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História Destiny of Love (Jacksley) - Capítulo 22


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Notas do Autor


Tenham uma boa leitura! ❤

Capítulo 22 - Trégua?!


Fanfic / Fanfiction Destiny of Love (Jacksley) - Capítulo 22 - Trégua?!

- Sr. Michael? - Kellie bateu na porta de seu quarto, mas não foi atendida de imediato - Sr. Michael? - O chamou novamente e Michael a atendeu. 


- Sim?


- Sou eu, Kellie, posso entrar?


- Claro - Permitiu ainda de cabeça baixa. 


- Licença - Entrou e fechou a porta, preocupada caminhou até ele e sentou-se ao seu lado nos pés da cama - O almoço está pronto para ser servido - Disse olhando-o com um olhar de lamento - Não vai descer? 


- Não, estou sem fome, obrigado.


- Tudo bem - Disse ainda sentada ao seu lado, o que fez Michael estranhar. 


- Não irei descer, Kellie - Olhou-a.


- Olha, senhor Michael, quero dizer ao senhor que eu estou aqui para o que precisar, e... o senhor é um homem do bem, logo, logo, as pessoas enxergarão a verdade. 


- Sim, mas... - Suspirou - isso vai demorar para acontecer, tudo isso é muito complicado, é uma merda. Se as pessoas enxergassem a verdade, sem que eu precisasse de lutar, seria tão mais fácil. 


Kellie vendo Michael, ali, sozinho, desamparado, lembrou-se de Lisa e revoltou-se interiormente. 


- Desculpe-me por perguntar, sou apenas uma funcionária, então me responda se quiser, ok? - Suspirou- Onde ela está? Ela deveria estar aqui, do seu lado, te apoiando. Será que ela não se preocupa com o senhor? 


- A Lisa? Ela está em casa. Claro que ela está preocupada comigo, até ofereceu-me ajuda, mas... eu não quero incluí-la nisso. Ela havia me dito que costumava largar seus lazeres para cuidar, se dedicar a um relacionamento, e eu não quero que ela faça isso com o nosso. Oh, não, estou contando coisas pessoais pra você - Disse ao se tocar que estava compartilhando o que não deveria com uma de seus funcionários.


- Está tudo bem - Tocou na mão de Michael - Regra 5, manter qualquer coisa em sigilo, seja ela sobre a casa ou sobre o chefe - Sorriu. 


- Bem lembrado - Sorriu apertando a mão de Kellie, como agradecimento. 


- Eu jamais esquecerei desta regra - Disse olhando para a mão de Michael na sua - Então o senhor pode se sentir livre para compartilhar o que quiser comigo. Mesmo que... o senhor já tenha uma pessoa para compartilhar, para desabafar tudo o que sente - Insinuou Lisa - Quando ela não estiver por perto, como hoje, como agora, eu estou, então pode me procurar se quiser.


- Muito obrigado pelo apoio. - Deu um fraco sorriso soltando sua mão da dela. 


- Não precisa agradecer, eu gosto muito de ajudar as pessoas, assim como o senhor - Riu - Então acho que uma pessoa que ajuda tantas pessoas, merece também ser ajudado. 


- Eu não sabia que eu possuia uma funcionária de coração tão puro e com uma alma tão limpa e linda assim. Eu fico feliz por ter escolhido pessoas certas para trabalharem em minha casa, um lugar onde eu apenas busco abrigar o amor.


- Bem, muito obrigada pelos elogios, - Sorriu envergonhada - Me sinto lisonjeada por ter sido elogiada pelo senhor desta forma, obrigada.


- Sabe, - Se levantou - Acho que você conseguiu despertar meu apetite -Diz rindo - E isso é raro das pessoas conseguirem, nem mesmo sei se a Lisa conseguiria, nem mesmo a minha mãe.


- Ah, é? - Riu levantando-se - Que bom que eu consegui! - Encheu-se de emoção - Vamos descer? 


- Claro, vamos lá. 


[…]


Casa de Lisa; 15:00h da tarde


Com seu número vazado, Lisa Marie acabou sendo bombardeada por diversas ligações, que na qual ela escolheu apenas uma para atender, Janet, irmã de Michael.


- Alô, Janet? 


- Oi, Lisa! Como você está? 


- Irritada com tantas ligações, droga, vazaram o meu número, como eles descobriram? E outra, eles não sabem que me chamo Lisa Marie Presley e não Michael Jackson? O problema não é comigo, infelizmente é com ele! 


- Hum, imagino como está, isso é o que mais acontece na vida de nós famosos, e quando isso acontece, eu também não tenho paciência nenhuma para tantos telefonemas. 


- Ufa, então você me entende.


- Claro, eu entendo, e... fique tranquila que eu não descobri seu número com o vazamento - Riu - Eu vi seu número na agenda da minha mãe, e parece que foi um sinal, tipo, "O número está aqui, você deve ligar pra ela".


- Tudo bem, você não me deve justificativa, foda-se se você o descobriu ou não no vazamento, não estou nem aí pra isso - Riu - Mas, e aí? Ligou para saber do Michael, não foi? Imagino que essa seja a causa para tantos telefonemas que estou recebendo. 


