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História Deuses do Olimpo e os Asgardianos 2 - Capítulo 33


Escrita por: Circ3

Notas do Autor


Boa noite meu povo!
Outro capítulo que é pra dar uma guinada na história!
Me digam o que estão achando!

Capítulo 33 - Capítulo 33


Atena sentia a luz esvaindo de seu corpo. A pressão em sua cabeça diminuía pouco a pouco. Seus olhos se abriram e ela se levantou devagar. Não havia o menor sinal de Tueris, Bastet ou qualquer um que estivesse próximo a ela anteriormente.

A deusa da sabedoria percebeu que não estava no mesmo lugar. Era um salão muito grande, maior que o de Asgard. A grande mesa repleta de comida e hidromel.

Não demorou muito para que ela percebesse que aquilo se passava na sua cabeça,  não era real. Mas não entendia como poderia voltar para seu corpo. A realidade.

Não demorou muito para que ela percebesse que não estava só. Haviam três homens. Ambos velhos vikings.

_ Sente-se._ O ruivo pediu com a sua voz grave.

_ Quem são vocês? E o que estou fazendo aqui?_ Atena perguntou enquanto se sentava.

_ Eu sou Borr e estes são Villi e Vé._ O deus se apresentou. A deusa da sabedoria arregalou os olhos em surpresa. Sua alma transitava por Valhalla.

_ Não se preocupe, criança. Você não pertence a esse mundo._ Villi disse.

_ Estamos aqui para ajudá-la a entender como deve seguir a partir de agora._ Vé afirmou.

_ E como devo seguir? _ Atena perguntou.

_ Deve treina-los. Prepara-los pelo que está por vir. E acima de tudo, guia-los até seu destino. _ Borr explicou.

_ O fim se aproxima. _ Vé disse.

_ Ragnarok._ Villi sussurrou.

_ Você tem conhecimento sobre o futuro de Asgard. Sabe do que estamos falando ._ Villi e Vé falaram juntos.

_ Eu compreendo._ Ela afirmou.

_ O da direita deverá se chamar Magni e ele será o mais forte entre os deuses._ Vé afirmou.

_ O da esquerda será Modi, a sua coragem será conhecida por todos os reinos._ Villi acrescentou.

Atena não conseguia se expressar diante daquela situação. Filhos? Guerreiros? Era esse o seu legado para o mundo?

