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História Detective EYE - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Caso 0: Investigação


Fanfic / Fanfiction Detective EYE - Capítulo 3 - Caso 0: Investigação

Ela começou a desenhar as visões que vieram a sua mente, quando foi acertada no pátio e no dia em que pegou o ônibus. Desenhou as pessoas com máscaras de galo e leão, além de uma barata morta sendo comida por formigas.

Não sabia de onde vinham as imagens. Poderiam ser consequências da cirurgia. Tinha a sensação de ver pelos olhos de outra pessoa. Talvez fossem lembranças de sua irmã. Sabia que pensar daquela forma era loucura. Mas não tinha nenhuma outra hipótese para o que estava acontecendo com ela. No meio disso tudo, percebeu que Jennie poderia ter sido arrastada para algum crime. Isso explicaria o comportamento suspeito e o dinheiro que a irmã a entregou.

O horário de almoço começou. Quando Lia guardava seus materiais. Ela ouviu alguém sussurrar seu nome.

– Park Julia! Park Julia!

Ela olhou para a porta e viu a enfermeira Sana a chamando.

***

Lia andou sem se importar com a presença da mulher. Mas a mesma continuou a seguindo.

– Você está indo pra casa? – Sana perguntou curiosa.

– Sim. Estou com dor de cabeça.

– Sim... dor de cabeça... ou você está simplesmente indo investigar sobre a morte de sua irmã?

Lia parou e olhou para a professora. Como ela sabia disso? 

– Como você tirou uma conclusão dessas? – perguntou disfarçando.

– Eu vi você desenhando. E também a diretora informou pra gente que você não estava muito satisfeita com as investigações da polícia. 

– Os professores sabem tudo sobre mim!? – perguntou irritada. – Eu só conversei com aquelas policiais uma vez…

– É o nosso trabalho como servidores da sociedade! – disse sorrindo.

– Não importa. – apertou o passo.

– Por acaso você quer ajuda nisso?

– Não obrigada.

– Que pena! Porque eu tenho um carro. E uma aluna do ensino médio sair por aí no meio do dia pode acabar em problemas. Com uma adulta como eu, por perto isso não vai acontecer. E além disso eu sou uma professora! – disse colocando as mãos sobre a cintura.

Lia parou de andar e olhou para a professora tagarela e escandalosa atrás dela. Querendo ou não, ela tinha razão.

Sana deu um pequeno sorriso quando viu a expressão resignada de sua aluna.

***

– O que achou do meu carro? – Sana disse enquanto dirigia.

O carro era pequeno e baixo, parecia de uma boneca. A professora dizia que era fofo. Lia até concordava, mas por dentro não era muito confortável.

– Pequeno... – respondeu.

– Você não sabe apreciar as coisas... – disse reclamando. – O meu bebê é tão adorável. – disse tirando uma das mãos do volante e acariciando o painel. – Você sabia que o nome dele em francês é…

– Professora, eu não acho que minha irmã morreu por causa de um acidente. Acho que ela foi enganada por alguém, se meteu em algo estranho e depois mataram ela. – disse apertando a bolsa que estava em seu colo.

– Acho que você não está ouvindo nada do que estou falando! – Sana disse sorrindo sem graça.

– Não acredito que ela tenha criado sem querer um acidente.

– Bom, vamos investigar isso, né? – disse sorrindo.

***

As duas seguiram até o dormitório onde Jennie morava. Era perto do laboratório onde ela trabalhava.

Após chegar na portaria e perguntar sobre a irmã, Lia ficou surpresa.

– Ela não vivia mais aqui? – perguntou colocando as mãos sobre o balcão.

– Ela ficou aqui por três meses, mas depois foi embora dizendo que queria viver sozinha. – a recepcionista disse ajeitando seus óculos. – Eu disse pra ela que alugar outro lugar seria bem mais caro, mas ela disse que estava tudo bem com isso. Depois ela nunca mais apareceu.

***

Lia e Sana se sentaram do lado de fora do local. Havia um ponto de ônibus bem em frente. Lia tentava entender o por quê da irmã ter mentido sobre ainda morar em um dormitório. Provavelmente ela teve um motivo muito grande pra isso. Mas qual seria? Talvez ela não queria que Lia acabasse se envolvendo em algo perigoso também. Isso explicaria o quarto que Jennie havia alugado para ela na pensão.

