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História Devil Eyes - jikook - Capítulo 5


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Capítulo 5 - 02 - Fated souls


🐥❄️



O louco dos homens cometem erros e, os malucos, começam a tossir igual a um tuberculoso quando termina de esvaziar um copo de bebida com sabor de frutas vermelhas.

ㅡ Jimin, está tudo bem? ㅡ Petter pergunta, preocupado ao tentar me dar tapinhas nas costas por cima do balcão.

Desvio de minha tosse repentina e encaro de canto de olho o homem bonito. E, para o meu azar, justo agora ele está me olhando.

Sinto minha cabeça encher de uma tontura repentina por conta do álcool, e sorrio inebriado quando ele exibe um inclinar de lábios para mim, e em seguida volta sua atenção para o loiro à sua frente.

Seus traços são tão peculiares que desta vez me sinto estonteado com fervor, e não é pela bebida. Seu lábio superior é mais fino que o inferior, e isso causa uma espécie de desproporcionalidade perfeita. E, mais desproporcional ainda, é o nariz cheinho e arredondado, e eu me sinto nervoso por constatar isso, porque normalmente um nariz com esse formato é fofo mas, nele, só auxilia na montagem da imagem sexy e quente. Quente como os olhos pretos e profundos, para os quais quero dar minha atenção o tempo inteiro.

ㅡ Mais uma ㅡ Peço, batendo levemente o copinho na mesa, pois nem meus gesto consigo controlar perante a tanta beleza.

ㅡ Tem certeza? ㅡ Petter pergunta, a preocupação permeando cada uma das letras emitidas.

Eu engulo em seco, puxando o ar com força ao confirmar: ㅡ Tenho.

Ele não transfere o olhar para o copo quando me serve, mas não insiste em me questionar.

Com cuidado, eu pego o copo com as mãos trêmulas, e penso em como a comida realmente faz falta ao ser humano. Mas, no instante em que firmo meus dedos no vidro transparente composto por um líquido de mesma escassez de cor, sinto o toque de uma mão febril envolver a minha, me causando um susto repentino que contribui para o meu desastre já natural.

O líquido se alastra pelo balcão, mas Petter é rápido em tomar o pano sobre o lado inferior do balcão e impedir que ele suje mais do que já sujou.

ㅡ Merda ㅡ Balbucio mal humorado, e me viro para ver quem é o engraçadinho.

ㅡ Acho que você não tem tanta tolerância para bebidas, melzinho. ㅡ A voz divertida vêm do lábios de botox, e eu respiro fundo com sua proximidade ao momento em que minha irritação evapora, porque ele é bem mais bonito de perto do que de longe e isso com certeza me deixa desarmado.

Na medida que ele mantém seus olhos presos aos meus, minhas pernas se enfraquecem mais ainda, e eu me vejo obrigado a cortar o contato visual.

Quando consigo fazê-lo, a primeira coisa que faço é olhar em direção aos bancos em que eles estavam sentados. E, sem nem mesmo esperar outra atenção mais opressora ainda, me deparar com os olhos de Himeros sobre mim enquanto, com os dedos rodeando um copo do que parece ser uísque, me observa intensamente. A linha do seu maxilar se move quando ele engole a bebida, e esse detalhe juntamente ao brilho que seus lábios adquirem pelo líquido quando ele afasta o recipiente da boca, é a fase crucial da minha sanidade mental.

ㅡ E quem disse que você tem algo que ver com isso? ㅡ Contraponho com verdadeira irritação ao olhar para o loiro novamente, porque eu odeio não estar no controle dos meus sentimentos, e desde que ele e seu amigo entraram aqui, eles deixaram de me pertencer.

Ouço um riso nasal de sua parte, e o que ele diz me deixa mais confuso do que já estou. ㅡ Brat. Como eu imaginava. ㅡ O seu tom indica que essa é a hipótese mais óbvia que ele já concluiu em sua vida.

ㅡ O quê? ㅡ Vinco a testa em confusão, seus lábios de botox que não são de botox tão próximos.

ㅡ Nada ㅡ ele pronuncia e sorri, aparente e inesperadamente contente demais.

