História Deux - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~andyNilduenilun

Postado
Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Reita, Ruki, Uruha
Tags Reituki, Violencia, Yaoi
Visualizações 93
Palavras 4.966
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente, sábado agora sou eu, Psycho, e cheguei com mais um capitulo. ~ jura e.e ~ sim, juro.
Queria agradecer aos comentários e teorias do anterior, espero que gostem desse capitulo e boa leitura.
o/

Capítulo 18 - XVII - The truth behing the lies.


Fanfic / Fanfiction Deux - Capítulo 18 - XVII - The truth behing the lies.

Kai saia pela porta da frente da delegacia com uma expressão exausta, assustada, ao mesmo tempo que parecia estar coberto de ódio. Takanori e Akira se dirigiam á saída, passava das nove horas da noite, aquele dia correu como uma lâmina que deslizava sobre a carne macia, de forma que quando perceberam seus estômagos estavam roncando alto de fome.

Kouyou disse-lhes que no menor sinal do teste sobre o sapato de Kai entraria em contato com Akira. No momento ele deveria ir para casa e descansar, pois o dia seguinte seria pesado.

A imprensa queria um pedaço de cada um deles, Takanori, Akira e Yuu, mas os três não iriam comunicar nada antes de conclusões mais exatas.

Assim que o suspeito e a advogada passavam pela mesma porta que o investigador e Takanori, um ar pesado se instalou entre eles.

A dupla de Chip e Dale da noite esperavam por Akira, conversando animadamente próximos á saída e quando o viu com Ruki ao seu lado, levantaram-se do comprido banco e sem dizer nada os seguiram.

Kai encarou Takanori com um sorriso de asco e disse baixinho;

- Espero que esteja satisfeito, seu doente. Acabou de novo com a minha carreira.

- Só vou ficar satisfeito quando você for preso. – Takanori rebateu.

A Bruxa Velha tocou o ombro de Kai e o puxou para a saída enquanto seguia caminho dando uma rápida olhada para trás, onde Akira parecia sorrir pensativo, cutucando a bochecha com a língua em uma expressão travessa.

- Ele está cercado. Não tem mais para onde correr. – constatou calmamente. – Vamos sair pelos fundos, estou com uma dor de cabeça infernal e não quero dar um soco no primeiro babaca que enfiar uma câmera na minha cara.

Takanori sorriu ligeiramente e abaixou o olhar.

- Que horror, Akira.

Ao perceber que ele sorria daquele modo que ele sempre se derretia, um misto de inocência com deboche, Akira soltou uma fraca risadinha abrindo a porta e saindo para o pátio dos fundos da corporação onde a van já os esperava.

- Não quero que ninguem encoste em você também. – disse baixinho se inclinando para falar no ouvido do baixinho ao seu lado. – Não gosto deles tentando te tocar.

Chip e Dale se entreolharam instantaneamente, com expressão assombradas e quando olharam para frente outra vez, viram aquele rosto de máscara de couro e cabelos louros jogados para frente com os olhos fixos pulando de um para o outro.

- Algum problema com vocês dois, Pink e Cérebro?

Negaram veementemente enquanto se jogavam no banco da frente da van e esperavam os outros dois entrarem. Quando Akira puxou a porta de uma vez só e ela se fechou o carro passou a se mover pelo estacionamento. Takanori encarou Akira com um fino sorriso nos lábios que Akira foi forçado a retribuir.

- O que foi, chibi?

- Não era Chip e Dale?

- Chip e Dale, Pink e Cérebro, Timão e Pumba... Tanto faz. Olhe pra eles, parecem uns idiotas.

- Akira... – gemeu reprovador, mas tentando esconder o sorriso entre as mãos.

- Ah, estou de mau humor, chibi. – gemeu escorando a cabeça contra o banco. Era quase uma visível sombra perfeita de Akira ali, resmungando. – Precisamos provar que era o Kai desde o principio pra podermos te tirar daquele lugar... Cada vez mais que a investigação vai se aproximando do fim eu sinto como se a qualquer momento eles fossem te tirar de mim.