– Posso perguntar uma coisa? – Sana disse segurando o bilhete que Jennie havia entregado a Lia. – Aqui sua irmã está dizendo que deixou dinheiro pra você, quanto ela deixou? – a mulher perguntou curiosa.

– Quinze mil dólares. – falou friamente.

– Você tem quinze mil dólares!?– Sana entrou em pânico. Balançava as mãos de forma frenética.

– Acho que isso é o bastante! – pegou o papel da mão da professora e levantou pegando sua bolsa. – Acho que foi meio idiota ter saído com você. – disse de mau humor. Então começou a caminhar.

– Ei, espera! – Sana foi atrás da estudante. – Pra onde você vai agora?

– Pra começar vou encontrar onde minha irmã estava vivendo de verdade.

– Como!? – Sana perguntou alcançando Lia.

A jovem parou. E olhou sem graça para a professora.

– Eu ia começar a pensar nisso agora.

A enfermeira a olhou com um pequeno sorriso.

– Deixe isso comigo. É pra isso que servem os adultos. – disse com confiança, colocando a mão sobre o ombro da jovem. – Eu posso descobrir isso pra você!

***

Detetive Lee e detetive Jung comiam rámen, enquanto liam os relatórios. Havia uma televisão perto de suas mesas. Eunchae estava concentrada na entrevista com um dos pesquisadores mais importantes do ano. O doutor que liderava um centro de pesquisas explicava sobre um novo vírus criado em laboratório, chamado K1J vírus e sua mortalidade que poderia chegar a dez milhões de pessoas.

– Esse centro não é perto da sua casa? – Eunchae perguntou.

– Sim... – Seojin disse não prestando muita atenção.

– Deve ser horrível dormir pensando que uma bomba–relógio pode explodir a qualquer momento na sua cara. 

– É... – continuou analisando os arquivos.

– Você nem está prestando atenção. – reclamou comendo.

– Detetive Seojin. – um policial interrompeu.– A jovem que teve a irmã morta no acidente de laboratório quer algumas informações.

– Esse não é o nosso caso. – Eunchae argumentou.

– Os policiais envolvidos no caso estão ocupados. – o homem esclareceu.

– Isso é frustrante sabia. – balançou a cabeça. 

– Eu vou ver o que ela quer. – Seojin disse sorrindo para Eunchae.

***

As duas estavam sentadas na sala de espera da delegacia. Lia olhava para o local. Enquanto a professora tentava arrancar um adesivo de um dos rostos dos procurados, em um mural perto dos assentos.

– Professora, o que você está fazendo? – Lia cutucou a mulher bisbilhoteira. – Aliás, falar com a polícia não é nada original.

– O que você disse!? – Sana perguntou.

– Nada. – se fez de desentendida.

O policial Seojin chegou na mesma hora e cumprimentou as duas.

– O que vocês desejam? Disse se sentando na poltrona de frente para elas.

– Nós queremos saber o último endereço onde a irmã da Julia morava. – Sana tomou a fala. – A polícia saberia nos informar?

– Acho que podemos pesquisar no banco de dados. Mas se ela se mudava constantemente talvez fique difícil. Mas eu posso tentar ver. – Seojin olhou para Lia. – Me desculpe por não poder fazer muito sobre o caso de sua irmã.

– Tudo bem. – sorriu. – Se você puder me ajudar com isso agradeceria muito.

– Ok! – levantou. – Vou fazer o que puder. – esfregou as mãos sorrindo. Depois saiu.

– Você está vendo esse tanto de policiais trabalhando. Será que eles ganham bem? – Sana cutucou a estudante rindo.

Lia levou uma das mãos até as têmporas.

Alguns minutos se passaram e um policial chegou com um papel em mãos.

– Aqui, o policial Lee Seojin me pediu para entregar isso.

– Esse é o endereço? – a enfermeira perguntou animada.

– Sim. – o policial sorriu e foi embora.

– Vamos logo professora! – Lia disse apressada.

***

– Infelizmente eu não achei o endereço. – Seojin apareceu com uma pasta na mão. Olhou para a recepção e não viu a estudante e a professora. Ele coçou a cabeça sem entender.

– Ei, o que você está fazendo aí, Seojin Sunbae? Achamos os suspeitos. – Eunchae arrastou o detetive.



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