Borr assentiu com a cabeça e Atena sentiu-se tonta. Sonolenta. Seu espírito adormeceu tão rápido quanto chegou ali.

~~~

Reino de Osíris

_ Pelos deuses! Isso realmente está acontecendo?_ Hermes perguntou para Perseu.

_ Estou tão surpreso quanto você. _ Perseu concordou.

_ Por que esse tipo de coisa sempre acontece comigo? _ Hermes perguntou retoricamente. _ Essas coisinhas surpreendentes...

Eles analisavam enquanto Bastet e Tueris enrolavam aquelas criaturinhas chorosas em mantas.

_ Pronto... Pronto..._ Tueris disse enquanto limpava um dos bebês._ Ele é tão pequeno...

_ Uma bolinha de pêlos..._ Bastet acrescentou.

_ Então... Ela não sabia?_ Perseu perguntou.

_ Não... Eu tive a honra de contar..._ Tueris disse orgulhosa enquanto ninava o loirinho chorão.

_ E isso pode ter acelerado as coisas?_ Hermes perguntou._ Podia ter esperado até estarmos no Olimpo.

_ Não acelerou nada. Era para ser exatamente assim._ Bastet disse aconchegando o outro bebê junto de si. Esse já não chorava, gostava do calor que emanava da deusa felina.

_ Ai..._ Tueris reclamou logo que o bebê chorão começou a apertar suas mãos felpudas._ Esse aqui é forte._ Ela acrescentou.

Hermes se aproximou observando a feição dos gêmeos. Os cabelos finos, ralos e loiros. Os olhos azuis brilhantes.

_ Eles são tão... Thor..._ Hermes disse mantendo uma distância segura.

_ Eu acho que eram eles que estavam fazendo aquela loucura com os trovões, certo?_ Perseu perguntou.

_ Exatamente!_ Tueris concordou.

_ Isso nos faz questionar muitas coisas, não? Eles são só bebês... O que mais serão capazes de fazer?_ Bastet perguntou enquanto seu pequeno bebê bocejava.

_ Algo grande._ Hermes disse baixo.

_ Alguém precisa avisar o filho de Odin sobre a chegada dessas coisinhas..._ Tueris disse já se acostumando com as mãos fortes de seu gêmeo.

_ Vamos esperar Atena acordar e então ela vai decidir o que vai fazer..._ Perseu disse.

Pouco tempo se passou até que alguém girou a maçaneta da sala. Era Thoth acompanhando a deusa da sabedoria.

Atena entrou na sala com uma palpitação incomum no peito. Ansiedade por não ser o suficiente. Há três mil anos ela era a deusa da guerra e estratégia em batalha, conhecera o amor a pouco tempo. E aceitou essa parte de si, mas o que faria agora diante daquela responsabilidade?

Ela não era somente a figura materna que os gêmeos teriam, ela teria a responsabilidade de treina-los, guia-los e entregá-los ao seu destino como defensores de Asgard, mesmo que isso os matasse. Eles não eram verdadeiramente seus. A grandeza deles superava isso.

_ Vamos deixá-los a sós._ Thoth disse em direção à Tueris e Bastet.

As deusas depositaram os bebês cada um em um cesto, estavam enroladinhos em mantas.

_ Vocês também. Venham._ Bastet disse em direção a Hermes e Perseu.

E então todos saíram, deixando a deusa de pé e distante dos bebês que se remexiam incessantemente no cesto.

A deusa da sabedoria se aproximou lentamente e fisicamente relutante. Parou de maneira que pudesse observar os cestos se mechendo. E por fim, tomou coragem para enfrenta-los, um pouco irônico alguém que matava monstros e liderava exércitos ter medo de bebês. Mas Atena funcionava exatamente dessa maneira.

A Senhora do Olimpo olhou curiosa para aquelas criaturinhas duplicadas. Eles não pareciam fisicamente com ela, nem mesmo pelo azul dos olhos. Eles era quase idênticos ao deus do trovão.

Atena aproximou sua mão de um dos gêmeos. Dedilhou sob os fios amarelados, o nariz e as mãozinhas. Ele era menor que o outro, mas parecia seguro em mostrar seu sorriso desdentado. Bravo e corajoso.

_ Você deve ser o Modi._ Atena disse baixo, Modi abriu ainda mais o sorriso sem dentes, quase como se reconhecesse o próprio nome.

Atena repetiu o gesto com o outro bebê, mas ele parecia mais elétrico.

_ Magni.._ Atena disse ao sentir a força daquelas pequenas mãozinhas sob seu dedo.

Em poucos segundos, Atena pôde perceber o quanto eles eram diferentes. Modi era mais dócil e afetivo, assim como Magni mais forte e elétrico. Não era difícil os identificar, mesmo que fossem extremamente parecidos fisicamente.

_ Vocês são tão pequenos..._ Atena disse enquanto Modi babava sua mão e Magni apertava a outra._ Principalmente você... Babão_ Ela disse para Modi.

Atena não teve uma figura materna em quem se espelhar e tampouco infância. A deusa nasceu adulta e pronta para a batalha e ela se orgulhava disso.

Durante séculos, cuidou dos irmãos ao seu modo. Não era do tipo carinhosa ou amorosa. Se definia como leal e sensata. E era isso que sabia fazer. Mas era completamente diferente da função que exerceria daqui para frente.

Ela não poderia prometer ser uma mãe modelo. Ela aceitaria cada responsabilidade no seu tempo. Atena os treinaria, ensinaria tudo o que ela havia aprendido durante seus milênios. E quando a grande batalha se iniciasse eles vão estar prontos para defender seu lar.

~~~

Em algum lugar bem abaixo da superfície

E quando os deuses se preparavam para seguir, a água começou a sacudir novamente. Os hipocampos surgiam aos montes na superfície, deixando as profundezas para a criatura horrenda que os devorava.

_ Vamos embora daqui!_ Melinoe gritou e os hipocampos começaram a nadar para longe da terrível besta.

Thor e seu hipocampo pareciam bem a frente de Balder e Melinoe, quando algo serpente ou para fora da água, lançando-os para longe.

_ É uma serpente gigante!_ Thor gritou assim que conseguiu voltar a superfície. O hipocampo permanecia do seu lado de maneira leal.

_ É o basilisco. Primeiro Medusa, depois quimera... Qual é o lance dele com as cobras?_ Melinoe perguntou sarcasticamente.