Takanori ignorou o olhar curioso do agente do banco carona que os observava boquiaberto pelo retrovisor e apenas tocou na mão de Akira com uma expressão compreensiva.

- Sei que vai conseguir.

Akira suspirou, pegando sua mão e levando aos lábios para beijar. Sorriu enquanto sacudia os ombros e retornava com aquele olhar obstinado, por vezes malicioso.

- Sim, eu vou. Foi só um lapso do Pateta que tem dentro de mim se lamentando. Nos vamos conseguir sim.

Assim que chegaram em frente á casa de Akira, os dois desceram deixando para trás a van estacionada ali na frente, com um dos agentes os seguindo como se costume até a entrada, onde assim que tirou os sapatos, Takanori já estendeu seu tornozelo e o sujeito muito desagradado por os comentários do investigador, colocou a tornozeleira de volta.

Akira entrou, tirando o casaco e o atirando sobre o sofá enquanto se dirigia á cozinha.

Quando o agente foi embora, Takanori andou automaticamente para a roupa amassada de Akira e a juntou, dobrando cuidadosamente, a levando para o armário próximo á entrada com ela nos braços, enterrando o rosto ali ligeiramente, como era seu natural costume, antes de ir atrás do louro.

- Akira, não fique aborrecido. – gemeu o olhando abrir a geladeira e tirar uma cerveja ali de dentro, bebendo goles enormes, até a metade. – O Kai foi liberado, mas vamos provar que foi ele. Afinal, foi ele mesmo, não foi?

- Estou preocupado com o Kou, Taka. – ele confessou. – Não sei se ele vai concordar com implantar provas nos assassinatos antigos.

- Amanhã vamos conversar com ele.

- Aliás, o que estava acontecendo lá dentro quando cheguei? – disse com um sorrisinho de canto, típico de Reita. – Não acha que vou acreditar que não aconteceu nada, não é chibi?

Takanori riu e abanou a cabeça, ele sempre iria perceber certas mudanças em seu rosto, não importava o quanto tentasse esconder. Quando Akira chegou próximo á ele e o abraçou pela cintura, sentiu seus olhos curiosos percorrendo seu rosto.

- O que aconteceu?

- Ah, o Yuu dando um pequeno ataque comigo, o Ruki querendo fazer as besteiras dele... Mas tudo foi resolvido. – respondeu pegando os vincos da camisa de Akira com a ponta dos dedos. – Não se preocupe com isso, já passou.

Ele assentiu, com aquela expressão maliciosa que por trás da máscara se tornava sempre mais sacana que realmente era.

- Se o Yuu continuar assim com você, não sei o quanto vou aguentar antes de acertar um soco naquele babaca pretencioso.

- Está violento hoje, Rei-chan. – zombou batendo levemente na bochecha dele.

Reita riu assentindo.

- Estava louco pra chegar em casa e ficar sozinho com você.

Takanori esboçou um sorriso com os lábios trincados e pendurou-se ao seu pescoço enquanto ele beijava vagarosamente o rosto até encontrar seus lábios, Takanori sentia-se tonto, como se parte dele estivesse saindo de dentro de si, como se estivesse se despersonificando.

Eu quero falar com ele agora, Bicha Chorosa. Você me prometeu”, disse voz de Ruki tão alto dentro da sua mente que por um momento chegou a doer como doía antigamente.

Abaixou a cabeça encostando a testa no peito de Akira que pegou seu rosto entre as mãos e o encarou, perturbado.

— O que foi?

— Rei-chan... — chamou ele o encarando nos olhos com aquele brilho intenso. — Rei-chan, precisamos dar uma volta.

Akira franziu o cenho, sem compreender e seguiu seu olhar para um ponto qualquer na cozinha, logo o encarando preocupado.

— Como assim, chibi?

— Eu prometi ao Ruki, ele merece isso. O Akira, e apenas o Akira.