- Sim, foi, como ele está? Eu liguei pra ele antes de ligar pra você, mas não fui atendida - Perguntou Janet, preocupada. 


- Janet, - suspirou - O seu irmão é muito teimoso.


- Bem, não posso discordar. 


- Ele resolveu me afastar dos problemas dele, resolveu me afastar um pouco dele. Eu percebi que é isso o que ele quer no momento, ele não quer minha ajuda pra resolver essa merda.


- E você aceitou, é isso? Você não precisa respeitá-lo quando se trata de ajudá-lo, Lisa. Como você disse, o meu irmão é teimoso, mas você tem que ser mais, você precisa ajudá-lo, seja ele querendo ou não. De que modo quer ajudá-lo? 


- Bom, eu conversei com ele hoje, foi mais para uma discussão até. Eu disse a ele que se ele quer que esse caso se encerre, ele terá que pagar a essa família de sanguessugas para desmentirem tudo, e de fato, é isso o que eles querem, Janet, que ele os paguem. Mas como ele tem que ser o todo certinho, disse de peito cheio pra mim que não pagaria para ser inocentado. E daí, pediu para que eu cuidasse da minha vida e deixasse que ele cuidasse sozinho da dele, ou seja, ele não quer minha ajuda, ele não me quer por perto durante essa situação.


- Olha, apenas ignore o que ele disse e pediu a você, o ajude Lisa, vá atrás, não fique onde está, fique por perto, mesmo que ele queira que fique longe. Irei repetir o que minha mãe disse a mim a anos atrás, que quando a gente ama, a gente cuida. 


- E ela tem toda razão, eu amo seu irmão, de verdade, eu quero cuidar dele, eu quero estar por perto. Prevejo que será um pouco difícil porque ele é teimoso, gosta de ser o todo certinho, mas como namorada, essa é a minha função, eu tenho que fazer a minha parte de ajudá-lo, ajudar nosso relacionamento a continuar vivo. Porque um relacionamento não se baseia apenas em beijos, abraços e.. me desculpe, em sexo, tem de haver união, tem de haver ajuda nos momentos difíceis, você sabe disso.


- Oh, claro! Exatamente! Não o deixe só Lisa, ele nunca passou por isso, e que mesmo ele sendo teimoso, ele sabe que no fundo precisa de ajuda sim, e você é a pessoa certa a ajudá-lo.


- Eu acho que irei para Neverland essa noite, talvez eu passe a noite lá com ele, - Ficou pensativa- é, acho que farei isso. 


- Se precisar de ajuda conte comigo, estou disposta a tudo pelo meu irmão, não quero vê-lo mal. 


- Claro, muito obrigada, Janet. 


- Que isso, não precisa agradecer.


[…]


Neverland - 19:40h da noite; 


- Escute, é melhor para a Nation, Michael. Depois que essa tempestade passar você poderá retornar - Dizia Michael Greenberg no telefone com Michael Jackson. 


- Então quer dizer que essa merda já está começando a me atrapalhar profissionalmente... Greenberg, eu não posso abandonar a Nation Records, temporariamente! Eu estou produzindo o álbum da Lisa, estamos em etapa final.


- O Phelipe está aí, ele também é produtor, ele pode fazer isso. 


- Não, não, eu começei, eu preciso terminar. 


- Então termine quando isso tudo passar, dê um tempo nas gravações. 


- Não, eu não posso atrapalhar a carreira dela por minha causa, não posso fazer isso com ela.


- Michael, ela entenderá, afinal, ela é sua namorada agora. E eu acredito que ela também esteja preocupada com você, esteja mais preocupada com você, do que com sua carreira. 


- Não tenho outra opção, não é? - Estremeceu a voz. 


- Não Michael, infelizmente não. E não foi só eu quem decidiu isso, a Sony Music me contatou antes. 


- ....


- E fique tranquilo, eu não irei fazer nenhuma merda enquanto estiver no comando. 


- Tudo bem - Disse secando uma lágrima que acabara de descer em seu rosto - Tudo bem, pode ser, eu... conversarei com a Lisa sobre isso. 


- Certo, até breve, Michael, fique bem.


- Até breve, Greenberg - Desligou, colocou o telefone no gancho e se dirigiu para o jardim, onde sentou-se em um banco e começou a chorar.


Realmente, ser acusado por algo que não fez machuca e dói, e Michael se sentia assim naquele momento, ferido, sendo derrotado aos poucos. De longe, Kellie o observava, até se hesitou em ir consolá-lo, mas se manteve onde estava assim que viu Lisa sentando-se ao lado dele, sim, ela havia chegado. 


- E aí? - O abraçou - Fará o que eu sugeri? Eu não quero te ver assim, Michael. - Dizia consolando-o em seu abraço.


- .... - Michael manteve-se em silêncio.


- Em? Eu quero o seu bem, eu quero que você acabe com isso, que você dê o dinheiro à eles e que os mande se fuderem com esse dinheiro no inferno. 


- Não, Lisa. - Se afastou e abaixou a cabeça, deixando as lágrimas cairem, molhando o chão bruto.


- Michael, olha pra você, você não pode ficar assim, isso vai te prejudicar muito mais! Faça o que estou pedindo, me ouça!


