História Detroit: A fuga de Connor - Capítulo 10


Escrita por:

Postado
Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus
Tags Ação, Androides, Connor, Detroit: Become Human, Ficção Cientifica, Games, Robôs
Visualizações 113
Palavras 625
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Treinamento


Eu cantarolava enquanto acariciava a cabeça do cachorro e vigiava a rua deserta e escura pela janela do nosso atual esconderijo. Com os ouvidos abertos captando cada som ao meu redor eu continuei minha ação fingindo não perceber alguém se aproximando de mim por trás. Um braço prendeu meu pescoço e no exato momento eu reagi o segurando e girando imobilizando a pessoa. De alguma forma a pessoa conseguiu se livrar de mim e fui lançada para longe, logo a figura veio para cima de mim tentando acertar vários socos que desviei e dei a volta na situação mais uma vez jogando ela no chão e a imobilizando da melhor maneira possível que pude.

-Melhorou bastante. –Connor me elogiou tirando meu antebraço do seu pescoço.

-É, é. –concordei ainda ofegante e me removi de cima dele.

Sem mais nenhuma pista do RA9, sem mais nenhuma informação, passávamos a maior parte do tempo mudando de esconderijos e nossas lutas acabaram se tornando meu passatempo favorito. No início Connor se recusou a me ensinar qualquer coisa, mas depois de muita persuasão ele se rendeu e aceitou me treinar.

Com toda a situação e caos do lado de fora, aquele momento apenas nosso tirava as coisas ruins da minha cabeça por alguns poucos minutos. Desde o primeiro momento eu sabia que aquilo não seria para sempre, mas eu decidi que era melhor eu viver cada dia ao máximo para que não me arrependesse de nada no dia seguinte, isto é, se existisse um dia seguinte.

Em alguns momentos eu sentia Connor me olhando por longos períodos, perguntava o que era e ele simplesmente balançava a cabeça sem dizer nada. Algumas vezes ele parecia incomodado com algo ou talvez preocupado...

Uma vez, enquanto estava deitada no chão abraçada em Magricela e quase caindo num sono, eu senti ele acariciando gentilmente minha cabeça. Com o tempo me acostumei a fechar os olhos e fingir dormir apenas para sentir aquilo, apenas para estar acordada para sentir que alguém tinha certo carinho por mim, algo que sempre procurei e nunca pensei encontrar em um androide. Nunca pensei que um androide despertaria tanto carinho e afeição da minha parte, nunca pensei que consideraria um androide como uma família que nunca tive. Não sabia qual era o sentimento de ter uma família, mas ter Connor por perto esquentava meu coração e me tranquilizava, e apenas isso bastou para me trazer a felicidade que tanto busquei. Sei que devo viver por mim, mas aquele androide me impulsionou de uma forma que eu nunca teria sido se não tivesse o conhecido, tenho certeza. A vontade de me encontrar, de querer descobrir quem eu sou e o sentido da minha vida, tudo foi por Connor aparecer na minha vida.

Não entendo se ele realmente sente algo, ou se ele apenas pensa que sente algo e que isso provavelmente irá evaporar algum dia, mas quanto mais penso nisso mais faz sentido que ele realmente tenha sentimentos... Sentimentos aparecem de repente e podem sumir de repente, não é? Ele não era uma pessoa. Será que havia cometido um erro em considerá-lo uma?

Naquela noite, enquanto várias perguntas preenchiam minha mente, eu fechei meus olhos com força pronta para tentar dormir um pouco. Algo segurou minha mão, abri meus olhos, Connor estava deitado com o rosto de frente para o meu, sua mão segurava a minha.

-Você está bem? –ele perguntou apertando um pouco mais sua mão na minha.

-Sim. –respondi.

Nada é para sempre, mas enquanto eu estiver aqui, enquanto ele for minha família tudo vai estar bem. Por mais que o mundo lá fora esteja desabando, vamos dar um jeito de resolver, vamos dar um jeito de sobreviver e ter certeza que o amanhã será melhor que hoje.


Notas Finais


Obrigada por acompanharem, vejo vocês no próximo capítulo! ♥


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...