Akira a sua frente já era apenas o Akira, afinal Reita também era o Akira, mas dentro dele sabia perfeitamente que aquilo era parte verdade. Reita era um filtro que colocava sobre si mesmo, era parte dele, mas poderia retira-lo a hora que bem entendesse.

— Por que ele quer só o Akira? — perguntou desconfiado. — E se ele tiver ideias idiotas e convencer o Pateta a...

— Rei-chan. — o fitou sôfrego e piscou lentamente em seguida abrindo um sorriso sarcástico de deboche, os olhos se tornando sagazes e sedutores. Pegou o queixo de Akira e o apertou enquanto olhava o bico cômico que se formava em seus lábios e riu. — Por que não é você quem manda na casa, Rei-chan. Coloque o Pateta na linha, vamos, não seja egoísta.

Akira o soltou e afastou-se com um olhar de canto, desconfiado.

Reita falava que deveria ter cuidado, que não deveria deixar que ele o manipulasse, mas até mesmo Reita era calado com aquela visão de Ruki pegando sua mão e levando seus dedos aos seus lábios, lambendo-os, com aquele sorriso de canto, os olhos intensos quando se deixava observa-lo.

Reita e Akira dentro daquele ambiente escuro de sua mente, ambos lado a lado pareciam boquiabertos pelo modo eficiente que Ruki brincava com seus dedos, com a língua.

Sai pra lá, babaca”, Akira gemeu empurrando Reita que queria voltar á superfície com um sorrisinho sacana. Virou-se ao mascarado e apontou para um canto qualquer. “Esse assunto é meu, agora vá você pro cantinho, moleque”.

Reita sorriu amargamente. Se era assim que Takanori havia pedido ele iria deixar, iria até mesmo desligar-se de Akira, deixa-lo assumir o controle totalmente sozinho.

Quando Akira respirou profundamente e se dissolveu em uma expressão de desespero pela tortura sexual que Ruki estava fazendo contra ele, foi como estar sozinho novamente.

Reita havia ido dormir, finalmente.

E Ruki a sua frente tinha total consciência disso.

Akira puxou a mão cuja boca sedutora de Ruki brincava e soltou um suspiro, cruzando os braços enquanto se escorava na pia o olhando com aquela expressão fria, uma total falta de coerência já que seus lábios estavam secos apenas pela visão e seus olhos nitidamente vidrados nele.

— Qual é o assunto, Ruki?

— O assunto? — disse sentando-se na mesa enquanto seus pés abanavam no ar. Estendeu um deles e tocou com a ponta da meia o volume que se formava dentro da calça de Akira, massageando aquela área com destreza. — Des de quando temos um assunto? Sei que está morrendo de saudade de mim... Vem cá.

Akira suspirou enquanto revirava os olhos e se encaixava entre as pernas dele, olhando para baixo e vendo o modo seguro que ele desabotoava sua camisa preta.

— É só isso que você quer de mim? — Akira disse em tom baixo, fazendo Ruki erguer os olhos para ele com uma expressão de sarcasmo. — O que mais iria querer de mim, não é?

Aquela frase pareceu irritar Ruki que por um momento segurou seu queixo tão forte que Akira sentiu as unhas curtas de Takanori se fincando em sua carne, permaneceu quieto apenas contemplando as expressões aborrecidas de Ruki que lentamente voltavam ao normal.

— Acha que é só isso que eu quero de você? Sexo? Então me diga por que estou aqui com você e não com o Reita.

— Por que gosta de debochar de mim, eu acho.

— Ah eu gosto, gosto mesmo, mas há uma razão e hoje vamos terminar com isso de uma vez por todas.

Akira sentiu-se intrigado com aquele meio sorriso que vinha dos lábios dele quando levou as mãos á sua nuca e desamarrou a máscara negra que Reita usava.

A máscara era mais sufocante que a faixa e assim que ela saiu, sentiu o ar entrando novamente de forma natural.

Ruki atirou a máscara longe e passou os braços por seu pescoço, aninhando-o entre suas pernas enquanto o puxava contra si.

— Sabe o que sinto por você, não sabe?

