História Detroit: Andróides e Humanos - Capítulo 12


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Connor, Detroit, Detroit: Become Human, Gavin, Hank, Markus, Mistério, Paz, Perguntas, Romance
Visualizações 53
Palavras 1.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, Boa tarde e Boa noite meus amorecos! Espero que estejam ansiosos para lerem esta belezura. Então... vamos nessa!

Capítulo 12 - Segredo


Fanfic / Fanfiction Detroit: Andróides e Humanos - Capítulo 12 - Segredo

— Algum problema? — Jade se aproximou e sentou ao meu lado na cama.

— Só relembrando... — continuei a olhar o porta-retrato em minhas mãos.

— Mamãe tá tão bonita nessa foto, assim como papai e seu lindo sorriso.

— Por que as coisas tiveram que ser assim? — A olhei.

— Tudo têm um motivo, mas bom...pense que mamãe tá bem e orgulhosa do que fizemos — ela sorriu e me puxou para um abraço protetor e aconchegante.

— Não quero te perder... — meus olhos se encheram de lágrimas e acabaram escorrendo por todo meu rosto.

— Você não vai me perder — nos separamos do abraço e ela limpou minhas lágrimas — Nada de chorar! Somos livres, esqueceu?

Jade começou a fazer cócegas em mim e sem nenhuma hesitação dei risada enquanto implorava para parar. Ela era uma ótima irmã e sempre me ajuda quando preciso, me orgulho bastante de sermos da mesma família e do mesmo sangue.

— Algo me incomoda...

— O quê? — Perguntou preocupada.

— Ontem a tarde Ryan saiu e até agora não tenho nenhuma notícia.

— Ligou pra ele?

— Não atende de jeito nenhum... — suspirei — Parece que esconde algo. Hank também tava bem estranho quando ele ligou ontem. Não atendeu nem sua ligação.

— Passei na casa dele e não encontrei ninguém lá, nem mesmo Sumo. Vou tentar conversar com ele hoje mesmo, não se preocupa e no caso de Ryan acho que deveria ir dar uma olhada.

— Pensei em fazer isso — me levantei — Vou agora mesmo.

— Toma cuidado e fique com meu celular, caso algo acontecer liga pro Connor.

— Farei isso!

— Te vejo mais tarde então?

— Com certeza — pisquei para ela antes de pegar minhas coisas.

A manhã em Detroit continuava fria com aquele monte de neve cobrindo o chão. Cada passo dado podia ver andróides andando pela cidade tranquilamente, como realmente deve ser.

Pelo que vi nas câmeras no dia anterior Ryan foi rumo ao centro, porém após isso o perdi de vista. O que será que está tramando?

Não demorou muito para eu chegar no centro, agora era a parte mais complicada.

— Com licença? — Parei um andróide que caminhava por lá assobiando uma música alegre — Viu um andróide modelo RK900 andando por aqui? Ele usa uma blusa branca e têm os olhos azuis.

— Sinto muito, mas não vi ninguém parecido.

— Tudo bem, obrigada...

— Não foi nada — o andróide deu um sorriso simpático antes de continuar seu caminho.

— Como sou burra... — dei um tapa em minha própria testa — Posso ver as gravações destas câmeras no Departamento, assim vai ser muito mais fácil!

Peguei o celular já sabendo, exatamente, para quem ligar em um momento sério como este.

— Connor, ainda bem que atendeu!

— Algo aconteceu?

— Onde você tá?

— Estou indo a caminho do seu apartamento, Jade quer ir até a casa de Hank para ver o que está acontecendo.

— Por favor, me diga que está perto do Departamento.

— Por sua sorte estou sim, mas por que?

— Ryan saiu ontem a tarde e não deu notícias até agora, preciso que olhe as gravações anteriores das câmeras daqui do Centro e veja onde ele possa estar. Faz isso pra mim?

— Mas é claro que sim. Mandarei a localização assim que conseguir.

— Ótimo, muito obrigada! — Agradeci antes de desligar.

Agora só restava esperar. Quanto tempo será que ele vai demorar? Preciso disso o mais rápido possível por favor, Connor...

O tempo foi passando e senti o celular de Jade vibrar. Um grito acabei deixando escapar de minha boca ao ver a localização que o andróide havia acabado de me mandar.

— O quê? "Revandale" — li — Que diabos é isso, meu Deus?! Bom, acho que se eu seguir esse caminho vou encontrar. Espero...

...

Após tanto andar finalmente estava em meu destino que ficava em frente a uma casa enorme abandonada. Estranhei de imediato, mas não podia desistir, não agora.

Tomei coragem e passei a grande cerca através de um buraco que havia nela.

— Merda... — sussurrei para mim mesma quando ouvi vozes vindo de dentro da casa.

— Eu vou te encontrar! — Estava louca ou aquela era a voz de um garotinho?

Me aproximei da porta, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e encostei meu ouvido nela para ouvir melhor.

— Você não pode se esconder por muito tempo! — Sim, era mesmo a voz de um garotinho.

Fui até a janela mais próxima e dei uma olhada por ela, não havia nada além de uma velha sala de estar.

— Ei! Olá?!

Me abaixei assim que vi um jovem menino descendo as escadas, pelo que consegui ver era ruivo dos olhos verdes, aparentava ter seus 6 anos mais ou menos. O que aquele pequeno garota fazia naquele lugar? E pelo jeito estava acompanhado.

Esperei até que ele subisse as escadas novamente para tentar entrar e, para minha sorte, a porta dos fundos não havia sido trancada.

— Vamos lá, apareça!

