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História Deu A Louca No Diabo (Jikook) - Capítulo 6


Escrita por: Yobi__Beatrice

Notas do Autor


Boa Leitura^^

Capítulo 6 - Cretina Irresistível.


Jeon e eu sentamos após dançar juntos a noite toda. Jimin, provavelmente, estava enfiando a língua em alguma boca. Ele anda tão estressado que o deixei em paz, irônico, mas verdade. No dia seguinte ele iria lutar e eu adoro ver homens lutando. Todos aqueles corpos sarados, suando como uma cachoeira, os gemidos de dor que excitam e o volume em suas roupas.

  — Achei que tivesse vindo na intenção de pegar alguém. — Comento. Jungkook dá de ombros e bebe a vodka na boca da garrafa. — Escuta, a vida é para beijar e transar o quanto pode. Hoje você está vivo, amanhã talvez não esteja mais.

— Não paro de pensar no homem que vi nos meus sonhos. Eu me apaixonei pelo jeito que ele me tratou. Parece loucura, mas é a mesma coisa de quando a pessoa se apaixona por um personagem fictício. — Jeon diz encarando um ponto qualquer entre as pessoas. — Só queria que ele existisse.

— Me conta mais sobre esse sonho.

— Não vi seu rosto, mas sinto que o reconheceria de qualquer forma. Ele é alto, mãos grandes e bonitas, sua voz é rouca e assustadora, mas tão fascinante. — Sorrio por vê-lo falar tão bem.

— Achei que fosse apaixonado por Jimin e eu. Estou enganada?

— Está tão óbvio assim?

— Também gosto dos dois. Não sei se Jiminzinho pensa o mesmo. Eu sinto como se vocês dois fossem minhas Almas gêmeas.

— Eu...Eu preciso conferir uma coisa. — Jungkook sai assustado olhando para um lado. Certeza que viu alguém atraente o suficiente para esquecer do tal sonho.

Prossegui bebendo sozinha até o momento que fiquei entediada. Fui ao banheiro e voltei, mas Jimin estava na parte escura do corredor. Após cochichar no ouvido de uma das garçonetes, ele revirou os olhos ao me ver. Parei ao seu lado ainda sorrindo e ele continuou me olhando.

— O que está bebendo, Jiminzinho? — Pergunto. O líquido em seu copo era azul e parecia forte, ele estava um pouco lento.

— Quer experimentar? — Ele pergunta, balanço a cabeça positivamente e Park estica o braço oferecendo a bebida. Desvio do mesmo e beijo o homem afim de provar se a bebida era tão boa assim. Sua língua macia teve contato com a minha e aos poucos fui sentindo o gosto da bebida. Não era tão boa quanto o beijo dele. — Por que fez isso?

— Estava experimentando. — Umedeco os lábios lentamente presenciando o olhar do Park segui-la. Jimin tomou o resto de sua bebida e quebrou seu copo na parede, assustando algumas pessoas que se agarravam. Sua destra me puxou pela cintura mantendo-me mais perto e usou a mão livre para afastar meu cabelo. — Por que está fazendo isso? — O mesmo ri nasal e beija meu pescoço, trilhando beijos molhados até meu rosto. Fechei os olhos e arfei com o contato dos nossos lábios num selinho calmo.

— Se não quer, é só me pedir pra parar. — Ele diz. Mordo o lábio com um sorriso estampado e seguro seu rosto, inclino a cabeça lentamente para o lado esquerdo e passo a língua em sua bochecha invés de um beijo carismático. — Ousada. — Park aperta meu queixo.

— Deve ser ruim, não é?

— O quê?

— Querer se livrar do estresse e ao mesmo tempo almejar beijá-la. — Respondo com um sorriso descarado. Jimin apenas umedece os lábios e se dá por vencido.

Park e eu ficamos por exatos cinco minutos apenas abraçados. Se bem que, não entendi nada, pois geralmente isso é preenchido por sexo. Entretanto, aquele contato estava tão bom que não queria simplesmente cortá-lo. Estava sentindo como se oitenta por cento dos meus problemas tivessem sumido, e pela respiração e batimentos cardíacos de Jimin, cheguei a conclusão de que ele estava em paz. Consigo ler os pensamentos sexuais e do medo, porém, é a primeira vez que isso não é possível.