Akira sentiu um aperto em seu peito com aquela pergunta, a culpa ainda o consumia. Precisava confessar abertamente que era mais doente que ele por ama-lo? Por amar uma personalidade sádica, doentia e assassina?

O que o tornava se amasse Ruki?

Pior que ele?

— Sei. — retrucou enfim. — Na verdade, mais ou menos... Acho que você gosta de me ver sofrendo.

Ruki riu daquela frase e deixou a cabeça pender para trás, divertido. Quando voltou a encarar o rosto confuso de Akira sem aquela máscara, passou a mão pelos cabelos dele, afastando a franja loura de frente ao seu rosto e remexendo em seus cabelos a fim que ele ficasse menos parecido com Reita.

— Gosto mesmo, você merece sofrer, mas só por minha causa. Só eu posso te causar dor. — disse baixinho fazendo um bico de convicção. — Ninguém mais.

— Ah, isso é muito saudável. — Akira disse controlando o ímpeto de retribuir o carinho que ganhava. Ruki nunca foi muito carinhoso antes e aquele gesto dele em seus cabelos, o cuidado que retirava as mechas louras de frente ao seu rosto, o modo que seus pés acariciavam suas coxas... Mais um pouco daquilo e não seria capaz de agir por si mesmo.

— Não somos saudáveis, Akira. — disse sorrindo. — A Bicha Chorosa concorda comigo em uma coisa; está na hora de parar de sentir culpa e admitir de uma vez que você e eu nos merecemos. Não se preocupe, aquele sem graça não vai a lugar algum, além do mais ele sempre vai estar aqui e vai amar você, mas admita, Akira Chifrudo do Lixão... Admita, é comigo que você perde a cabeça, não é?

Akira desviou o olhar sentindo um sorriso amargo em seu rosto. O demônio era realmente tentador.

— Por que quer que eu admita isso? Pro seu ego se sentir melhor?

— Pra você se sentir melhor. Convenhamos, você não vale nada e achar que me odeia e ama o Taka não vai te fazer ser um bom menino de novo, sabia?

— Eu sei. — suspirou o olhando de canto. — Eu sei disso, por que acha que me sinto tão mal por todos esses anos que eu e você enganamos o Taka?

— Não enganamos o idiota, ele sempre soube. — sorriu enquanto suas mãos adentravam pela camisa de Akira e passeavam pelo seu corpo, a fazendo cair no chão.

Akira fechou os olhos ligeiramente ao sentir aquelas mãos em sua pele. Até mesmo o modo de ser tocado era diferente, transbordava luxuria, atiçava seus sentidos de uma forma tão surreal que era como se cada pedaço seu rugisse e clamasse por mais.

— Você sofre em vão e me deixa te fazer sofrer em vão. — a voz sedutora de Ruki ditou agora passeando com a ponta dos dedos pelo tórax a sua frente, arranhando ligeiramente. — É assim que você vai querer para sempre? Sofrer?

Akira abaixou a cabeça, fechando os olhos, sôfrego e escorou a testa em seu ombro.

— Você acabou com tudo que eu tinha, Ruki... Você afastou o Takanori de mim, você se afastou de mim... Como eu não pude ver que você estava fora de controle? Eu devia ter parado você naquela época, eu...

— Shhhh. — Ruki puxou seu rosto para próximo ao seu o encarando com aquele misto de carinho e deboche. — Você não podia ter feito nada, eu sempre vou te cegar enquanto você não estiver olhando com atenção para mim com essa culpa que carrega. Sempre vai ser assim, gatinho.

Akira sentiu os lábios quentes dele o beijando, colando-se aos seus com os olhos abertos que o fitavam, refletiam-no ali. Passou as mãos com selvageria pelas costas de Ruki e segurou em seus cabelos, agora escuros, sentindo toda a ânsia por provar aquela boca, sentir a língua atrevida dele á sua.

Ruki tinha razão, sempre iria confundi-lo se não tomasse uma atitude firme, uma postura que mesmo sozinho – sem o Reita – ele sempre deveria ter tido.

