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História Detenção de Março - Capítulo 23


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Notas do Autor


Oii Cupcakes <3! Como vocês estão? Eu espero que muito bem. Fiquem com o capítulo de hoje de DM. Muitíssimo obrigada Princesa_Fefeh e iamshipprinessa pelo apoio que me deram no capítulo passado. Espero que gostem. Boa leitura...

Capítulo 23 - Raiva


ROMANCES MENSAIS

LIVRO III - DETENÇÃO DE MARÇO

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CAPÍTULO XXII - RAIVA

Luzes coloridas brilhavam ao som de uma música animada, enquanto as dançarinas do Beauty Swans, uma espécie de trupe burlesca, ensaiava no palco principal. Ainda demoraria horas para o Hawkeye abrir, mas os funcionários já estavam limpando e colocando as mesas e cadeiras no lugar. Tio Mike me encarava sem dizer nada, enquanto secava os copos que usaria para fazer as apresentações com as bebidas como o habilidoso bartender que ele é. 

- Tudo bem. Poderiam me explicar o que os pirralhos estão fazendo aqui? Você não tinha ensaio de patinação artística hoje? - Pergunta tio Mike, colocando o pano de prato e o copo que secava sobre o balcão.

- O ensaio só começa daqui a uma hora e foi o Barry que escolheu vir para cá. Eu só queria um lugar para conversar. - Respondo, dando de ombros.

- Porque aqui é um excelente lugar para conversar. - Afirma Barry, olhando para os lados como se estivesse procurando alguém. 

- Uma casa de shows é um excelente lugar para conversar? - Questiona o bartender, dando um riso irônico. - Conta outra, pequeno Allen. A Cait não está. 

- O... quê? E quem disse que eu vim procurar por ela? - Questiona o cientista e tudo que recebe é um olhar divertido do gerente do Hawkeye. - Eu estou falando sério. Eu vim para ajudar um amigo que precisava muito de mim. Mas já que você tocou no assunto, você sabe quando a Cait vai chegar? É só por curiosidade. - Tio Mike dá as costas para Barry, rindo da cara de pau de meu melhor amigo. - Espera aí. É só curiosidade. Eu não vim por causa dela. Droga!

- Você é patético. - Comento, bebendo um pouco de meu refrigerante em seguida, enquanto o encaro com tédio. - Nem disfarça que veio aqui por causa dela. Se for para me fazer passar por essa vergonha, ao menos me pague algo para comer.

- Cala a boca. - Resmunga, bebendo o refrigerante dele. Barry então pega o celular e o desbloqueia. - Mas, me diz uma coisa. O que você quis dizer com: "Como eu faço para matar um traficante maldito sem ser pego pela polícia ou por bandidos?"

- Exatamente o que eu disse na mensagem. Como faço para matar um filha da puta que teve a coragem de forçar a Mal a beijar ele? - Respondo, apertando meus punhos. Eu sentia tanta raiva em mim que sentia que podia explodir a qualquer momento. Barry me encara surpreso e confuso. - Como eu faço isso sem que eu seja pego? Quer dizer, você é um cientista forense. Deve saber como se faz para cometer um crime perfeito.

- Para início de conversa, se você quer cometer um crime perfeito, você não manda mensagem para alguém que trabalha na polícia falando que quer matar alguém e nem falar sobre isso com testemunhas. - Explica Barry, apoiando o cotovelo sobre o balcão do bar do Hawkeye e o rosto em sua mão. No mesmo instante, Elena Gilbert aparece com sua roupa exuberante de dançarina de Cancan e uma bandeja em mãos. 

- Barry tem razão, Ben. Não se pode comentar sobre o crime que vai cometer em voz alta. Eu poderia revelar para alguém que ouvi o amigo do meu primo comentando sobre isso. - Brinca Elena, sorrindo divertida. Ela coloca a bandeja no balcão.

