História Detroit: We Are Alive - Capítulo 4


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Categorias Detroit: Become Human
Personagens Connor, Kara, Markus, Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Connor, Detroit, Detroit: Become Human, Hank
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Palavras 1.697
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, pessoinhas! Desculpe pela demora para postar, mas agora podem ficar despreocupados que o capítulo está aqui para vocês se divertirem!

Capítulo 4 - Um Novo Amigo


Fanfic / Fanfiction Detroit: We Are Alive - Capítulo 4 - Um Novo Amigo

                            (Marie)

4 de Novembro de 2038

Horário: 09:00 a.m.

— Fowley nos deu 3 dias — Zoe dizia se levantando da cadeira.

— E pelo que vimos Connor pode muito bem ficar sem babás a partir de agora.

— Senhor, mas e se algo ocorrer? — Perguntei.

— Até a senhorita, Marie Sebastian? Por acaso as duas estão criando laços com um andróide?

— E por acaso o senhor quer perder o único 0,1% da confiança que seus clientes têm? — Retrucou Zoe se mostrando confiante — Sabe, Sr. Kamski fez o certo de sair deste lugar para relaxar a cabeça, se ainda estivesse aqui sua fama iria todinha por água abaixo, assim como a do senhor que já está quase terminando de ser afundada.

— Quer dizer que não controlo bem os meus negócios? — Ele se levantou encarando a jovem garota com seus penetrantes olhos verdes.

— Ela têm razão — tomei coragem — Agora é melhor nos retirarmos, deve ter muito trabalho para fazer. Licença, Sr. Smith.

A puxei pelo braço e fechei a porta. Como ele ousa dizer tudo aquilo? Ou será que...ele está certo?

— Como ele conversou com Fowley não podemos fazer nada por enquanto — ela dizia colocando as mãos nos bolsos do jaleco.

— Significa que voltaremos ao nossos mesmos trabalhos de antes?

— Exato...

— Ainda bem que encontrei vocês.

Nos viramos e demos de cara com Bryan, que se aproximava com seus cabelos cacheados para o ar e com o rosto azul igual a de um smurf.

— Qual é a história de hoje? — Acabei soltando uma risada.

— Errei em algumas medidas da receita do Tirio.

— Fala "sangue azul", é mais simples — Zoe riu também.

— Qual é, não riam!

— Precisa de nossa ajuda no que? — Ela perguntava limpando o rosto do jovem com a manga de seu jaleco.

— Quero mostrar algo.

Zoe e eu nos olhamos antes de seguirmos o garoto, que nos levou até o porão da Torre, o lugar que ficavam diversos materiais e andróides abandonados.Era sinistro e um pouco assustador para o meu gosto

— Vejam só isso! — Bryan removeu um lençol e encontramos um pequeno cãozinho da raça golden retriever sentado com os olhos arregalados.

— Uau, então é este o primeiro e único protótipo de cães? — Zoe parecia estar muito interessada e maravilhada com aquilo.

— Exato e eu quero ligá-lo novamente, mas... — ele se ajoelhou na frente do cachorro e apontou a lanterna no peito do animal onde havia um pequeno buraco.

— Acha que consegue fazer um coração para ele? — Olhei para Zoe.

— Bom, não sei...

Bryan deu espaço e ela se ajoelhou para examinar.

— Será que algum andróide pode ter o coração compatível?

— Acho que não, Marie. Olha o tamanho — ela contornou o buraco com seu dedo indicador — É bem pequeno.

— Pode tentar fazer?

— Não custa nada tentar — ela sorriu para o loiro antes de se levantar junto com ele — Vai demorar, mas acho que consigo.

— Por que esse cãozinho foi abandonado? — Perguntei curiosa.

— Kamski achou que não iria fazer tanto sucesso, então mandou abandona-lo — Bryan explicou.

— Tenho certeza de que daria certo até demais...

— Concordo com Zoe, mas então quer dizer que ele está aqui há 10 anos?

— Exatamente — ele afirmou.

— E como descobriu tudo isso, gênio?

— Vi em alguns dados antigos guardados no sistema do computador da sala do Smith, minha querida Anderson.

— Roubando dados? Que coisa mais feia — brinquei.

— O próprio Sr. Smith mandou eu analisar alguns dados do computador dele enquanto ele saía para o seu horário de almoço.

— Não é atoa que ele sempre te manda resolver algo.

— Vamos chamar isso de confiança, o que acha?

— Desculpe interromper o assunto, mas acho que encontrei algo.

Fomos até Zoe e ela abriu suas mãos, revelando um pequeno objeto cilíndrico chamado de "Biocomponente #8451" encontrado no peito dos andróides que têm o objetivo de regular o batimento cardíaco, se retirado por muito tempo causará um desligamento imediato no andróide, por isso o chamamos de "Coração".

 — Pode concertar? 

— Agora mesmo, minha chefe — ela piscou para mim antes de ir até uma mesa cheia de fios e ferramentas espalhadas — Pelo jeito têm tudo que preciso. Bryan, ilumina aqui, por favor

A ruiva retirou alguns dos fios, colocou novos no lugar e uma luz azul logo em seguida acendeu. 

 Era incrível como ela fazia aquilo tudo na maior calma, tranquilidade e sempre com um sorriso no rosto, nem parecia a garota revoltada momentos atrás na sala de nosso chefão. 

 — Quem quer fazer as honras?

— Vai lá, Marie — Bryan apontou a lanterna em meu rosto e eu cobri meus olhos. 

— T-tudo bem...

