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História Detenção - Ateez - Capítulo 1


Escrita por: e AtinySquad


Notas do Autor


DEBUTEI

Hoy lindezas <3

Pra quem ainda não sabe, agora eu também faço parte do @AtinySquad e será aqui onde todas as minhas fanfics malucas, fora do meu cronograma, estarão sendo postadas! ^^
Eu realmente espero que gostem e já vou logo avisando para não esperarem nada muito 'Wow' hehehe

Capa pela lindíssima da: @Isateez_
História betada pela fofa da: @ParkBaek

Bem, tenham uma boa leitura! :3

Capítulo 1 - Indisciplinados


– Eu tô te dizendo professora Dakho... Preciso de mais tempo para recuperar as minhas notas!

– Tudo bem, Yunho! – a professora finalmente havia se virado para o jovem estudante, onde deixava a prateleira de livros para trás, junto com um cheiro forte de naftalina e folha seca – Você poderá ficar na detenção! Já são um total de seis alunos que ficarão até mais tarde e eles não são nem um pouco fáceis de lidar, então eu espero que estude, mas que também me ajude a controlá-los. – disse ela arqueando uma sobrancelha para o maior a sua frente, enquanto batia os seus dedos na sua mesa gasta.

– Farei o meu melhor professora, muito obrigado! – respondeu Yunho se curvando para a mesma e logo se retirou com os materiais em mãos.

O colégio a noite parecia ser ainda menos convidativo aos alunos que nela se situavam, mas muito deles optaram por estudar neste horário por trabalharem ou fazerem outras atividades no período da tarde. Jeong Yunho era um jovem muito ambicioso, gostava de mostrar que era capaz antes de qualquer coisa. Só no último ano, Yunho havia conseguido bater o recorde de notas de todas as turmas do seu colégio, muitos o odiavam por isso, enquanto outros o admiravam de longe já que ele sempre se mantinha focado e concentrado nos estudos.

O maior havia passado por um resfriado que o abalou por completo. Havia ficado duas semanas inteiras sem sair de casa e também havia perdido a semana de provas e testes importantes. “Preciso recuperar. Preciso melhorar!” era o que martelava em sua cabeça enquanto dava passos largos pelo corredor.

Muitos alunos se encontravam ali, em meio a cochichos e conversas, até que o sinal batesse para o término das aulas. Todos estavam ansiosos para irem pra casa, desde os professores até os alunos, mas nesta noite a professora Dakho havia ultrapassado os limites. Sozinha, havia colocado seis jovens na detenção, onde ela e eles ficariam a sós na escola durante uma hora inteira.

Yunho virou a direita daquele imenso corredor gélido para poder guardar o seu material no armário e com a sua mão direita livre, digitou a senha rapidamente a fazendo abrir. Ele não havia gostado muito da ideia de ter que se dar com seis garotos indisciplinados para poder recuperar parte da matéria que tinha perdido, mas não tinha outra opção. Só sabia se perguntar mentalmente quem seriam essas seis pessoas e o que havia acontecido para que estas fossem parar lá em uma sexta-feira a noite.

Sendo subitamente cortado de seus pensamentos, o sinal ecoa por todo o colégio, junto com gritos eufóricos e suspiros de alívio pelos alunos que agora se dissipavam do corredor para poderem ir pra casa. Jeong Yunho esperou estar completamente sozinho, e quando se viu de tal forma, bufou alto pegando uma caneta e caderno para seguir a sala de detenção.

A professora Dakho pegou o seu material e seguiu para a sala de detenção também, ela achava que ficar no colégio até mais tarde era um fardo total, mas os alunos em questão mereciam ficar na escola por mais uma hora. Quando ela entrou na sala, se pôs a sentar em sua cadeira para esperar que os alunos chegassem e se acomodassem.

O primeiro chegar foi Yunho, que deu um breve aceno a professora e se sentou em sua frente. Não queria estar ali, mas recuperar a sua nota era mais importante do qualquer outra coisa. Um pouco depois, a turma dos delinquentes começou a chegar em peso e a professora Dakho iniciou a sua chamada:

– Choi Jongho! – o atleta do colégio levantou a sua mão e se fez presente na sala.