- Oi Elena. - Cumprimento a garota que tenho como prima. Elena cresceu comigo, Austin e Barry, então acabei me apegando a ela como alguém da minha família assim como os rapazes. Ela sorri e bagunça meus cabelos, como um costume que ela tem.

- Oi prima. - Cumprimenta Barry, sorrindo para Elena. - Você está tão bonita com essa roupa. Acho que é a dançarina mais bonita das Beauty Swans. 

- A Cait não vem hoje, Barry. Ela não quer te ver. - Responde Elena, rindo com divertimento do primo. - Me bajular não vai fazer ela te perdoar.

- Então você sabe o motivo que ela está brava comigo? - Pergunta meu melhor amigo, esperançoso. Elena ri e me encara como se não conseguisse acreditar no garoto ao meu lado.

- Então você admite que veio aqui apenas para tentar se encontrar com a Cait. - Retruca Elena e Barry bufa, frustrado.

- Ah, qual é, prima. Será que dá para me explicar o que foi que eu fiz para Cait está com raiva de mim? Eu já pedi milhões de desculpas, mas ela continua a me ignorar. E o pior é que eu nem sei o que foi que eu fiz de errado. - Conta o rapaz, quase em desespero.

- Como pode alguém tão inteligente ser tão burro? - Pergunta Elena, balançando a cabeça em negação com tamanha burrice do primo para lidar com a garota que ele gosta. Aparentemente, ele é lerdo o bastante para não perceber que ela gosta dele também e medroso demais para confessar seus sentimentos. 

- Eu me pergunto a mesma coisa todo dia. - Comento, suspirando. 

- Elena... - Choraminga Barry e ela o encara com tédio.

- Se vira. Eu não vou me envolver. Já que você é considerado o mais inteligente da família, usa esse seu cérebro gigantesco para descobrir o que deixou Cait tão chateada. - Responde a garota, dando de ombros. - Agora eu vou voltar para  o trabalho.

- Elena, por favor... ai! - Reclama o garoto com um olhar chateado para a prima após receber um tapa na nuca. - É por isso que o Stefan não te quer.

- Meça suas palavras, Bartholomew Henry  Allen se não quiser ficar sem os dentes. - Ameaça Elena com um sorriso assustador. Ele se encolhe e volta a beber o refrigerante dele completamente intimidado pela aura perigosa da prima. - Bom garoto. 

- Você é realmente patético. - Comento, assim que Elena vai embora. Ele levanta o dedo do meio e me encara como uma criança mimada. - Ao invés de ficar se prestando a esse papel ridículo, vamos focar no meu problema. Você vai me ajudar?

- Com o quê? A matar o traficante? - Pergunta Barry, sem dar importância. 

- Sim! Eu bater a cabeça dele em uma pedra até os miolos dele saírem e não ter mais nenhuma chance dele sobreviver. - Respondo e Barry ri, como se eu tivesse acabado de contar a maior piada de sua vida. - O que foi?

- Você? Matando alguém? - Barry gargalha alto, precisando se apoiar na mesa para não cair de tanto rir. - Acho que é mais fácil a Holly fazer isso do que você, Ben. 

- Eu posso sim fazer isso. - Resmungo e ele me encara com divertimento.

- Ben, você chorou assistindo Shrek Para Sempre com o Tony. - Barry joga na minha cara o que eu estava tentando esquecer.

- Isso foi há muito tempo e combinamos de nunca mais falar sobre isso. - Respondo e ele ri ainda mais. Eu realmente ia dá um soco nesse idiota.

- Isso foi semana passada e você já assistiu esse filme várias vezes. - Fala o outro, ainda rindo. - Você não é capaz de matar uma mosca. Então para de dizer besteira e vai conversar com a Mal. Eu tenho certeza de que tem uma explicação para ela ter beijado o traficante, já que isso está te chateando tanto. E para todos os efeitos, você está namorando a Audrey. Não é como se ela tivesse que ser fiel a você, enquanto não resolve seu caso com a sua doce namorada.

- Eu sei. - Suspiro, chateado. - Mas não é pelo beijo que estou chateado.

