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História Deveríamos brigar mais vezes (BillDip) - Capítulo 42


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Notas do Autor


-^- Muito bom dia seres, quanto tempo, não? NÃO BRIGUEM COMIGO, EU SOU UM SER INOFENSIVO QUE NÃO TEM CULPA. Dito isso, não quero me estender em justificativas ou algo do tipo, não sei com que frequência vou escrever, mas acreditem que abandonar minha criação, jamais.

Bom retorno a todos nós e boa leitura.

Capítulo 42 - Você é exatamente como as meninas disseram


Fanfic / Fanfiction Deveríamos brigar mais vezes (BillDip) - Capítulo 42 - Você é exatamente como as meninas disseram

Dipper levantou-se lentamente e andou todo envergonhado até Bill. O loiro o observou em silêncio mantendo-se apoiado no batente da porta, foi então que Dipper coçou o queixo com o indicador e desviou o olhar para um ângulo abaixo dos olhos de Bill enquanto começou a falar baixinho.

- Bem, é que desde muito novo eu sempre dividi o quarto com a Mabel e sempre soube que teria alguém dormindo comigo mesmo que não fosse na mesma cama então..

Bill adentrou o quarto e manteve a porta aberta, cruzando os braços em frente a Dipper.

- Dipper..

O menor olhou para o rosto de Bill e o viu com uma expressão séria e ao mesmo tempo desconfiada. Com isso viu que já haviam parado de omitir as coisas um para o outro após sua conversa anterior. Dipper então engoliu a seco e olhou nos olhos do maior, deixando seus braços parados ao lado do corpo e falando com firmeza.

- Pois bem, quero dormir com você hoje Bill. Mesmo que tenha me convidado pra dormir em sua casa, devem ser uma e meia ou sei lá, Se não fossemos dormir, veríamos algum filme juntos, mas como vamos dormir podendo acordar de madrugada, prefiro que façamos isso juntos.

Dipper havia corado minimamente mas sem perder a postura, acabando por sorrir ao ver que havia pego Bill de surpresa. Bill havia ficado minimamente boquiaberto mas sorriu e fechou a porta atrás de si, passando ao lado de Dipper e o virando-o para a direção em que ia, puxando-o cuidadosamente pelo braço. Dipper acompanhou Bill com os olhos enquanto o loiro fechava as cortinas e apontava para o lado em que Dipper deveria deitar. Dipper então andou até a cama e descobriu a parte em que ia deitar, aguardando que Bill deitasse primeiro para depois fazê-lo.

O loiro tirou as pantufas e deitou-se sem demora, cobrindo-se até o peito e deitando virado para Dipper. Bill o recebeu com um sorriso fofo nos lábios e os olhos semicerrados. Dipper sentiu seu coração quentinho e deitou-se de lado, cara a cara com Cipher e aquele seu sorriso perfeito que o contrariava. Por alguns segundos mantiveram o contato visual, seus olhos brilhavam nitidamente um para o outro enquanto ambos sorriam sutilmente. Foi Dipper então quem iniciou a fala

- Você ronca?

- Não mesmo. E você?

- Não tenho certeza, mas chuto.

- Já o avisei, se me chutar eu vou te jogar pra fora da cama.

- Não vou deixar me jogar pra fora, eu te deixo sem coberta.

- Até que está calor, sem problemas.

- Ah é? - Dipper puxou toda a coberta para si e virou-se de costas para Bill que cerrou os olhos e abraçou Dipper por trás, encaixando seu corpo com o corpo dele enrolado nas cobertas enquanto ergueu minimamente a cabeça do travesseiro, aproximando os lábios do ouvido de Dipper e susurrando baixinho

- Se você prefere assim.

Dipper imediatamente virou-se de frente para Bill e enrolou a cara do maior com a coberta.

- Não ouse sussurrar assim no meu ouvido de novo.

Bill gargalhou e tirou a coberta do rosto, cobrindo seu corpo como antes enquanto respondia.

- Tudo Bem, Eu sei que minha voz em seu ouvido causa arrepios em você, vou parar por enquanto.

