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História Devaneio - Palavras de Uma Simples Alma - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


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———————————————❤️>🖤

~ Eu havia excluído essas confissões.. mas decidi deixar aqui para quem quiser compartilhar de meus singelos e sinceros sentimentos. Quem sabe até se identificar em alguns momentos, ou em alguma frase..

Desejo-lhes uma atenciosa e ótima leitura 🖤.

Recomendo escutarem a música "Sad Song" de We The King's ❤️. Essa música faz parte de mim. Minha 1 favorita.

Capítulo 1 - Luto.


Fanfic / Fanfiction Devaneio - Palavras de Uma Simples Alma - Capítulo 1 - Luto.

Me arrisco a me aventurar num mar de palavras, em busca de um meio para tentar descrever os sentimentos e memórias que abrigam no mais oculto e profundo de minha alma.

Não estou mentindo quando digo que sempre que fecho os olhos.. me vejo dentro de mim. Uma sombra tão espessa que é sensitivel a ponta dos dedos. Tendo-me sobre meus calcanhares, uma poça carmesim a minha volta, uma pequena luz brilhando em um ponto qualquer, onde não consigo - de fato - ver.

A princípio me vejo solitária. Me sinto solitária. Estou solitária. Ainda que esta não seja a verdade, expondo eu a presença de outros a minha volta. Outrora sinto algo em meus braços, ou seria.. alguém?

Cabelos negros como a noite. 

A tonalidade da pele como um café com leite, saboroso e convidativo. 

Os olhos fechados não me permitem ver o chocolate em seus olhos.

Seu corpo antes quente, agora não emana calor algum. Faz arrepios percorrerem minha espinha com o sentir da pele gelada sob meus dedos molhados em uma tinta que estava no chão.

O sentimento de vazio preenche o resquício do eu que sobrou. É como segurar a areia da praia nas mãos em concha e pelo aperto sentir ela escapar em seus dedos. 

Não pude proteger quem eu realmente deveria amar.

Não pude abraçá-la quando ela mais precisou de mim.

Não pude dizer palavras de conforto em meio aos seus soluços reprimidos.

Não sou boa com palavras.. não como ela era..

Saudade é tudo o que resta em uma comcha mais leve, tanto que está quase sendo levada pelas ondas na beira da praia. Levando-a para o fundo do mar, entre segredos de naufrágios a muito perdidos, onde as trevas habitam e escondem os mais horrendos e horripilantes monstros nunca vistos. Eles estão lá! Naquele abismo enorme, bem fundo no coração do mar.. Talvez possamos chegar ao centro da Terra, não fosse a vulnerabilidade da "concha" - ou seria prisão? - onde habitamos.

Talvez esteja chovendo.. sinto meu rosto molhado, minhas memórias em nevoeiro a nossa volta. Então me lembro da concha vazia em meus braços e me deixo fluir em um ritmo silencioso de desesperança e luto.

Ela não é uma concha vazia.. eu sou.. ela me mantinha cheia.. e agora se foi..

Como é perder a si mesmo?

É desesperador..

É vazio..

É escuro..

É solitário..

É mórbido..

É frio..

É insensível..

É melancólico..

É.. mais doloroso do que.. um amor não correspondido..

É morrer sem ter morrido.

Não consigo me lembrar do dia em que me perdi, mas com certeza me lembro da sensação de me perder aos poucos até não me restar nada. O sorriso se esvai com o vento. A pouca alegria - verdadeira - que havia, foge como um cavalo assutado. Os sonhos.. nem sei para onde vão.. morrem junto da gente talvez? Quem sabe? 

Quando dei por mim.. já não havia eu.

Cacos.. pedaços.. resquícios.. o yin sem o yang.

— Eu nem sequer pude me despedir de mim.

Meus olhos estão sempre voltados para aquela que pode aliviar minha dor de uma maneira rápida e finda. Porém, por mim.. busco o yang existente dentro do yin. Saudosa a pequena me saúda nas visitas da menina envolta de flores, suas mãos descansando em seu peito, os lábios sem cor e sem o sorriso que cativava a todos, mesmo que por dentro estivesse enfrentando a mais forte das tempestades.

Vamos ficar aqui com ela, juntas!

A menor me diz melancólica e nostálgica. Seu cabelo curto e franja lhe fazem parece uma pequena índia. Seu sorriso é animador como o da menina no leito era.

— A culpa é minha..

Não é.. você é o que deve ser.. e isso nos torna o grande eu.

Eu sei que as madrugadas chuvosas permaneceram, ou permanecerão, por muito tempo. Elas irão me perseguir até o ponto final e quem sabe.. além dele.

Anseio pelo dia em que terei o meu ponto final, assim como eu também tive.

Viver é sofrer.

Morrer é incerteza.

Nascer não é uma dádiva.


Peço perdão aquele que tudo vê, tudo sente, tudo sabe antecipadamente. Perdão pelas minhas palavras impensadas e um tanto ingratas.. talvez até desrespeitosas.. apenas.. sobrevivendo a vida.


Estou de luto.. 

Luto por mim.


Notas Finais


Bem.. na verdade, não tenho mais o que dizer.. nem sei o que eu disse. Eu sempre leio o que eu escrevo, mas não sinto a mínima vontade de fazer isso agora.. estou perdida muita além do que posso contar..

Apenas.. lute.. ❤️.

J-hobrigada pra quem meu até aqui. Desculpe por qualquer erro.

Beijinho e um forte abraço de Natsumi-chan/Cafeína


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