Do outro lado a criatura mostrava sua enorme cabeça e presas, devorando dois hipocampos de uma só vez.

Os deuses pulavam sobre as águas na esperança de que chegasse rapidamente até a saída.

_ Como eu amo terra..._ Disse Melinoe assim que pisou em terra firme.

_ Eu terei de concordar._ Balder afirmou.

Thor ainda observava seu hipocampo enquanto Balder e Melinoe pareciam interessados em achar mais uma passagem para o subterrâneo.

O deus do trovão sentiu pena daquela criatura amigável, eles mereciam mais do que serem comidos por uma serpente gigante.

_ Vamos indo, encantador de serpentes..._ Melinoe o chamou para realidade. E então seguiram rumo à caverna.

Balder parecia convicto que estava cada vez mais perto de estar com sua amada. Continuaram caminhando em linha reta.

Melinoe estava espantosamente satisfeita com a viagem até o presente momento, já haviam passado pela Quimera e o Basilisco. Aquele parecia um dia de sorte.

Thor não parecia tão bem quanto os outros. A marca do veneno em seu braço adquiriu uma cor escura e estava se espalhando pelo membro. Se não fosse um deus já estaria morto.

O filho de Odin não estava pronto para ir até Valhalla naquele dia. Ele ainda tinha muito o que fazer. Ajudaria o irmão a se acertar com deusa do inverno. Se tornaria rei de Asgard. Veria Atena novamente. Lutaria ao lado de Sif. Se acertaria com Loki... Muitos planos.

Ele pensava exatamente sobre isso, aquilo mantinha sua cabeça focada. E continuou assim até que sentiu uma presença perto de si. Cabelos flamejantes e um barulho metálico sobre o chão.

~~~

Asgard

O dia em Asgard também fora bem fora do comum, isso por que o sumiço de Thor, Balder e Melinoe foi o assunto do momento. E obviamente, aquilo instigou a curiosidade de Tritão sobre o paradeiro de Despina. O herdeiro de Atlântida também era um deus inteligente. Não foi difícil para ele entender que de algum jeito insano a deusa do inverno estava sob o domínio de Hades.

Durante o fim da tarde Tritão e Apolo iniciaram uma conversa. Algo que o deus sol pensou ser útil na situação da deusa das geadas, o gêmeo de Artemis tentaria mostrar um outro ponto de vista para o herdeiro de Atlântida.

_ Você sempre soube de tudo, não é mesmo?_ Tritão perguntou.

_ Sim._ Apolo respondeu.

_ Não é que eu não entenda as motivações de Despina e Árion... Eu entendo..._ Tritão iniciou.

_ Não está aqui como irmão. Você está aqui como futuro rei de Atlântida... Eu entendo._ Apolo concordou.

_ Nós nunca fomos como vocês filhos  de Zeus, esse tipo de conflito não existia entre nós. Nunca existiu até agora.

_ Bom, nós, filhos de Zeus, somos muitos... É difícil estarmos sempre pacíficos._ Apolo disse irônico.

_ Eu sei o que quer dizer, Apolo._ Tritão disse por fim.

_ Sabe?_ Apolo perguntou.

_ Eu sei que aquilo não foi causado somente por Despina e Árion. Eu vi quando Poseidon os perseguiu e cercou a passagem para Atlântida seca. Eu entendo isso, mas que escolha eu tenho?

_ Não, Tritão. Acho que você ainda não compreende o poder que tem. Não compreende o que representa._ Apolo disse firme._ Os atlantis ouviriam você porque em suas veias corre o sangue do velho do mar. Existem mais opções do que essa perseguição. Quais as chances que bastardos teriam contra o Rei de Atlântida? Acha isso justo? Mas com você ao lado deles, equipararia o jogo.

_ São palavras bonitas, Apolo. Mas já esteve em um julgamento atlanti? _ Tritão disse firme, mesmo que estivesse indeciso emocionalmente.

_ Não. E se você partir ainda hoje, sem a menor "ideia" de onde eles estão, esse julgamento nunca irá existir._ Apolo aconselhou._ É o mais próximo de justiça que eles terão.


Notas Finais


Boa noite, galera!
E então? Supriu a expectativas? Me contem o que vocês acharam de Magni e Modi?
Eles serão o suficiente para evitar o Ragnarok?
Melinoe, Balder e Thor estão próximos de seu objetivo?
Qual é essa figura de cabelos de fogo e esse barulho metálico?
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