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História Detenção de Março - Capítulo 20


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Notas do Autor


Oii Cupcakes <3! E mais um capítulo especial saindo para vocês. Muito obrigada Princesa_Fefeh e iamshipprinessa pelos comentários adoráveis no capítulo passado. Boa leitura...

Capítulo 20 - Aniversário


ROMANCES MENSAIS

LIVRO III - DETENÇÃO DE MARÇO

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CAPÍTULO XIX - ANIVERSÁRIO

Ansiosa, eu mordia meu lábio inferior, observando o celular em minhas mãos com a última mensagem recebida por Ben. As lembranças de seus lábios sobre os meus continuavam vívidas e faziam meu coração bater descompassado. Fecho os olhos, tentando trazer de volta o sabor de Ben, seu cheiro e o calor na pele onde eu fui tocada. Foi um simples beijo. Nada além de um beijo. Mas por que eu continuava a me sentir tão afetada, mesmo depois de uma semana?

- Ele não deveria ter me beijado. - Sussurro, encolhendo-me na cadeira em que estava. Coloco meu celular sobre meu colo e escondo meu rosto entre minhas mãos. Eu estava a ponto de enlouquecer. Eu desejava voltar a beijá-lo e, ao mesmo tempo, sabia que era errado.

- Ainda sofrendo por causa disso? - Questiona Evie, estendendo uma lata de refrigerante. - Amiga, ou você supera ou encara isso. Não dá para ficar se martirizando para sempre. 

- Por que ele beija tão bem? E por que ele tinha que me beijar? - Resmungo, pegando o refrigerante, e a garota de cabelos azuis ri, divertindo-se com o meu sofrimento. 

- Mal, Ben gosta de você e sabe disso. - Responde minha melhor amiga, acariciando a minha cabeça. - Achei que ficaria mais feliz com isso. Eu tenho certeza de que Audrey não sabe sobre sua visita a mãe de Ben...

- Ainda. Ela pode descobrir a qualquer momento e isso vai dar bastante dor de cabeça. - Respondo, relembrando da cobra. - E é claro que eu não estou feliz com isso. Ele tem namorada e a gente se beijou.

- Ah, por favor, ela é uma falsa namorada, nos dois sentidos do termo. Ela tem obrigado o Ben a viver essa farsa como se não fosse nada demais, enquanto usa a vida da mãe dele para chantagear o Ben. Não foi traição. - Evie tenta me consolar e eu suspiro, desanimada. - Por que ao invés de ficar encarando o pedido de desculpa dele, você não aproveita essa festa incrível para se divertir?

Nós estávamos no aniversário de quatro anos de Holly Wheeler, a sobrinha mais nova do namorado da minha prima e a melhor amiga de Tony. Para celebrar o aniversário da criança, eles resolveram fazer a festa em um parque de cama elástica com o tema "gatinhos". O local estava repleto de crianças e adolescentes, pulando e se divertindo nos trampolins espalhados pelo local. 

A aniversariante não parava de rir e puxar o pequeno Tony para todos os lados possíveis, como a criança agitada que ela é. Kara e Felicity observavam a dupla, preocupadas. Mon-El sorria e conversava com Lena e Winn, outro amigo de Kara, sem tirar os olhos de minha prima. Eleven e seu namorado se divertiam e se beijavam sempre que tinham oportunidade, como o casal de bobos apaixonados que eles são. Seus amigos riam e os provocavam, entretidos nas brincadeiras. Enquanto isso, eu estava sentada no canto da festa de maneira miserável, tentando descobrir quando eu eu voltaria a agir como eu mesma.

- Eu só queria bater minha cabeça na parede até esquecer que a gente se beijou. - Choramingo e Evie suspira, sentando-se ao meu lado. - O que eu faço, Evie? 

- Já faz uma semana que vocês se beijaram e nem mesmo conversaram sobre isso. Você tem evitado o Ben de todas as formas possíveis e isso está ficando ridículo. Vocês estudam juntos, são parceiros de patinação artística e estão de detenção até que terminem de limpar um deposito gigantesco. Eu te conheço há anos e eu nunca te vi fugir de um problema. Quando os obstáculos e desafios aparecem, você os enfrenta. Por que está agindo de maneira tão covarde? - Questiona a garota, encarando-me intensamente. - Tudo o que precisa fazer é conversar com Ben e contar como se sente. Você sabe que ele corresponde aos seus sentimentos.

