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História Detroit Rock City - Capítulo 1


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Notas do Autor


Primeiro eu gostaria de avisar que essa é a minha primeira One-Shot então não esperem nada de extraordinário, eu me inspirei numa tirinha que eu li e escrevi a Fic em apenas dois dias. Enfim, não vou falar muito, aproveitem a leitura!

Capítulo 1 - Everybody's gonna' leave their seat


 

I feel uptight on a Saturday night

Nine o'clock and the radio's the only light

I hear my song and it pulls me trough

Comes on strong, tells me what I gotta' do

I got to

 

 

Seoul, 13 de Agosto de 1992

Se Kim Kibum pudesse escolher um lugar para estar naquele exato momento, escolheria qualquer lugar longe dali, daquele quarto apertado, repleto de papéis e livros desorganizados, e principalmente, um lugar onde estivesse completamente distante de Choi Minho.

Naquela mesma manhã ambos tiveram o azar de terem sentado um ao lado do outro — não havia mais nenhum lugar vazio, era como se algum filho da puta estivesse rindo de suas caras enquanto escrevia seus malditos destinos.

Os jovens sempre tinham a maestria de acabarem juntos em qualquer sorteio de classe; daqueles que os professores sempre fazem para incentivar os alunos a interagirem com pessoas de fora de seus ciclos sociais em trabalhos escolares.

Naquele dia, as duplas haviam sido escolhidas de acordo com os lugares. 

No momento em que Kibum encarou o Choi após o anúncio de seu professor, sentiu uma vontade inexplicável de dar um soco em sua cara — não sabia ao certo o porquê, mas não era uma sensação tão singular assim, já que sentia vontade de bater em Minho com certa frequência.

E mais uma vez ali estava ele, Kim Kibum, sentado sobre a cadeira de madeira desconfortável da escrivaninha do quarto minúsculo do colega, com a mesma vontade inexplicável de socá-lo.

 

— Minhas costas tão doendo, cara. Por que você não escreve um pouco? — Ele resmungou, encarando o corpo estirado sobre o tapete mais felpudo e feio que já havia visto em toda sua vida.

 

Como o esperado, Minho o ignorou completamente.

Kibum apenas suspirou pesadamente, agarrando o caderno ao seu lado e jogando sobre o peito do outro rapaz.

 

— Porra. — Minho Murmurou.

— Ou você acaba essa merda ou eu vou embora e não coloco seu nome no trabalho. — Disse enquanto se acomodava sobre o colchão, por sinal muito confortável, do colega.

 

Na verdade, qualquer coisa era mais confortável do que aquela cadeira.

 

— E que eu saiba, não sou eu que preciso de nota em química. — Sorriu ao receber um olhar quase mortal em sua direção, quase deixando uma risada escapar ao ver o Choi levantando-se de modo furioso enquanto jogava os fones de ouvido na mesa.

— Que seja. — Respondeu amargamente. — E sai da minha cama, eu troquei o lençol hoje.

 

Kibum não pôde deixar de rir, aquilo era sério?

 

— Que seja. — Retrucou, recebendo um único suspiro como resposta.

 

Não demorou muito para que o silêncio se instalasse no cômodo novamente, e muito menos para que Minho começasse a se remexer e se queixar novamente. 

Impaciente, ele esticou levemente o corpo para conseguir alcançar uma pilha de discos que deixava ao lado de sua lixeira, sem se preocupar muito com a bagunça que estava fazendo só para alcançar o disco que desejava.

E aquilo, que para Kibum não poderia ficar pior, piorou ainda mais.

A melodia de Detroit Rock City do Kiss começou a se espalhar pelo quarto.

E por algum motivo — ou talvez pelo simples fato de ter Choi Minho e Kiss no mesmo ambiente — Kibum acabou lembrando-se da vez em que esbarrara com o colega pela primeira vez.

Havia sido no primeiro ano do colegial, quando Minho inventara de ajudar uns moleques da sua sala à virarem as mochilas dos colegas de classe pelo avesso antes que todos chegassem do intervalo, para irritá-los, simplesmente.

Por coincidência, Kibum acabara por chegar na sala de aula no exato momento em que Minho mexia em sua mochila, dando de cara com aquele guri de 15 anos — que mais parecia ter 19, pela sua altura — com um moletom azul marinho que estampava o rosto dos integrantes da banda Kiss, quase como se aqueles rostos terrivelmente pintados estivessem encarando-o juntamente com o merdinha desengonçado do caralho — apelido que havia criado para Minho nessa mesma época do pequeno “incidente”.

 

— Cê comeu pedra ou o que, Choi?