Jimin é um enigma bastante complexo.

— Quer ir para outro lugar? — Pergunta, fazendo cafuné no meus cabelos. Demoro um pouco para responder e tiro meu rosto do seu peitoral.

— Me faça uma surpresa. — Respondo. Park segura firme minha mão levando para a parte de cima da boate.

Segundo ele, há quatro andares e esse último está em reforma. Podemos chamar de telhado do prédio por ainda estar incompleto. Ver os carros e as pessoas lá em baixo fez o coração de Merlin bater forte e rápido. De fato um trauma já que sua morte foi causada nas alturas. Jimin se acomodou na beirada, acendeu um cigarro e o tragou. Seu olhar estava vago para um ponto específico; a lua.

— Sabia que Deus fez a lua para homenagear Lucifer? — Me aproximo e sento em frente ao meu colega de quarto. — Pessoas tristes costumam amá-la. Deve fazer sentido.

— Faz sentido.

— Você é uma pessoa triste, Jiminzinho? — Retruco. — Faz sentido toda sua irritação. Você está triste com alguma coisa.

— Meus pais vão se divorciar, meu irmão viajou para a América do Sul e nunca falou para qual país. As lutas me deixam ansioso, as provas da faculdade fazem eu me sentir burro e inútil. — Traga mais uma vez o cigarro e me oferece, recuso. — Eu estava pensando em suicídio, antes de você aparecer com seu sorriso cínico e egocêntrico.

Meu olhar assustado cai sobre ele, por um momento o coração e a garganta de Merlin apertou. Eu nunca chorei, mas por culpa da sensibilidade dessa garota era tudo que eu queria fazer.

— Desistiu por quê?

— Não sei. Eu simplesmente fiquei a vontade com a sua companhia e esqueci dos problemas.

— Eu sou um Anjo, faz sentido. — Jimin riu com a minha fala. Mesmo após cair, continuo sendo um Anjo, mesmo que não aceitem isso.

— Você, Merlin Sparks, pode ser tudo, menos um anjo. — Park joga o cigarro assistindo-o cair até lá embaixo.

Não posso dizer a ele que vai ficar tudo bem, ou coisas do tipo. Eu sou Lucifer. Sou a pessoa que ama ver isso, que adora devorar esse tipo de alma, porém pela escolha de uma pessoa sensível estou com pena desse humano. Esses sentimentos medíocres que eles sentem é o pior que já senti. Trinta vezes mais doloroso que a dor física e é pior quando se tem laços com outro humano.

— Jungkook é seu melhor amigo. — É tudo que falo. Não posso interferir na vida dos humanos, ainda mais quando estou apenas de passagem.

— Não pensei nele por um momento. Merda. — Frustrado, Jimin passa a mão no cabelo jogando-o para trás. — Eu sou uma pessoa horrível.

Queria muito dizer que esse tipo de pessoa é a mais atraente, porém eu estragaria tudo.

— Você é mesmo. — Disparo. — Mas pode melhorar isso.

— Falar é muito fácil.

— Então morra de uma vez. Não me fará falta, seus pais vão sentir sua saudades, Jungkook irá sempre chorar. Nada está o impedindo. Apenas pule.

— Quer isso? — Retruca me olhando, apenas assinto. Jimin sorri e se aproxima mais. — Pularia comigo?

— Você morreria, eu apenas voltaria para casa. — Responde. Seu ato de mexer a sobrancelha esquerda me faz morder o lábio.

— Sendo assim, o pecado vale à pena. — Sua destra acaricia minha bochecha enquanto seu rosto se inclina. Jimin tornou o ósculo possível. Novamente estava provando da bebida misturada com cigarro, mas não me importei e apenas aprofundei nosso beijo. — Por que não consigo parar de te beijar?

— Eu sou uma Cretina Irresistível. — Falei com dificuldades, indo sentar em seu colo. Sua mão esquerda segurava minha bunda para ajudar nos movimentos enquanto sua mão direita apertava firme meu pescoço. Usei as mãos para fazer cafuné no mesmo.

