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História Devil Eyes - jikook - Capítulo 4


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Capítulo 4 - 01 - Brat?



🐥❄️



Com o corpo apoiado na escada que segue para o palco, eu relaxo, mais uma vez, para a apresentação desta noite, e penso em como o restante dela será tedioso.

Performance, gritos estridentes, pessoas tentando flertar, bebidas e, quem sabe, uma transa madrugada adentro; típico de todo domingo no qual me apresento (é meu dia de trabalho na semana).

E aqui, observando o nada e pensando em tudo, posso ouvir no fundo de minha mente o bip bip dos aparelhos ligados à minha mãe, e consequentemente do seu tratamento que se torna cada vez mais inacessível no quesito financeiro. Trabalhar em uma boate como dançarino e ganhar só um salário por mês não é de muita ajuda para quem tem que arcar com os custos de um tratamento de câncer, muito menos quando esse alguém (lê-se eu) não tem nenhum familiar para apoiar porque, adivinha só? Também não tenho família.

Minha história é tão cliché, só falta o Starbucks e um ídolo famoso, o que é bem improvável porque eu não tenho um ídolo.

A causa de eu não ter uma família? Não me pergunte, eu realmente não sei como minha mãe me teve e nem ela sabe quem é meu pai. Isso, claro, levando em conta que o seu companheiro número um sempre foi o álcool.

ㅡ Jimin, terra chamando ㅡ alguém estala os dedos em frente ao meu rosto. Balanço a cabeça, despertando de minhas preocupações que sempre evito levá-las tão longe para que não sofra mais do que já sofri em toda minha vida.

Eu levanto o olhar devagar, captando a imagem de Jackson bem em minha frente.

Jackson Wang é um dançarino, assim como eu, e partilhamos do título prodígio da mais famosa boate de Seul, Kings of The Night, a qual, por incrível que pareça, não é influenciada pelas normas absurdas da Coreia como, por exemplo, o quesito homossexuais e demais da sigla LGBT, que são abominados pela maioria da população. E eu, embora seja um pouco desmotivado pelo salário, sinto orgulho em fazer parte da escala de prestígio desse lugar bastante requisitado pela população apreciadora de baladas da cidade de Busan¹.

ㅡ Desculpe, Jack, eu estava preso em meus pensamentos ㅡ o olho gentilmente, sem me importar, de fato.

Jack ㅡ o chamo assim desde duas semanas depois do dia em que nos conhecemos ㅡ deixa seu trejeito tranquilo para trás e uma expressão preocupada toma seu rosto ao momento em que ele questiona: ㅡ Problemas em casa, anjo?

ㅡ Está tudo bem. Eu só estava pensando como seria se unicórnios e dinossauros existissem. ㅡ Forço um sorriso e minto. Mas, às vezes, eu imagino como seria se realmente eles fossem reais, e se habitassem a terra. Um desastre completo aconteceria e provavelmente os humanos, com sua ganância repudiável, não os deixaria vivos nem por uma semana.

Eu faço uma careta ao descartar a ideia dos seres fantásticos.

ㅡ E qual a conclusão? ㅡ Questiona Jack, me pegando de surpresa. Logo em seguida ele se senta ao meu lado, apoiando os braços nos joelhos enquanto me observa, aparentemente interessado no que eu falarei a seguir.

Respiro fundo, cansado antes da hora. Depois, pigarreio com desajeito ao criar uma resposta: ㅡ Seria legal se unicórnios existissem. Eu gostaria de ter um. ㅡ E gostaria mesmo.

ㅡ E quanto aos dragões... não gosta deles? ㅡ Seu olhar ponderando sobre mim é completamente sugestivo.

Respiro fundo mais uma vez, e embora não dê para ouvir por conta da música alta da boate que felizmente não nos atinge tanto deste ponto do corredor dos dançarinos, o modo como meu peito sobe em exaustão é bastante visível. Mas, desde que conheci Jackson, sei sobre a sua incapacidade de focar os olhos em mais de uma coisa ao mesmo tempo ㅡ especialmente se o ponto de foco for eu, Park sem crush nem família Jimin.

ㅡ Tenho medo. ㅡ Digo entediado, embora tema pela possibilidade de que fossem reais. Não é de meu agrado coisas grandes, monstruosas e amedrontadoras. Principalmente se essa coisona gigante cuspir fogo e comer pessoas.

ㅡ E se eu te protegesse? ㅡ Jackson me olha daquele jeito.