 

Minho franziu o cenho, sem entender ao certo o que aquilo queria dizer.

 

— Que?

— Larga minha bolsa, seu merda. — Praticamente gritou, empurrando o mais alto pelo peito com uma das mãos. — E nem pensa em triscar na mochila do Jinki, loirinho. — Virou-se, acertando um tapa na nuca de um dos garotos que acompanhavam o Choi.

 

Ele tinha um cabelo estranho, meio amarelo, e provavelmente havia descolorido em casa — claramente falhando, por assim dizer.

Foi ali que Minho vira a oportunidade perfeita para de fato selar os laços de inimizade com o Kim.

 

— Jinki? Lee Jinki? — Kibum não o respondeu, estava concentrado demais na tentativa de intimidar o mais alto unicamente com seu olhar. — Seu namorado?

— O que?

— “O que?”. — Riu, sarcástico. Estava se divertindo, definitivamente. — Todo mundo sabe que você é viado, Kibum. É Kibum, não é?

 

O Kim não podia acreditar no que estava ouvindo naquele momento.

Kibum não se deixava abalar por piadas e coisas do gênero, mas… Viado? Fala sério.

Não era viado, não mesmo.

 

— Se fode, Choi.

— Chama um dos seus amiguinhos baitolas pra fazer isso pra mim, seu merdinha. — E enfim afastou-se, com um sorriso maior ainda estampado em seus lábios.

 

Maldito.

 

E o Kim só sabia que a partir daquele dia passara a odiar o colega, e Kiss — mais do que já odiava.

 

— Agora além de estar aqui com você eu ainda tenho que ouvir essa merda.

 

Minho virou-se de leve para encarar o Kim — boquiaberto, por sinal.

 

— Cara, é Kiss.

— Por isso mesmo que é uma merda. — Dessa vez ele recebeu uma risada como resposta. — Mas combina com você, Choi.

— Como assim?

— Ambos são terríveis.

 

Minho não pôde deixar de rir.

Sinceramente, Kibum era a porra de um insuportável.

 

— Cara… Você é inacreditável. — Por fim, revirou os olhos, voltando a transcrever as anotações mal feitas do Kim em seu caderno. — Se me odeia tanto assim vai pra casa, eu termino a porra do trabalho.

 

Kibum não respondeu de imediato, mas... sinceramente? Já havia perdido completamente sua paciência.

 

— Ah Choi chupa minha rola vai, que merda mano, só acaba de fazer isso pra eu vazar logo daqui. — Murmurou, apontando o dedo do meio para o rapaz, deitando-se no tapete felpudo e feio e virando-se de costas. A última coisa que queria fazer naquele momento era encarar aquela expressão confusa e estranha que estava estampada na cara do colega de classe.

 

Um silêncio repentino instalou-se no ambiente, e por um milésimo de segundo, Kibum sentiu como se estivesse sendo observado.

 

— Cê é viado mesmo, Kim?

 

O que?

 

— O que?

— Eu não tava falando sério naquele dia, cara. — Largou a caneta de cor preta sobre a escrivaninha de madeira, virando-se para que pudesse encarar a expressão de choque no rosto do mais baixo. — Quando foi que eu disse aquilo mesmo? No primeiro ano? — Levantou-se, puxando o colega por um dos braços sem sutileza alguma, praticamente obrigando-o a levantar.

— Ei! Que porra, Choi.

— Senta aí. — Disse, sem dar-lhe muitas opções de escolha já que simplesmente o empurrara sobre seu colchão. — E a cala a merda dessa sua boca. — Sussurrou próximo ao seu ouvido, ajoelhando-se em frente a figura completamente paralisada do Kim, apertando uma de suas coxas com a mão esquerda, e posicionando a mão livre na barra de sua calça, puxando-a para baixo.

— Ei, ei, ei. Que merda é essa, porra?? — Segurou fortemente o pulso direito de Minho, encarando-o com uma expressão meramente perturbada.

— Eu vou te chupar. Agora fica quieto. — Respondeu, simplesmente.

 

Kibum simplesmente não sabia como reagir à aquela situação. Nem sabia se ao certo havia alguma emoção que expressasse o que estava sentindo naquele momento.

 

— Cê comeu pedra ou o que, Choi?

 

Déjà-vu;

Quem diria.

 

— Choi!

— Não grita, idiota.

— Eu não sou viado, porra.

— Mesmo? — Riu. — Você mesmo pediu pra eu te chupar, Kibum.

— Eu não-

— E pela sua cara vejo que você tá doido pra ser chupado.

 

O que…?

 

— Não por um cara. Muito menos por você! — Tentou segurar seu pulso mais uma vez, recebendo um leve tapa em sua mão antes que pudesse tocá-lo.

