História Destiny's Trap - Capítulo 1


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Categorias Red Velvet
Personagens Seulgi, Wendy
Tags Seuldy
Visualizações 13
Palavras 1.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Reason


Aquele prédio gigante me assustava, parecia que a qualquer momento ele desabaria e engoliria todos os azarados que estivessem passando por ali. Mas não,  era apenas uma impressão, e eu precisava entrar.

Passo pelas grandes portas que se abriram no momento que sentiram minha presença, sinto a brisa gelada do provável ar condicionado que espantava o abafado que vinha de fora, afinal era um dia lindo de verão.
Ando lentamente até o balcão da recepção, percebendo cada detalhe dali, como o ar era pacífico e branco, com janelas enormes para deixar a luz do sol iluminar qualquer canto daquele saguão. E eu tinha certeza que aquilo era só um lençol para enganar as novas pessoas que entravam por aquelas portas, caso ao contrário, eu não estaria ali.

Chego no balcão e apoio meu corpo sobre o mesmo.

- Como poderia ajudar? -diz a recepcionista principal com um tom de simpatia.

- Sou Kang Seulgi -respiro fundo- vim falar com o senhor Lee SooMan.

- identidade, por favor.

pego o documento no meu bolso, pois odiava carregar uma bolsa e sabia que iriam pedir meu RG, afinal, não é qualquer um que deixam visitar o chefe de tudo.
Ela analisa a foto e depois me analisa. Me devolve o documento e me guia até o elevador.

- A sala do senhor Lee é a única no último andar, não tem como errar. -novamente ela sorri para demonstrar educação.

Será que ela conhecia para quem ela trabalhava? Já havia conversado com o homem que a pagava e lhe dava ordens? Sabia o monstro que ele era?

Algumas pessoas entram e saem enquanto eu estava no elevador, elas viam o andar apertado no botão do elevador e me olhavam. Como se aquilo fosse o fim do mundo, estava nítido nos meus olhos o que eu estava fazendo ali?

Chego no último andar e já estou num grande corredor que no fim tem uma porta preta, as paredes eram feitas de vidro, dando uma linda visão para a paisagem de Seoul. Parecia o paraíso com uma porta ao inferno.
Mal chego na porta e o Sr. SooMan saiu da porta.

- Oh, senhorita Kang, já estava indo a sua procura, achei que não viria mais.

- Eu prometi que viria, minhas promessas nunca são quebradas, senhor.

- Bom saber! Entre, temos muito sobre o que conversar.

Ele abre a porta novamente e me faz um gesto para entrar. Entro o mais rápido que posso e vejo seu escritório exageradamente grande com uma mesa bem no meio, duas cadeiras na sua frente, e a dele, o que parecia ser uma cadeira muito confortável.

Só uma parede era de vidro, e aquilo me fez pensar o tanto que aquilo parecia clichê e poderoso.

- Deve estar se perguntando porque o exagero de janelas. -ele diz sentando em sua cadeira reclinável que se adaptava a cada movimento seu.

- Talvez.

- Isso tudo é porque eu gosto de admirar a MINHA cidade, tudo nela me faz sentir poderoso, dá para imaginar? Até onde você consegue ver, eu mando.

Acho tudo aquilo muito arrogante e egoísta, porém continuo calada. Não estava ali para discutir o caráter dos outros. Eu nem tenho moral para uma coisa do tipo.

Ele se vira e me encara. Continuo séria, quieta, observando.

-okay, vamos ao direto ao assunto. - o senhor Lee respira fundo antes de falar mais alguma palavra. - bom, como você já deve ter percebido, eu sou um homem que tem muito amor pelas minhas posses, prezo tudo que tenho e faria qualquer coisa pelo bom funcionamento disso aqui. -Ele faz um círculo com o dedo indicador de suas mãos para demonstrar o "prédio".

Ficamos em silêncio, sabia que era minha deixa e concordo com a cabeça.

- recentemente, por uma grande falha da minha secretária contratamos uma pessoa que só queria pegar informações sobre nossas negociações  sujas e sobre nossa corrupção para me colocar atrás das grades e acabar com tudo. - ele deu um risada como se isso  fosse a coisa mais idiota que ele já tinha dito -porem minhas fontes foram mais rápidas e consegui descobrir antes que conseguisse pegar muitas informações. Receio de que ela tenha conseguido o suficiente para concluir seu objetivo, por isso  não quero correr nenhum tipo de risco.

- Por isso quer que eu a mate. -digo calmamente.

- Exato. Não será muito difícil para você, certo?

- Sim.

o senhor Lee abre uma de suas gavetas e me dá um tipo de pasta, com um nome de canto "Son Seungwan".

Abro e encontro tudo que eu precisasse ali, impressionantemente tinha qualquer dado daquela menina.  Medos, nomes de amigos (que não eram muitos),  inseguranças, pontos fortes e fracos, gostos musicais, endereço, altura e no canto inferior ao seu nome uma foto dela.

Seria um desperdício, pois era uma das mulheres mais bonitas que eu já tinha visto.

- Você quer me dar algum prazo?

questiono ainda olhando a ficha bem concentrada.

- Quanto mais rapido, melhor. Não sei quais são os planos dela, não sei se você precisa de todo um tempo para montar um plano, ou sei lá essas coisas de gente assassina - tiro minha concentração do papel e olho para ele de um jeito questionador - me desculpe, não sabia como te chamar. Mas, se você puder ainda hoje, seria um alívio para mim.

