História Detroit: A fuga de Connor - Capítulo 11


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus
Tags Ação, Androides, Connor, Detroit: Become Human, Ficção Cientifica, Games, Robôs
Visualizações 46
Palavras 714
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Parceira adequada


-Eu preciso ir a um lugar, gostaria que você fosse comigo. –Connor falou me pegando de surpresa.

-Eu? Claro, para onde vamos?

-Acho que tem alguém que pode estar preocupado comigo, quero esclarecer que estou bem.

-Claro, okay.

Assim, o segui sem questionar mais nada, ele não queria falar muito sobre o assunto e eu concordei que era melhor não pressioná-lo para saber qualquer outro detalhe.

Quando chegamos ao determinado lugar Connor parecia inquieto, ele olhava para os lados, ansioso. Um pouco hesitante eu alcancei sua mão e a apertei tentando acalmá-lo um pouco, ele olhou para mim parecendo um pouco mais tranquilo.

-Connor. –uma voz masculina o chamou por trás e no viramos ao mesmo tempo.

-Lieutenant. – o corpo de Connor relaxou ao ver o homem.

Os olhos do senhor passeou do rosto de Connor para o meu e então para as nossas mãos juntas, recolhi a minha mão no mesmo instante.

-Que bom que está vivo! – o homem sorriu o puxando para um abraço.

-Desculpe por não entrar em contato por tanto tempo, não queria criar problemas para você.

-Tudo bem filho... E quem é essa? Androide também?

Ele me avaliou com uma expressão séria e Connor apoiou sua mão em minha cabeça.

-Não, ela é uma humana, nome dela é Lety. Lety, esse é o Hank, nós fomos parceiros.

-Prazer. –apertei a mão de Hank e ele balançou a cabeça como se algo finalmente havia feito sentido em sua cabeça.

-Uma humana... –ele ergueu a sobrancelha sem acrescentar mais nada ao seu comentário – Ela sabe de você? Digo...

-Ela me salvou.

-Oh, é mesmo? E por que ela faria isso? –Hank continuou me olhando desconfiado.

-Porque eu quis. Nem eu sei o motivo.

Hank e eu mantemos os olhos grudados, por algum motivo ele parecia não gostar de mim. Percebendo a tensão entre nós Connor tentou remediar a situação.

-Bem, ela me ajudou pensando que eu fosse um humano no início...

-Sério? Então ela não te salvou sabendo que você era um androide.

-O que você está sugerindo? –perguntei já um pouco nervosa com toda a desconfiança desnecessária.

-Estou sugerindo que se você tentar por acaso machucar o Connor... –ele sacou a arma e apontou para minha cabeça, eu saquei a arma na mesma hora e apontei para a sua cabeça.

-Eu não sei se isso é uma tática de intimidação, mas comigo não vai funcionar.

-Ei... Vocês dois... –Connor tentou intrometer mas continuamos na mesma posição, ambos bufando e sem mover um centímetro sequer.

A expressão de Hank mudou de repente me surpreendendo por um segundo, o sorriso grande do homem enquanto ele abaixava a arma era o total oposto de sua expressão de fúria anterior.

-Você arrumou uma boa parceira Connor.

-Eu sei. –Connor concordou me lançando um olhar gentil.

Abaixei minha arma um pouco envergonhada por ter me deixado cair naquela armadilha estúpida.

-Vou deixar vocês dois conversarem a sós. –disse com a cabeça baixa e me distanciei alguns metros.

Observando a interação dos dois eu percebi que em Hank Connor encontrou um lar, uma família, algo que eu busquei por toda a minha vida e cheguei a pensar que nunca encontraria, pelo menos por certo tempo me convenci que não merecia ter uma família. Diferente de mim Connor tinha para onde voltar e por quem voltar, e esse pequeno detalhe me fez sentir mais distante dele do que nunca. Meus pensamentos negativos me consumiram mais uma vez. Eu não tenho ninguém que se preocupe se estou bem ou com quem estou. Sempre tentei ignorar meu lado emocional, mas dessa vez ele tomou o melhor de mim. Sequei rapidamente a lágrima teimosa que escorreu pela minha bochecha e me concentrei na neve branca que caía do céu.

-Cuidado Connor, eles estão te procurando com tudo que têm.

-Eu sei, eles não vão parar até me encontrar.

-Então você tem que ter certeza que eles nunca vão te encontrar, entendeu? Se eles te desativarem você não terá uma segunda chance.

-Eu sei.

-E Connor... –ele segurou Connor pelo ombro e abaixou sua voz – Humanos não têm uma segunda chance. –disse olhando para a garota parada olhando para a neve caindo ao seu redor.

-Eu... sei. –Connor respondeu, e mesmo que soubesse aquele lembrete lhe pesou mais do que devia.


Notas Finais


Fico muito feliz lendo os comentários de vocês e vendo que estão empolgados para os próximos capítulos, obrigada :)
Até! ♥


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