- Não, eu já disse que não! Já disse pra me deixar cuidar disso sozinho! - Se levantou - Me deixe sozinho, por favor, eu só consigo pensar estando sozinho. - Caminhou em direção a casa. 


- Eu não vou te deixar sozinho! - Começou a segui-lo para dentro da casa - Eu quero te ajudar, me deixe te ajudar, é a minha obrigação fazer isso!


- Quer me ajudar? Me ajude me deixando resolver isso tudo sozinho!


- Para de ser teimoso! Porra, Michael! - Revoltou-se - Porra!


- Olha só Lisa, - Virou-se pra ela assim que chegaram na sala - Eu não quero que se dedique ao nosso relacionamento como se fosse a única coisa para se dedicar, você tem a sua carreira e eu não quero atrapalhar a sua carreira mais do que já estou atrapalhando. 


- Você não está a atrapalhando - Interferiu-se. 


- Me escuta, - Exigiu olhando-a sério - Eu estou afastado da Nation.


- .....


- Você ainda tem o Phelipe pra dar continuidade nas suas gravações, mas caso não queira que ele faça isso, terá que esperar essa confusão passar, a gravação terá que ser interrompida por um tempo... indeterminado, sejamos realistas. 


- Não, você começou, eu quero que você termine. 


- E é aí que eu entro com a questão de que eu estou de fato atrapalhando a sua carreira! Lisa, eu me lembro muito bem quando me disse que deixava de fazer o que gostava para se dedicar à um relacionamento, eu não quero que você faça isso com o nosso, não mesmo. 


- Foda-se o que eu disse.


- Não, não é foda-se ao que você disse! Eu me importo com o seu futuro, eu me importo com você! - Caminhou até as escadas - Você tem o Phelipe, mas você me escolheu! Você sabe que ao me escolher, essa merda que surgiu em minha vida, essa porra de tempo, vai atrapalhar a sua carreira! - Começou a subir as escadas. 


- E eu me importo com você! - O seguia - Você me dando a garantia de que quando isso passar voltaremos a produzir o álbum, está ótimo! Que leve o tempo que precisar, Michael. Eu quero muito ter meu álbum pronto, mas quero muito mais ver o homem que eu amo, bem! Quero muito que meu álbum seja terminado, mas por você! Irei repetir, foda-se o tempo! 


- Mesmo que esse tempo seja sendo comigo lutando no tribunal? - Se encostou na porta de seu quarto antes de abrí-la, olhando-a sério.


- .....


- Pelo visto não, não é? A partir daí sua oposição é outra, não é isso? 


- .....


- Em, Lisa? Me responda. 


- Eu ainda quero que você dê a porra do dinheiro à eles, mas.. 


- Eu sabia! - Riu ironicamente.


- Me escuta! - Exigiu ao irritar-se com a intromissão de Michael em sua fala - Mas se você não quer,- Suspirou - Mesmo que seja sendo com você no tribunal.


- ....


- Eu acho que eu encontrei alguém que consegue ser mais teimoso que eu, eu perdi feio pra você e eu não quero mais discutir por algo em que já foi anunciado o vencedor. Se isso é o que você quer, tudo bem, faça o que quiser.


Seus olhos enxeram-se de lágrimas, e ela lutava para não deixá-las escorrerem em seu rosto. Era tão difícil quando Michael resolvia ser mais teiomoso, resolvia fazer as coisas do seu jeito, deixando Lisa, mesmo que ela jurasse pra si mesma que não deixaria ninguém ser mais teimoso que ela, se dando por derrotada. Michael vendo-a ali, com um semblante triste, disposta a ajudá-lo, a apoiá-lo, mesmo sendo de uma forma que ela não aprovava, cansada de discutir, e dizendo sinceras palavras, puxou-a para um abraço. 


- Eu te amo - Disse Lisa, com a voz trêmula, com a sua cabeça encostada no peitoral dele - Eu quero cuidar de você, nós vamos vencer isso juntos, mesmo você querendo vencer de um jeito que eu desaprovo, meu gigante teimoso.


- Eu também te amo, minha baixinha bravinha - Depositou um beijo no alto da cabeça de Lisa - Te amo muito mais.


[…]


- Não está dando resultado, Chandler! Ele não reagiu até agora! - A mãe de Jordan Chandler revoltou-se contra o marido, Chandler, depois de ter visto na televisão o caso ganhando mais e mais mídia e Michael ainda sem reagir a isso. 


- Calma, vamos dar um tempo a ele, ele deve estar indeciso sobre o que fará. Grande parte do mundo já sabe sobre o caso, vamos deixar a poeira abaixar, vamos sumir por uns meses e depois nós voltamos o atacando novamente, desta vez, tornando o caso mundialmente conhecido. 


- Meses?! Não iríamos ter o dinheiro o mais cedo que imaginarmos? Eu sinceramente não entendi. 


- Nem sempre as coisas funcionam como queremos querida, apenas tenha paciência; que seja mais cedo ou mais tarde, nós teremos esse dinheiro. Vai dar tudo certo, confie em mim, esse dinheiro estando em nossas mãos, é o que importa. 


- Então o deixaremos achar que abandonamos o caso, é isso? 