Eu sei que ele é um pouquinho apaixonado/e/ou/ obcecado por mim, mesmo sem entender o porquê de ele se interessar por alguém tão bobo e infantil como eu em meio a tantas pessoas lindas, que têm uma família e sensibilidade emocional estabilizada.

ㅡ Talvez eu teria menos medo. ㅡ Sorrio fraco com a possibilidade porque, na realidade, mesmo que eu me ache um monstrengo brincando de ser gente, jamais daria uma chance à Jackson, porque nem de longe ele faz o meu tipo.

Me levanto devagar, sem realmente fazer isso por sua presença.

ㅡ Você sempre foge. ㅡ Jackson emite em um tom risonho pela minha fuga repentina, mas sempre esperada (mesmo que não seja uma fuga). ㅡ Talvez eu seja um dragão. ㅡ E se levanta também.

Não, talvez você só não seja tão interessante para me manter cativado.

ㅡ Talvez você seja um dragão fofinho. ㅡ Brinco com sua suposição, sem me importar de nutrir alguma esperança sua, pois ele sabe que tudo que eu digo é em vão. Já convivemos quase três anos para que ele caia na ilusão de queue estou dando moral para ele agora.

ㅡ Ou um unicórnio com aparência de dragão. ㅡ Ri divertido da situação.

ㅡ Quem vai anunciar hoje? ㅡ Desconverso o mais rápido que posso, me referindo a anunciação das permormances ㅡ que me inclui também.

ㅡ Lee Taemin ㅡ enquanto analisa os figurinos de dois dançarinos que param em sua frente, ele responde.

Taemin é um homem lindo pelo qual eu tenho uma queda, ou uma caída de um penhasco. Nunca vi alguém de pôse tão afeiçoada nas duas coisas que mais aprecio em um homem como bonito como ele: tranquilidade e luxúria. Se eu tivesse coragem, o convidaria para sair, já que sei que ele nunca vai me notar.

ㅡ Que horas você performa? ㅡ Questiono a Jackson, pela primeira vez fazendo uma pergunta pessoal à ele, a qual resulta em um arregalar de olhos que demonstra supresa de imediato. ㅡ Antes de você. ㅡ E então responde, seus olhos atentos aos meus.

ㅡ Vou te assistir. ㅡ Tento ser gentil pelo menos uma vez. Na verdade, porque acabei de decidir que amanhã mesmo vou atrás de um emprego novo, e se eu conseguir um, como hoje é o último domingo do mês de novembro, não vou me prestar ao trabalho de performar em mais um.

ㅡ Não preciso dizer que também vou te assistir porque sabe que faço isso todas as vezes que você se apresenta. ㅡ Diz ele, tranquilo.

ㅡ Obrigado ㅡ agradeço e, no momento seguinte, giro nos calcanhares para ir até o camarim, ciente de seu olhar ainda sobre mim.

Eu adoro atenção.

Me sento na poltrona assim que adentro o cômodo aconchegante, o qual pude decorar com algumas coisinhas de tom laranja desde que ele foi nomeado como meu camarim, pois seria uma burrice passar tanto tempo aqui sem deixar minha cor preferida estampada por toda parte.

Cruzando as pernas e me apressando para retocar a maquiagem, depois de pensar um longo tempo sobre coisas pessoais e nada importantes como encontrar alguém que me queira de verdade e não me veja apenas como o cara gostoso da boate que é tão confiante e sexy no palco e, principalmente, que me mostre o caminho para aprender a aceitar minha aparência, finalizo o retoque e decido que tomarei alguma coisa para relaxar até minha performance, que acontece à meia noite.

É até uma ironia pensar que eu dou início à uma segunda exaustiva dançando alguma coisa para deixar as pessoas entretidas; talvez eu realmente seja o objeto usado e facilmente descartado que sempre afirmei para mim mesmo que sou.

Com tudo retocado como quero, saio para fora mais uma vez com os dedos cruzados atrás do corpo na tentativa de pedir aos deuses que não coloquem Jackson no meu caminho outra vez, e perambulo pelas beiras do aglomerado de corpos suados, embebedados e dançantes, tentando não entrar na visão das garotas que quase sempre me assediam quando me encontram. As coitadas mal sabem que embora eu seja bi, sou bem mais gay do que hétero.

Digamos que eu tenho atração sexual por garotas, e o resto todo (incluindo sexual também, claro), por garotos.

Mas para a minha inumerada colocação de azar, são poucos os homens que tentam algo comigo aqui, uma vez que pela atenção feminina que recebo, carrego a imagem de um Jimin heterossexual, já que quase nunca me relaciono com homens da boate, optando sempre pelos médicos da minha mãe (eu realmente gosto deles, eles são gentis e pelo fato de serem médicos, não reparam muito nos defeitos do meu corpo, então sempre fico mais à vontade).

