História Deu a Louca no Santuba - Capítulo 13


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Categorias Saint Seiya
Personagens Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Bian de Cavalo Marinho, Camus de Aquário, Hyoga de Cisne, Kanon de Gêmeos, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Saga de Gêmeos, Saori Kido (Athena), Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Aiolia, Aiolos, Aioria, Aioros, Bian, Camus, Dohko, Hyoga, Kanon, Saga, Saint Seiya, Saori, Shion, Shura
Visualizações 80
Palavras 1.829
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiiiiiiiiiiiii, meus amores ♥♥♥
Hoje chegamos ao fim de mais uma jornada. Obrigada a todos que leram, favoritaram e comentaram esta fic, foi maravilhoso tê-los ao meu lado durante este tempo todo.
Agora, só me resta desejar uma boa leitura a vocês!

Capítulo 13 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction Deu a Louca no Santuba - Capítulo 13 - Epílogo

8 anos e alguns meses depois...

8 de maio

 

Aldebaran subia as escadarias até o décimo-terceiro templo muito aborrecido e com um mau humor que parecia vindo direto das profundezas do Tártaro. Ninguém, tipo NINGUÉM MESMO, havia se lembrado de que dia era aquele. E ainda por cima, Atena o colocara em uma “missão diplomática” que ocupara a manhã e a tarde inteiras.

Havia sido encarregado de ir a Delfos buscar duas satélites de Ártemis e escoltá-las até o santuário. Qual a necessidade de um cavaleiro de ouro ser incumbido de algo tão irrelevante ele não fazia a menor ideia. Agora as enroladas – como guerreiras de elite conseguiam demorar cinco horas para arrumar as malas? – seguiam a seu lado conversando e rindo como hienas bêbadas, parecendo mais animadas do que pobre em liquidação de aniversário das lojas Guanabara[1].

Tentou forçar um sorriso no rosto ao subir o último lance de escadas. Apesar de tudo, Atena era a divindade a quem servia e merecia todo o seu respeito. Além do mais, o pior já havia passado. Assim que saísse dali poderia afogar as mágoas e curtir sua solidão com uma garrafa – ou dez – de 51 na mão.

Belíssimo dia de aniversário o seu. Pois sim...

Elevou o cosmo para avisar que estava ali, já que nem um mísero soldado raso estava presente para anunciá-lo à deusa. Ela elevou o próprio cosmo em retorno, indicando que era bem-vindo a entrar, o que o taurino fez prontamente, ansioso para se livrar de todo aquele enfado.

“Parabéns pra você

Nesta data querida

Muitas felicidades

Muitos anos de vida

É pique, é pique

É hora, é hora

Ra-tim-bum

Debas, Debas!”.

Aldebaran não acreditava no que estava vendo. O salão estava entupido de gente e tinha uma belíssima mesa com um bolo gigante e muitos beijinhos e brigadeiros, afora as coxinhas, que pareciam deliciosas. Aqueles idiotas o haviam enganado direitinho!

O taurino soltou uma gostosa gargalhada, entrando e começando a ser abraçado pelos amigos. Seu bom humor retornara em menos de um segundo.

– Aldebaran, meu amigo, feliz aniversário! Espero que não tenha ficado chateado com a distração que Atena lhe arrumou.

O taurino aceitou o abraço de Mu.

– Confesso que fiquei sim, mas já está tudo esquecido... Vocês me pregaram uma bela peça!

– Sinto muito, grandão. Mas que bom que já superou isso! – Mirela estava ao lado do marido e foi a próxima a abraçar o dourado.

– Tio Debas, feliz aniversário! – uma graciosa menina de oito anos, com cabelos lavandas e olhos cor de chocolate se aproximou do taurino, que sorriu e a ergueu nos braços, girando-a até ficar levemente entontecida.

– Obrigado, princesa Dawa[2]. Está cada dia mais linda, parecida com sua mãe! – as bochechas da garotinha ficaram coradas ao receber o elogio.

– Aqui, tio, o seu presente! – a menina tirou um envelope do bolso do vestido e entregou a Aldebaran, que o abriu sem demora, arfando de surpresa ao ver do que se tratava.

– Uma viagem a Porto Seguro com todas as despesas pagas? Não acredito! Era tudo o que eu precisava. Obrigado, princesa. Eu amei! – ele abraçou Dawa novamente, mas deu uma piscadinha para Mirela e Mu, sabendo que haviam sido eles os verdadeiros responsáveis por aquilo. Iria ser maravilhoso rever sua amada Bahia uma vez mais.