- Exatamente, o que é uma grande mentira. Nós vamos voltar novamente, nós vamos o atacar novamente. Dando a ele uma grande pressão, que o fará de vez reagir, nos levando à justiça onde, claro, nós ganharemos, ou nos pagando para desmentirmos.


- Não acha que se desmentirmos a essa altura do campeonato, não pegará mal para nós? O público irá se revoltar contra a gente. 


- Querida, foda-se o público - Ficou pensativo- Talvez nem precisemos de desmentir, se sumirmos de vez o caso não terá mais rumo, não terá mais extensão. 


- Mas e se o Michael Jackson e seus advogados exigirem que nós desmintamos isso? Como ficaremos?


- Fique tranquila, ok? Vai dar tudo certo, o nome da nossa família não vai se sujar, na hora veremos o que faremos. 


[…]


Neverland - 21:30 da noite. 


- Ei, o que acha de ir comigo à Family Jackson Honors, dia vinte e sete? Eu gostaria muito que fosse, a minha família estará lá e você poderá conhecê-la por completo - Dizia Michael acariciando Lisa enquanto assistiam a um filme na televisão, deitados na cama, no maior aconchego.


- Bem.. eu acho que aceito o seu convite. 


- Acha ou tem certeza? 


- Aceitará ir comigo nos eventos da minha família? - Virou-se pra ele. 


- Claro, com certeza, eu sou bastante recíproco, garota. 


- Então quer dizer que se alguém desejar o mal a você, você deseja o igual a essa pessoa? Em, Michael Jackson?


- Jamais, sou recíproco em até certos pontos, não sou esse tipo de pessoa. 


- Hm, e se eu... - Aproximou-se do pé do ouvido de Michael - Tirasse a sua roupa, você tiraria a minha? Ou você não é recíproco nesse ato? 


Michael afastou-se para olhá-la nos olhos, e com um sorriso safado, respondeu também no pé do ouvido de Lisa. 


- Bom, vá em frente, faça isso, só assim você saberá a minha resposta. 


- Sabe, - Sentou-se na cama, o que fez Michael fazer o mesmo - Eu não sei porque as pessoas acham que você abusaria de crianças, sendo que você pode se relacionar sexualmente a qualquer hora com uma mulher - Dizia sentando-se no colo de Michael e logo em seguida começando a desabotoar a tradicional blusa social dele, que estava sóbria em seu torso.


- Antes de eu ter você as pessoas me chamavam de gay, é por isso que elas pensam isso. Nesse período eu já trazia crianças pra cá, eu era um homem sozinho, então... as pessoas estão a criarem mil e um motivos, mil e uma teorias, para afirmarem que eu abusaria de uma criança. - Entristeceu-se - Será que poderíamos encerrar esse assunto, por favor?


- Claro que podemos - Retirou a blusa de Michael por completo, jogando-a no chão em seguida - Não quero mais tocar nesse assunto, não quero estragar nosso momento, um momento que serve como distração para esquecermos das merdas alheias.


O puxou para um beijo. Um beijo em que Michael acabou tomando o poder, deitando-a novamente na cama, enquanto continuava a beijá-la, ainda cobertos com o Edredon. Michael separou os lábios, um estalo pôde ser ouvido. Desceu as finas alças da blusa de Lisa, começando a depositar beijos leves e molhados por toda a região do pescoço e ombros, o que a fazia sentir calafrios e excitação. Lisa em meio a isso, abaixou a calça de Michael com os pés enquanto se mantia abraçada nele.


- Ei, calma, controle sua sede, você está indo rápido demais, - Dizia rindo ao se ver quase nu e Lisa ainda de roupa - Eu ainda não me livrei das suas, eu ainda não provei que sou recíproco.


Michael então começou a retirar as peças de roupas de Lisa. Resolveu começar pela blusa, onde após tê-la removido, depositou leves beijos um pouco acima de seus seios, que ainda se abrigavam no chamativo sutiã vermelho. Afastou-se os descobrindo por alguns minutos, para retirar a calça da mulher excitada. E assim, devagar ele fez, livrou Lisa das roupas até que leves, mas pesadas pra ela que já queria se sentir livre delas. Seria um alívio, seria o retiro de um peso que seu corpo carregava. Por fim, os dois já estavam semi-nus naquela enorme cama. Michael desligou a televisão e abaixou a luz, como da última vez. Os cobriu novamente, estava meio frio, e o melhor jeito para se esquentarem além do sexo, era por baixo de um Edredon ou coberta.


- Você não vai.. querer de pé? - Lisa perguntou rindo um pouco surpresa. 


- Não, hoje não. - Tomou os lábios de Lisa, beijando-a apaixonadamente. 


Lisa desta vez resolveu tomar frente, com os pés, ela conseguiu retirar a cueca boxer de Michael. Michael ao ver sua ousadia bater mais forte que um simples beijo apaixonado, acabou fazendo o mesmo com ela, retirou a calcinha e o sutiã de cores iguais.


- Garota, você consegue o deixar duro pra porra, - Insinuou seu completamente pênis ereto. - Caralho, Lisa - Lisa tentou olhá-lo, mas a escuridão debaixo do Edredon acabou não permitindo. 


- Acho que você já sabe o que fazer, não sabe? - Perguntou olhando-o nos olhos, enquanto abria mais suas pernas. 


