História Desventuras de Lady Amélia - Capítulo 22


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Duque, Época, Escandalo, Gay, Histórico, Londres, Personagem Gay, Personagem Plus Size, Plus Size, Plussize, Romance, Romance De Época, Romance Histórico
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Palavras 2.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 22 - Capítulo 22


Amélia desceu da carruagem, os funcionários todos com os uniformes impecáveis que beiravam a perfeição.

Reconhecia a maioria, Marli foi a primeira a complementá-los, os cachos grossos presos em um coque formal, mas o típico sorriso gentil e educado não mudará com os anos.

— Sejam bem-vindos. — Fez uma referência com perfeição de anos de trabalho, mas olhou para Thomas com certa saudade, como uma mãe que olhava a um filho que voltava para casa depois de tempos, Marli pareceu tentada a falar mais, porém apenas esticou a mão para ele.

Thomas sorriu divertido, como se estivesse lembrando de uma piada que Amélia não conhecia.

—A senhora não muda nada. — Thomas beijou sua mão.

—Você que continua o mesmo. — Marli balançou a cabeça, mas olhou para Amélia, sorrindo contida. — Se me permite minha senhora, ficamos tão feliz que ele finalmente retribuir os sentimentos, torcia para isso.

Amélia não sabia o que responder, conhecia Marli por ser a governanta principal nas poucas vezes que havia visitado Gênesis, na época não interagia muito com alguém que não fosse Rosie.

— Estamos a sua disposição assim que a senhora decidir começar a reforma. — Sorriu gentilmente, sinalizando para os outros funcionários, que aguardavam em fila.

Todos se curvaram.

—Reforma? — Amélia olhou confusa para Thomas, que levantou a sobrancelha rindo.

— Diga e começaremos. — Thomas apertou ainda mais seus dedos, dando de ombros e voltou a olhar para Marli. — Acredito que seja o fim da colheita.

Thomas puxou a mulher gentilmente pelos campos, caminhando em silêncio por algum tempo, Amélia visualizou o morro e o som de eco das vozes cantando, soltou a mão de Thomas e correu pela colina.

Desamarrou o chapéu olhando encantada para o pôr do sol.

— Eu me lembro de olhar eles todos os dias. — Thomas a rodeou com os braços quando lhe alcançou. — Nunca me deixavam ajudar por ser o filho do dono, mas eu já era forte naquela época e tinha muita energia, às vezes conseguia me disfarçar, era só cobrir os cabelos e eles achavam que eu era um adulto.

Amélia ficou em silêncio uns segundos, pensativa sobre aquela parte da vida do marido que não conhecia.

— Nunca foi peque?

— Descobri que se ficasse calado e não chamasse atenção eles não imaginariam quem eu era. — Thomas parou, pensando. — Quase descobriram uma vez, e por isso foi a última vez que fiz.

— Me admira ninguém saber disso.

— Marli sabia, ela quase arrancou minha pele.

Amélia riu, se aconchegando ainda mais contra seu peito.

— E ela não disse a duquesa?

Thomas beijou o topo da sua cabeça.

— Não. A forma como ela me trata hoje em dia chega a ser mais carinhosa do que quando eu era criança, ou ela me ignorava ou era extremamente dura, Marli sabia, e por isso fazia vista grossa para as minhas coisas. — Thomas deu de ombros. — Eu sempre fui seu Walsh favorito, eu sou o filho ruivo que ela nunca teve.

Amélia o empurrou com o ombro, rindo.

— Convencido.

— Sabe porque eu escolhi logo essa casa? Dentro todas as outras que possuímos. —Thomas sorriu quando ela negou com a cabeça. — Foi aqui onde fui livre, temos o mar a poucos quilômetros, temos campos e mais campos para correr, temos a terra, o trabalho duro para fazer, eu tinha uma utilidade aqui, me sentia... Vivo.

Thomas chegou os lábios bem perto do seu ouvido e voltou a sussurrar.

— É aqui que vamos gerar e criar nossos filhos, que vamos deixar a nossa marca no mundo. Dizem que começará uma nova era com a chegada das máquinas, bom, aqui nós já damos os primeiros passos, agora com a compra da terra dos Turner, e a frota marítima dos Kennedy's e o fato de você, adorável esposa. — Beijou delicadamente atrás da sua orelha. — Tem como herança Hyacinthus, finalmente temos saída direta para o mar, nós seremos o começo dessa revolução.

↠↞  

— Esme será sua criada de quarto, minha senhora. — Marli sorriu discreta para Amélia.

Amélia deu uma volta em torno de si, observando o quarto.