Após o ariano se afastar com a família, foi a vez de Camus se aproximar com a esposa e a filha caçula, uma garotinha de oito anos que tinha os olhos violetas do pai e os cabelos negros da mãe.

– Feliz aniversário, Aldebaran! – o aquariano disse, sem alterar suas feições.

– Obrigado, pinguim! – ignorando a frieza do companheiro de armas, o taurino o puxou para si, esmagando-o em um abraço de urso e em seguida se voltando para a bela mulher ao lado dele – Daf, por favor, me diga que as cinco horas que suas amigas levaram para arrumar as malas faziam parte da distração, porque senão vou ter que me reportar à Ártemis sobre esta demora toda!

A capricorniana deu uma risada ao ouvir o comentário indignado do dourado.

– Lamento informar que realmente precisará se reportar à nossa deusa. Melina e Julia só ficaram sabendo da armação hoje, então precisaram arrumar as malas de última hora.

– Por Atena... Tomara que nunca se casem, lamentaria a sorte do pobre homem!

– Feliz aniversário, Senhor Aldebaran! – a jovenzinha cumprimentou assim que os pais terminaram de falar com o cavaleiro de touro.

– Deve me chamar de tio Debas, lady Emma! – a menina na verdade se chamava Emmanuelle, mas todos preferiam usar seu apelido. O taurino repreendeu a garotinha, mas logo sorriu e a abraçou, erguendo-a nos braços e girando, como havia feito com Dawa.

– Seu presente!

Emma também entregou um envelope ao dourado, assim como a filha de Mu havia feito antes dela. Ele o abriu com o mesmo interesse do anterior, sorrindo amplamente ao ver do que se tratava.

– Uma viagem a Salvador? Que maravilha! Muito obrigado, linda.

Um novo abraço e a menina se afastou com os pais.

Após a partida de Camus, vieram Shura e Aurora, com o filho Pablo; Kanon e Cecilia, com a filha Diana; Aiolos e Lara, com o filho Pedro; Afrodite e Cora, com a filha Caroline; Saga e Celeste, com o filho Adônis; e, por fim, Aiolia e Niara, com o filho Alexandre.

– Feliz aniversário, tio! – Aldebaran sorriu, abraçou e girou o garotinho, que possuía a pele cor de ébano da mãe e os olhos verdes, como os do pai – Você já provou os brigadeiros que a mamãe fez? Estão uma delícia!

– Ainda não.

– Por que não? Pois eu vou buscar alguns para o senhor! – e virou-se para correr na direção da mesa, mas parou e voltou para perto do taurino, com um sorriso sem graça – Ah é, eu quase me esqueci. Aqui, tio, o seu presente!

Aldebaran não se surpreendeu quando ele lhe entregou um envelope, e nem quando o abriu e viu que se tratava de um pacote de viagem para Ilhéus – outra cidade baiana. Sorriu, para não fazer desfeita ao sorridente menino, que o fitava com os olhos brilhantes.

– Eu adorei. Obrigado, garoto!

Quando eles se afastaram, o cavaleiro de touro coçou a cabeça e enfiou a mão no compartimento da armadura que servia de bolso, retirando de lá os outros sete envelopes que havia recebido antes. Passou os olhos de um para outro. É, pelo jeito poderia passar o resto do ano na Bahia, sem gastar um único centavo...

***

A festa continuou animada. Saori havia contratado um grupo que alternava entre diversos estilos musicais: samba, pagode, sertanejo e forró. A maioria já havia se acostumado e até aprendido a gostar de música brasileira, que sempre era tocada nos churrascos dados pelo taurino. Refrigerante, carne louca e hot dogs eram distribuídos a todos enquanto o bolo não era partido. Ninguém dizia em voz alta, mas aquilo era muito melhor do que festas frescas onde era servida comida sem graça – as que Atena geralmente os obrigava a comparecer para acompanhá-la.

Aldebaran estava muito feliz com a consideração de todos para com ele. Havia ficado órfão muito jovem, mas os habitantes do santuário haviam se tornado sua família, e continuariam a ser mesmo quando não estivesse mais entre eles. Já estava decidido a comprar uma casinha em Rodório para se manter por perto e, talvez, até a abrir um restaurante especializado em comida brasileira na vila. Clientes não faltariam, disso ele tinha certeza.

Algumas horas depois, antes que as crianças começassem a reclamar de sono, Saori chamou a atenção de todos para o momento de partir o bolo. O taurino decidiu que era a hora perfeita para fazer o anúncio que já vinha adiando há algum tempo. Atena ficou ao lado dele para encorajá-lo.