— Então você quer mesmo ser chupado?

 

Merda.

 

— Eu-

— Só relaxa, cara. — Interrompeu-o enfiando a mão direita dentro de sua calça sem sequer aviso prévio. — Fecha os olhos e finge que não sou eu, simples.

 

Kibum abriu a boca para falar algo, mas não conseguira dizer absolutamente nada, ainda mais depois de ter sentido a mão do outro rapaz apertando seu membro com tanta firmeza. Foi apenas questão de segundos para que o Choi iniciasse uma série de movimentos circulares ainda sobre a peça íntima do Kim, fazendo questão de encará-lo nos olhos a todo momento.

Não era a real intenção de Kibum encará-lo de volta, porém naquele momento estava confuso demais para sequer lembrar-se que odiava o colega.

 

— Para de olhar pra mim desse jeito, mano.

— Se você fosse um pouco mais legal eu poderia fazer mais do que apenas te olhar. — Disse, levando ambas das mãos até a barra da calça do outro rapaz. — Me ajuda aí, cara.

 

Kibum resmungou algum palavrão meio enrolado, levantando minimamente o quadril para que abaixasse as próprias calças de vez.

Minho não conseguiu esconder o sorriso de satisfação vendo aquela cena.

Fala sério, Kim Kibum, o cara que mais o odiava no mundo inteiro, despindo-se na sua frente para receber um boquete.

 

— Você é mesmo o Kibum? — Brincou, apoiando as mãos sobre as coxas desnudas do moreno, recebendo um olhar confuso e um par de sobrancelhas franzidas em sua direção. — O Kibum que eu conheço não deixaria se levar apenas por tesão acumulado.

— Você nem me conhece.

— E mesmo assim vai deixar eu te chupar?

 

Sem resposta, de novo.

 

— Vou considerar isso como um sim. — Disse por fim.

 

Naquele momento Minho sequer estava cogitando as consequências que suas ações poderiam lhe causar mais tarde.

Até mesmo ele estava chocado com quem estava fazendo, sinceramente.

Ele puxou a peça de roupa que havia restado no corpo do Kim, observando cada pedaço da pele pálida e suave ser exposta aos poucos, levando os dedos até a cabeça do membro semi-ereto do colega, e os deslizando levemente por ali.

O coração acelerou — provavelmente por causa do nervosismo — e Minho passou a atentar-se a cada pequena reação do corpo de Kibum.

Notou o quanto ele estava tenso, e o modo com qua respiração acelerava a cada toque que recebia.

 

— Só relaxa, beleza? — E antes que o Kim pudesse respondê-lo, Minho passou a língua pelo pênis do outro rapaz, lubrificando-o o suficiente para que começasse a masturbá-lo do melhor modo possível.

— Porra…

— É bom, não é? — Disse com um sorriso nos lábios, acelerando o movimento de sua mão gradativamente. — Aposto que essa é a primeira vez que alguém bate uma pra você.

— Cala a merda da sua boca e me chupa logo.

— Como quiser, Kim Kibum.

 

Minho segurou o pau já completamente ereto do colega com uma das mãos, levando os lábios até a cabecinha rosada e molhada, massageando-a lentamente com a língua. A mão livre estava sobre uma das coxas do moreno, então, aproveitou para massagear o interior de sua coxa direita, arranhando-a com lentidão.

Aos poucos, ele aumentou os movimentos de seus lábios, vez ou outra retirando o pênis do colega do interior de sua boca para que pudesse masturbá-lo e observar aquela expressão contorcida em seu rosto.

Os lábios entreabertos, as sobrancelhas franzidas e os olhos fechados.

Talvez Minho só tivesse reparado naquele momento, mas Kim Kibum era bonito pra caralho.

 

— Eu… Eu vou gozar.

— Mas já? — Brincou, passando a masturbá-lo de modo mais lento. — Eu acabei de começar…

 

Kibum permitiu-se gemer mais uma vez, o calor começando a preencher seu corpo inteiro. Começou a movimentar o quadril de cima para baixo, aumentando a fricção e a velocidade dos dedos de Minho sobre seu pênis.

Estava pouco se fodendo pro que estava fazendo, nem se importava mais de ter Choi Minho entre as suas pernas, muito menos pelo fato de estar indo a loucura por sua causa.

Ele agarrou os fios escuros do colega com a mão esquerda, esfregando os lábios do rapaz sobre seu pau. Minho havia entendido o recado, e mesmo que quisesse provocar o Kim com mais algumas palavras podres, preferiu permanecer em silêncio e aproveitar a situação de bom agrado.