Yunho virou pra trás e deu uma breve olhada para ver se conhecia os alunos da detenção e não obteve surpresa nenhuma ao ver a maioria, outros ele nem conhecia e também não se importava muito.

– Choi San!

– Presente! – o gamer respondeu enquanto tentava passar em uma fase muito importante no seu 3DS.

– Jeong Yunho! – o nerd a frente levantou o seu braço e, no mesmo instante, se ouve murmúrios de provocação a ele na sala. – Silêncio! – pediu a professora chamando a atenção de todos.

Yunho já sabia que iria ser provocado pelo resto da noite, mas não ligava. Não era a primeira vez que ele ia lidar com pessoas desse tipo.

– Jung Wooyoung, Kang Yeosang... – ambos levantaram a mão também.

Kang Yeosang era o famoso 'bad boy' do colégio, entrava em confusão toda hora e já era veterano na detenção. Parte dele parar aqui tantas vezes era o fato dele defender Wooyoung, seu namorado tímido. A escola implicava muito com Jung por ser gay quando o namorado não estava perto. A novelinha típica que pra eles não parecia ter fim.

– Kim Hongjoong! – este apenas encarou a professora, mas ela se deu conta de que este estava presente.

Kim era outro que parava inúmeras vezes na detenção, mas não era 'culpa' dele. Hongjoong tinha um distúrbio mental muito sério que o deixava agressivo quando as coisas não vão como ele espera.

– E Song Mingi!

– A seu dispor madame! – respondeu debochado.

Mingi era o famosinho do colégio e extremamente mulherengo. Não seria surpresa se o motivo para ele estar nessa detenção fosse alguma garota.

A professora Dakho tinha uma péssima fama de se intrometer demais na vida dos alunos, ela achava que poderia mudá-los fazendo com que estes ficassem mais uma hora no colégio, só que ela não sabia que isso gerava raiva deles. Todos ali tinham um pouco de ódio dela por ser de tal forma, já não aguentavam mais ter que suportá-la naquela prisão de concreto.

– Hamm... Professora! – o atleta tentava chamar a atenção da professora, mas esta se fez de desinteressada achando que fosse sair algo de irrelevante da boca do aluno, só que Jongho precisava falar. – Tem mais um aluno aqui... Ele parece estar dormindo. – com suas palavras, a professora levanta o seu olhar para o atleta e vê ao seu lado o corpo de um jovem totalmente curvado e estirado com os braços em cima da mesa.

Como de costume, ela pegou a sua régua e deu uma forte batida na mesa fazendo um barulho ensurdecedor na qual todos odiavam. Bruscamente, o aluno que se encontrava na contagem de carneiros, acorda em um pulo. A professora o olha ferozmente esperando uma resposta, mas o garoto só se espreguiçou, esfregou os olhos e disse:

– Foi mal professora... Não vai acontecer novamente! – a professora Dakho arqueia a sua sobrancelha e todos na sala começam a dar risadas abafadas pela situação.

– O que faz aqui Park? – questionou a professora.

– Ué? Essa não é a última aula de química? – as risadas foram ficando mais altas, Song Mingi e Jongho eram os que riam mais alto, não conseguiam aguentar tamanha lerdeza daquele garoto.

– SILÊNCIO! – gritou a professora, fazendo com que a sala cessasse instantaneamente com o barulho. – Park Seonghwa, esta é a detenção. Já deu o horário de partida. – concluiu a professora séria.

– Ah? Acho que eu dormi demais então. – respondeu Park ainda perdido, fazendo com que Mingi quase caísse na gargalhada novamente.

– E agora terá que ficar até o fim com todos os outros. Os portões já foram fechados.

– Mas, professora...

– Mas nada! – vociferou ela.

Park Seonghwa era conhecido no colégio por ser o garoto mais bonito, mas totalmente burro. Se este fosse provido por um décimo de inteligência, seria tão cobiçado quanto Choi Jongho e Song Mingi.