*Lilith Off*

*Jungkook On*

— É estranho eu dizer que você me lembra alguém? — Pergunto ao homem que continua dançando junto de mim. Desde que o parei, fiquei me perguntando porque fiz isso.

— Tenho um rosto comum, Jungkook. — O mais alto sorri.

Há poucas horas que nos conhecemos, mas ele parece me conhecer há anos. Infelizmente nunca o vi na vida. Um pouco mais alto e mais velho, cabelos loiros compartilhando um 'Mullet', piercings na orelha e uma perfeita jaqueta vermelha.

— Escuta, não posso ficar por muito tempo. Preciso ir antes que seja meia-noite. — O homem para de dançar.

— Você é a Cinderella? — Rimos com a minha pergunta. O puxei do salão até a mesa que os meninos e eu escolhemos, porém eles não estavam alí. Então puxei o rapaz para fora da boate e tomei a iniciativa de beijá-lo.

Diferente da sua personalidade, ele tem força e sensualidade. O loiro empurra meu corpo na parede e encosta a mão na mesma. Ele é selvagem sem ser vulgar. Seus lábios tinham gosto de Vodka. O mesmo chupou meu pescoço com força, certamente ficaria marcas.

— Oh, céus! — Exclamei ao sentir sua mão adentrar minha calça e me masturbar.

— Posso te levar até lá usando apenas a minha boca. — Sua destra aperta meu pescoço enquanto a outra acelera os movimentos no meu pau. Sinto-me incapaz de me mover ao sentir eletricidade no corpo e um desejo imenso de transar com ele.

— Por favor... faça isso... — Apertei o lábio com força. O loiro abaixou minha calça e se ajoelhou, com luxúria no olhar ele começou a me chupar de forma quente.

Sua língua lambuzou minhas bolas subindo uma trilha de saliva até a base onde ele chupou sem dó. Meus gemidos poderiam ser ouvidos por qualquer um, estava pouco me fodendo. Estava tão bom sentir a boca quente do loiro que me deixei levar pela loucura. Me concentrei no que o homem queria me proporcionar. Não me sentia assim desde que transei com meus amigos por quem sou secretamente apaixonado.

— Jeon?! — Me assustei com a voz de Merlin. Abri os olhos e o loiro não estava mais por perto, assim como minha calça estava onde deveria.

— O que faz aí no escuro? — É a vez de Jimin perguntar.

Saí ainda entorpecido pelo que estava ocorrendo segundos atrás e me deparo com meus amigos bem mais próximos.

— Saí para urinar. — Minto. — O banheiro estava com fila.

— Viemos de lá e não havia mais ninguém. O que realmente estava fazendo? — Merlin semicerra o olhar e ri. — Batendo punheta tendo tanta coisa para comer?

— Não é nada disso. — Falei emburrado.

— Vem, vamos para casa. Amanhã preciso de vocês para me trazer sorte. — Jimin me puxa me deixando entre os dois. Nós três damos as mãos e saímos do local.

— Conheço um centro de macumba, podemos ir até lá e... — Merlin desiste de continuar ao o olhar de Jimin cair sobre ela. — Está bem, está bem. Você disse que tem que ser uma luta limpa.

— Finalmente estão se dando bem. — Comento feliz.

— Mas Jimin, também tem aquela droga que não deixa rastros... — Merlin insiste.

— Amor, eu não vou perder. Fica tranquila. — Jimin diz.

— Espera aí, acabou de chamar ela de "Amor"? — Retruco rindo. Creio que eu estava dormindo todo esse tempo. — A relação ficou tão boa assim ou eu ouvi errado?

— Foi um erro, esqueça disso. — Jimin responde. Percebi seu nervosismo e o sorriso de Merlin.

Algo entre eles havia acontecido. Talvez mais que sexo. Prefiro acreditar numa forte conexão.

— Me peça tudo, menos isso. É impossível. Você acaba de chamar esse pedacinho lindo de estresse de "amor". Tem noção disso? — O silêncio dele responde tudo. — Como se sente, Merlin?

  — Me sinto adorável. Nunca conheci de perto um adorador do Diabo. Essas férias estão sendo inesquecíveis.


Notas Finais




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