— Não foi culpa sua. — sussurrou Ruki contra os lábios dele. — Foi nossa culpa, eu e essa Bicha Chorosa que não sabíamos conviver juntos antes, nós nos magoamos e respingou em você, não foi sua culpa.

Aquela frase fez Akira sentir uma ardência nos olhos, pois se viesse de Takanori não haveria nada de estranho, mas era Ruki ali! Ruki!

E Ruki estava o consolando! Aparentemente ele gostava daquele papel, e aquilo dava uma perspectiva nova ao investigador. Reita havia lhe contado que Takanori sempre o consolava, mas era com ele que se sentia pronto para desabafar e ter algum apoio, já que com Akira era apenas apoia-lo, com Ruki jamais ouve apoio, apenas sexo, culpa e acusações, mas agora...

Akira o encarou firmemente, concentrado e piscou lentamente.

Por que se punia tanto? Não foi sua culpa, não é mesmo?

Ou foi?

Não era apenas sobre Takanori, mas sobre os abusos que sofreu... Talvez toda a dor sempre houvessem sido por conta deles, mas adulto achou uma nova justificava para sofrer.

Nada daquilo era preciso carregar ou dividir com Reita agora, pois não era mais necessário carregar fardo algum!

— Não foi minha culpa. — ele sussurrou enquanto o olhava com uma expressão nova de espanto. — Puta merda, eu e você nunca fizemos nada de errado... Nós só... Nós precisamos um do outro, Ru-chan.

Ruki sorriu ironicamente e bateu na bochecha dele de modo fraco.

— Claro que precisamos, seu Pateta.

— Quando estou com você, Ru-chan, eu sinto como se... — desviou os olhos da expressão de expectativa de Ruki. — Eu sinto como se todas as coisas que me sinto “sujo” caso liberasse com Takanori fossem naturais, eu me sinto quase em casa com você... Eu lutei muito contra isso, sabe, por que eu amo o Taka, é sério, ele representa toda a bondade, força e inteligência que admiro em uma pessoa... Mas com você eu não me sinto “indigno” de ser amado por que você e eu somos iguais.

Ruki pareceu perdido naquele comentário, mas franziu o cenho e o chutou para longe.

— Akira, vá se foder! — gritou descendo da mesa e apontando para ele furiosamente.

Akira arfava de dor com as mãos entre as pernas, apoiou-se na pia e virou o rosto contorcido de dor para olhar para Ruki que estava parado a sua frente com as mãos na cintura, indignado.

— Porra, Ruki! O que você fez com as minhas bolas seu doente!

— Isso é pra você aprender a me tratar com respeito. — disse num sussurro se aproximando dele e o encarando com os olhos semicerrados de raiva. — Quer dizer que comigo é como se eu fosse um lixo por que você é um lixo? Quem você pensa que é para dizer isso? Eu sou muito melhor que aquela Bicha Chorosa! Você deveria se ajoelhar nos meus pés e agradecer por...

Ruki parou de falar quando olhou para Akira e mesmo com a expressão de dor viu um sorrisinho começando a se abrir de forma sarcástica, mas muito interessada.

Akira não sorria daquele modo, ele não tinha capacidade de relaxar para sorrir, pelo menos não para ele e pior ainda depois de ter levado um chute daquele jeito.

Ruki franziu o cenho, confuso.

— O que está rindo, Pateta?

Akira ergueu-se e o puxou com um gesto brusco, fazendo com que Ruki se desequilibrasse e caísse em cima dele, o aparando e o empurrando contra a pia de um modo tão rápido que fez Ruki soltar um gemido de dor quando bateu na quina do mármore.

Akira segurou seu rosto com os dedos e o encarou com aquele olhar faminto, sempre foi assim daquele jeito antes de Takanori se entregar, mas havia tanto tempo que esqueceu que Akira também podia sorrir quando estava com ele e quando estava excitado.

— Você vai parar de me chamar de Pateta ou essas coisas que me chama.