– Eu não sou bom com as palavras... – ele começou, um pouco envergonhado – Mas quero agradecer a vocês por terem vindo, tê-los ao meu lado significa muito para mim! – Aldebaran não conseguiu controlar as lágrimas, sempre ficava emocionado naquelas horas. Um coro de palmas e assobios soou – Eu venho adiando este momento, mas decidi finalmente anunciar a minha aposentadoria, e também quem será meu sucessor... Ou sucessora!

Imediatamente os buchichos começaram.

– Finalmente ele decidiu aceitar o meu Alexandre como pupilo, já não era sem tempo!

– Se eu fosse você, não estaria tão certo disso. Não é porque sua mulher vive tentando suborná-lo com comida que ele vai escolher o seu filho! – Aiolos repreendeu o irmão – Todo mundo sabe que ele adora meu garotão!

– Até parece... O Debão já disse muitas vezes que é a favor da inclusão de mulheres na linha de frente do exército de Atena. Ninguém melhor do que a minha Carol para isso! – Afrodite os corrigiu.

– Já sabem quem ele considera seu melhor amigo, não sabem? – Mu falou como quem não quer nada.

– Não enche o peito não, ô carneiro! – Kanon não gostou nada da expressão confiante do ariano – A minha Diana é o xodó do tio Debas!

– Só devo lembrá-los que ele com certeza vai querer treinar o filho do cavaleiro mais poderoso de todos! – Saga disse com arrogância.

– Duvido que Aldebaran queira se arriscar a ter um pupilo bipolar... – Shura cortou o geminiano – Será muito melhor escolher o filho do homem mais fiel a Atena!

– Tsc tsc, francamente! – Camus desdenhou daquela discussão inútil. Tinha certeza de que no fim o taurino escolheria a criança mais inteligente e disciplinada de todas, ou seja, a sua Emma.

– Ainda bem que não precisamos nos preocupar com esta palhaçada toda! – Bian sussurrou no ouvido da esposa, Cloé.

– Concordo! O único dilema de Valentine será escolher entre as escamas de cavalo e dragão marinhos...

Aldebaran continuou seu discurso e todos se calaram para ouvi-lo.

– Eu confesso que não foi uma escolha fácil, por isso eu hesitei tanto em fazê-la. Mas no fim, tudo foi decidido de forma absolutamente imparcial. Deem todos as boas-vindas à Hana, a nova amazona de touro!

– Pera, o quê? – todos perguntaram em uníssono, enquanto a jovem de dezoito anos abria caminho entre eles e se colocava ao lado do taurino. Luana e Hyoga exibiam sorrisos largos, orgulhosos da filha.

– Todos estes anos treinando Khaled e Hana me mostraram que os dois tinham enorme potencial para se tornar santos de ouro, por isso uma luta limpa e justa foi a melhor forma de finalmente acabar com meu dilema!

– Alguém sabia que ele treinava os garotos do pato? – Afrodite perguntou a ninguém em específico, mas a cara de tacho de todos mostrava que estavam tão surpresos quanto ele.

– Finalmente acabou esta frescura toda. Eu sempre soube que Emma seria uma satélite, assim como eu! – Dafne se manifestou pela primeira vez.

– Faço minhas as suas palavras! – Mirela completou, ao que Mu suspirou, resignado. Não tinha outra opção melhor mesmo...

– E Pablo e Diana vão disputar entre si para ver quem será o futuro guerreiro deus de Megrez. Cecilia e eu combinamos isso desde sempre!

– É verdade... – a asgardiana ruiva concordou com a irmã.

Shura e Kanon trocaram um olhar hostil. Uma nova rivalidade se iniciava ali...


Notas Finais


Algumas explicações:

[1] Caso alguém não se lembre, o que acontece no aniversário das lojas Guanabara é isso aqui: https://www.youtube.com/watch?v=R3rREZB2NCs&t=4s.

[2] Dawa é um nome tibetano que significa “lua”.

E entãoooooo, o que acharam? Espero que tenham gostado!
Ah sim, alguém deve ter reparado que, como a Saori é virginiana (aniversário dia 01 de setembro), o ideal seria que as crianças feitas na festa de aniversário dela fossem geminianas, que é quando se completa 9 meses certinho; mas aí não teria graça este epílogo, por isso deixei todo mundo taurino mesmo. Considerem que eles nasceram no dia 20 de maio, faltando apenas 10 dias para completar os 9 meses de gravidez.
Era isso, obrigada por tudo mais uma vez.
Beijinhos, e até a próxima fic!
PS: não percam a última oportunidade de dar uma opinião sobre a história. Eu valorizo cada uma delas ♥♥♥


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