Meu coração gelou e o único lugar disponível para se esconder era debaixo da escada. Pelo que parece acabei entrando na brincadeira também.

— AHHH! — Gritei em pânico quando senti alguém me tocar e, na mesma hora, saí correndo de lá debaixo.

— O que a senhorita está fazendo aqui?

Vi alguém saindo debaixo da escada e me surpreendi ao ver Ryan com sua mesma seriedade de sempre.

— R-Ryan...?

Olhei para cima e vi o garoto agarrado ao corrimão da escada, me encarando com medo.

...

— Não deveria seguir os outros — Ryan me entregou um copo com água.

— Aquele garoto... — dizia ignorando o seu sermão.

— Agora que sabe não têm o porque esconder mais — ele respirou fundo antes de se sentar na poltrona de frente para mim — O garoto se chama Thomas e têm 6 anos de idade. O encontrei quando voltava da CyberLife a procura de um lugar seguro para ficar — seu olhar foi desviado para a lareira acesa — Thomas foi abandonado pelos seus pais que não tinham bilhetes o suficiente para os três embarcarem nos ônibus de evacuação. Eu não podia deixar aquele pobre e indefeso jogado naquele frio...

— Isso é um absurdo. Como podem fazer isso com uma criança?

— Não faço ideia.

— Bom, fez o certo em acolhe-lo e peço desculpas por ter te seguido... Só tava preocupada.

— "Preocupada"? Não me conhece direito e nunca conversamos muito.

— Sim, mas você é meu amigo mesmo assim e me preocupo.

Ryan me olhou e vi seu LED ficar amarelo, parecia que algo mexeu com ele, mas o que?

— Preciso preparar a comida de Thomas. Fique a vontade — ele se levantou e foi até a cozinha.

Uma ideia surgiu em minha cabeça, era hora de conhecer este garotinho e pedir desculpas por tê-lo assustado.

— Olá...? — Dei leves batidas na porta antes de entrar.

—...

Thomas estava sentado em sua velha cama de solteiro com um ursinho de pelúcia em seus braços. Ao me ver o menino fingiu brincar com o urso, tentando não se importar com minha presença.

— Me desculpa por te assustar — entrei e me aproximei dele devagar — Podemos começar do zero? Sou a Kataryna e você? — Dei um sorriso.

O jovem ficou alguns segundos me encarando antes de dar um pequeno sorriso tímido.

— T-Thomas...

— E o seu ursinho? Têm nome?

— O nome dele é Peter e gosta de chocolate...

— Ele gosta de brincar também?

— Sua brincadeira preferida é contar histórias.

— Ah é? E quais histórias ele conhece? — Me sentei ao lado dele e fui percebendo que ao longo da conversa seu medo e nervosismo estavam sendo deixados de lado.

— Várias e várias! As que mais gosta são de super heróis!

— Uau, parece muito legal! Pode contar uma para nós, Peter?

Thomas fez uma voz um pouco grossa para o urso enquanto contava a história de forma empolgada e alegre, nem parecia que se lembrava de seus antigos familiares, ele estava feliz aqui.

Olhei para a porta e vi Ryan nos observando com um sorriso em seus lábios, que logo se desfez ao me ver o encarando.

— Trouxe sua comida — ele entrou com a bandeja em mãos e a colocou no colo do pequeno rapaz.

— Obrigado, depois continuamos e quero que Ryan fique aqui pra ouvir nossas novas histórias!

— Promete comer tudo?

— Uhum!

— Então eu fico.

— Ebaaa!

Isso me lembrava de quando eu tinha 5 anos. Sempre animada e empolgada para tudo, já Jade tinha seus 11 anos na época e ficava fazendo minha cabeça para aprontar. Eram bons momentos, bons momentos que não voltariam novamente, mas isso não me preocupava muito, pois novos momentos importantes estão se preparando para vir à tona.

...

— É, não foi o único que perdeu alguém especial... — fiquei ao seu lado com as mãos para trás — Cole era um menino muito inteligente e se preocupava bastante com o senhor.

— Depois que ele morreu e minha mulher se separou de mim me senti perdido e pensei que tinha perdido tudo que era especial pra mim, mas teve algo que não me deixou...

— O que é? — Olhei curiosa para Hank que mantia seus olhos no túmulo de seu filho.

— E quero protegê-los com todas as minhas forças...

— Quem quer proteger?

— Não quero perdê-los de jeito algum...

— Quem?

— Você sabe quem são — ele bagunçou meu cabelo e colocou seu braço envolta dos meus ombros, me puxando para mais perto.

— Obrigada por sempre estar comigo e me guiar pro bom caminho.

— Sabe que sempre me preocupei com você e com Connor e não é agora que vou deixar de dar uns puxões em suas orelhas.

Dei risada e o abracei com força.

— Admito que gosto de suas broncas e tentativas de sermão.

— O que disse? "Tentativas"?

— Sempre que você dá sermão acaba soando engraçado.

— Você não têm mesmo jeito.

— Vamos embora? Connor tá preocupado com o senhor.

— Como quiser, minha jovem.

Foi bom ter esta conversa com ele, pois mostrou o quanto nos preocupamos um com o outro. Somos uma família e sempre estaremos unidos, independente do que acontecer. 

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Notas Finais


Espero que tenham gostado e quero fazer uma pergunta muito muito importante para vocês. O que acham de eu fazer um capítulo especial de pergunte aos personagens? Acho que será uma ótima ideia para interagirmos mais e nos divertimos. Deixem aí nos comentários suas opiniões, conto com todos vocês! Beijos e abraços!


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