- Tsk. Boa noite.

Dipper virou-se novamente de costas para Bill e cobriu-se até o ombro, fechando os olhos e encolhendo minimamente as pernas. Bill por outro lado, manteve-se de frente para Dipper e olhou para as costas do menor, logo para seu cabelo e então suspirou.

- Dipper, você pede para dormir comigo e me dá as costas? Olhe pra mim agora, sua peste.

Dipper virou a cabeça para Bill e o loiro o mandou virar para ele completamente e assim Dipper o fez. Bill se aproximou mais do corpo do menor e Dipper foi fazendo o mesmo. Bill envolveu Dipper em seus braços, e o deixou com a cabeça no travesseiro na altura de seu pescoço, deixando sua destra atrás da cabeça do menor, lhe fazendo cafuné enquanto que Dipper abraçou Bill na altura do peitoral do mesmo e colocou uma de suas permas entre as de Bill, envolvendo seus corpos completamente. Bill deixou um selinho na cabeça de Dipper e logo o menor ergueu o rosto na altura do de Bill que levou seu rosto a altura do de Dipper.

- Vai conseguir dormir assim?

- Uhum. Não precisa fazer cafuné até que eu durma, descanse também.

- Relaxe, eu irei apenas fazer mais um pouco, tudo bem por você?

Dipper concordou com a cabeça e inclinou a cabeça para frente, dando um selinho demorado em Bill que o retribuiu e sorriu em seguida.

- Quem acordar primeiro acorda o outro em seguida.

- Fechado, mas sem espancamento, dona ovelha.

- Continue me chamando assim pra ver.

- Já tô dormindo já.

Bill deitou a cabeça no travesseiro e fechou os olhos rindo enquanto Dipper voltou a encaixar seu rosto no pescoço de Bill. Dipper estava com seu coração acelerado, porém calmo nesse momento, sentindoo cheiro e o corpo de Bill ali colado ao seu, sentimentos que o fizeram abrir os olhos por um momento, onde moveu minimamente a cabeça para ver o rosto de Bill. O menor ficou o observando por alguns segundos com seus grandes olhos brilhando, logo sorrindo de forma abóbada antes de voltar a encaixar seu rosto no pescoço de Bill. Alguns segundos após isso, Bill abriu seus olhos e sorriu, deixando um selinho no topo da cabeça de Dipper, fazendo com que o menor o apertadas mais contra seu corpo, e assim o fez também. Sentindo o calor corporal um do outro, podendo ouvir as batidas do coração ou do outro, confortáveis de corpo e coração, acabaram relaxando os músculos e adormeceram juntos.

》 《

No fim, Mabel, Pacífica e Gideon estavam de acordo em sair da loja de fantasias e ir para a casa de algum deles onde a casa sorteada, ou melhor, oferecida com gosto, foi a de Mabel que se encontrava apenas com Waddles, ou não, o porco poderia agora estar em um romântico encontro com o bode com quem casou, não se sabe. No caminho conversavam sobre a viagem de Gideon. Havia saído da cidade cedo para estudar em uma escola com ensino muito melhor do que o que a cidade oferecia, e agora que havia ficado sabendo que sua mãe estava de cama, resolveu voltar para cuidar dela até que melhorasse. Mabel andava lado a lado com o rapaz, o que estressou Pacífica e a fez andar mais atrás. A loira colocou seus fones e fingiu ouvir música para que não fosse questionada enquanto os acompanhava e ouvia cada palavra dos dois.

Gideon sabia que havia mudado drasticamente naquilo que mais importava para Mabel na infância: aparencia, e agora sabia que a garota estava na palma de sua mão. O grisalho amadureceu bastante e agora conseguia ver a personalidade ruim de Mabel, o quão interesseira era e o quanto um rostinho bonito a fazia se jogar sobre um homem, e óbvio, usaria isso a seu favor até quando pudesse. Enquanto andavam, olhou para Pacífica que estava distraída com o celular e então levou sua mão até a cintura de Mabel, a abraçando por ali enquanto caminhavam.