- Porque não é justo. - Resmungo, suspirando em seguida. - Eu...

- Oi meninas. O que estão fazendo aqui? Vamos aproveitar! - Carlos aparece de repente, interrompendo minha fala. - São trampolins!

- Por que estão tão desanimadas? Aconteceu alguma coisa? - Pergunta Jay, preocupado. 

- Nada. - Respondo, levantando-me da cadeira. Viro-me para Evie e a encaro, como se dissesse que continuaríamos nossa conversa depois. Ela assente e sorri com doçura. - Vamos colocar esse lugar de cabeça para baixo!

- É assim que se fala! - Vibra Carlos, animado. 

Termino de beber meu refrigerante e jogo em uma lixeira próxima. Sorrio animada para meus amigos e coloco meu celular no bolso da calça. Corremos para os trampolins, ansiosos para aproveitar a diversão. Nós nos aproximamos de Eleven e seus amigos. Eles eram divertidos e faziam piadas o tempo todo. Era um grupo nerd bem estranho e divertido. 

- Brinca com a gente, Mal! - Pede Tony, pegando em minha mão. Olho para o lado e o vejo com um sorriso fofo e seus olhinhos brilhantes. 

- É, Mal. Vem brincar com a gente. - Insiste Holly, pegando em minha outra mão. Eu não conseguia resistir a fofura daquelas crianças. 

- Tudo bem. - Concordo, rindo. Encaro meus amigos, que sorriam encantados com as crianças, que estavam fantasiadas de gatinhos. - Eu vou brincar com eles. Volto depois.

- Claro. - Responde Evie, sorrindo docemente. - Divirta-se.

- E onde vocês querem brincar? - Pergunto, sendo guiada pelas crianças que me puxavam pelas mãos. Eles trocam olhares e sorriem como se estivessem aprontando alguma coisa. Encaro a dupla dinâmica com desconfiança. Nada de bom saia quando duas crianças superdotadas sorriam daquela forma. - O que vocês estão aprontando?

Ao invés de me responderem, eles riem ainda mais e soltam a minha mão. Com seus olhares cúmplices, eles correm. Rio incrédula do comportamento daqueles pestinhas e minha única escolha para descobrir o que eles estão armando é correr atrás deles. No entanto, os dois pirralhos se escondem em um labirinto de elásticos que havia em uma área do parque.

Suspiro, sem acreditar que teria que rastejar em meio a um emaranhado de elásticos. Sigo o rabinho de Holly e quando acho que finalmente vou alcançar a garotinha por conseguir sair dos elásticos, ela escapa de minhas mãos, rindo. Levanto-me para tentar me orientar e me surpreendo ao encontrar os olhos esverdeados de Ben, encarando-me com intensidade.

- Ben! A Mal quer pegar a gente! - Fala Tony, agarrando na perna do rapaz.

- Não deixa ela pegar a gente, Ben! - Pede Holly, escondendo-se atrás da outra perna de Ben. Ele sorri e acaricia a cabeça das duas crianças, que fugiam de mim.

- O que está fazendo aqui? - Pergunto, ignorando a presença das crianças. 

- Nós precisamos conversar. - Responde o rapaz com seriedade.

- Vamos brincar, Ben! - Implora Holly, puxando a mão de Ben. 

- Desculpa, pequena. Eu preciso conversar com a Mal agora. Podemos brincar depois? Prometo que faço o aviãozinho em você e em Tony quantas vezes vocês quiserem. - Responde o capitão da equipe de hóquei da escola, sorrindo com doçura para Tony e Holly, que parecem concordar com o acordo do mais velho. - Agora vão brincar lá fora e não conte para ninguém que estou aqui. Eu estou brincando de esconde-esconde com o tio Mike.

- Sim! - Gritam as crianças, saindo do meio do labirinto onde Ben e eu estávamos.

Mon-El, também conhecido como tio Mike, é um amigo de longa data do padrinho de Ben e o conhece desde que ele nasceu. É claro que o namorado de minha prima o chamaria para vir ao aniversário de sua sobrinha. O rapaz pega em minha mão e me guia pelos elásticos até o lado oposto ao que eu havia entrado. 