- Claro que sei, e é o que eu mais quero - Michael sorriu e voltou a beijá-la. Encaixou-se certamente entre as pernas de Lisa e sem muita enrolação ele a penetrou. 


O gemido de Lisa foi mutado por ele, que intensificou o beijo, tirando toda a liberdade dela gemer, seja alto ou baixo nas estocadas, ele a calava com o beijo. É claro que ele se lembrou que Lisa era fã das estocadas mais selvagens, mais brutas, então foi o que ele fez, começou a estocar mais forte, mais rápido. 


- Oh, Deus, Michael.. - Se agarrou nas costas de Michael, cravando suas unhas, deixando arranhões que com certeza seriam nítidos depois. 


- Porra, Lisa... se me virem sem camisa, o que irão pensar de mim? - Perguntou de olhos fechados, com sua testa encostada na dela, sentindo suas costas arderem. 


- Que você não é mesmo nenhum gay - Riu antes de Michael voltar a beijá-la desesperadamente, parece que a sua sede havia aumentado. 


Com o passar de alguns minutos, Michael começou a estocar mais rápido ainda, ele já estava chegando em seu ápice.


- Porra... mas já? E o lance de... damas primeiro? - Lisa perguntou com um pouco de dificuldade ao perceber que Michael chegaria primeiro que ela.


- Vai ter que ficar pra próxima.. - Dizia gemendo com a voz rouca, o que fez Lisa rir. Ela acabou tirando a conclusão de que de fato, o cara da voz angelical não possuia essa voz angelical sempre. 


- Eu amo a sua voz rouca...sabia?


- Do que está falando..?


- Ah.. vai se fuder, vai dizer que não está se ouvindo.


- Oh..! Porra...! - Gemeu alto ao ter atingido seu ápice, ejaculando seu líquido quente dentro de Lisa. 


- Cara... se hoje em dia não existissem pílulas, eu estaria perdida..


Michael ainda tinha força, e estava determinado a naquele momento fazer com que Lisa chegasse em seu ápice, ele começou a estocar mais fundo. 


- Oh.., Ah, porra... Michael... - Agarrou-se mais forte nele. 


- Esse é o preço a se pagar por ter ficado pra trás... me deixando chegar primeiro.


- Ei.. eu sou mulher... eu tenho útero..! - Lisa gemia alto.


- Shh... a casa não precisa saber o que estamos fazendo - Riu.


- Michael... - Lisa começou a contorcesse.


Michael os descobriu para se sentir mais a vontade, tirou as mãos de Lisa de suas costas as prendendo no colchão, estocou mais cinco vezes e ela finalmente atingiu seu ápice, nisso ele continuou, o que o fez gozar novamente. 


- Oh, Deus... - Michael se jogou ao lado de Lisa, e os dois de olhos fechados, deitados lado a lado, respiravam ofegantes. 


- Eu não gostei... - Disse Lisa tentando regular a sua respiração. 


- Você só pode estar brincando...


- Cara, você ficou no comando... 


- Ah... - Riu. 


- Porra, você quase me deixou sem útero... vai se fuder... - Ria.


- Acho que a sua pergunta foi mais que respondida, não foi..?


- Claro, foi..


Lisa deu um tempo à eles para que recuperassem o fôlego, deixando o silêncio invadir o quarto. Assim que se sentiu na condição de falar, ela perguntou a Michael algo que estava a matando por dentro de sua mente. 


- Me tira uma dúvida? - Perguntou os cobrindo novamente, seus corpos estavam esfriando.


- Sim... - Respondeu receoso. 


- Com quantas você já... transou? - Virou-se para tentar enxergá-lo no meio daquela escuridão, sim, a luz fraca do abajur permanecia, mas não iluminava o quarto o suficiente, fazendo a escuridão tomar grande parte do quarto. 


- Oh, Lisa! - Riu escondendo-se envergonhado embaixo do Edredon. 


- Em, Michael, com quantas? - Riu o descobrindo. 


- Me responda isso primeiro. 


- Tudo bem, isso não é problema pra mim. Com uns nove? - Ficou pensativa - Sim, acho que é isso. 


- Você acha?! - Michael perguntou surpreso - Porra, Lisa, nove? Eu sou o nono ou o décimo?


- O décimo.


- Uau, você é poderosa.


- Agora é a sua vez. 


- Por que quer tanto saber isso? 


- Sei lá, acho que seria bem legal eu conhecer mais a vida do meu namorado. 


- Mas você não precisa saber sobre isso, tem coisas mais interessantes para saber sobre mim.


- Se for assim, você também não precisava saber com quantos homens eu transei. 


- Mas eu não te forcei, você quis dizer. 


- Porque você disse que me diria com quantas você transou, esqueceu? 


- As vezes eu tenho medo das suas curiosidades, você me falou com quantos homens dormiu só pra saber com quantas eu dormi. 


- Pois é, então agora você terá que me dizer, porque eu não consigo fazer uma lavagem cerebral em você para fazer você esquecer o que eu disse. 


- Ok... - Riu e suspirou - Com você quatro. 


- Quatro?! Ah, qual é Michael, é pra ser sincero. 