Pacífica ergueu o olhar e sentiu-se arder em ciúmes, decidindo agora ouvir música no último volume enquanto os acompanhava ainda mais afastada. Mabel havia abraçado Gideon pelas costas enquanto sorria olhando-o enquanto o guiava até em casa. A garota perguntava sobre a vida na cidade onde ele havia ido, elogiava-o falando que havia ficado bonito, inteligente e gentil, e o garoto retribuía cada elogio a altura, encantando a garota com palavras bonitas e petelecos na testa e no nariz dela.

Mabel soltou-se do garoto apenas para abrir a porta.

- Sinta-se em casa.

Gideon entrou e Pacífica fez o mesmo após ele. A loira então guardou suas coisas na bolsa e a colocou sobre o sofá, onde já sentou-se e cruzou as pernas. Gideon fechou a porta atrás de si e olhou em volta com um largo sorriso.

- Uau! Sua casa é tão linda. Mas não é grande demais pra você viver aqui sozinha?

- Ah não, Não. Moramos eu e Dipper, lembre-se dele?

- Oh, O Dipper? Hah, como eu esqueceria?

- Verdade, vocês se odiavam, eu lembro bem. Mas para a sua sorte, ele não está, deve estar no hospital com-

- Mabel! - Pacífica a interrompeu.

- Pois é, ele não está em casa..

Gideon olhou de Pacífica para Mabel e deu de ombros, afinal Dipper não lhe interessava.

- Ah, sente-se Gideon. Vou buscar algo pra comer, sinta-se a vontade. Podem ir escolhendo o filme que vamos ver.

- Okay~

Mabel foi para a cozinha e Gideon se sentou ao lado de Pacífica, virando de lado para ela.

- Você está tão quieta. Tá tudo bem?

- Ah sim, só estou com um pouco de cólica.

- É mesmo?

- É sim. Por?

O garoto olhou em direção a cozinha e se aproximou mais de Pacífica, falando em tom mais sussurrado.

- Queira pedir sua ajuda.

- Vai, pode falar

- Sabe, a Mabel tá meio que se jogando em cima de mim, então queria pedir.. sabe? Eu gostaria de ficar um tempinho sozinho com ela é tal.

Pacífica engoliu a seco e concordou com a cabeça vendo que era inevitável, não tinha o que fazer e mais uma vez, sentindo o coração se quebrar um pouquinho mais dentro de seu peito, porém respirou fundo e sorriu para o garoto, Pacífica amava a garota mas não a obrigaria a amá-la de volta, muito menos a impediria de ficar com quem gostava. Ela então empurrou Gideon para o lado e riu, levantando-se em seguida.

- Sua peste. Claro que ajudo.

Gideon sorriu de canto e levantou-se também.

- Heeey, onde você vai?

- Lembrei que tenho aula de piano as duas e meia, preciso ir pra casa trocar de roupa e ir pra aula. Desculpa mesmo. Podemos nos encontrar outra hora, cuide bem da Mabel, viu?

Fez questão de falar alto para que Mabel ouvisse e quando a ouviu vir em direção a sala, pegou sua bolsa e saiu apressada, fechando a porta e ficando parada ali.

- Gideon? Onde ela foi?

- Ela disse que tinha aulas de piano

- Ué.. Mas as aulas dela termi-.. Oh sim.

Pacífica havia terminado suas aulas de piano já faziam três anos. Mabel considerou que a loira tivesse ido para deixar os dois sozinhos e então sorriu.

- Pois bem. Vou trazer a pipoca. Já escolheu o filme?

- Ah.. ainda não, preferi que escolhessemos juntos.

- Tudo bem.. Eu vou buscar a pipoca e então decidimos.

- Certo.

Gideon se sentou novamente e sorriu de canto enquanto pegava o controle da televisão. Mabel voltou para a cozinha e pegou seu celular, toda sorridente mandou uma mensagem para Pacífica que ainda estava parada em frente a porta da casa.