Ruki pareceu perplexo e lançou um sorriso desafiador.

— Ah é? E o que vai fazer se eu não parar, Akira-Pateta-Chifrudo-do-Lixão? — provocou com um olhar que brilhava. — Heim, seu Lerdo? O que vai fazer? O que vai...

Akira deixou um suspiro que se assemelhava a um bufar soltar-se de seus pulmões quando o pegou pela cintura o atirando sobre os ombros e riu ao sentir Ruki tentar agarrar-se nele para não cair.

— Ora, se não é o Ruki, o assassino em série todo metido que está com medo de cair, agora. — zombou enquanto se dirigia pela sala com ele em seus ombros.

— Akira, pare com isso, o que você vai fazer? — gemeu tentando se recompor, não compreendia as ações dele, não sabia como controla-lo daquela forma e assim era perigoso de mais afinal nunca se sabe quando um maníaco como Akira poderia vir a surtar de repente.

— Está com medo, Ru-chan? — caçoou divertidamente. — Não era eu o Pateta?

— Me solta logo, idiota!

Akira parou no centro do corredor que se direcionava ao quarto e não apenas o soltou, mas o atirou no chão fazendo o som do corpo caindo no tapete ecoar com um eco seco, Ruki ergueu os olhos para o sorriso largo e cruel nos lábios de Akira e piscou rapidamente, sem reações, nunca havia o visto agir daquele modo.

— Akira, que porcaria é essa que...

Akira abaixou-se e riu alto quando Ruki quase rastejou para distanciar-se dele, mas segurou seu pé e sentiu um arrepio ao ver as expressões de desconfiança e medo no rosto arrogante do baixinho.

Seu corpo moveu-se lentamente sobre ele e segurou-lhe as pernas em volta de seu corpo para não correr o risco de uma nova joelhada.

Forçado a ter seu corpo deitado no chão, Ruki ofegava enquanto o encarava deitar seu corpo sobre o dele e mordeu os lábios quando Akira roçou-se nele, precisamente aquela parte onde antes parecia estar dolorosa já não estava mais.

— É parar com sofrimento que você quer, não é Ruki? — Akira sussurrou daquele modo que apenas ele sabia sussurrar, pois Reita sempre colocava um ar malicioso ali, mas não Akira que era apenas instinto e seriedade. — É parar de ser domado como o seu animalzinho que você quer não é? Vou te dizer por que, Ruki, por que por anos ninguem te deteve, essa é a verdade, mas está na hora disso acabar, não acha?

— Vá sonhando que...

Akira calou-o com um beijo, devorando seus lábios enquanto sentia as unhas dele sendo afiadas em suas costas, cortando a pele de forma dolorosa. Em função daquela ousadia o mordeu, ouvindo Ruki gemer prazerosamente abaixo dele e sorriu.

— É machucar que você quer, Ru-chan? — voltou a sussurrar. — Vamos ver quem machuca mais?

Ruki riu enquanto arrancava a calça jeans de Akira que facilitava para aquilo ser feito ali mesmo, no chão, de imediato. Com Ruki faria aquilo em qualquer lugar, no chão era mais propicio para animais que eles eram, sempre pensou assim.

Logo estavam nus, lutando por controle enquanto suas respirações se mesclavam altas e animalescas naquele corredor, Ruki gostava daquilo, era como finalmente ter uma reação completa do investigador.

Talvez ele tivesse razão mesmo, eram ambos animais, ambos eram sujos como lixo, ambos se mereciam. Não havia nada ali que lembrasse aquela sincronia que Reita e Takanori tinham, nem mesmo a fúria sexual de Ruki e Reita e definitivamente não era como a relação de amor e cuidado de Akira e Takanori.

Akira e Ruki sabiam e finalmente o primeiro admitia que era doente como ele, não precisava de Reita para ser um pervertido, um lunático obsessivo, por que ele sofria e amava Takanori, mas era por Reita que seu lado bestial se tornava avassalador, era com Ruki que ele compreendia que talvez de fato fosse mesmo o Akira do Lixão que ele tanto o acusava, mas se era, não lhe doía mais, apenas queria mergulhar inteiramente no lixo, mergulhar na sujeira que era a alma de Ruki junto dele, sem culpa, sem remorso, apenas os dois.

