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História Dever - Capítulo 4


Escrita por: _soislasy

Notas do Autor


Sim, eu voltei e já vou embora kkk
Desejo uma boa leitura para vocês!

Capítulo 4 - Capítulo IV


《Dever - Capítulo 4》

O que move a sociedade

Certo, tudo bem que os Uzumaki eram ícones quando se tratava de chamar atenção e Itachi tivesse lhe explicado que eles não se importavam com os olhares nem rumores. Mas aquilo era muito mais que "não se importar", eles simplesmente fingiam que não ouviam, ou era isso que Sasuke achava.

Pela janela da carruagem ele já pode ver uma amostra do que seria a propriedade dos Uzumaki, mas o que ela era, olhando com mais clareza, era bem difícil de se imaginar.

Primeiro: os Uzumaki se orgulhavam do cabelo vermelho, tanto que se pudessem pintar as ruas perto da propriedade dessa cor, eles com certeza pintariam.

O muro da entrada era feito de tijolos, eles eram da cor de tijolos, diferente da maioria dos outros nobres que pintavam seus muros de cores neutras. Os portões eram prateados e havia uma trilha de paralelepípedos de pedra até a entrada da mansão e, entre o muro e a mansão, sua vista era agraciada pelo jardim cheio de canteiro de flores vermelhas ou cor-de-rosa escuro (Sasuke achou ter visto um azul brilhante no fundo do jardim, mas não tinha certeza). A mansão podia ser vista desde que entraram na rua que a propriedade se encontra, as paredes tinham uma cor clara, era mais como se alguém tivesse derramado meio copo de tinta vermelha em um balde de tinta branca, a cor ficou bonita e resolveram usar para pintar as paredes; o telhado, para não ficar deslocado, também possuía o seu tom avermelhado.

— Eles realmente não se importam com o que pensam deles. — Sasuke comentou.

— Eu diria que eles nem sequer ouvem — uma voz, de dentro da propriedade falou. Saiu de seu "esconderijo" e se curvou levemente para Itachi. — O senhor deve ser o irmão do arquiduque. Sou Kakashi Hatake, mordomo dos Uzumaki.

— Sasuke Uchiha. — Sasuke achou que os Uzumaki talvez tivessem uma atração por coisas diferenciadas, para não dizer esquisitas.

Talvez, por eles próprios já serem… estranhos, pode ser que ficar rodeados de coisas parecidas te faz parecer mais normal.

O mordomo dos Uzumaki não era diferente, talvez algo mais estranho que o cabelo vermelho dos Uzumaki (ou um Uzumaki loiro), seria alguém – que não aparentava ter por volta dos trinta anos – ter cabelos brancos e (não, ainda não acabaram as estranhezas) usar uma espécie de lenço cobrindo o olho esquerdo.

— O mestre está esperando-o desde que enviou o convite. — Kakashi deu espaço para que os dois entrassem e os acompanhou pelo caminho.

— Tive alguns compromissos e não pude vir mais cedo. — Itachi respondeu.

— Eu imagino — de repente, a atenção do mordomo se direcionou para um arbusto que não estava fazendo barulho de forma natural. Ele franziu o cenho — Está de brincadeira comigo? — ele deu um suspiro cansado. 

Sasuke só conseguiu pensar em que tipo de bizarrice estaria naquele arbusto, mas, para o horror de Sasuke (mesmo que ele não admitisse) Kakashi apenas ignorou o arbusto e o animal que provavelmente estaria nele. Devia ser só um esquilo, ou um guaxinim.

A parte de dentro da mansão era bem mais "comportada" que a parte de fora, as paredes tinham um tom bege e o piso era de mármore branco, a decoração consistia em alguns objetos caros de arte – vasos de cerâmica, esculturas pequenas e quadros na parede.

Itachi chamou a atenção do irmão com uma cotovelada quando percebeu que Sasuke estava vidrado em descobrir o que era o reflexo de vermelho no piso. Assim que recebeu a atenção desejada, Itachi apontou para o teto e Sasuke acompanhou com o olhar. Toda a "simplicidade" do corredor principal era apenas para ocultar o escandaloso e nada comportado teto. Ele tinha uma cor vermelha viva e brilhante, com listras pretas de decoração que pareciam ter sido feitas com pincel, como ramificações, e cada uma delas terminava com uma espiral. Redemoinhos, o símbolo da família Uzumaki. 

— É… lindo! — Itachi deu um sorriso. Sim, apesar de meio estranha e incomum, a propriedade Uzumaki era linda.