A sala agora continha oito jovens, completamente distintos, em uma sala velha e empoeirada. Eles ficariam nela das dez até às onze da noite, e podemos dizer que ninguém naquele recinto se encontra animado pra isso. A professora se levantou e começou a passar a matéria na lousa, fazendo com que Yunho logo se aprontasse para acompanhá-la enquanto os outros alunos não lhe demonstrava um único pingo de interesse.

Um pouco ao fundo da sala, Choi San estava concentrado em seu 3DS e na fase decisiva de um jogo de baralho. Kim Hongjoong, que estava do seu lado, se inclinou para o ver jogar e começou a avaliar o jogo estratégico. San sabia que Kim tinha um sério distúrbio mental, mas também sabia que isso o fazia ser muito inteligente, então obteve uma ideia:

– Ei, Hongjoong! – sibilou em um sussurro para que não corresse o risco da professora escutar – Se você me ajudar a passar desta fase, eu pago dois lanches pra você na segunda-feira. – Hongjoong o encarou sério por alguns segundos pra pensar a respeito, mas logo assentiu com a cabeça aceitando a sua proposta sem lhe direcionar uma única palavra.

San entregou o seu 3DS para Hongjoong, coisa que nunca havia feito com outra pessoa do colégio, e esperou que o mesmo conseguisse passar daquela fase difícil pra ele. Kim iniciou o jogo colocando as cartas em ordem simétricas, deixando San um tanto confuso, mas toda aquela simetria havia deixado as cartas prontas para o baralho adversário. San observava atento mesmo sem conseguir entender muito a sua linha de raciocínio, mas não demorou muito para notar que Hongjoong teria tudo pra passar naquela fase.

Com os dedos ágeis, Kim fazia o baralho adversário ficar sem saída varias vezes. San estava animado e conseguia sentir a adrenalina no interior de seu corpo por ver o mais velho jogar. Só que tudo parecia estar para acabar, quando uma notificação de que a bateria do jogo de San estava pra acabar. Rapidamente, San se vira para a sua mochila para pegar o carregador. Quando o acha, pega rapidamente e o direciona na tomada ao fundo para poder fazer a devida conexão, mas uma forte trovoada é escutada do lado de fora, e com ela, a energia toda do colégio acaba.

– NÃO ACREDITO! – grita Choi San de pura frustração.

A professora Dakho não deu importância ao seu grito, mas olhou pela janela e percebeu uma forte ventania e trovoadas começavam a tomar forma do lado de fora. Como ela não queria que essa detenção fosse em vão, largou o seu material e se pôs a ir em direção aos monitores, que ficavam no térreo do colégio, para ver se conseguia puxar a energia novamente:

– Não quero ninguém de gracinha quando eu voltar! – disse ela pronta para se retirar da sala.

– Professora, será que poderíamos ir pegar algumas lanternas enquanto a senhora vai ao térreo? – sugeriu Yunho recebendo vaia dos colegas.

– Ninguém aqui pediu a sua opinião, nerd! – falou Yeosang ao fundo.

– Pois agora vocês irão seguir a opinião dele! – retrucou a professora – Se dividam e vão procurar lanternas nas outras salas. Eu volto logo! – após tais palavras só se foi possível escutar a batida dos saltos no solo amadeirado do corredor do colégio, se esvaecer aos poucos.

– Ótimo, mais trabalho pra gente e ainda por cima, no escuro! – reclamou Mingi se levantando da cadeira.

– Vocês reclamam demais. – respondeu Yunho – Vamos logo, antes que a professora volte!

– So-sozinhos no escuro? – perguntou Wooyoung em meio a soluços.

– Tem medo do escuro? – perguntou Seonghwa rindo, acordando a fúria de Yeosang.

– E quem é você pra julgá-lo? Seu burro! – retrucou Yeosang ferozmente.

– Parem com isso caralho! – disse Jongho tomando frente. – A não ser que queiram levar outra bronca da 'Dragoa Dakho'!