Takanori não iria se importar, afinal, Ruki também era Takanori. O lado pérfido de Takanori que se juntava com ele, o real Akira, o verdadeiro dono daquele corpo, mas que na verdade nada tinha de tão miserável assim.

Ruki suava abaixo de seu corpo apertando o carpete, mordendo os braços enquanto cada vez mais se esticava mais para que Akira pudesse atingi-lo naquele ponto especifico dentro dele, Akira o apertava dolorosamente na cintura, por vezes puxando seus cabelos ou deixando uma trilha de mordidas em suas costas, mas sorria todas as vezes que o ouvia gritar obscenidades, algumas que sequer sabia que ele podia dizer.

Ruki o ameaçava, em meio aos gemidos e as frases praguejando ele o ameaçava, xingava, mas logo voltava atrás acrescentando o quanto gostava daquilo, o quanto gostava dos toques e do próprio corpo de Akira. O investigador passou a responder á altura, fato que fez Ruki girar a cabeça a fim de olhar em seu rosto malicioso embora compenetrado e bastou algumas frases sacanas que sempre quis dizer a Ruki – mas jamais teve coragem – para fazê-lo se derramar em sua mão, pingando no tapete enquanto gemia tão alto que julgou que Chip e Dale iriam aparecer ali a qualquer momento.

Riu com as obscenidades que Ruki o falava enquanto o incentivava a chegar ao clímax e não pode suportar muito, admitia que ele realmente sabia o excitar.

Assim que terminaram, ambos caíram lado a lado no tapete. Akira ofegava violentamente e girou a cabeça, vendo o rosto suado e corado de Ruki o olhando com um sorriso nos lábios.

Não era comum terem contato depois do sexo, de forma que quando se inclinou e beijou os lábios de Ruki o puxando para aninhar-se em si viu o quão surpreso ele parecia. Acariciou seus cabelos, sorrindo modestamente.

— Eu te amo tanto, seu maldito bastardo.

Ele riu, surpreso, mas visivelmente satisfeito enquanto se inclinava e mordiscava os lábios de Akira, logo apontando o dedo diretamente para ele.

— E é bom que não suma ai dentro, Akira do Lixão, por que eu e você sempre vamos ter assuntos a tratar. Entendeu?

Akira assentiu, suspirando e secando o suor de seu rosto. Ruki não parecia caber em si de satisfação, a ponto de se perder nas palavras e aquele modo franco e relaxado dele, sempre iria lembrar os primeiros dias dos dois juntos cujo Akira por tanto tempo quis esquecer.

— Não vai me responder “eu também te amo”, Ru-chan?

Ruki arqueou o cenho e levantou-se o puxando pela mão.

— Venha, te mostro lá no chuveiro todos os tipos de “eu também te amo” que você quiser que eu gema. — olhou-o de relance, zombeteiro sobre o ombro. — Isto é, se você acha que ainda tem forças, pra lidar comigo.

Akira o empurrou em direção ao banheiro, sorrindo de canto.

— Vou te mostrar se tenho força ou não.

 

**

 

Caminhou lentamente até o piano, pé ante pé, estava um pouco frio naquela manhã, o piso da sala era muito mais frio do que o do quarto. Não sabia ao certo o porque, talvez porque a sala fosse menos iluminada pelo sol, ou porque houvessem coisas demais ali. Não sabia ao certo, porém, bem lá no fundo, gostava do fato de ter os pés gelados enquanto caminhava pela sala de sua casa.

Havia acordado a pouco tempo, seu corpo ainda estava bem dolorido devido ao que acontecera na noite anterior. Akira e Ruki se acertaram, Takanori se desligou totalmente e teve a certeza de que Reita fez o mesmo. Fizera um acordo com Ruki, ambos iriam ter o controle do corpo, contanto que o pequeno demônio pudesse dizer umas boas verdades para Akira.