— Eu sempre gostei daqui, mesmo que tudo pareça estranho e exagerado, mas trás uma sensação calorosa e confortável. — Itachi comentou, perdido nos redemoinhos do teto. 

Kakashi deu um sorriso quando parou em frente a uma porta de madeira escura.

— Ficamos felizes em saber disso, arquiduque — ele deu batidas na porta e limpou a garganta — O arquiduque de Susanoo, Itachi Uchiha, e seu irmão, Sasuke, estão aqui.

— Entre — a voz possuía um tom frio e era tão baixa que Sasuke quase não escutou a permissão e levou um tempo para assimilar o que havia dito, mas o mordomo parecia acostumado pois abriu a porta assim que a palavra foi terminada.

Se a propriedade dos Uzumaki era algo difícil de se imaginar a menos que você veja, o arquiduque de Uzushio certamente não era o que ele esperava. Nagato Uzumaki tinha um rosto fechado e seus olhos, nas íris da cor exótica do roxo, eram frios e quase sem vida, sua pele era clara como a neve e seu corpo era magro demais para que pudesse supor que ele tenha servido ao exército. Seus cabelos, no entanto, eram o vermelho vivo que as histórias contavam, talvez elas até tivessem deixado de dizer mais detalhes, porém algo que Sasuke não pode deixar de evitar foi: a imagem que o arquiduque Nagato Uzumaki passava era completamente diferente da que a antiga arquiduquesa, Kushina Uzumaki, passava.

Não que ele já tivesse visto-a em vida, se tinha ele não se lembrava, mas o enorme quadro que havia no corredor principal era difícil de ignorar e mesmo não a conhecendo, ele sabia que aquela mulher era Kushina. Kushina Uzumaki não com um semblante sério como era comum nos retratos de alguém da família. Ela, na verdade, estava muito sorridente e seus olhos estavam transbordando de carinho e alegria; estava meio abaixada, como se estivesse contando um segredo para o pintor. Seu cabelo ruivo estava voando pelo vento e sendo muito destacado no céu azul da manhã, a mesma cor que os olhos brilhantes dela, suas bochechas estavam coradas e tinha um sorriso contagiante em seus lábios. Ela também não estava com uma roupa elegante e cheia de extravagâncias, mas com um vestido simples e parecido com o que estava na moda entre as plebeias – uma blusa branca simples com uma saia verde e longa, que era mantida no lugar com os suspensórios. Extrovertida, animada, divertida, carinhosa e amável, essa era a Kushina Uzumaki que Sasuke pode conhecer a partir de uma pintura.

Seria bem provável que fosse graças a Kushina que a personalidade de Naruto era o que era. E por falar em Naruto, o mesmo estava deitado e ocupando todo o espaço de um dos sofás do escritório.

Um idiota, Sasuke pensou.

— Já faz muito tempo, Nagato. — Itachi acenou para o ruivo e entregou o casaco para Kakashi, Sasuke fez o mesmo.

— Digo o mesmo, Itachi, e você deve ser o Sasuke. Na primeira vez que vi o seu rosto foi em um quadro na mansão Uchiha, você cresceu bem. — mesmo que a frase fosse parecida com as que os parente distantes falam quando passam muito tempo sem te ver, o tom frio e o semblante sério e desinteressado de Nagato não dava a entender que o Uchiha mais jovem era muito bem vindo naquela casa.

Em uma tentativa de desviar de um dos olhos cheio de frieza, o outro estava sendo escondido pela franja ruiva do arquiduque, Sasuke olha para a mesma direção que estava o sofá onde Naruto estava dormindo. Nagato, percebendo agora o porquê do silêncio, solta um suspiro e se levanta. A movimentação repentina fez Sasuke voltar a atenção para o arquiduque, Nagato estava usando uma calça e blusa social, desabotoada pela metade, por baixo de um kimono solto de seda, preto com estampa de galhos de árvores em branco, estava descalço e seus dedos das mãos estavam sujos de tinta preta.

— Naruto — o loiro abriu o olho no momento em que o primo encostou a mão em seu ombro, deu um bocejo e se sentou — Se não vai ajudar, não ofereça ajuda.

— Desculpe, Nagato. Eu estava cansado.

— Idiota — o arquiduque liberou um espaço ao lado do primo, pedindo para que os convidados se sentassem, e pediu para Kakashi pegar algumas bebidas para todos.

— Passou a noite acordado, Naruto? — o loiro deu um sorriso e concordou com Itachi. 