Fico ali, ouvindo as batidas inebriantes da música eletrônica e o cheiro de bebidas no ar, e então resolvo pedir uma dose de tequila para bartender americano, o qual conheço desde que entrei aqui também, para entrar no ritmo.

Enquanto espero a bebida, deixo meu olhar recair em um cara de careca brilhante e seguir caminho até uma garota de trançinhas, depois por um grupo de pessoas com noção de nada além de embebedar e sair carregado na boate, e termino minha ronda nada pretenciosa com os olhos nos de Petter. Enfim, nada de novo abaixo do sol.

Tiro meu celular do bolso ao virar a dose do líquido ardente, vendo que já são onze e vinte e três, e que faltam pouco mais de meia hora até minha performance. E mesmo fazendo isso tantas vezes, não posso negar que o frio na barriga sempre se alastra pelas veias também.

ㅡ Petter, me dá outra dose de tequila? ㅡ Manho para ele, em inglês (porque ele é americano e eu creio que assim é mais fácil para ele entender), observando os fios de seu cabelo escuro contrastando com a pele em mesmo tom e o verde de seus olhos de esmeralda, fingindo seduzí-lo de brincadeira com um sorriso de canto e um olhar de quem quer mais que um flerte.

Gosto muito de brincar com Petter, ele é aquele tipo de cara que simpatiza com qualquer pessoa, porque, de fato, ele é muito simpático.

Um sorriso branco traça um detalhe bonito em semblante bastante tímido perante ao meu insulto inofensivo, pois nós dois sabemos que seu namorado é bem mais sarado que eu, e eu gargalho quando ajeito meus fios oxigenados com os dedos.

ㅡ O gato comeu sua língua, Petter? ㅡ Questiono, brincando novamente e fingindo uma voz sensual enquanto me aproximo mais, para ele escutar acima do som alto da boate.

ㅡ Não, Jimin. Ela está intacta. ㅡ Responde ao terminar de servir a dose no copinho, com uma fatia de limão, e depois se aproxima de mim para mostrar sua língua sensualmente, me provocando de volta.

Estendo a minha e finjo que vou tocar a sua. Rapidamente ele recua, e eu gargalho calmamente por sua reação.

Assim que me recomponho do divertimento quase inocente, continuo: ㅡ Ah, o que é... Hm? ㅡ Me remexo em sua frente, os braços apoiados no balcão enquanto pareço uma minhoquinha hiperativa.

Quando ele anui e sorri de lado para mim, daquele seu típico jeito de me dizer com os olhos que não tem tato para lidar comigo, eu pego o copinho entre os dedos polegar e indicador e viro a bebida.

Sinto o líquido queimar minha garganta, e sorrio mais do que satisfeito, porque, digamos... álcool tem um efeito afrodisíaco sobre o meu corpo.

ㅡ Como teria nojo de uma criatura fofa como você, hein? ㅡ Indaga ao voltar, sorrindo fechado enquanto chacoalha uma bebida de modo sexy para manter dos clientes que bebem todas apenas para ficar observando o Petter Bason bonitão.

ㅡ Eu não sou fofo. ㅡ Tento fazer minha melhor cara de desaprovamento, porque isso me ofende, de certo modo.

De todas as dádivas, afrodite tinha que me dar a de nascer fofo? Ainda bem que a constatação mundial de que essa característica é algo feminino existiu há várias décadas, caso contrário os meninos da escola onde estudei teriam mais motivos ainda para me zoarem.

ㅡ É, sim. Olha esse bico emburrado ㅡ aponta para minha boca. Gostaria de dizer que meu bico emburrado foi exibido por conta de uma nostalgia ruim também, e não só pela denominação que ele me empregou. Só que eu não sou um bêbado amargurado que chora para o bartender (pelo menos não hoje). ㅡ Não é adorável? ㅡ Questiona ele, ainda sobre o bico, mas sem realmente querer uma resposta, e depois volta sua atenção ao homem que se senta ao meu lado e chama a atenção de Petter para lhe servir algo.

Eu odeio dividir atenção.

Olho diretamente para quem é que tirou Petter de mim, mas abstenho meu olhar enraivecido quando vejo o desconhecido.

É um homem muito bonito.