《Cí, obrigada por me deixar sozinha com o Gideon hoje. Sei que suas aulas terminaram faz tempo. Você é a amiga que qualquer um desejaria ter. Prometo que sairemos apenas eu e você outro dia. Beijos, Mabel.》

Pacífica leu aquela mensagem e saiu correndo imediatamente da frente da porta da casa, parando de correr depois de dobrar duas quadras onde encostou-se contra o muro de uma construção e releu aquela mensagem. Os lábios da garota se contrariam e logo seus olhos se encheram de lágrimas que começaram a cair silenciosamente. Guardou o celular na bolsa deixando que as lágrimas caíssem sem interrupções e ficou ali encostada no muro com a cabeça erguida, sentindo seu coração doer tanto que não era capaz de descrever o vazio que estava sentindo naquele momento.

- Uma amiga..que qualquer um desejaria ter...

Respirou fundo e soprou o ar que havia puxado, logo limpou suas lágrimas com as mãos e jogou o cabelo para trás, seguindo seu caminho de volta para casa sem a menor pressa, muito menos empolgação ou vontade. Olhou no relógio e ainda eram recém duas horas, o dia ainda era longo e não estava com sono, não conseguiria chegar em casa, deitar e dormir para esquecer a sua dor nesse meio tempo. Chegou em casa após uma longa caminhada, usou as ruas e caminhos mais longos apenas para matar o tempo enquanto olhava para as ruas vazias, outras cheias de crianças, outras ainda com casais. Chegando em casa foi até a geladeira e pegou um pote com mamão picado e um garfo, logo foi para seu quarto e trancou a porta.

Mabel deixou o celular na pia da cozinha e voltou para a sala com uma bacia cheia se pipoca. Colocou a bacia sobre a mesa em frente ao sofá e sentou ao lado de Gideon. Ambos ficaram em silêncio por um tempo e logo começaram um contato visual envergonhado antes de Gideon desviar o olhar e coçar a nuca.

- Bem.. Que filme quer assistir?

- O que você quiser

- Ora Mabel, podemos assistir o que você quiser.. Afinal.. Não pretendo prestar muita atenção no filme. - Gideon olhou para os olhos de Mabel e em seguida para a boca dela. Mabel corou e sorriu de forma envergonhada. Porém estava interessada no garoto, e em seu pensamento, agora que havia dado seu primeiro beijo, estaria pronta para qualquer outra coisa e não se seguraria mais, afinal sabia que Gideon gostava dela desde sempre e que ele agora faria o que ela mandasse.

- Pois então pode colocar qualquer filme. Não vamos prestar atenção mesmo.

O garoto passou a língua entre os lábios e simplesmente deu play no primeiro filme que apareceu pela frente. Mabel estava ansiosa e empolgada para o que poderia vir, mesmo que estivesse com vergonha e nervosa, não deixaria que Gideon notasse que ela ainda era virgem ou algo do tipo, a impressão que queria passar para ele era totalmente diferente de sua personalidade.

Gideon colocou o controle sobre a mesinha e recostou-se contra o sofá, olhando para Mabel com o canto do olho e notando nitadamente a ansiedade da garota, o que o fez sorrir de canto e abrir as pernas, olhando para Mabel e estendendo a não para ela

- Vem cá. Senta aqui.

Mabel então segurou a mão do garoto e levantou-se, sentando no colo dele de frente para ele. O garoto então segurou a cintura de Mabel com ambas as mãos e as foi subindo por baixo da camisa de Mabel. A garota sentiu o corpo todo arrepiar e colocou as mãos nos ombros do garoto. Gideon colocou uma das mãos atrás da cabeça de Mabel e a puxou para um beijo. Mabel deseperou-se internamente mas tentou retribuir da forma que conseguia, logo entendendo o movimento que deveria fazer com a língua e passando a realizá-lo de acordo com o que Gideon fazia. O garoto apertava a cintura dela e logo levou ambas as mãos até os seios da gmenor ainda por cima de sua camisa onde os apertou sem fazer muita força, causando sensações estranhas em Mabel. Claro que a garota já havia feito coisas do gênero sozinha, porém ter outro alguém fazendo isso era totalmente diferente. O beijo foi ficando cada vez mais intenso e Gideon então o separou, levando ambas as mãos até as coxas de Mabel que ficou o olhando com as bochechas vermelhas e uma expressão surpresa.