Ele começou a procurar por algo dentro do escritório, Nagato imaginando o que seria, falou: — Fugiu assim que você dormiu. 

— Fugiu? — o Uzumaki olhou para o mais novo dos Uchiha e deu um sorriso de canto que irritou Sasuke — Parece que ele está de bom humor. 

— Ainda assim, eu iria atrás dele depois. — Nagato comentou sentando ao lado do primo.

— Kurama ainda está aqui? — Itachi perguntou parecendo surpreso.

— Ele fica quando quer, na verdade — Naruto coçou sua bochecha onde haviam três cicatrizes em forma de bigodes — Bom, vou tentar achá-lo. Tentarei voltar. 

— Por favor, não volte — Nagato sussurrou e antes que o primo se levantasse do sofá, os quatro ouviram batidas — Sim?

Nagato se viu um pouco surpreendido com o rosto de Kakashi quando ele apareceu na porta com o chá. Um pouco temeroso, ele perguntou:

— O que houve?

— Kurama está lá fora perseguindo o jantar. — Nagato se levantou bruscamente, ele encarou o primo com uma fúria indescritível nos olhos.

— Vá atrás dele. — Naruto concordou enquanto colocava os sapatos.

— Estou pondo os sapatos — ele explicou, apressado.

— Agora, Naruto! 

— Calma aí! — o ruivo cruzou os braços na frente do mais novo, o loiro gelou com o olhar, não conseguindo desviar o olhar das íris púrpuras e cobertas de raiva.

— Se eu sentar à mesa hoje e não vir o peru ali, com ou sem sapatos, quem começará a caçar o próprio alimento será você. Até o fim do inverno! — Naruto engoliu em seco, finalmente se levantando e tropeçou um pouco antes de chegar à porta.

— Estou indo. 

Naruto não se importou em fechar a borra sem batê-la.

— Deve ser um peru e tanto — comentou Itachi, com um pouco de humor.

— Gastei quatorze mil ienes naquele peru e passei duas estações deixando-o bem gordo para o outono — Nagato se jogou, cansado no sofá, com uma postura mais relaxada que a de quando Sasuke o viu pela primeira vez — Aliás, o aniversário de Naruto está perto, quer comemorar conosco? 

— Adoraria — Sasuke fez uma careta de desgosto — Mas, iniciando o verdadeiro assunto pelo o que eu vim — Itachi ajeitou sua postura, agradecendo pela xícara com chá que Kakashi ofereceu — Acredito que já tenha uma noção. 

— Planeja colocá-lo como seu sucessor — Sasuke notou a única sobrancelha visível do mordomo se erguer — Quando?

— Na próxima reunião — o olhar do Uzumaki pousou no Uchiha mais novo e depois voltou para o irmão — Não espero que eles concordem com isso de imediato, não todos. Mas não quero os nobres contra ele se eu declará-lo como sucessor sem aviso.

— Será realmente um problema se aliados que apoiam os Uchiha apenas por você ser o arquiduque largarem-o pela mudança de posse — Nagato tomou um gole do chá — Mas é claro que isso não é a única coisa que vão julgar — o ruivo encarou o Uchiha mais novo e perguntou — Será que você está preparado para ser um arquiduque?

Sasuke não tinha acreditado no que acabara de ouvir.

— O que?

— Pense bem, a reunião onde seu irmão vai apresentá-lo é no início do Festival da Colheita de Konoha. Em duas semanas. Mesmo que tenha passado oito anos em uma boa escola, e os próximos dias estudando para tal, está mesmo pronto? — Sasuke uma vez ouviu que os olhos era a janela para a alma (ou algo parecido) e naquele momento ele achou ser verdade, Nagato estava o encarando tão profundamente que o fez acreditar que o ruivo estava lendo a sua alma — Ter um título não é como uma prova da Academia em que você decora, ou até mesmo aprende o assunto, mas depois que termina seu exame tudo evapora da sua mente.

Antes de continuar, ele deu mais um gole no chá e pousou sua xícara no pires. Parecia querer beber mais porque deu um suspiro derrotado quando largou a xícara e continuou.

— Ter um título, é usar tudo o que você aprendeu e ouviu, seja na Academia mais prestigiada do continente ou na reclamação de um plebeu na rua principal. Usar para fazer acordos, propostas, alianças ou declarar guerras. É cuidar não só de você, mas também daqueles que têm o mesmo sobrenome que o seu e se preocupar com o que as pessoas que moram no território que lhe deram para governar estão comendo, se estão comendo — ele frisou tanto o "se" que Sasuke penseu ter entendido algo a mais nele — Isso é ter um título, e as preocupações apenas aumentam quanto maior é o seu.