- Não? - Pergunta Barry, confuso. 

- Quer dizer, é claro que eu odiei que ela o beijou, mas o que realmente me deixa chateado é que ela preferiu ceder a alguma chantagem daquele filho da puta e enfrentar tudo sozinha. Quanto mais eu penso sobre aquele momento, mais raiva eu sinto. Ela estava chorando, Barry. A Mal nunca chora. Ela odeia se mostrar frágil para as pessoas. Quando eu passei por ela, eu esperava que ela pelo menos me lançasse aquele olhar de que tudo é uma armação e que me contaria depois, como temos feito desde que começamos a fingir que nos odiamos na escola. - Conto e suspiro frustrado. - Logo agora que descobri que eu finalmente posso terminar meu namoro com Audrey.

- Você pode? - Pergunta Barry, animado. - Sua mãe está curada? Achei que o tratamento só terminasse no final de novembro.

- E termina. Meu pai descobriu que eu estava sendo chantageado por ela e me contou que no contrato que eles assinaram há uma cláusula que garante que eles não podem encerrar o tratamento antes do prazo sem uma ordem judicial ou que o paciente venha a óbito. - Explico e Barry me encara incrédulo.

- Eu não acredito que você tem suportado a Audrey nos últimos três anos à toa! Você é muito burro, Ben! Por que não perguntou ao seu pai como funcionou o contrato para iniciar o tratamento da sua mãe? - Ele me repreende, negando decepcionado. - É por isso que o pai da Audrey não contou nada sobre a visita da Mal a sua mãe! 

- Eu não sei, tá legal? Eu não pensei sobre isso. Apenas fiquei com medo de que alguma coisa pudesse acontecer a minha mãe. - Respondo, sentindo-me o maior idiota da face da Terra. - E agora quando eu finalmente que poderia ficar com Mal sem qualquer interferência, o desgraçado do Zevon aparace para atrapalhar. O pior é que eu não sei o que fazer.

- Conversa com ela, idiota! - Fala Barry, dando um tapa em minha nuca. - Essa é a única forma de se resolver esse problema. Se ela está sendo chantageada, ao menos descubra o que ele está usando contra ela.

- E se ela não me contar? - Pergunto, preocupado.

- Então tudo o que você pode fazer é ficar ao lado dela. Em algum momento você vai acabar descobrindo. Seja por ela ou pelo tal do Zevon. - Aconselha Barry, colocando a mão em meu ombro. -  Faça o que você sabe fazer de melhor. Se você realmente a ama, seja o porto seguro dela e o pilar que ela precisa para passar por essa situação. Eu tenho certeza de que em algum momento, tudo irá se resolver.

- Obrigado, Barry. - Agradeço, sentindo-me um pouco mais calmo. Ele tem razão. Conhecendo Mal, eu sei que deve ter um motivo muito maior para ela ter feito o que fez. Então, tudo o que posso fazer é confiar nela e acreditar que tudo vai se resolver. - Por que você é tão bom em conselhos, mas age como um idiota quando o assunto é você mesmo? 

- Nós estamos falando de você e não de mim. - Resmunga Barry, impaciente. Rio de sua birra. Apesar de ser o mais velho em nosso grupo de amigos, ele era como uma criança de grande intelecto e poucas habilidades sociais. - E acho melhor nós irmos ou chegará atrasado para o treino.

Barry se levanta e vai pagar a conta. Observo Ally cantar, enquanto as dançarinas do Beauty Swans dançavam ao seu redor. Não demora muito para que Barry retorne. Despeço-me de tio Mike e das garotas. Ally parece querer dizer alguma coisa, mas desiste no caminho. Provavelmente queria notícias sobre Austin, que por causa de Aaron, havia se isolado do mundo. Até mesmo Barry e eu estávamos com dificuldade para conversar com ele.

Respiro fundo assim que entramos no carro de Barry. Ele coloca uma música qualquer e segue para a estação de patinação artística na cidade. Com a mente longe, observo a paisagem, tentando controlar minhas emoções. Eu precisava me preparar para o treino desafiante que teria pela frente. 