- Foram quatro, estou sendo sincero, sexo nunca esteve muito presente na minha vida, eu sou um homem bem ocupado, acabo ficando sem tempo pra isso. 


- Você ainda não me convenceu. Eu já vi fotos dos Jacksons five, e em muitas das fotos, vocês estavam rodeados de mulheres. 


- Sim, mas era os meus irmãos que faziam a festa depois do show. Quando eu era criança, eu podia escutá-los chegando com mulheres em casa, eles achavam que eu estava dormindo e... - Riu sem graça - Faziam sexo no mesmo quarto que eu. 


****              ****               ****


- Ei, seu irmão está aqui - A garota sussurrou - Espera, aquele é o pequeno, Michael? 


- Sim, é, e ele está dormindo, relaxa, ele não vai acordar. 


- Bom, tudo bem - Empurrou Tito Jackson, para a cama. - Essa noite você é só meu. 


- Que maravilha, pode vir, gatinha.


****               ****                ****


- Ta, isso é bizarro, seu irmão era um imbecíl, mas focando em você, ninguém transa quando criança, eu quero saber na sua adolescência, nessas fotos que eu vi, você já era adolescente. 


- Eu apenas namorava, muitas coisas que ocorreram durante a minha infância me impediram de ir mais além com as garotas. A infância atrapalhou muito. 


- E quais foram essas coisas? 


- Bom, os meus irmãos com as garotas no mesmo quarto que eu e as casas noturnas que o Joe nos levava, eu me sentia muito mal quando saíamos de lá.


****                ****                  ****


- Ei, Michael, está vendo aquela gatinha ali? - Joe apontou para a dançarina que dançava um pouco distante da mesa deles. 


- Uhum - Disse observando-a com um olhar completamente inocente.


- Arraste-se pelo chão e vá até ela, ainda abaixado, observe a vista maravilhosa que há debaixo daquela saia. Vá lá garoto, divirta-se. 


Michael o olhou com um semblante meio triste, com medo de Joe irritar-se ali, ele fez o que o desgraçado pediu. 


- Esse é meu garoto! - Disse Joe observando Michael arrastar-se no chão até a dançarina. 


Assim que retornou, mesmo que não quisesse, ele teve que fingir à Joe que gostou do que viu. 


- E aí? Não é uma maravilha? 


- Uhum - Afirmou com a cabeça, com seus olhos cheios de lágrimas, que ele lutava para não deixá-las escorrerem por seu rosto. 


- Não resmungue garoto, diga! - Exigiu. 


- Sim. 


- Isso, agora olha só pra aquela ali, uma obra de arte. 


****               ****                  ****


- A sua mãe nunca soube que o Joe frequentava essas casas? 


- Sim, mas demorou um pouco pra saber, até lá, ele fazia várias e várias coisas sem o conhecimento dela. 


****               ****                 ****


- Aí, Michael, nossos irmãos descobriram um jeito de observar as garotas no banheiro, vamos lá. 


- Onde está o Joe? - Ignorou o irmão. 


- Deve estar por aí, vamos lá. 


- Não, eu vou esperar o Joe ali na mesa. 


- Tudo bem, mas você não sabe o que está perdendo. 


****               ****              ****


- E daí, depois de uma hora ele apareceu, nisso meus irmãos já estavam juntos à mim na mesa. 


****             ****             ****


- Foi bom esse tempo com vocês, gatinhas - Disse Joe deixando a sala com duas mulheres e dirigindo-se até os filhos. - Podemos ir rapazes, e lembrem-se, o que acontece aqui, fica aqui. 


- Tudo bem - Disse um dos irmãos, que assim como os outros, não aprovavam o que Joe fazia com Katherine, mas, se contassem, deixariam de visitar casas noturnas, o que seria bom para Michael, mas para eles não. 


****               ****               ****


- Quando ela descobriu o que esse filho da puta fazia? Desculpe pelo palavreado, mas isso me irritou. 


- Bem, ela recebeu uma ligação, não me lembro de quem, essa pessoa lhe disse que estávamos a frequentar casas noturnas e que fazíamos coisas horríveis. Ela nos proibiu de ir, e teve uma pequena discussão com o Joe. 


- Pequena?!


- Pois é.


****                 ****                 ****


- Você ficou louco, Joe?! Levar as crianças para uma casa noturna e ainda por cima, me trair?! 


- Eles não são mais crianças, Katherine! E eu não te traí! 


- Eles sempre serão as minhas crianças! E você me traiu, sim! 


- Ok, eu fiz isso, mas não vou cometer esse erro novamente.


- .....


- Me perdoa? 


- Você está dizendo isso sério, Joe? 


- Claro, confie em mim.


- Bom, eu te perdôo. 


****                ****                ****


- Assim?! Tão fácil?! Se você me traísse eu terminaria com você assim que eu soubesse! 


- A minha mãe estava passando por uma fase difícil, meus irmãos estavam na fase rebelde e ela precisava de ter o Joe por perto.


- Pra educá-los de forma errada! A sua mãe é uma mulher do bem, ela conseguiria fazer isso muito bem!


- Mas não fez e estão juntos até hoje. Escute, vamos deixar o passado de lado, você queria apenas saber com quantas eu dormi, e olha onde viemos parar, estamos indo muito além, e eu não gosto de ir além em certas coisas.