O Uzumaki pegou novamente a xícara, parecendo intimamente feliz, e deu mais um gole no chá e pousando-a mais uma vez.

— Só existem três arquiduques em Konoha. Seu futuro trabalho é dividido com apenas mais duas pessoas — ele levantou dois dedos por uma questão de visualização e depois apontou para si — Eu, em consideração ao laço de amizade antigo entre Uzumaki e Uchiha, vou ajudar se precisar. Mas me mostre que devo te-lo como aliado. Não faça eu me arrepender de te ajudar, Sasuke.

Olhando para o arquiduque, Sasuke pensou o quanto Nagato havia aprendido com os anos no posto. Ele não se lembrava de como era estar no meio daquilo e – não que ele admitiria – Sasuke estava minimamente nervoso para voltar para a loucura que era a corte. Mas todos aquele clima sério, a conversa que, apesar de um tanto pressionadora, era a realidade que o Uchiha estava precisando. Talvez Itachi tenha o levado ali para isso, era o que ele precisava ouvir, mas não adiantaria se fosse do próprio irmão. Ele precisava que as verdades fossem jogadas na sua cara por outra pessoa que precisava que ele fosse um bom arquiduque, não que apenas esperava que ele fosse.

Apesar de tudo, aquele clima sério era agradável. Ele poderia se acostumar com isso.

— Vou fazê-lo surpreender-se comigo. — Sasuke ficou um pouco surpreso quando viu um esboço de um sorriso no rosto do ruivo.

— Muito bem — ele pegou a xícara mais um avez — Itachi, você disse que apenas não queria inimigos — o Uchiha concordou — Então só precisamos convencê-los de que Sasuke seguirá os métodos do irmão.

Eles ouviram três batidas lentas na porta, 

— Entre, Naruto — Nagato autorizou, sussurrando no fim — Espero que ele tenha encontrado aquele monstro.

E aquilo foi uma grande cortada de clima.

Quando Sasuke pensou que não precisaria acescentar mais nada de estranho na lista que tinha feito durante a visita aos Uzumaki. Ele se viu terrivelmente enganado.

Mas que tipo de pessoa teria aquilo como animal de estação?

Algumas pessoas tinham gatos, cachorros, papagaios… mas Naruto não. Naruto tinha uma raposa vermelha.

Ele entrou no escritório com o animal peludo em seus braços. Os pelos alaranjados, a ponta do rabo branca, tinha pelos mais escuros em volta dos olhos e a ponta de suas orelhas eram pretas. Naruto entrou segurando a raposa como se fosse um filhote de poodle e Sasuke gostaria de dizer que não pulou para fora da poltrona que tinha se sentado quando ele entrou.

Naruto olhou assustado um pouco com a reação dele e se esforçou para segurar o animal em seus braços enquanto começava a rir, dizendo:

— Calminha aí — agora até Itachi estava dando risada — Kurama não vai pular em cima de você a mesmo que continue assustando-o desse jeito. 

Naruto ameaçou colocar a raposa no chão.

— O que pensa que está fazendo? — o Uchiha pergunto e o loiro estreitou os olhos.

— É a casa dele — Kurama pôs as patas no chão — Ele tem livre acesso se não comer o nosso jantar, e é por isso que eu o impeço disso.

A primeira coisa que o Uchiha pensou foi o quanto aquela raposa era arrogante e folgada, ela rosnou quando olhou para Sasuke e subiu no sofá em que Nagato estava, fazendo-o se ajeitar nele para deixá-la confortável em cima de sua coxa. O ruivo começou a fazer carinho na cabeça dela e ela permitia isso.

— Isso é loucura…

— Você se acostuma com o tempo — Itachi disse ao irmão.

— Eu vi você tremer quando coloquei ele no chão, Itachi. — Naruto provocou e o Uchiha mais velho deu risada, mesmo que suas orelhas estivessem coradas.

Naruto se sentou no sofá grande, com Nagato entre ele e Kurama.

— Estavam falando de que?

— De uma estratégia para ingressar Sasuke como novo arquiduque sem gerar muita oposição. — Itachi respondeu.

— Não gerará tanta oposição se a corte souber antes do anúncio. — Naruto disse, simplesmente.

— Não me diga, gênio. — Sasuke sussurrou.

— Por esse motivo, queremos uma forma de avisá-los brevemente. — Nagato continuava fazendo cafuné em Kurama.