Assim que chego ao Roller Jam, Mal já estava patinando. Enquanto Ron filmava o treino, a treinadora Lisa observava a garota de cabelos roxos e fazia anotações em sua prancheta. Assisto Mal com fascínio. Ela parecia flutuar na pista de gelo. Com uma maestria única, ela realizava saltos complexos como se não fossem nada demais. Mesmo de meses treinando ao seu lado, eu ainda me sentia surpreso com o talento de Mal.

Respiro fundo, tentando me manter calmo. Hoje faremos o ensaio do salto Axel em dupla. Não é uma técnica fácil e as chances de tudo dar errado é enorme. Aproximo-me de Ron, que sorri largamente ao me ver. Ele parecia ansioso pelo ensaio, completamente alheio a confusão de sentimentos que havia entre Mal e eu.

- Ben! Você finalmente chegou! - Comemora o garoto de cabelos platinados, sem esconder a animação. - Coloque logo os seus patins. Eu quero ver você e Mal executando a coreografia inteira. Mais do que isso, eu quero ver como você vai se sair no Axel.

- Tudo bem. - Concordo, dando um fraco sorriso. Enquanto isso, Mal continua a deslizar e saltar sem notar a minha presença. Sento-me ao lado de Ron para colocar meus patins e observar minha parceira de patinação. Ela estava tensa e mais séria do que de costume. Ainda assim, realizava a todos os movimentos com precisão.

- Ben? - A treinadora chama a minha atenção, despertando-me de meu encanto ao observar Mal. - Vamos começar?

- Claro. - Concordo, terminando de colocar meus patins. Ela desliga a música que usávamos para treinar a apresentação, fazendo Mal finalmente notar a minha presença.

Entro na pista de gelo e retiro as proteções dos patins entregando a treinadora. Patino até Mal, que parecia surpresa com a minha presença. Nós nos encaramos por um tempo em completo silêncio. Eu queria perguntar o que tinha acontecido, questionar o que Zevon havia dito a ela que a fez chorar e o beijar tão facilmente. No entanto, nada saia de minha boca.

- Eu pensei que não viria. - Comenta Mal e posso ver o quanto ela estava se esforçando para se manter firme. - Por que está aqui?

- O que ele te disse? Por que você o beijou? - Pergunto de uma vez e a garota desvia o olhar.

- É melhor esquecer tudo o que houve entre nós, Ben. - Responde, dando um fraco sorriso.

- Melhor para quem? - Questiono, inconformado. - Eu não sei o que ele disse a você, mas eu vejo nos seus olhos como está sofrendo, Mal. Por favor, me deixa te ajudar. Confie em mim. Nós podemos enfrentar isso juntos. 

Mal engole em seco e fecha os olhos, como se estivesse procurando forças para não chorar. Ela balança a cabeça, negando. E isso só me faz ter mais certeza ainda de que o desgraçado do Zevon está jogando sujo com Mal. Ela abre e fecha a boca várias vezes, como se estivesse procurando as palavras certas, mas nenhum som é reproduzido.

- Estão prontos? - Pergunta a treinadora Lisa, chamando nossa atenção. 

- Sim. - Responde Mal, afastando-se um pouco de mim. Ela respira aliviada e passa a encarar a treinadora, esperando os comandos do dia. 

- Muito bem. Mal, mostre a Ben como se realiza o salto Axel. Você será a base dela, Ben. A pessoa que irá guiar na hora da apresentação. Eu preciso que estejam sincronizados para que a coreografia seja realizada com perfeição. - Explica a mulher, ligando a música de nossa apresentação. - Vai, Mal.

Suspiro, tendo que me conformar com a situação. Essa conversa teria que ficar para outra hora. No entanto, eu não desistirei tão fácil assim. O que quer que Zevon tenha feito a Mal, eu irei descobrir e o farei pagar caro por isso. 


Notas Finais




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