Assim que estamos fora do labirinto, Ben me guia para uma parte mais afastada, próxima do banheiro. Eu não sabia o que dizer e me sentia nervosa pela presença do rapaz. Não que eu pensasse que ele fosse me beijar de novo - não que eu fosse conseguir resistir a mais um beijo dele -, mas eu não sabia como reagir. Eu estava evitando Ben há uma semana. Eu não dei brecha alguma para a gente conversar desde que sai correndo da cachoeira. E agora eu não conseguiria mais fazer isso.

- E então? Podemos falar sobre o que aconteceu? - Pergunta Ben, visivelmente frustrado. 

- Eu não sei do que você está falando. Não temos nada para conversar. - Respondo, incomodada. Ele suspira e me encara como se pedisse para que eu colaborasse. - Eu estava em um momento vulnerável de histeria e você tentou me acalmar com um beijo. Está tudo bem. Eu entendo. Agora eu posso voltar? Aquelas crianças com certeza estão aprontando alguma coisa e...

- Eu gosto de você, Mal. - Declara Ben, interrompendo minha fala. 

- O quê...? - Balbucio, sem acreditar.

- Eu não te beijei apenas para te acalmar. Eu realmente queria fazer aquilo. Na verdade, há muito tempo quero fazer. Eu gosto de você e não me arrependo de ter te beijado. Mas sinto muito pela situação em que eu te coloquei. Eu sei que não deveria ter me aproveitado de sua vulnerabilidade, então me desculpe por isso. - Explica o rapaz, enquanto eu apenas o encarava sem acreditar que ele havia acabado de se declarar para mim. - Se o beijo te deixou tão incomodada, eu prometo não tocar mais no assunto e me afastar de...

- Eu também gosto de você. - Respondo, surpreendendo-o. Ele sorri e me encara com tanto carinho que eu preciso fazer força para não me jogar nos braços dele. - Droga, Ben! Isso não deveria estar acontecendo. Eu sinto como se você fosse casado e estivéssemos tendo um caso. Isso é loucura! Esses sentimentos não deveriam existir.

- Mas existem. Eu não posso continuar fingindo que eu gosto de você apenas como uma amiga. - Afirma, suspirando cansado. Ben pega em minhas mãos e me encara com a mesma  - Essa semana foi como um inferno para mim. Todas as vezes que tentei conversar, você me afastou. Achei que você me odiasse.

- Bem que eu queria. Seria tão mais fácil. - Respondo, dando um fraco sorriso. Ele acaricia meu rosto e eu fecho os olhos, aproveitando do carinho. - Não podemos...

- Eu sei. - Ele sussurra, próximo de mim. - Mas quanto mais digo a mim mesmo que devo me afastar, mais atraído eu me sinto. Como eu faço para me livrar desses sentimentos?

Abro meus olhos e encaro os dele. Nossos rostos estavam próximos. Nossas respirações se chocavam e eu sabia exatamente o que ele queria fizer. Esses sentimentos nos atraem e nos machucam, como fogo. Eu sei que se eu me entregar a eles, eu acabarei me queimando. Ainda assim, a maneira como ele faz eu me sentir amada e viva é o bastante para me fazer cometer o mesmo erro.

Eu o beijo. Sem pensar nas consequências, sem me importar com quem nos veria ou como resolveremos essa situação. Ben prende sua mão em minha nuca, enquanto a outra mão pressionava minha cintura. Tudo era tão intenso e enlouquecedor. Exatamente como na cachoeira, eu sei que isso é errado, que eu deveria empurrá-lo para longe, mas sou incapaz de me afastar. 

- O que você quer, James? - A voz de minha prima ao longe nos assusta. 

Afasto-me de Ben e o encaro, surpresa. Ele parecia tão atordoado quanto eu. Respiro fundo, tentando controlar minhas emoções. Kara estava a pouco metros de nós e pelo visto, o babaca do ex-namorado dela também. 

- Eu quero conversar com você. - Dessa vez é James quem fala. Algo me dizia que aquilo não acabaria bem.

- Não temos nada para conversar, James. Nós já terminamos. Tudo o que tinha que se resolver já foi resolvido. Não temos porquê de ficar inventando desculpas para interagirmos. Apenas finja que não nos conhecemos e tenho certeza de que ficaremos bem. Você segue pelo seu caminho e eu sigo o meu, assim como tenho feito nos últimos três meses. - Responde Kara, impaciente.