O sorriso é daqueles que você só vê em comercial de pasta de dente.

ㅡ Eu não estou entendendo, senhor. ㅡ Me afasto de sua aproximação e o encaro, meio incerto, semicerrando meus olhos pare ele. Na medida que seu sorriso cresce, e eu comprimo os lábios para não ser contagiado e acabar derretendo, me afasto mais, porque ele chega cada vez mais perto. Mas isso deixa de ser um problema quando ouço o microfone ser ligado e testado ao longe, e a voz de Taemin se faz presente numa animação apreensiva:

ㅡ Boa noite, queridos! ㅡ Ah, que tom de voz maravilhoso... pena que parece não atrair a atenção do loiro quase grudado em mim como atrai a minha. ㅡ Nós vamos dar início às apresentações. Hoje serão três! ㅡ E a multidão grita, animada. ㅡ E, agora, vamos à primeira, ao som de Swim!

O loiro de afasta de mim, finalmente, e eu me recomponho ao que ele estala os dedos para Petter que, de longe, volta para onde estamos, me olhando com a questão muda se está tudo bem. Eu faço um breve sim com a cabeça, ainda ajeitando minha roupa própria para a apresentação.

ㅡ Uma dose de tequila, por favor. ㅡ Lábios de botox pede e, assim que Petter a serve, ele empurra o copinho em minha direção.

Ah, ele quer se redimir.

Eu me levanto, pulando do banquinho porque ele é um pouco alto (não que eu seja baixo, claro, né?!), e digo à ele em um tom um pouco mais baixo: ㅡ É melhor beber antes que eu jogue na sua cabeça.

E, no momento seguinte, me ponho a caminhar pelo lado das paredes da boate outra vez, pois prometi que ia ver Jackson, e a primeira apresentação desta noite é sua.

Não olho para trás, mantendo o queixo sempre erguido. No momento em que chego na lateral que é suficiente para eu observá-lo, ciente de que não é uma boa ideia me infiltrar nesse monte de pessoas gritando, me deixo relaxar aos poucos e me levar pela música inebriante.

A voz ímpar do vocalista faz jus às sensações que essa música me causa, em especial, porque eu realmente a adoro.

Eu relaxo meu corpo cada vez mais, cantando na medida que a letra é emitida pelos enormes auto-falantes: ㅡ Você escolheu dançar com o diabo e acabou tendo sorte...

Jack sorri para mim quando se vira, em seguida desliza os dedos pelo abdômen em um passo sincronizado e, nesse momento, por instinto eu cogito ser minha mão no lugar da sua, mas me contento em apenas sorrir de volta.

Eu já estou me afogando há um tempo, mas seu corpo continua me...

Uma voz rouca e macia diz ao pé do meu ouvido enquanto canto: ㅡ Você gosta dessa música?

...puxando. ㅡ Completo a letra em um tom bem mais baixo, todos pêlos de meu corpo eriçados pelo hálito resvalado contra minha nuca.

Num movimento sútil eu olho para o lado, ciente de como tudo parece mais lento e anestesiante que o normal ㅡ e não é pelo ritmo inebriante da música. No momento em que meus olhos se encontram com os seus outra vez, desta com a proximidade desafiadora de sua presença que sinto ser mais digna do que qualquer átomo de meu corpo.

ㅡ Sim. ㅡ Eu soo o mais baixo possível, involuntariamente, mas eu sei que ele entende minha resposta, porque anui com calma e sorri.

Dizem que homens calmos são sempre ferozes na cama. Ou, no caso dele, apartamentemente no carro, no banheiro, num beco escuro...

ㅡ Me diga, Jimin ㅡ mesmo que sua atenção esteja perdida na apresentação que ele avalia com seus olhos brilhantes, não há como negar que suas palavras são firmes e presentes. E também não existe maneira de eu conseguir coragem para questionar como ele sabe meu nome, mas meu ego se sente afagado por isso. ㅡ Você poderia comparecer ao meu quarto de hotel, neste endereço?

Eu o observo por um instante, sem acreditar no que ouvi. Estava mesmo bom demais para ser verdade.