Seus lábios coloridos por uma espécie de gloss labial de morango ou cereja fica mais destacado pelo fato de serem cheios e bem delineados, mas não são semelhantes a lábios preenchidos por aquelas porcarias que na minha opinião deixam as pessoas feias, e não bonitas. Os fios loiros entram em um contraste formal e sexy com sua pele branca e perfeita, especialmente com o ambiente em tons de vermelho que se estende por toda boate por conta dos refletores. Sobretudo, o que me chama atenção é o seu modo desajeitado de falar e gesticular com o celular contra o ouvido depois que ele faz o pedido ao Bason.

ㅡ Oi, não tá dando pra ouvir! ㅡ Ele grita, tapando o outro ouvido para abafar a música alta. ㅡ Ah, tá. Mas já? ㅡ Questiona para a pessoa que está do outro lado da linha. ㅡ Tá bom.

Ao encerrar a ligação, seus olhos castanhos-escuros seguem em direção à porta embutida da boate, parecendo esperar que algo saia de lá. E é claro que eu sigo seu olhar também.

E, acima de tudo, agradeço eternamente aos deuses por terem me dado a dádiva de uma visão que não precisa de óculos, porque assim posso constatar que o que estou vendo não é uma invenção de córneas ruins.

O que saiu de lá não foi "algo" e, sim, uma escultura grega das mais bem polidas possíveis, em formato de um corpo masculino vestido por um terno caro e bem passado. É tão bonito que quase perco a parte safada da minha aura no carpete vermelho desse ponto da boate.

O homem procura por alguém, movendo seu pescoço suavemente enquanto seu pomo de adão é iluminado pelo reflexo da luz oscilante e colorida dos refletores do local.

Puxa, ele é tão sexy.

Então seus olhos escuros e mais brilhantes que qualquer coisa que haja aqui, encontra os do homem sentado a dois bancos ao meu lado direito.

O rosto do loiro se ilumina, e o homem sexy de cabelos escuros e olhos em mesmo tom, que ainda está parado na entrada, exibe um sorriso sugestivo para o destrambelhado ao meu lado, enfiando as mãos nos bolsos ao momento em que inicia uma caminhada lenta em sua direção, embora pareça mais um felino indo até sua presa paralisada.

E eu quero ser a presa.

Me viro para Petter com pressa, e fico contente de não ter que chamar sua atenção, porque ele já estava me observando. Entranhamente, com um pouco mais de atenção que o normal.

Excluo de minha mente a minha última constatação, e pergunto com um sorriso de lado, em um tom de voz complacente: ㅡ Como é o nome dele? ㅡ E enquanto espero a resposta de Petter, viro o pescoço brevemente para olhar de relance para o homem outra vez, que desce os pequenos três degraus da entrada e se aproximava devagar de onde estamos.

Eu não posso negar de modo algum que esse é o homem mais interessante que já vi pôr os pés na Kings. É até um pecado alguém tão lindo vir nessa boate; não pela boate, mas porque nenhum lugar parece digno de sua presença opressora e perfeita.

ㅡ Ele se apresenta como Himeros para todo mundo que falou com ele. Só disse o nome aos seguranças e pediu restrição de identidade. ㅡ Dá de ombros, mas há uma ponta de segredo em suas íris cor de folhagem no alvorecer.

ㅡ Himeros? ㅡ Eu questiono, confuso com o quão esse nome me soa familiar.

ㅡ Sim. Não sei o motivo. ㅡ Petter dá de ombros mais uma vez. E é aí que me lembro: ele têm essa mania de dar de ombros quando está escondendo algo.

Mas antes que volte a questioná-lo, um cara bêbado de lentes azuis como as minhas se debruça ao meu lado no balcão, olhando diretamente para Petter quando emite em um tom de superioridade: ㅡ Aí, escurinho, me serve um drink de frutas vermelhas. ㅡ Duas notas são depositadas sobre o balcão, e ele não parece do tipo que vai pedir o troco quando observo suas vestes.

Eu jamais poderia controlar o meu eu interior gritando dentro de mim ao ouvir algo tão idiota e ofensivo.

Petter, sem hesitar muito tempo, começa a preparar o drink com uma expressão afetada pelo desdém do carinha de cabelos castanhos, lentes azuis, e pôse de riquinho metido a besta. O pior tipo.

Eu me aproximo devagar dele, um olhar sacana traçando meu rosto numa expressão sugestiva.

ㅡ Oi. ㅡ Eu digo à ele que, ao notar minha presença, ajeita o cabelo e diz em uma voz fraquejada pela respiração rápida, possivelmente porque ele estava dançando: ㅡ E aí. ㅡ O sorriso que ele me devolve é cheio de soberba, como se ele me visse na imagem de uma máquina de sexo descartável.