Não seria fácil fazer aquilo hoje ainda, mesmo tendo o resto do dia para isso, seria complicado fazer algo para que a polícia não desconfiasse do senhor Lee. E me mostrava que mesmo sendo um grande homem de negócios, lhe faltava muito de profissionalidade.

Me levanto para ir embora e o mais velho me puxou pelo braço. O olho estranhamente e ele me olha sério, no fundo dos meus olhos, e a maldade no olhar de ambos estava nítida para cada um.

- Você promete que não vai me decepcionar né?! - o tom cínico, com seu olhar, me mostrou o tanto de seu poder.

- Eu prometo. -digo firme, afinal, não será uma ameaça como aquela que abalaria minhas estruturas.

Retorno para meu caminho de volta, percorro todo o caminho que na ida passei, agora tudo parecia mais escuro, mesmo sendo duas horas da tarde ainda, tudo naquele ambiente parecia ter ficado mais pesado.

Nunca tive dó de minhas vítimas, eu matava pelo puro prazer de ver alguém gritando por ajuda ou socorro, e ainda ser paga para aquilo, eu parecia ter nascido para isso.
Mas tinha alguma coisa no rosto daquela menina que me mostrava que quem deveria estar morto era o senhor Lee.

Sinto a mudança de clima do lugar fresco e gelado de dentro do prédio para o ar abafado e quente da rua. Movimentações das pessoas subindo e descendo, carros passando, buzinas. E logo me corto do meu momento de reflexão e vou para o beco em que havia deixado meu carro.

Sento no banco, jogo a pasta de informações sobre seungwan no banco ao lado e descanso minha cabeça no encosto do meu. Eu tinha que pensar em alguma coisa rápido, eu era conhecida pela minha genialidade e rapidez, mesmo estando a pouco tempo nesse ramo de matar por aluguel, minha fama se espalhava entre os poderosos. Alguns tem mais sorte que outros.

Analiso de novo a sua ficha e foco em seus pontos fracos, inseguranças e medos. Tem jeito melhor de atacar uma pessoa usando o que a mais afeta?

Ela tinha características de uma criança, só de ler as três primeiras coisas eu já tinha noção do que fazer.  

autoestima muito baixa, medo de escuro, órfã.

Agora era só colocar meu plano em ação.

*****************************

Estaciono meu carro a três quadras de distância da casa da Seungwan, estava  usando minha roupa toda preta para a camuflagem, ponho minha bolsa nas costas (que tinha algumas coisas que eu poderia precisase) e vou indo pelos cantos escuros da rua.

Era um bairro muito rico e fiquei me perguntando como ela havia conseguido tanto dinheiro com nossa idade.

Finalmente consigo chegar na casa dela, a segurança não tinha nenhuma, era uma casa sem muros e portão pelo lado de fora. No andar de baixo algumas luzes acesas e em cima, todas. O que me veio na mente que ela tinha medo de escuro.

Sigo até a caixa de luz e coloco minhas luvas para não deixar minhas digitais em nada. Mexo na minha bolsa e procuro minha minúscula lanterna. e a coloco na minha boca a  ligando para conseguir enxergar enquanto eu mexia nos botões para desligar as luzes de todas as casas lentamente. Primeiro as debaixo, porque provavelmente ela estaria no andar de cima. Depois vou pela minha intuição na ordem das de cima.

Abro a porta de senha que estava desligada devido a falta de luz e vou adentrando na casa. reparo nos detalhes, ali, era tudo do bom e do melhor.

Olho para a cozinha e vejo vários papéis em cima do balcão. Deveria ser a pesquisa dela sobre o senhor Lee. Ando discretamente até lá para dar uma olhada rápida e confirmo minhas dúvidas. Várias menções as compras e vendas ilegais do senhor Lee com outras empresas grandes, fotos dele com o prefeito e por baixo de tudo um pen drive. Pego minha bolsa para colocá-lo dentro mas coloco no meu bolso mesmo e depois ponho a mesma no chão. Eu estava muito perto, nada poderia falhar agora.

Ela tinha um faqueiro gigante e aquilo parecia como o paraíso, tantas opções, mas eu precisava focar. Escolho uma de açougueiro mesmo e lentamente sigo subindo a grande escadaria em forma de caracol.
Tive certas dificuldades de encontrar com a escuridão e grandeza do lugar, procurei em todos os quartos (que me pareciam muitos, já que ela era uma pessoa sozinha), mas não tinha sinal de ninguém em lugar algum, estava quase indo embora quando passei na frente da porta de um dos banheiros e ouvir o barulho do chuveiro, como eu poderia não ter ouvido antes?

Me aproximo cada vez mais da porta e coloco meu ouvido sobre ela, mas a porta com meu peso foi se abrindo aos poucos.

E então, ali estava ela, Son Seungwan, uma das mulheres mais lindas que eu já tinha visto, totalmente despida, com seus cabelos e corpo molhados, e as gotas caindo cada vez mais sobre seu corpo trêmulo. Sua posição era totalmente encolhida com seu rosto coberto pelos seus braços. E ela chorava, seu choro era forte, desesperador, como se fosse uma ruína se desmoronando, e pela primeira vez em toda minha vida, eu senti que eu não poderia fazer aquilo.


Notas Finais


e é isso sz ~


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