Pego o papel que ele estende para mim, o qual estava no bolso de sua calça social como toda sua roupa, e o levanto em frente ao seu rosto, o amassando no momento seguinte para jogá-lo no chão. Quando jogo o papel no chão, Himeros deixa de prestar atenção na performance de Jackson que já está chegando ao fim, e a fica em meu rosto, sem demonstrar nenhum sentimento de confusão.

Eu balanço a cabeça com decepção, e digo: ㅡ Eu não sou um garoto de programa, senhor. Portanto, não estou à venda.

Me viro para Jackson outra vez, que ao perceber minha falta de atenção, me lança uma olhadela cética.

Engulo em seco, e tremo de verdade quando Himeros diz outra vez em meu ouvido, mas sem a mesma sugestão da primeira vez: ㅡ E quem disse que você está à venda?

Meu peito sobe e desce fervorosamente, mas continuo com o olhar fixo na apresentação de Jackson, agradecendo aos deuses pelas luzes da boate serem vermelhas e, portanto, camuflarem o ruborizado de vergonha em minha bochecha.

ㅡ Eu ficarei lá por três dias. Pode comparecer quando quiser, e se quiser. ㅡ Ele enfatiza as últimas palavras, como se garantisse que se eu fizer isso, é porque é de minha livre e espontânea vontade.

Não respondo nada, especialmente porque a música que Jackson estava performando acaba, e ele sai do palco para dar espaço a Taemin, que chega em um salto animado para informar: ㅡ Faltam trinta segundos para a meia noite! E vocês sabem o que tem à meia noite? ㅡ E a multidão grita, confirmando, a vibe ansiosa invadindo cada poro de minha pele. ㅡ Então vamos a contagem, galera! Dez! ㅡ E todo mundo continua a contagem com ele.

Mas só quando o cinco é reverberado pelo ambiente, que me dou conta do que tem à meia noite: eu.

Eu sou o dançarino da meia noite.

Uma última vez, olho de relance para Himeros, que exibe um sorriso de canto para mim e, em meio a tantos gritos, seus detalhes perfeitos tornam o momento aconchegante.

ㅡ Dois, e... Um! ㅡ Taemin termina a contagem.

Só que, assim que apoio meu pé no primeiro degrau da escada reservada que dá para o palco, minha perna enfraquece e um tremor alucinante corre por todos os meus membros. Ao longe, ouço a voz nítida de Taemin dizendo para me aplaudirem, enquanto meu corpo vai ao chão.

Mas não antes de alguém de terno e perfume estonteante me segurar.

//\\


Eu abro os olhos devagar, uma vastidão branca do que parece ser um teto fazendo com que eu aceite a luz com dificuldade.

Olho ao redor, ouvindo apenas minha respiração no ambiente desconhecido, enquanto, com as mãos, me apoio em algo macio abaixo de mim para me levantar, os olhos comprimidos pela dor no corpo.

ㅡ Ai, que droga... ㅡ Percebo estar com dor de cabeça ao ver que o que está abaixo de mim é um sofá branco, o que contribui para a dor pulsante em minha cabeça.

Devagar, eu me ponho a me levantar, mas paro no meio do caminho quando uma voz surge: ㅡ Você deveria continuar sentado.

ㅡ Quem...? ㅡ Tento questionar quem é que está sugerindo isso em tom de ordem, mas não consigo ao sentir uma pontada na cabeça mais uma vez, me sentando à contragosto.

Coço as têmporas, a sensação de um dejávù em forma de lembrança correndo por minha mente ao me lembrar de quantas vezes vozes inesperadas me interromperam na noite anterior e, por isso, consigo me lembrar do que aconteceu.

Eu falei com Himeros enquanto via a apresentação de Jackson e, assim que foi minha vez de entrar no palco, eu desmaiei. Mas alguém me segurou.

Minha mente entra em estado de alerta. Devagar, eu corro os olhos meio turvos para o lado, e não demoro a me deparar com o corpo impermeável coberto por calça social e uma regata branca contrastando com os sapatos também sociais, mas enrolo para olhar em seu rosto.

Mais uma vez, é Himeros aparecendo repentinamente.