Zoe entregou a pequena peça e eu me ajoelhei em frente ao andróide. Um latido escapou dele ao colocar seu coração e o mesmo começou a abanar seu rabinho alegremente enquanto cheirava minhas mãos. 


 — O que faremos com essa gracinha? — O peguei no colo e ele lambeu meu rosto. 


 — Meu tio está satisfeito com o Sumo.


 — Fique com ele, pelo visto estão se dando bem. 


 — O que acha, Zoe? 


— Se não formos expulsas do apartamento — ela riu — Sabe mais o que sobre o cãozinho? 


— Modelo: CA100. Obediente, brincalhão, fiel ao seu dono, se algo de ruim ocorrer envia uma mensagem para a polícia, emergência ou corpo de bombeiros e é capaz de sentir cheiro a longa distância.


— E Kamski ainda disse que não faria sucesso — me levantei com o cão em meus braços — Como vamos levá-lo sem chamar atenção? 


 — Venho aqui direto pegar peças para concertar e reutilizar, colocamos ele em uma caixa e saímos daqui como se nada de mais ocorrou — ela respondia pegando uma das caixas de papelão jogadas no chão. 


 — Você vai se chamar Gold e será meu novo amigo, o que acha? — Sorri e ele deu um latido em resposta — Shhh... Não faça barulho e fique quietinho, entendeu? 


 Coloquei Gold na caixa e a fechamos antes de sairmos daquele lugar de uma vez por todas.


                               (Zoe) 


Horário: 07:10 p.m.


    Nem acreditávamos que conseguimos passar este dia sem qualquer tipo de problema. Gold se comportou muito bem e nem parecia que tínhamos um cão ao nosso lado o tempo todo. 


    Aproveitamos a carona de Bryan e enquanto Marie foi para nosso apartamento eu fui a casa do meu querido tio, como fazia todos os dias após o trabalho.


    — Tio Hank?


    Entrei graças a chave que sempre carregava em minha bolsa e fui recebida por Sumo, que pulou em mim todo feliz. Fiz um agrado com carinho em sua cabeça e ao olhar para a frente vi a situação em que a cozinha se encontrava no momento. 


    — Meu Deus... 


    Garrafas de whisky espalhadas pela mesa, janela quebrada, cadeira caída e uma arma no meio de toda aquela confusão.


    — AHHH! 


    Um grito de Hank foi o que ouvi e ao chegar no banheiro, que era o local do som deles, me deparei com uma cena engraçada. Tio Hank estava sentado na banheira todo encharcado e Connor desligava o chuveiro. 


    — Se divertindo aí? — Cruzei meus braços. 


    — Manda esse idiota ir embora, agora! 


    — Tenente, temos um caso para resolver. 


    — Eu tô cagando pra essa bosta de caso! 


    — Eu entendo — Connor se virou para mim e sorriu — Provavelmente não interessava mesmo. Homem morto em um bordel no centro... Acho que vão resolver o caso sem nós... 


    — Talvez não seja uma má ideia sair, pegar um ar... 


    Não aguentei e caí na gargalhada, aquele velho é mesmo um idiota. 


    — Tá rindo do que, porra? — O pobre homem me olhou sério com as gotas de água escorrendo por todo seu rosto. 


    — Quando voltar quero ter uma conversa com o senhor — pisquei para ele — Connor, têm toalha e roupas limpas aqui no quarto da frente. Vou dar um jeito naquela bagunça. 


    — Tudo bem — o andróide concordou deixando o banheiro. 


    Fui até a cozinha e comecei a recolher todas aquelas garrafas. As joguei no lixo e voltei até a mesa, onde encontrei um porta-retrato virado para baixo. 


    — Cole... — sussurrei ao ver a foto do garotinho. Uma saudade apertou em meu peito, mas não podia chorar, tinha um tenente de 56 anos para cuidar.

   — Seu primo?

Me assustei ao ouvir a voz de Connor atrás de mim.

— Sim — suspirei e coloquei a foto devolta na mesa, mas agora com ela em pé, como deveria sempre ficar.

— Bom, sinto muito pela janela. Vi tenente desmaiado e não tive outra opção.

— Não se preocupe, você fez o certo — sorri e levantei a cadeira antes de varrer os cacos do chão.

— Vêm sempre visitar tenente Anderson?

— Todos os dias depois do trabalho. Há vezes que ele está no bar, outras vezes está bebendo aqui mesmo ou até mesmo acaba dormindo no sofá assistindo televisão.

— Seu tio têm tendências suicidas?

Me virei para Connor e o vi chegar a munição da arma que estava largada no chão.

— Adora brincar de Roleta Russa. Já escondi várias vezes a arma, mas parece que nunca adianta, ele sempre encontra. Eu a levaria para casa, mas se me encontrarem com isso as consequências não serão as melhores.

— Essas tendências aconteceram após a morte de seu filho?

Passos foram ouvidos e naquela hora mais nada saiu de minha boca e o andróide entendeu perfeitamente o recado.

— Zoe, não vou demorar.

— Tomem cuidado e vê se não fica paquerando aquelas Traci.

— Quem disse que farei isso?

— Nunca se sabe. Enfim, quando voltar vamos conversar, não se esqueça disso.

— Quando eu voltar vai tá capotada no sofá com Sumo — me desafiou com um sorriso maligno em seus lábios.

— Veremos.

Os dois terminaram de se despedirem de mim e saíram de casa. O que eu faço com o senhor, Hank?

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Notas Finais


Obrigada e espero terem gostado, nos vemos no próximo capítulo com muitos outros acontecimentos. Aguardem!

Beijos e abraços!


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