Com as palavras de Jongho, Kang e Park pararam com a discussão e decidiram seguir os seus caminhos em silêncio. Todos se dividiram e cada um foi para um canto diferente atrás de lanternas. Estas ficavam nas salas de física e geografia, mas na escuridão era realmente mais difícil de encontrá-las. Do lado de fora, as gotas de chuva começaram a ganhar vida e de pouco a pouco, os jovens alunos retornaram a sala de detenção com algumas lanternas em mãos:

– Eu achei algumas lanternas! – disse Wooyoung com duas em mãos, recebendo um sorriso de canto de seu namorado que estava ao lado.

– Não conseguimos nenhuma. – retrucou Hongjoong, Park e Yunho.

– Achei apenas uma na sala de ciências! – disse San mostrando a sua lanterna, mas logo se virou, com todos os outros, ao escutar um barulho alto de algo sendo jogado na mesa da professora.

– Pois tem pra todo mundo, porque eu achei cinco, seus cornos! – soltou Mingi da forma que ele considerava 'carinhosa'

O restante dos garotos se direcionaram a mesa e cada um pegou a sua própria lanterna. Estes pareciam crianças, pois as ligaram e começaram a brincar de mirar a luz nos olhos uns dos outros. A brincadeira estava boa para uns e infantis demais para outros, só que um pigarreio de Choi Jongho acabou chamando a atenção de todos, fazendo com que todas as lanternas se voltassem pra si:

– Tem como vocês pararem com isso! – indagou ele pressionam os olhos, então alguns alunos abaixaram as suas lanternas para que o mais novo se pronunciasse – Eu ia comentar que a professora está demorando pra voltar, vocês não acham? – na verdade, eles estavam dando glória pela sua demora, mas não poderiam negar que era um tempo muito longo.

– Acho que deveríamos procurá-la. – sugeriu Yunho.

– Deixa ela pra lá! Ninguém quer ver a cara dela tão cedo. – falou Mingi.

– Não queremos, mas eu confesso que isso está mais do que estranho. – disse San – Os monitores são logo aqui em baixo, ela deveria ter voltado antes de nós!

– O carinha dos jogos tem razão. – foi a vez de Yeosang falar – Isso tá estranho demais.

– Aí... Okay princesas! – disse Mingi se direcionando a porta – Vamos salvar a ‘Dragoa' dos perigosos monitores! – concluiu debochado.

Mesmo não querendo, os outros sete foram logo atrás para seguir o mulherengo debochado. Querendo ou não, todos também se questionavam pela demora sem explicação da professora Dakho. Logo ela que é tão chata pra esse tipo de coisa, era algo estranho de se acontecer. Os jovens desceram as escadas com cuidado e viraram o corredor a esquerda para ir até os monitores que se encontravam no fim. Alguns alunos chegaram a pensar que ela tivesse ido embora e os deixado sozinhos no colégio de propósito, enquanto outros estavam realmente preocupados, mas não se podia ter certeza de nada até então.

Quando chegaram no local, viram que o painel estava aberto e que os monitores nem sequer haviam sido tocados. Par Seonghwa continuou a dar passos a frente até tropeçar em algo e quase cair:

– Vê se presta atenção por onde anda! – disse Hongjoong o segurando.

– Foi mal, é que eu tropecei nisso da... – Seonghwa não havia conseguido concluir a sua fala pelo o que tinha acabado de ver.

Logo, a lanterna de todos se encontravam apontadas para o chão e nele estava algo que eles jamais esperariam ver. Os oito se sentiram enjoados, estavam perplexos com os olhos arregalados e sem reação alguma por ver o corpo da professora Dakho estirado no chão, em meio uma poça média de sangue que saia de suas costas. A professora havia sido assassinada no colégio no período de detenção e ninguém sabia como. Só se era possível ver a 'arma' que tinha sido usada para tal ato. Uma régua de ferro. Essas réguas eram obtidas por todos os alunos, então os oito jovens chegaram em uma conclusão sem mesmo soltar uma única palavra. Um deles era o assassino.



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