Eu me pergunto se ele é o Batman, mas até onde sei ele não é asiático.

Por quanto tempo eu dormi?

ㅡ Deuses... o que eu estou fazendo aqui? ㅡ Eu questiono baixo, mais como um resmungo, assim que me dou conta de que esse é o quarto de hotel que Himeros me informou noite passada porque, ao redor, posso ver que se trata de dois cômodos, mas que possui, dividido pela metade, uma espécie de balcão que separa o quarto da cozinha e, ao longe, uma porta que com certeza dá para um banheiro.

E as únicas coisas que me chamam a atenção nesse ambiente, são a janela e a porta, porque eu quero sair daqui o mais rápido que posso.

ㅡ Você não vai sair enquanto não tomar café da manhã e um banho, se é o que está pensando. ㅡ Atrás de mim, ainda sentado na poltrona em uma pôse despreocupada mas, ao mesmo tempo, com uma essência tensa, Himeros dita.

Se têm algo que odeio mais do que gente homofóbica, é que me dêem ordens.

ㅡ Que diabos você está pensando? ㅡ Eu me viro para ele com determinação.

Minha pressão faz até um fiiiiiu bum quando me levanto.

ㅡ Eu nem sei quem você é... ㅡ Eu digo.

ㅡ Prazer, meu nome é Jeon Jungkook. Agora se sente. ㅡ Sua voz séria carrega uma pontada de tédio.

Mas seu nome opressor é o suficiente para que eu sente outra vez. Puxa, tão sexy.

ㅡ Você não tem autoridade para mandar em mim. ㅡ Eu digo, uma careta feia à contragosto, uma pontada de medo adentrando minha coluna.

Jungkook não exibe nenhuma expressão ao se levantar, diferente do momento em que sorri fraco ao se aproximar de mim lentamente, os seus dedos rastejando pelo ar até que param em meu queixo. Ele me olha assim, de cima, o polegar pressionando meu queixo empinado para ele.

Que deus tenha piedade de mim, porque ele não tem mesmo.

ㅡ Não confia em mim? ㅡ Ele se abaixa com calma, encontrando seu rosto quase colado ao meu na medida em que meu coração galopa no peito como se grifos estivessem pulando em seu lugar e atrapalhando minha respiração.

ㅡ Confio. ㅡ Afirmo, atordoado demais para dizer um não. E embora nem saiba seu nome, a sensação de que posso me prestar a confiar nele não me abandona.

ㅡ Me chame de senhor, garoto. ㅡ É o que Jeon avisa, mas não de um jeito superior e, sim, confortavelmente mandão.

Engolindo em seco, eu corrijo: ㅡ Confio... senhor.

O sorriso sádico e deliciado que é desenhado em seus lábios quase me faz sentir uma euforia enlouquecedora. Eu juro que não sei o que está acontecendo.

ㅡ Você está com fome? ㅡ Os lábios curvilíneos e avermelhados se aproximaram mais dos meus. Sinto meu peito subir e descer devagarinho, mas numa sonoridade guerreante.

Quase num sussurro, eu minto: ㅡ Não. ㅡ Mas, no instante seguinte, seus olhos atentos nos meus me avaliam por um momento que se arrasta por alguns segundos, até que ele pondera: ㅡ Tem certeza?

Como poderia mentir para ele, se ele faz com que eu me sinta sujo por fazê-lo?

Suspiro um pouco frustrado e abaixo o olhar. ㅡ Não ㅡ me entrego, por fim.

ㅡ E por que disse que não está com fome? ㅡCom paciência, Jungkook me questiona, os dedos apertando meu queixo um pouco mais, como se ele me cobrasse uma resposta justa. O hálito quente e mentolado roça em meu rosto, envolvendo-me em uma sensação de êxtase profundo.

Com um choramingo interno por estar tão sem controle de meu próprio corpo a ponto de não tomar nenhuma providência com relação a essa proximidade esquisita e extasiante, eu peço: ㅡ Desculpe... ㅡ Porque, por mais que eu sinta que isso seja justo, não é de meu costume pedir desculpas.

ㅡ Isso não responde minha pergunta. ㅡ Fita meus olhos com os seus, outra vez.