Voltou a descer e subir os lábios pela extensão molhada, o gosto da pele quente sobre sua língua.

Caramba… Minho não sabia se deveria estar gostando tanto de fazer aquilo.

Mas estava, e talvez esse fosse o maior problema ali.

Repentinamente, o Choi sentiu novamente um puxão em seu cabelo, dessa vez o afastando do corpo de Kibum, que sem aviso prévio algum, apenas segurou o próprio membro o bombeando uma ou duas vezes antes de derreter-se inteiramente naqueles últimos segundos de prazer.

 

— Porra, Kibum. — O outro protestou, chamando a atenção do mais velho, que o encarou ainda ofegante. — Voou porra no meu cabelo, cara.

— Foi mal... — Ele praticamente sussurrou, levando a mão que não estava em uma situação caótica até a franja do mais novo, tentando de modo extremamente falho tirar aquela merda do cabelo do mesmo.

 

Não demorou muito pra Kibum perceber que havia feito algo indescritivelmente ridículo,  e um simples olhar do colega sobre seu rosto foi o suficiente para que ele se afastasse dele.

 

— Eu acho que já vou pra casa. — Disse o Kim, limpando as mãos no próprio uniforme antes de vestir-se numa pressa absurda. — Você acaba o trabalho. — Praticamente engoliu as palavras, agarrando sua mochila ao lado da escrivaninha e jogando-a sobre suas costas com tanta pressa que jurou ter ouvido seu ombro estralar.

— Ei! — Minho segurou seu braço antes que ele sequer chegasse perto daquela maldita porta. — Cê vai embora e foda-se o que aconteceu?

— Quer que eu faça o que? Que eu fique olhando pra essa sua cara pelo resto da tarde depois de você ter chupado o meu pau ou que eu te chupe também? — Puxou o braço para que o outro pudesse largá-lo, sem ter muito sucesso. — Me larga, não vou fazer nada disso.

 

E mais uma vez, Minho viu a oportunidade perfeita para provocar o Kim.

 

— Me dá um beijo que eu deixo você ir.

 

Nem fudendo.

 

— Nem fudendo.

 

O Choi suspirou, comprimindo os lábios, ainda segurando o braço do mais velho, e nem ao menos percebeu quando o mesmo se aproximou, deixando um selo rápido em seus lábios.

 

— Agora me solta, seu merda. — E como o prometido, Minho o soltou, limpando a garganta logo em seguida. — Vê se não esquece o trabalho amanhã. — O outro rapaz apenas assentiu com a cabeça como resposta, e enfim, Kibum retirou-se do ambiente, deixando um Minho com mãos extremamente suadas e levemente trêmulas para trás.

 

Kibum estava encostado sobre a porta do lado de fora do quarto, concentrando-se unicamente em retomar os sentidos e esquecer que aquilo havia acontecido.

De dentro do quarto, a melodia da mesma música de antes — Detroid Rock City — reverberava entre as quatro paredes do cômodo minúsculo e abafado.

Bem… Sem dúvidas, Kim Kibum continuava odiando Kiss;

Mas sua real dúvida era se ainda continuava odiando Choi Minho — ou se de fato chegara a odiá-lo um dia.

 

 

Dentro de seu quarto, Choi Minho estava sentado sobre o tapete empoeirado, arrumando a bagunça que havia feito em sua pilha de CDs, enquanto ouvia Detroit Rock City novamente — era uma de suas músicas favoritas do álbum Destroyer.

Sem dúvidas, Minho adorava Kiss;

E sem dúvidas, Minho de fato não odiava Kibum, mas não sabia ao certo o que sentia sobre ele.

 

 

Get down!

Everybody's gonna' leave their seat

You gotta' lose your mind in Detroit Rock City

 

Aquele fora o último trecho da música que ouvira antes de se retirar da casa do Choi.

Repetindo-o em sua mente, percebera em alguns instantes que definitivamente não odiava Minho de fato, mas nunca havia reparado naquilo.

Por fim, Kim Kibum preferiu pensar que o coração acelerado era apenas algo imaginário, e que havia perdido completamente a noção em Detroit, a Cidade do Rock.

 


Notas Finais


Foi isso, eu sei que foi bem curtinha mas como eu disse essa é minha primeira one-shot. Sinceramente eu amei escrever ela porque eu AMO minkey e eu nunca acho fic minkey pra ler, então esse foi o meu presentinho pras minkey shippers de plantão. Queria agradecer a Krys, Luna e Karol por terem aguentado meus surtos e opinado nessa fic. Eu pretendo escrever mais minkey no futuro então fiquem ligados e me sigam no Twitter (@jinri3un), obrigada por lerem 💕


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