfo fazer: seus olhos, antes levemente dourados, se tornaram completamente verdes, uma tonalidade profunda e subjugadora, e uma marca semelhante a letra k, só que sem a perna direita, surgiu em baixo do olho esquerdo na mesma cor; aquilo só podia ser coisa do diabo! Nunca na vida havia visto aquilo, assim como a plateia que já tinham ido a loucura faz tempo, desde que Hazel havia se “transformado”. A partir daí foi um espetáculo completo, ainda bem que ele foi contra a minha opinião e decidiu participar dessa loucura.

Hazel investia contra Henry rapidamente, demonstrando o distante nível entre os condicionamentos físicos entre o próprio e o chefinho, restando apenas um ato de defesa por parte do Hughes utilizando de sua própria magia, conjurando um escudo de energia caótica, que, por ser muito fino, quebrou com um simples chute, que também acertou o chefe. Esse, ainda no ar, se recuperou e, por incrível que pareça, começou a flutuar ao surgir de um brilhante arco branco nas costas dele. Só de graça, ele fez uma de deus arrogante, afinal, ele deve estar se sentindo assim, mesmo que se ele não se apressar perderá toda aquela glória por conta do consumo excessivo de magia.

Sabendo que poderia perder com toda a imponência do chefinho em campo, Hazel decidira usar sua técnica perfeita de defesa e ataque: girando em torno do próprio eixo, ele passou a girar como um pião e, por causa de suas caudas, uma imensa ventania surgiu criando uma força centrípeta, assim puxando Henry para si. Convenhamos que aquele pião lupino acertaria uma bela rabada ou fatiá-lo em pedaços caso se aproxime. Diante daquela situação onde ele não poderia escapar, ele simplesmente desespera-se e começa a conjurar vários feitiços aleatoriamente, mas com nenhum efeito aparente. Foi aí que me dei conta. A magia dele é diferente da de Chester, na verdade, é completamente diferente e, pelo andar da carruagem, ele estava prestes a perder o controle, por isso eu até me levantei de meu assento repentinamente, assustando os irmãos de Carter que estavam em volta.

— O que foi? Já está aflito antes do resultado? – Me perguntou o herdeiro dos lobisomens.

— Não, estou preocupado com vocês. – Respondi também expandindo minha magia, usufruindo do sétimo sentido. – Por precaução protegerei todos, por favor, contemplem o…

— Não interfira na luta mais em nosso festival, caso o contrário serei obrigado a executá-los em praça pública. – Fora então que Donald me interrompeu, o que era entendível, então simplesmente caguei e apenas sumonei uma magia de proteção em seus filhos e em mim. Voltei a me sentar, inclusive.

Logo, a distância entre Hazel e Henry era pequena o suficiente para acertar um soco no ruivo, que foi o que ocorreu. Então, o elfo apenas sentiu uma força esmagadora na frente, que com certeza quebrou vários ossos até mesmo saiu sangue, seguido de um impacto com a parede, que fudeu totalmente as costas do mesmo. Mas aquele fora o gatilho para uma onda violenta de magia caótica, que sai em direção a Hazel, mas com um problema: ela estava passando pela plateia e a desmaiando, inclusive parte da própria família real ficou inconsciente, assim não fora diferente com o Hill.

— Queria dizer nada não, mas parabéns, senhorita Elsie, o chefinho será seu digníssimo esposo. – Como Henry ainda estava consciente, quase sendo vencido pelo cansaço, o próprio príncipe Carter declarou vitória. – Como já vi o pai dele transando com uma amante na minha frente, lamento pela varetinha que a senhorita terá de encarar. – Com esse comentário sussurrado apenas para ela, a mesma virou um verdadeiro pimentão, ela quase deu um curto por causa da vergonha.



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