- Você precisa sair daqui. - Sussurro, temendo que Kara e James nos escutassem. 

- Mas... - Ben tenta argumentar e eu o calo com um selinho. 

- Nós conversamos outra hora. Agora vai. - Digo, sem conseguir controlar o enorme sorriso em meus lábios. Eu tinha que ajudar a minha prima e ter Ben ao meu lado complicaria tudo. Não queria ter que explicar a Kara algo que eu nem mesmo entendia. Eu deixarei para pensar sobre isso depois. 

- Tudo bem. - Ele me beija rapidamente e sai pelo mesmo lugar que viemos. Observo-o partir, levando minha mão a minha boca, ainda sentindo o calor de seus lábios sobre os meus. O que diabos eu estou fazendo? 

- Por favor, Kara... - Insiste James, despertando-me de meus devaneios. 

- Qual a parte de que ela não quer conversar você ainda não entendeu? - Pergunta Mon-El, aparecendo de repente, antes que eu dissesse qualquer coisa para ajudar Kara. Sorrio e aproveito que ele apareceu para me recompor. Aquilo com certeza ficaria interessante.

- E quem é você mesmo? - O babaca do ex-namorado de minha prima pergunta com aquele tom convencido dele. Já aproveito para pegar meu celular e grava aquele momento. Seria incrível ver James ser humilhado por Mon-El.

- Por que você não tenta descobrir? - Pergunta Mon-El, puxando Kara pelo pulso.

E como resposta, ele a beija de maneira intensa. Totalmente entregue a Mon-El, ela corresponde ao beijo. Preciso segurar o riso pela cara surpresa que James faz. Ele parecia furioso e ao mesmo tempo atordoado. Provavelmente não esperava que minha prima beijaria alguém de maneira tão eloquente como fazia naquele momento. 

- Pode me explicar o que está acontecendo aqui? - Pergunta James, assim que Kara e Mon-El se afastam.

- Desde quando devo explicações a você, James? - Questiona minha prima, entrelaçando a mão com a de Mon-El.

- Desde que você é minha namorada. - Responde o homem, indignado.

- Ex-namorada. - Corrige a loira, entendiada. - Nós terminamos há três meses, esqueceu?

- Você terminou. Eu só queria um tempo, Kara! - O homem parecia completamente perdido. - Eu amo você. Precisa acreditar em mim.

- Amor? Não, James. O que você e eu sentíamos um pelo outro poderia ser tudo, menos amor. E infelizmente foram necessários dez anos para que eu enxergasse isso. - Explica Kara, suspirando em seguida. - Não deveríamos ter insistido tanto tempo em algo que claramente não tinha futuro. Então, o melhor que podemos fazer agora é cada um seguir seu caminho. Sem choro ou ressentimentos. Viva a sua vida e seja feliz.

- Kara, eu....

- Jimmy? Por que está demorando tanto... ah, Kara! - Uma mulher de cabelos negros curtos e olhos cor de âmbar. As duas se encaram por um tempo e minha prima não demora não demora a sorri gentilmente.

- Evelyn. Há quanto tempo não nos vemos! - Cumprimenta Kara com uma elegância sem igual. Eu estava orgulhosa de minha prima. 

- Pois é. Como tem passado? - Pergunta a mulher com cinismo. Agora eu é quem queria dar uns bons tapas dela.

- Muito bem, obrigada. E você? Continua secretária de James? - Cutuca Kara e preciso morder meus lábios para não ri. Aproveito para filmar bem a cara da meretriz.

- Não. No momento eu sou gerente do setor de marketing da CatCo. Graças a Jimmy, eu finalmente estou realizando o meu sonho. - Responde Evelyn, abraçando James. Ela deixa um beijo estalado na bochecha do babaca, que sorri, revelando a verdadeira natureza dele. - E pelo visto você se deu bem também. Confesso que não esperava encontrar você aqui e, ainda mais com outro homem.

- Pois é. Esse é o Mon-El Matthews. - Apresenta Kara com uma expressão calma. Ela tinha uma carta na manga capaz de desestruturar a dupla de traidores a sua frente, então eu até entendia seu comportamento.