—A tanto tempo que não tenho uma, que acho que precisarei voltar a me acostumar com elas. — Amélia escutou Marli rir.

— Minha filha é treinada desde pequena para isso, não se preocupe.

—Thomas disse que enviou um rapaz com uma irmã para cá, onde eles estão?

— Charlie acredito, trabalha na lavoura, ou em algo que Cater manda. Esforçado o rapaz. — Marli comentou concordando com a cabeça. — Anny fica com minha mãe na cozinha, fazendo companhia ou ajudando em algo.

— Não a estamos abusando ou algo do tipo, não é? — Amélia levantou uma sobrancelha. — Eu sou totalmente contra a isso.

— De forma alguma, Dona Celiny gostou da menina assim que a viu, eu pretendia fazê-la minha ajudante, a menina disse que sabia arrumar quartos, mas mamãe não permitiu, acho que as duas sentiam falta de conversar. A algo mais que possa lhe informa sobre a criadagem? — Marli perguntou.

— Ainda não, gostaria de ver os irmãos depois. — Amélia observou as paredes detestando a cor. — Começarei modificando alguns detalhes desse quarto... Parece demais minha sogra.

— A duquesa realmente aprecia cores mais escura. — Marli caminhou pelo quarto, parando em frente a uma porta na parede. — Por aqui poderá ter acesso ao quarto do seu marido, caso queira privacidade a chave já vem acoplada na fechadura.

— Dormiremos junto. — Amélia tentou não corar. — Esse quarto será apenas para se vestir acredito.

— Se desejar poderemos retirar a cama deste quarto.

— Me será de agrado, retire tudo que não seja relacionado a se vestir, coloque mais uma penteadeira e traga as coisas de Thomas para esse quarto também, das cartolas aos sapatos. — Abriu a porta marrom e deu de cara com uma cama alta, era um quarto frio, não existia detalhes pessoais aqui, não parecia que alguém realmente quis viver. — Marli, por favor, chame amanhã um pintor, hoje dormiremos nesse futuro quarto de vestir, desejo mudar algumas coisas antes de começar a dormir aqui.

Fechou a porta do quarto e Amélia sentou-se na beira da cama quando Marli saiu, balançando os pés distraidamente tentando absorver, o guarda-roupa vazio, tudo ali a espera dela.

Thomas abriu a porta devagar, observando a mulher, que olhava perdida nos pensamentos e sentou-se ao seu lado e sorriu discreto quando ela pulou de susto, afundando os dois ainda mais no colchão.

— Em que pensa? — Thomas perguntou, deitando a cabeça em seu ombro, e ela tocou seu queixo fazendo carinho.

— Em nada acho. — Os dedos fazendo carinho no queixo quadrado.

— Hum.

Thomas fechou os olhos e beijou seu pescoço, aquele doce cheiro quase o embriagava, era viciado nela, a segurou pela cintura quando ela suspirou e se acomodou melhor na cama, fazendo com que ela sentada entre suas pernas, e subiu o carinho do pescoço com beijos demorados até a orelha.

— Pare com isso, está de dia. — Amélia reclamou e ele riu no seu ouvido fazendo cócegas.

— E qual o problema? — Murmurou fazendo ela estremecer.

— Você é um canalha. — Gemeu, e arranhou seu queixo. — E se alguém entrar?

Thomas a largou, levando rapidamente, trancou a porta e sorriu para a mulher que o olhava desconfiada.

— Levante as saias. — Ordenou carinhosos e ela levantou as sobrancelhas. — Eu posso fazer se quiser, me agradaria mais até.

— Devasso.

Sussurrou, e rolou para fora da cama, e deitou o tronco na beira, mantendo as pernas do lado de fora, e suspirou ansiosa.

Thomas sorriu selvagem pela visão, e chegou lentamente a ela, desceu sobre um joelho e lentamente subiu a barra da saia, e a visão as meias o fez sorrir ainda mais.

— Minha senhora? — Marli bateu na porta, e tentou abrir.

Thomas parou, e Amélia mesmo sabendo que a governanta não poderia ver, corou dos pés a cabeça, e se controlou para não chutar o marido.

— Marli! — Gritou, mas escutou Thomas rir.

Quando tentou se levantar sentiu que ele usou as mãos uma de cada lado de sua cabeça e deitou o corpo em cima do seu, prendendo-a no colchão sem realmente depositar o peso em cima dela, Amélia rugiu de protesto e tentou não acompanhar Thomas que riu baixo.

— Diga que está ocupada. — Thomas sussurrou no seu ouvido e ouviu a esposa resmungar.