- Ta, - Suspirou - Vamos deixar o passado de lado - O abraçou - Tudo o que eu queria é ter dado um abraço bem forte no pequeno Michael e dizer que à ele que no futuro ele encontra uma mulher que o ama muito e que está disposta a livrá-lo de todas as maldades do mundo. 


Michael sorriu e fechou os olhos.


- Sabe, você fez certo em insistir em não me deixar sozinho, eu amo a sua companhia, você acaba me fazendo esquecer dos problemas, você é incrível e eu também te amo muito. 


Infelizmente o clima quente havia esfriado, depois dessa conversa cheia de revelações eles acabaram dormindo, assim, nus.


[…]


Neverland, 10:00h da manhã 


- Hm... ah... Michael... - Lisa resmungava ainda sonolenta, sentindo os lábios de Michael passearem por seu corpo.


- Bom dia, minha rainha - Subiu seus lábios para o pescoço de Lisa - Dormiu bem? - Depositava beijos no pescoço dela.


- Uhum... - Resmungou sorrindo.


- Que bom - Michael lhe deu um selinho - Arrume-se, o café da manhã está na mesa. 


- Toma banho comigo? - Abriu os olhos para enxergá-lo - Ah, você já fez isso - Disse ao vê-lo de roupa. 


- Bem, eu posso tirá-las novamente, isso não é nenhum problema pra mim. 


- Ok, eu irei preparar a banheira - Disse sentando-se - Pega pra mim? - Apontou para seu roupão do outro lado do quarto.


- Claro, pego sim - Caminhou até o roupão - Aqui está - A entregou. 


Lisa vestiu-se e caminhou para o banheiro, enquanto isso, Michael resolveu fazer um telefonema. 


- Alô? Escritório do Dr. Thomas Mesereau, quem deseja falar com ele? 


- Olá, é o Michael Jackson. 


- Olha só, trote é crime, e aqui é o escritório de um advogado, um Sr. da lei. 


- Não, - Riu - Sou eu, de verdade! O Michael Jackson! O Thomas é um advogado meu de anos! 


- Michael.. Jackson?! É você mesmo?! 


- Sim! - Riu. 


- Nossa, eu sou muito sua fã!


- Dá pra perceber - Ainda ria. 


- Só um minuto, eu... eu irei transferir a ligação pra ele. 


Em questão de segundos Michael já estava na linha com Tom. 


- Alô, Michael? - Atendeu deixando as folhas que assinava de lado.


- Olá, Tom, como está? 


- Bem, e você? Se não estiver, eu tenho uma notícia que lhe deixará. 


- Então me diga, porque eu não me sinto totalmente bem. 


- Os Chandlers pararam de enviar processos, parece que abandonaram o caso.


- Espera, isso é sério? - Sorriu. 


- Sim, eles pararam. 


- A minha vida voltará ao normal?


- Talvez, o seu caso ainda circula por aí, se a mídia esquecer, talvez sim. 


- Isso pode demorar meses, a mídia não esquece muito fácil. 


- É, mas pense pelo lado bom, a família abandonou o caso, não haverá mais luta na justiça e nem dinheiro a se pagar, a mídia só é um pequeno problema perto deles.


- Não existe a possibilidade de.. pedir para que retirem todas as matérias sobre mim do ar? 


- Eles próprios farão isso, Michael. Não vale a pena lutar por isso. Eles verão o caso sem rumo e tirarão do ar. 


- Ah,- Suspirou - Tudo bem. 


- Michael! - Lisa o chamou. 


- Já estou indo, Lisa - Respondeu afastando o telefone - Estou em um telefonema.


- Escute - Ignorou o rápido diálogo de Michael e Lisa - Ligou para saber sobre o andamento do caso, não foi?


- Sim, foi, eu esperava uma resposta negativa, mas... fui surpreendido, pelo visto começarei o dia bem - Olhou para o banheiro. 


- Que bom, tenha um bom dia, Michael, espero não te ver tão cedo, porque... quando nos vemos é para lidar com algo prejudicial a sua carreira, você sabe o que eu quis dizer. 


- Sim, sei - Riu - Tenha um bom dia Thomas, até qualquer dia. - Michael desligou e com um grande sorriso caminhou até o banheiro. 


- Pelo visto foi uma ótima ligação, esse seu sorriso já entrega. - Disse Lisa ao ver Michael escorado na porta, observando-a sorrindo. 


- Os Chandlers abandonaram o caso. 


- Sério? Isso é maravilhoso! 


- Em questão de alguns meses minha vida voltará ao normal novamente, basta apenas essa mídia ridicula esquecer o caso que já não tem mais rumo. 


- Bom, venha comemorar. 


Michael se desfez rapidamente de suas roupas, entrando em seguida na banheira com Lisa. 


- Eu estou muito feliz, então não estranhe se eu me empolgar. 


- Tudo bem, se nessa sua empolgação você me foder rápido e com força como ontem, eu também ficarei muito mais feliz. 


[…]


- Quer dar uma volta no jardim? - Michael perguntou abraçando Lisa por trás enquanto ela arrumava seus cabelos em frente ao espelho. - Temos muitas coisas para fazer hoje, estamos livres.


