História Detroit: A fuga de Connor - Capítulo 9


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus
Tags Ação, Androides, Connor, Detroit: Become Human, Ficção Cientifica, Games, Robôs
Visualizações 59
Palavras 909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Pelo futuro


-E então, o que é “aqui” exatamente? –perguntei olhando para o casarão em nossa frente.

-É a casa da pessoa que supostamente ajuda os andróides divergentes, Zlatko.

-Iz o quê?

-Zlatko.

-Connor, eu não sei se é uma boa confiar em alguém que tem um nome desses...

-Nós só vamos perguntar se ele sabe algo do RA9, se ele não souber, nós vamos embora. –ele prometeu apertando a campainha.

Demorou um tempo até que alguém atendesse, um homem mal humorado e de barba abriu um pouco a porta e nos olhou dos pés até a cabeça.

-Zlatko?

O homem fixou os olhos em Connor.

-E quem é você?

-Eu sou o Connor, eu soube que você ajuda divergentes, eu gostaria de te perguntar uma coisa.

-Não sei do que está falando. – respondeu furioso fechando a porta em nossa cara.

-Bom, isso não deu muito certo.

Estávamos descendo as escadas prontos para partir novamente, quando eu ouvi algo que me fez congelar no lugar, era o grito, o grito de uma criança.

-Lety? – Connor me avaliou preocupado.

-Connor, algo está acontecendo lá dentro, eu ouvi uma criança gritar.

-Espera aí! –ele segurou meu braço quando subi correndo as escadas novamente –Não podemos fazer as coisas sem pensar, temos que calcular os riscos...

-Riscos? Connor, tem uma criança gritando, sabe-se lá o que está acontecendo ali dentro, foda-se riscos, temos que fazer alguma coisa, agora. –ele ficou parado me olhando sem dizer nada – Deixa pra lá, se você quer ficar aí então fique. –falei soltando meu braço de sua mão e correndo até a porta batendo meu pé contra ela com toda força e fazendo com que se abrisse violentamente.

-Kara! –a garota gritou abraçando a mulher e escapando por pouco de um tiro vindo do andar de cima.

Sem pensar duas vezes eu saquei a arma da minha cintura e atirei na direção do homem, as duas aproveitaram a distração e passaram correndo por mim. Olhei sobre o ombro para ter certeza de que estavam a salvo.

-Pro chão! –senti alguém me jogar no chão e gemi com o peso sobre mim - Eu disse para esperar!

Ainda com seu corpo sobre o meu, Connor pegou a arma das minhas mãos e se levantou acertando um tiro certeiro na testa de Zlatko que caiu do segundo andar.

-Considere os riscos da próxima vez. –ele disse olhando de cima para mim, seu rosto estava muito mais próximo do que eu imaginei.

-Certo. –respondi sem o olhar nos olhos.

Ele me colocou de pé com um olhar ainda repreensivo.

-Vocês dois estão bem? –a mulher chamada Kara perguntou.

-Sim. –respondi imediatamente – E vocês?

Magricela parecia bem contente lambendo o rosto da garota que dava gargalhadas tentando afastá-lo.

-Parecem ótimas pra mim. O que aconteceu? –Connor questionou.

-Ele não ajudava andróides, ele apaga as memórias e os transforma em monstros.  Ele... Ele tentou apagar as minhas memórias. –Kara falou passando um braço em volta dos ombros da garotinha– Ele tentou machucar Alice.

-Uma androide...  –murmurei.

Connor me olhou de relance e sorriu carinhosamente.

-Vocês queriam ajuda dele com o que?

-Quero ir para um lugar em que possa ficar segura com a Alice e possa cuidar dela.

-Ela também é...?

-Não, ela é uma humana.

Alice abraçou a androide pela cintura, era óbvio o carinho que ela sentia por Kara, senti algo se aquecendo em algum lugar do meu peito. Há muito tempo não via tanta demonstração de carinho, mas achava melhor não pensar em meu passado, mesmo que não quisesse, de certa forma eu pude me ver no lugar de Alice, eu era exatamente daquele jeito alguns anos atrás.

-Sobre isso... Talvez eu possa ajudá-las. –um homem negro e alto que julguei também ser um androide se aproximou de nós.

As duas deram alguns passos para trás e Connor apontou a arma para o homem, o homem por sua vez apenas levantou as mãos.

-Eu sei que o que fiz com vocês foi errado, mas eu posso ajudá-las. Eu sei também que não tem porque acreditar em mim, mas... Quero me desculpar.

-Tudo bem, Luther. –Kara concordou.

Connor abaixou a arma lentamente.

-Antes que vocês partam, algum de vocês sabe de alguma coisa sobre RA9?

-Nosso salvador, RA9. –Luther respondeu no instante em que a pergunta deixou a boca de Connor.

-Você sabe onde encontrá-lo? Quem ele é?

-Não. –Luther sacudiu a cabeça –Ninguém sabe, mas dizem que quando for o tempo certo nós saberemos quem ele é.

-Certo...

Connor parecia desapontado, porém não disse mais nada.

-Vocês vêm com a gente? –Alice perguntou.

-Nah, nós temos que achar o RA9 para que vocês não precisem ficar escondidas ou fugindo por aí. –sorri bagunçando o cabelo da menina.

-Vocês vão mesmo fazer isso?

-Claro que sim. Não é Connor?

-Hum? Sim. Claro. –ele sorriu.

-Sendo assim, provavelmente nos encontraremos em breve. –Luther apertou minha mão.

-Sim, com certeza. Eu vou fazer o possível para ajudá-los. –me comprometi.

-Boa sorte para os dois, espero que dê tudo certo, pelo nosso futuro. –Kara colocou a mão em meu ombro e sorriu.

Algo naquela androide era especial, especial como um carinho de mãe.

Enquanto acenava vendo-os desaparecer na distância senti o olhar de Connor e me virei.

-O que foi?

-Nada. Vamos logo, ainda temos muita coisa pela frente. –falou andando em minha frente.

Olhando para suas costas eu não podia imaginar o sorriso que brincava em seus lábios enquanto ele caminhava sem se virar.


Notas Finais


Obrigada mais uma vez por acompanharem, vejo vocês no próximo capítulo, até! ♥


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