Takanori sabia que Ruki o amava de uma forma doentia, porém ainda era amor, contudo, jamais seria o amor que ele próprio sentia pelo investigador, no entanto, quem era ele para condenar o amor já que Ruki e ele eram a mesma pessoa?

Sentou-se diante do piano e passou os dedos pelos teclas, um som suave saiu, então começou a tocar. Seus cabelos caiam pelo rosto enquanto inclinava delicadamente para frente. Agora era somente ele, Ruki estava apagado, e não acordaria tão cedo, sempre dormia demais após sexo.

Takanori podia sentir a paz de dentro de si, a melodia que tirava do piano entrava por seus ouvidos como uma massagem, elas atingiam cada célula de seu corpo e o fazia suspirar.

Quando abriu os olhos, viu Reita apoiado sobre a calda do piano, usava novamente a mascara preta, os cabelos louros jogados para o lado daquele modo despojado tão seu, usava somente uma cueca boxer, os músculos distendidos estavam todos a mostra, flexionados.

Porém, havia algo interessante naquela imagem a sua frente. Reita mantinha os olhos fechados e um sorriso quase deleitoso preso aos lábios, era como se estivesse sentindo exatamente a mesma coisa que Takanori sentia enquanto tocava. Ele estava calmo e Takanori sabia perfeitamente que era por sua causa; ele e mais ninguém poderia acalmar Reita.

- Gosto quanto toca, chibi. - ele sussurrou.

- Eu sei. - Takanori sorriu de canto e continuou tocando. - Você não ouviu nada do aconteceu né?

Takanori percebeu que era só Reita ali, Akira também estava apagado, mas não era como Ruki, logo ele acordaria. Reita deu de ombros e se escorou mais em cima do piano, apoiando o queixo em uma das mãos.

- Não. - respondeu. - E sinceramente não me esforcei para ouvir. - suspirou. - Está triste por causa disso... Não está?

- Não é isso... - Takanori sorriu amargo e continuou tocando. - Não estou triste... Na verdade eu estou feliz porque finalmente o Akira está compreendendo quem ele é. - comprimiu os lábios. - Que ele tem o mesmo potencial que você.

 

- Está me comparando com ele? - Reita ergueu o cenho.

- Não Rei-chan... - Takanori riu. - Vocês são a mesma pessoa, apenas completam o outro... Mas você tem noção do que acontece quando vocês dois se juntam? - ele riu de um modo sacana. - Vocês ficam irresistíveis... Akira compreendeu tudo que ele é e você precisa compreender que se juntando com ele vocês ficam... - desviou os olhos para o teclado quando percebeu que estava errando muitas notas. - Uau.

- Você é um chibi safado. - Reita riu acariciando lhe os cabelos. - Meu chibi safado.

- Não estou falando nada safado. - Takanori se defendeu.

Reita se aproximou e beijou-lhe o pescoço lentamente, mordiscando bem a região, em seguida subiu um pouco até a orelha.

- Eu posso fazer você começar a falar agora. - o sussurro rouco e sensual penetrou o ouvido de Takanori causando-lhe um forte arrepio, arrepio esse que o fez parar de tocar na mesma hora.

- Por que você faz isso? - Takanori arfou antes de se levantar e pular em seu colo.

- Porque você é meu. - Reita disse, porém suas palavras soram bem como um lembrete para aquele que dormia dentro de si. Ele podia ter Ruki, podia viver seu romance sujo com ele, mas o amor de Takanori pertencia a si.

Takanori pertencia a si.

 


Notas Finais


FABIANAAAAAAAAA!!! Meow Fabiana. Espero que tenha gostado >.< prometemos tanto que a expectativa tá de roer as unhas shuashuahs espero que tenha sido feita a sua vontade ae com os dois malucos que vc protege.
Espero que tenham gostado também.
Até quarta com a Andy que tá um pouco doente mas ainda assim ainda chega fofinea por aqui.
Até breve
o/


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