- O que? Foi tão ruim assim?

- C-Claro que não, eu só-

- Foi o seu primeiro beijo de língua?

A garota se viu em uma rua sem saída, começando a imaginar em que momento ele poderia ter percebido sua inexperiência, porém, negando a realidade, respondeu-o:

- O que? Não seja bobo, uma garota como eu nunca ter beijado antes? Eu apenas fiquei surpresa com o seu beijo.

Gideon tentou ao máximo disfarçar sua cara que parecia ser de vergonha alheia e nojo, a transformando em um sorriso.

- Oh, entendi. Que bom que você é tão experiente quanto eu. Deve saber que rumo nossa tarde “assistindo filme” vai tomar, não é? Acredito que não seja sua primeira vez fazendo isso.

A garota sentiu uma onda de arrependimento e uma pequena porcentagem de culpa pela mentira que havia inventado, mas mesmo diante desta situação, não iria desmascarar sua vida sexual ativa dos sonhos, não dando importância para a enorme bola de neve que estava formando, a qual cairia totalmente sobre sua cabeça.

- Não precisa falar disso como se eu fosse inexperiente, Gideon, sei que você não é tão bonzinho como está tentando demonstrar ser para me agradar.

As vergonha alheia que o garoto sentia pela postura de Mabel era impossível de se disfarçar em sua expressão facial, o que logo se transformou em raiva, tanto pelo motivo de Mabel estar sendo gentil com ele, quanto por seu orgulho e arrogância de mentir quando as verdades estão escritas de tinta permanente na testa da garota. Gideon decidiu então, como Mabel pediu, não falar e agir como se a garota fosse inexperiente.

Ele segurou os pulsos de Mabel e impulsionou seu corpo para o lado contrário em que empurrou o corpo de Mabel contra o sofá, a fazendo cair deitada sobre ele, segurando os pulsos dela acima de sua cabeça, os apertando contra o braço do sofá, tomando sua posição entre as pernas da garota. Mabel pareceu assustada com o brusco e repentino movimento, demonstrando isso em seu olhar que quase gritou por ajuda.

- Gide-

- Você quem pediu para que eu não falasse sobre isso como falaria com uma virgem, julgo também pensar que não queira ser tratada como uma, afinal, a forma como se jogou pra cima de mim desde o início foi quase como um convite para transar, e agora, temos a oportunidade perfeita.

Gideon olhava fundo nos olhos aterrorizados de Mabel, simplesmente esperando por uma declaração da garota, admitindo a verdade. Não pretendia fazer nada com ela além de ouví-la admitir que era uma pessoa horrível. Ele a encarou em silêncio por um tempo e logo soltou os pulsos da garota, se sentando com a coluna ereta no sofá, a encarando com desgosto.

- Você não vê a gravidade da merda que você está fazendo?

A garota parecia em choque, mesmo que aliviada. Sentou-se da maneira que pôde enquanto olhava para o garoto.

- Que?

Gideon a encarou furioso, batendo uma das mãos contra a almofada do sofá.

- SE FOSSE OUTRA PESSOA VOCÊ PODERIA TER SIDO ESTUPRADA MABEL!

A expressão da garota foi de total terror diante das palavras de Gideon, onde sentou-se aliviada, porém, aterrorizada por saber que o que o garoto havia dito poderia ter sido a situação real. Gideon, por outro lado, levantou-se e passou ambas as mãos por seus cabelos grisalhos, os penteando para trás enquanto olhava de um lado para o outro.