— Ela vai saber o que estamos fazendo. — Murmurou fazendo o marido tremer o corpo em uma gargalhada silenciosa.

— Não me importo.

— Mas eu sim. — E empurrou Thomas com o quadril, fazendo o marido se levantar, carrancudo.

— A senhora está presa? — Marli gritou, mas não tentou abrir a porta de novo.

— Não... — Amélia olhou para Thomas, mas não sabia o que responder sem se sentir mortalmente envergonhada.

—Fui que fechei! — Thomas gritou.

— Ah! — Marli esperou alguns segundos para voltar a falar. — Voltarei depois, desculpe.

— Ei! — Thomas olhou irritado a Amélia, que tinha lhe atirado um travesseiro.

— O que ela vai achar da gente agora? — Perguntou zangada.

— Que somos casados!

Amélia parou, cerrando os olhos para o marido.

Thomas caminhou lentamente até ela, a empurrando para sentar sobre a cama de novo, zunindo de vitória quando ela foi sem protestar.

— Você fica muito atraente envergonhada. — Se ajoelhou na sua frente, puxando seu pescoço com as mãos até seu busto ficar ao alcance da sua boca.

— Estou irritada. — Murmurou derrotada.

— Melhor ainda. — Thomas disse mordendo seu ombro.

↠↞

— Tobias, você quer eu vá com você ao baile de amanhã? — Carina perguntou ao filho, vendo-o lentamente levantar o olhar do jornal.

— Não tenho vontade de ir. — Murmurou voltando a sua leitura.

— Assim você dificulta algo que já é difícil, meu filho! — Carina depositou a xícara sobre a mesinha, fazendo Tobias suspirar e largar o jornal. — Não gosta de ir a bailes, não me mostra interesse sobre nenhuma moça, o que você quer meu filho? Estamos perdendo tempo então?

— Eu nunca quis vir para cá, você sempre soube, mas não se importou com o que eu achava. — O tom de Tobias saiu mais duro do que pretendia, e quando a mãe arfou magoada, se sentiu imediatamente culpado. — Me desculpe, hoje foi um dia cheio.

— Você saiu de manhã e anda ocupado demais para alguém que não tem amigos na cidade. — Carina o olhou duro. — Onde esteve?

— Ocupado. — Tobias tentou controlar o mal humor.

— Com o que me diz! — Carina gritou se levantando impaciente.

Tobias fechou os olhos respirando fundo algumas vezes, tentando não ser rude mais uma vez com a mãe, por mais que quisesse explodir, não ajudaria, tinha sido um dia cheio e seu coração estava partido, mas guardou para si, irritar a mãe pioraria a situação, então se calou.

— Não é hora de silêncio Tobias! — Carina gritou. — Aonde? diga! Onde esteve todos esses dias, você some e quando volta é cansado e triste!

— Respeite. — Tobias atingiu o pico de raiva, mal enxergando, estava exausto demais para lutar contra a mãe. — Respeite o meu silêncio, pelo menos uma vez Carina Blethyn, se ele estiver a incomodando eu posso voltar agora para a Escócia, e você não vai mais se preocupar com seu filho defeituoso.

— Você não é defeituoso! — Carina piscou algumas vezes, surpresa.

— Não foi uma pergunta! eu afirmei. — Tobias quase rugiu, assustando a mãe que nunca tinha visto o filho perder o controle assim. — Acha que me conhece, mas ninguém sabe nada, ninguém sabe nada, qual foi a última vez que você ou eu olhamos para algo que nossos olhos não vêem viscondessa? Volte a me respeitar, isso inclui meu silêncio!

Carina gaguejou quando o filho deu as costas e sumiu pelos corredores da mansão.

↠↞  

Henry observava a noite.

Finalmente escureceu, disse a si mesmo, suspirando de alívio. Tinha voltado em algum horário que não sabia, para casa, a dor de cabeça insuportável por ter bebido.

Sorriu feliz coçando a cabeça preguiçosamente, estava se sentindo feliz, como a muito não se sentia.

Se espreguiçou na cadeira e voltou a escrever a carta.

   ↠  ↞ 

Richard,

A noite de ontem foi a mais interessante que tive nos últimos tempos, acredito que aprecio Londres como ninguém, mas ontem foi quase como retomar a felicidade da infância.

Fico agradecido em nome de todos os Washl, de intensidade o meu, por ter nos perdoado por erros do passado, acredito que tem razão sobre ter um grande coração.

Sua amizade me é de grande estima.

Até outra noite.

Henry Washl. 

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