- É um grande prazer conhecê-los. - Responde Mon-El, abraçando a cintura de Kara.

- Espera um pouco. Mon-El Mike Matthews? - Questiona a tal de Evelyn, completamente surpresa. - Meu Deus! Eu não acredito que estou te reencontrando depois de quinze anos. Eu sou a Eveline Scott. Nós estudamos juntos! Eu era completamente apaixonada por você. É muito bom saber que ainda continua o cara lindo que você era na adolescência.

- Ah, Eveline?! Faz realmente muito tempo que não nos vemos. Mudou seu nome para Evelyn? - Pergunta Mon-El, confuso.

- Ah, você sabe, é muito mais sexy que Eveline. - Brinca a morena, lançando uma piscadela para o namorado de minha prima.

- Você realmente está diferente. Se não tivesse me dito seu nome, eu jamais a reconheceria. - Comento e ela ri, envergonhada.

- Você tem razão. Quando nos vimos pela última vez, eu ainda estava na minha versão feia, gorda e nerd. Depois de sofrer no ensino médio, resolvi mudar de vida. Melhorei a alimentação e comecei a praticar atividades físicas para perder peso, fiz cirurgia feita a laser para corrigir a miopia, então agora não preciso usar óculos. O aparelho arrumou os meus dentes tortos e cortei o cabelo. Isso me deixou muito mais confiante. - Responde, sorrindo aliviada.

- Estou vendo. Parabéns pela coragem em mudar. Os anos te fizeram realmente muito bem. - Elogia o rapaz e ele beliscão em minha cintura. Vejo o homem morder o lábio inferior e encara Kara, surpreso. Minha prima estava com o rosto vermelho e nem mesmo conseguia esconder o ciúmes que sentia.

- Obrigada. - Agradece Evelyn, timidamente.

- Bom, eu preciso ir agora. Estou comemorado o aniversário da minha sobrinha e ela deve estar procurando por mim. - Avisa Mon-El, provavelmente ciente do risco de vida que corria. Kara suspira aliviada.

- Ah, mas já? Temos tanto assunto para colocar em dia. - Afirma a mulher, sorrindo gentilmente. Ah, mas a cara que Kara e James fazem é impagável. É claro que eu esperava que minha prima desse uns tapas na ridícula, mas eu amava ver o quanto ela está apaixonada por Mon-El.  - Que tal você me passar o seu número para a gente continuar conversando sobre nossa época de escola?

- Evelyn! - Repreende James e tudo se tornava ainda mais engraçado

- Não vai dar não. Ele quebrou o celular. - Responde Kara no lugar de Mon-El, dando um sorriso irônico. Ela então se vira para o namorado, puxa a mão dele com força e o encara perigosamente. - Vamos, querido? Holly e Mike já estão esperando por nós.

- Sim. - Concorda Mon-El, como se estivesse correndo risco de vida. Rio baixo, fazendo questão de gravar todos os momentos. - Tchau Evelyn e Jackson.

- É James. - Corrige o ex-namorado de minha prima.

- Eu sei. - Responde o outro sem perder a chance de provocar e recebe um olhar nada amigável de James.

Ignorando, Kara e Mon-El começam a andar para longe dos traidores, mas James segura o pulso de minha prima, impedindo que eles continuasse. Mon-El parece furioso. Kara tenta se soltar, mas ele continuava a apertar o braço da garota.

- Kara, vamos conversar, por favor! - Implora James, apertando ainda mais o pulso de Kara.

- Eu acho melhor você soltar ela, babaca. - Ameaça Mon-El, que recebe um sorriso irônico.

- Ou o quê? - Pergunta James com uma confiança grande demais para um babaca.

- Me larga, James! Você está me machucando! - Fala Kara, tentando soltar o braço que era apertado com uma força desnecessária.

- Solta ela, Jimmy! Ficou maluco? - Pede Evelyn, preocupada.

- Eu não vou te soltar até você me ouvir. - Afirma James, sem saber que ele havia acabado de cometer o maior erro da vida dele.

Mon-El dá um soco no rosto de James que o faz soltar Kara. Ele cai no chão e encara o outro surpreso, como se não esperasse que ele realmente o atacasse. James então corre para cima de Mon-El e o derruba. O babaca dá um soco na bochecha do namorado de minha prima e quando tenta acerta outro golpe, Mon-El o chuta para sair de cima dele. O namorado de Kara se levanta e eu me questiono se deveria chamar por ajuda ou se deveria continuar filmando.