— Boatos.

Houve um minuto de silêncio antes que Sasuke soltasse, completamente inacrediado:

— Como?

Kurama, entediado da posição, se levanta e passa por cima de Nagato para chegar no Uzumaki loiro. Folgado.

— O que mais há de você agora, Uchiha, são boatos — ele acariciou o queixo da raposa — Rumores de quem você seja, de onde veio, o que veio fazer aqui… Rumores que, usados de forma certa, podem fazer com que cada um dos nobres ache que é o único a saber seu propósito aqui.

— E porquê eu usaria rumores? — Sasuke perguntou.

— Porque eles estão na boca do povo, viajam longe e rápido — o loiro olhou para Sasuke — E dependendo da fonte, são confiáveis.

— E como faria isso, Naruto? — Itachi questionou.

— Eu poderia, sem querer, contar para alguém o oficial assunto dos Uchiha com o meu primo — o carinho desceu para o pescoço de Kurama — e esse alguém pode ter contado para mais uma amiga, filha de pais influentes que… ops! — ele pôs a mão no rosto em uma atuação de surpresa quase medíocre — Contou para os pais.

— E para quem você vai dizer sua tão estimada fofoca? — Sasuke riu — Para o mordomo?

O olhar que Naruto deu para ele o irritou. Tinha um pouco de irritação nos olhos azuis, mas eles logo foram substituídos por algo que Sasuke identificou como presunção.

— Até parece que você não sabe como funciona esta sociedade, caro Uchiha — ele se curvou para chegar mais perto do moreno, colocando seu peito em cima da raposa dorminhoca — Quem move essa sociedade são as mulheres. Quem faz a reputação de uma casa são as mulheres. E, para a sua sorte, conheço muitas.

— É uma boa ideia — Itachi falou, temendo o início de uma discussão ali — Poderia fazer isso, Naruto?

— Claro — ele concordou — Em alguns dias eu poderia contar sobres as intenções de cada nobre que conseguir — Naruto olhou para o mais velho — Irá na festa dos Yamanaka?

— Pretendemos. Poderia ser lá? — o loiro concordou.

O Uchiha mais novo, ainda desacreditado que o plano – se é que poderia ser chamado assim – daria certo, bufou.

— Então é isso? — Sasuke provocou — Você vai a uma festa do chá fofocar com algumas senhoritas?

Para a surpresa dele, ou talvez nem tanto, ele sorriu.

— Sim, mas apenas depois de uma boa caminhada pelo parque — o loiro se levantou, expulsando Kurama de seu colo — Vou me encontrar com a Haruno, tenho muito o que fazer — ele avisou ao primo — Depois — sussurrou quando passou pelo Uchiha —, lembre-se de me agradecer, maldito.

Sasuke sentiu uma veia saltar em sua testa.

— Muito obrigado, Naruto. — Itachi disse.

O loiro sorriu, segurando a porta.

— Me agradeça quando tiver metade da corte estiver ao lado dele. Vem, Kurama.

A raposa foi rápida em passar pela porta e correr para fora do escritório. Naruto deu uma piscadinha e saiu.

— Ele é um idiota. — Sasuke resmungou.

— Sim, um idiota — as íris roxas de Nagato encararam as ônix do Uchiha. O arquiduque tinha um mínimo sorriso em seus lábios — Mas é um idiota com conexões e habilidades suficientes para fazer dois terços de Konoha acreditarem que a rainha é casada.


Notas Finais


Sinto muito pela demora, nem sei quanto tempo foi e sei que vou rir quando ver kskskk

Para falar a verdade, eu nem pretendia postar esse capítulo agora, mas eu não tinha nada para fazer e resolvi revisar ele, então vou postar pq sei que se eu deixar aqui, da próxima vez que eu revisar vou acrescentar mais mil palavras.

Queria apenas dizer que calmem, o sasusaku tá quase se encontrando e, como eu planejo fazer um slowburn (bem slow mesmo pq eu tô demorando até para postar os capítulos ksksksksks) tenham paciência. Mas saibam que no próximo capítulo eles já vão se encontrar. Não sei se vão falar um com o outro ainda estou pensando nisso.

Vou tentar escrever com mais frequência, estou tento muito tempo livre ultimamente e vou tentar usá-lo para algo a mais do que ler fanfics incompletas (a aguardar por elas, saibam que eu entendo o sentimento de vocês)

Enfim, espero que tenham gostado e, quando o próximo vier — sem previsões de data específica — nos vemos novamente
Bye bye 👋


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