- Ah, pode ser.


- Passará a noite aqui novamente?


- Não, a Myrna se mudará para Las Vegas amanhã e eu pensei em visitá-la essa noite.


- Então fique aqui até à noite, depois eu levo você até ela.


- Ok, tudo bem.


- Vamos descer para tomar café - Afastou-se de Lisa dando em seguida um tapa em sua bunda.


- Filho da mãe! - Riu.


- Sr. Michael? - Kellie bateu na porta, sim, justo ela.


- Sim? Entre.


Kellie apenas entrou meio corpo na porta, o nervoso logo a invadiu assim que percebeu Lisa também olhando para ela.


- A sua mãe está lá embaixo, o esperando na sala de estar.


- Ela havia agendado uma visita? Não lembro-me dela ter agendado.


- Não senhor, ela não agendou.


- Diga à ela que estou descendo, obrigado.


- Sim senhor, licença. - Kellie se retirou.


- Isso é brincadeira, não é? - Lisa cruzou os braços, olhando-o seriamente.


- O que?


- A sua mãe ter que agendar visita, isso é ridículo.


- Lisa, a minha casa, as minhas regras.


- Por que resolveu criar essa porra de regra? Michael, é a sua mãe.


- Não gosto de receber visitas da minha família sempre, se eu comprei uma casa pra mim, é porque gosto de me sentir independente, eles vêm aqui e começam a dar palpites e outras coisas mais, e as vezes não estou com paciência para aguentar os palpites.


- Bem, como você disse, sua casa, suas regras, eu não vou fazê-lo mudar essa regra ridícula - Caminhou até a porta.


- Está brava comigo só por causa disso? - Caminhou até ela.


- Não, não estou - Abriu a porta e pegou na mão de Michael, juntos desceram as escadas e caminharam até a sala onde Katherine estava.


- Oh, queridos! - Katherine se levantou para cumprimentá-los - Como estão? Vocês ficam tão lindos juntos!


- Estamos bem, e a senhora? - Michael respondeu por ele e Lisa.


- Não tem como estar bem com tudo isso que está acontecendo em sua vida, meu filho. - Sentou-se novamente assim que Michael e Lisa sentaram-se.


- Está tudo bem, mãe, o falso caso já teve um fim, a família desistiu da acusação.


- Mas assim, do nada? - Perguntou confusa.


- Talvez eles tenham visto que o Michael não reagiu à isso e desistiram - Intrometeu-se Lisa.


- Que bom que desistiram, você não merecia passar por uma acusação horrível dessa, eu não gostaria de te ver sofrendo meu filho.


- Eu sei que não - Sorriu.


- Agora evite trazer crianças aqui pra Neverland.


- Isso mesmo, Dona Katherine, um aviso bem lembrado.


- Ok, eu posso evitar isso por um tempo.


- Por um tempo, Michael?


- Mãe, a mãe do Omer sabe quem sou, os pais do Macaulay sabem quem sou, está tudo bem. E eu não posso parar com o que eu faço aqui, as crianças dos hospitais precisam de mim, precisam de Neverland.


- Vá até elas, não as traga pra cá, você pode fazê-las felizes sem Neverland.


- Não, não posso, Neverland possui magia, possui todo o carinho e diversão que elas precisam para lidarem com algo tão... delicado, Neverland me ajuda a fazê-las felizes.


- Escute a sua mãe, Michael.


- Essa é a minha missão aqui na terra e vocês não podem me impedir de completá-la - Se levantou - Se irão continuar com esse diálogo eu terei que me retirar.


- Não, eu irei embora - Katherine se levantou - Mãe diz as coisas para o próprio bem dos filhos, mas quando os filho resolvem ser rebeldes não querendo nos ouvir, nós deixamos que quebrem a cara.


- A senhora não precisa ir embora, fique mais um pouco.


- Não, Michael, você me deixou chateada - Disse caminhando até a porta - E Lisa, querida, eu ainda conhecerei você melhor pessoalmente, cuide desse teimoso. - Katherine saiu.


- A minha vontade é de ir embora também e te deixar sozinho depois disso, porra Michael, ainda quer trazer crianças pra cá?!


- É o meu trabalho, Lisa.


- O seu trabalho é subir na merda de um palco e cantar!


- E fazer sucesso e não ter um jeito de agradecer a Deus por tudo o que ganho nessa vida? Eu gosto de fazer isso, porque assim me sinto agradecendo à ele por tudo. A minha missão é ajudar a mudar o mundo Lisa, e você tem que entender.


- Você ajuda o mundo, mas o mundo não te ajuda! Não vê o que estão fazendo com o seu nome? Quando deixará de ser trouxa?


- Eu faço isso pelas crianças, e elas não estão me julgando. Foda-se os adultos, eu estou pensando nas crianças, o futuro do mundo.


- Tudo bem, Michael, tudo bem, eu não vou mais discutir, eu não quero mais discutir. Essa é a sua vida, e você a vive como quiser. - Disse se retirando da sala e se dirigindo para a mesa do café da manhã. 


Notas Finais


E aí?
O que acharam do capítulo?
Eu gostaria muito de saber! ❤


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