- Mon-El! Para com isso. - Pede Kara, mas nada impede que a briga continue.

Vendo que Mon-El estava mais batendo que apanhando, decido que eu deveria continuar a filmar. Segundos depois os convidados da festa aparecem e eu tenho quase certeza de que tinha sido Ben que havia os chamado. Sorrio satisfeita ao ver o estado que Mon-El estava deixando James.

Foram preciso que dois para apartar a briga. O nariz de James sangrava intensamente e parecia quebrado. As bochechas estavam vermelhas pelos golpes recebido. Ele respirava com dificuldade e parecia depender do amigo de Kara para permanecer de pé. O pai de Eleven solta Mon-El e Holly corre para abraçar as pernas do tio.

- Papai Mike, ele fez dodói em você? - Pergunta Holly, apontando para o ex-namorado de Kara.

- Sim, mas eu também fiz nele. - Responde Mon-El, abaixando-se para ficar na altura da sobrinha. - Nunca entre em uma briga, mas se isso acontecer, jamais permita que alguém te bata sem reagir.

- Não diga idiotices para ela. - Repreende Kara, aproximando-se preocupada. Ela observa os machucados de Mon-El e suspira, inconformada. - Você está bem? Sua sobrancelha está sangrando. O que deu em você?!

- Eu estou bem. Não se preocupe. - Afirma cansado e a minha prima dá um tapa no peito dele em repreensão. Acho que temos a mesma mania.

- Homem mau! Toma isso! - Holly simplesmente correu até James e deu um chute na canela dele. Ela então volta para perto do tio e o abraça, enquanto James massageava o local que foi atingido. Rio, divertindo-me com a coragem da pequena.

- Garotinha mal educada! - Resmunga James e isso parece deixar Kara furiosa.

- Saia daqui imediatamente, James! Nunca mais apareça na minha frente, porque eu juro que sou capaz de fazer uma loucura. -Minha prima estava furiosa.

- Mas, Kara... - Kara pega Holly no colo se vira de costas para ele, enquanto começa a passar a mão com delicadeza nos machucados no rosto de Mon-El, ignorando James por completo. 

- Vamos, James! - Winn pega no braço de James e o leva para longe do lugar. 

Evelyn vai logo atrás, acenando para Mon-El, mas antes que ela fosse embora, a sem noção volta com um cartão e o estende para o namorado de minha prima, pedindo para ele ligar. Kara é quem pega o cartão e, depois de colocar Holly no chão, rasga com toda a fúria existente dentro dela. Evelyn parece entender o risco que corria de sair sem os cabelos ou sem os dentes e corre para longe.

- Nossa. Você... - Mon-El tenta falar, mas é interrompido.

- Cala a boca. - Resmunga Kara, pegando na mão de Holly. Ela puxa a criança para jogar os restos do cartão no lixo e o encara com fúria. - Se você ousar ligar ou mandar mensagem para ela, eu juro que castro você.

- Sim, senhora. - Responde Mon-El, levantando as mãos em sinal de redenção, sem esconder o quanto estava feliz.

- E para de gravar isso, Mal! Se eu pegar esse celular, eu vou jogá-lo na parede. - Apontando para mim. Bufo e guardo meu celular. Aquilo estava tão bom.

- Credo. Que mau humor. - Comento, resolvendo voltar para o trampolim, mas lanço uma piscadela para Mon-El antes de sair. - Parabéns, bad boy. Você fez o que todos nós tínhamos vontade de fazer e nunca tivemos coragem. Estou orgulhosa de você!

- Obrigada, cabelo de beterraba. - Responde, rindo.

- Não incentiva as idiotices de Mon-El, Mal! - Kara me repreende mal-humorada. Suspiro e vou embora. A minha diversão havia acabado, mas me sentia satisfeita pelo dia. 

Eu ainda preciso me resolver com Ben, mas ele gosta de mim assim como eu gosto dele e para fechar o dia com chave de ouro, vi o babaca do James levando uma surra de Mon-El. Sorrio e vou para perto de Evie, que me encarava curiosa. Faço sinal para que ela se aproximasse. Eu tinha muito o que contar.


Notas Finais




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