Eu sorrio mais ainda. De raiva.

ㅡ Eu quero te contar uma coisa. Você pode chegar mais perto? ㅡ Uso meu tom sensual para induzí-lo. O rapaz anui, em seguida aproxima seu ouvido de mim, os lábios inclinados. E, num tom bem baixo, eu começo: ㅡ Olhe para a sua direita, onde aquele homem de terceira idade está sentado com duas moças em suas pernas.

Enquanto ele o faz, ainda iludido pelo momento, eu aproveito para observar o homem que quase me fez cair do banco que, agora, já se senta ao lado do lado de botox, conversando com ele.

O rapaz de lentes azuis volta a me olhar, assentindo para que eu prossiga.

Me aproximo de seu ouvido e continuo: ㅡ Você sabe quem ele é? ㅡ Mantenho contato visual, e ele faz que não com a cabeça. ㅡ Ele é o dono dessa boate. E você deve saber que eu sou o dançarino da meia noite.

Ser o dançarino da meia noite quer dizer que eu sou o principal.

ㅡ Sim, você é bem... gostoso. ㅡ Ele termina a última palavra num sussurro. Eu travo o maxilar, o sorriso serpenteando meus olhos como se eu tivesse chupado um limão.

ㅡ Então... o que eu quero te contar, ㅡ o chamo com os dedos, e assim que ele oferece o ouvido para mim outra vez, prossigo: ㅡ é que ele têm muito, mas muito dinheiro. E nós todos sabemos que na idade contemporânea o dinheiro é realmente influenciável. Então, se simplesmente me surgir a vontade de dizer que você pratica racismo aqui dentro dessa boate, para o dono dela, é bastante provável que ele te coloque atrás das grades e a sua vidinha fácil acabe num piscar de olhos.

Seu sorriso de canto se esvai totalmente quando ele abre bem os olhos para mim, e se afasta.

Balanço levemente a cabeça com um sorriso fechado que dizem o mesmo que meus olhos: saia dessa boate, ou eu farei exatamente o que disse agora.

Eu o vejo engolir em seco quando olha para o senhor Choi do outro lado, que agora, por um milésimo de segundo, traz sua atenção para mim em um sorriso amigável. Aceno para ele apenas com os dedos, e volto para o rapaz, levantando as sobrancelhas na medida que ele engole em seco e se põe a caminhar para longe.

Mais precisamente, para fora da boate.

O drink é colocado na mesa assim que ele nos dá as costas e me olha com receio uma última vez, como se o álcool parasse de fazer efeito em seu organismo, e eu empurro o dinheiro para Petter so momento em que ele coloca o copo em cima da mesa, franzindo o cenho para mim.

ㅡ O que você disse para ele? ㅡ Questiona, os olhos totalmente confusos.

Eu tomo um gole da bebida, e até que o molenga tem um gosto bom para bebida.

ㅡ Nada. ㅡ Dou de ombros, porque isso realmente não soa como algo importante para mim. ㅡ Mas, Petter, como sabe sobre o Himeros? ㅡ É estranho chamá-lo assim, mas eu ainda o faço porque não posso simplesmente por em voz alta: Petter, como sabe sobre o cara gostoso que quase me fez cair do banco por tanta beleza?

Ainda estranhando toda a situação, o bartender dá de ombros ao dizer: ㅡ Você sabe que eu estou sempre com os ouvidos atentos. Não é diferente quando tem dois caras mais bonitos que o normal sentados ao lado do balcão mencionando seu nome.

Minha pressão cai alguns décimos, e eu acabo me lembrando de que pela correria de hoje, acabei não comendo nada o dia todo.

ㅡ Como é? ㅡ Não controlo minha expressão totalmente confusa.

ㅡ É, Jiminnie... ㅡ Petter sorri divertido e quase desacreditado do que vai falar: ㅡ Parece que você tem mais um para a lista de caras gostosos que querem te pegar.

Mordo o lábio inferior e então dou um gole no drink que já está pela metade.

ㅡ Sabe qual a diferença, Petter?

Ele cessa os movimentos que está fazendo com uma garrafa nas mãos por um instante, para prestar atenção em mim. ㅡ Qual? ㅡ E indaga.

Eu sorrio de canto, e então o respondo com o copo pronto para ser esvaziado: ㅡ É que esse não vai ficar na lista de espera.




Notas Finais


¹Busan é a segunda cidade mais populosa da Coreia do Sul, e também uma das que mais conserva a cultura material, como templos, montanhas e praias de influência turística.

oi benzinhos, como vocês estão?


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