- Pelo amor de Deus Mabel. Você é a garota mais idiota que eu já conheci em toda a minha vida! - Ele a encarou com olhar apavorado. - Você simplesmente não mudou nada desde que era uma criança, ao invés disso apenas regrediu como pessoa. Achou mesmo que os contos de fadas que você lê realmente acontecem no mundo real? Mabel, fazem anos que não nos vemos, eu tive metade de uma vida fora daqui e é obvio que eu evolui. Achou que eu ficaria guardando sentimentos por você esse tempo todo? E mais, pensou que poderia criar sentimentos por mim em menos de dois minutos de conversa? Garota.. Você é ingênua demais. Não.. Você é ridícula. Me diga, - Ele apoiou uma das pernas no sofá, a encarando de perto, não dando chances para que ela proferisse sequer uma única palavra. - até que ponto você continuaria mentindo pra manter uma "reputação" que não te pertence? Não foi preciso nem 12 horas pra notar seu teatro Mabel. Realmente o que as meninas disseram é verdade.

A garota o encarou com expressão surpresa.

- Meninas?

- Candy e Grenda.

- Elas falaram de mim?

- Oh, você não sabia? Candy e Grenda, diferente de você, mantiveram contato comigo desde que fui embora.

- O que elas falaram de mim?

- Tudo que eu pude confirmar hoje.

- Mas eu..

- Você o que? Pode terminar de falar, eu não vou te interromper.

- Você.. Você estava me usando esse tempo todo!

- MABEL! - O garoto começou a rir de nervosismo, levantando-se mais uma vez e massageando sua cabeça com ambas as mãos - O MUNDO NÃO GIRA AO SEU REDOR! Não ouse falar que eu usei você sendo que você fez o mesmo. Ou realmente gosta de mim? Foi você quem se jogou pra cima de mim desde que nos encontramos naquela loja de fantasias, ou foi impressão minha você ficar lançando olhares estranhos pra mim, pra minha boca e por todo meu corpo como se me comesse com os olhos? E outra, você quem ofereceu sua casa quase gritando no meio do shopping para que Pacífica não oferecesse a dela. Por que? Suas intenções foram explícitas em cada coisinha que você fez, me elogiando e criando intimidade do nada, sabe porque? Porque agora eu tenho um corpo e rosto bonito, porque agora não como mais em sua mão como um garoto idiota apaixonado. Você tem coragem de dizer que eu te usei? Garota, eu sou um homem, não uma criança com 18 anos como você. Não que eu esteja culpando a pobre coitada, mas acho suas atitudes mais infantis do que briga de criança. Não sei que motivos você tem para fingir ser alguém que não é, mas se continuar assim, vai sofrer muito. Já perdeu suas amigas, seu irmão, seu gado, o que mais vai ser?

A garota se levantou do sofá irritadissima e desferiu um tapa no rosto de Gideon, apontando para a porta da casa.

- Saia daqui agora.

O garoto virou o rosto para a direção da garota e a encarou com nojo.

- Eu te avisei, e não fui a primeira pessoa a fazer isso, mas espero ser a última para que ou você mude, ou morra com essa sua personalidade falsa. Mabel, você é ridícula, tenta amadurecer, vai. De nada por não ser um escroto que poderia ter feito muita merda com você mesmo vendo que você estava com medo. E só pra constar, você beija muito mal, dona experiência. Deveria treinar com uma laranja, boa sorte.

Mesmo querendo falar mil coisas para a garota, o rapaz deixou a casa dela, andando algumas quadras de volta, ligando para Candy enquanto percorria o caminho até a casa dela.

- Alô?

- Estou indo aí.

- Ótimo, ótimo. Encontrou ela no shopping?

- As duas. Consegui testemunhar por mim mesmo o que me disseram, agora não sei quem é mais falsa, Mabel ou você e Grenda.

- Claro que somos eu, Grenda e Mabel.

- Faz sentido, enfim, se não tiver nada doce me esperando pra eu comer, eu vou esfregar mato na sua cara.

- Vou desligar na sua cara.

- Bae. - Ele desligou o celular e gargalhou sozinho, logo, por um breve tempo, imaginou todo o regresso que Mabel havia sofrido em anos, negando com a cabeça e suspirando. Voltou a caminhar enquanto bocejava de sono, e logo após isso, limpou sua boca com a manga da camisa.


Notas Finais


°• Até o próximo capítulo •°


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