Eu engulo em seco, me encolhendo um pouco ao dizer: ㅡ Eu não sei, senhor ㅡ quase choramingo.

ㅡ E o que você sabe? ㅡ A voz perigosa se faz cada vez mais presente, mesmo que ele não pareça querer soar assim.

Eu não tenho uma resposta para isso, mas percebo que não saber não é uma opção, e o medo que sinto, eu posso confessar, é um pouco delicioso e leva meus pensamentos para outra dimensão inexistente quando a respiração quente volta a roçar meu nariz. ㅡ A-acho que... sei algumas c-coisas... ㅡ Contraio os músculos de minha coxa em ansiedade e um calafrio corre por meu tronco.

ㅡ Que tipo de coisas? ㅡ Jungkook não tira os olhos dos meus por um instante, mesmo que eu não esteja devolvendo o olhar em nenhum segundo, e agora menos ainda porque estou focado na boca de lábios tão desproporcionais e convidativos.

Minha mente, como sempre muito precipitada e irracional, viaja longe demais outra vez, e entorpecido pelas sensações e a falta de controle sobre meu próprio corpo, acabo deixando um risinho escapar. Quando percebo a respiração dele um pouco mais abaixo de meu nariz e me vejo obrigado a observar suas duas íris escuras, Jungkook faz meu corpo tremer com a ordem tão opressora: ㅡ Me diga o que pensou. ㅡ O sopro quente é desferido contra a pontinha de meu nariz, e eu o olho assim, debaixo, mirando seus olhos.

ㅡ É-é... Eu pensei... N-não sei... ㅡ Gaguejei e quase me estapeei pela burrice de fazer isso.

ㅡ Você não sabe de nada, não é? ㅡ Toma meu queixo entre os dedos da mão cirúrgica e quente.

Balanço a cabeça em concordância, sem perceber, pois só consegui notar as sobrancelhas tão bonitas e escuras, assim como todo os fios e os olhos e a pintinha abaixo do lábio inferior.

ㅡ Então acho que vou ter que te ensinar. ㅡ Informou. Meu coração devia ter quase saído pela boca, mas não havia como pois eu não estou nem o sentindo bombear sangue normalmente.

ㅡ Primeiramente, você deve me dizer o que quer comer. ㅡ Pressionou meu queixo entre o polegar e o indicador.

ㅡ Qualquer coisa, senhor. ㅡ Respondi, sinceramente.

ㅡ Um café da manhã saudável, tudo bem? ㅡ Sugeriu, pressionando mais o meu queixo pequeno.

ㅡ Séria ótimo. ㅡ concordei, entorpecido pelas sensações.

ㅡ Então venha. ㅡ Me puxou devagar, tirando os olhos de meu rosto devagar na medida que ia se afastando, e eu segui seus passos calmos como um gato segue o dono quando este lhe dará comida.

Ele se sentou em uma das cadeiras, a qual compunha a mesa de vidro circular com vários alimentos de massa, e café, também croassãs que fizeram meu estômago roncar vergonhosamente, mas suficientemente baixo para ele não escutar, enquanto minha mão era envolvida por seus dedos quentes que me soltaram quando ele sentou-se em uma das cadeiras, desta vez sem cruzar as pernas elegantemente.

ㅡ Onde prefere se sentar? ㅡ Questionou-me, atencioso. A palma de minha mão suava frio.

Só havia mais uma cadeira na pequena mesa redonda de vidro, onde mais eu me sentaria?

ㅡ Na cadeira? ㅡ Respondi e perguntei ao mesmo tempo, rumando a ela. Entretanto, eu parei quando ele se movimentou e levantou-se para puxar a cadeira para mim.

Sentei-me lá, de frente para ele quando voltou ao seu lugar.

ㅡ Se é assim que prefere... ㅡ Disse, enquanto levava uma uva a boca e movia suas coxas grossas para debaixo da mesa, retirando sua mão direita delas.

Franzi o cenho, pisquei várias vezes e então percebi; Ele estava sugerindo que eu me sentasse no colo dele.

Respirei fundo pela oportunidade perdida. A oportunidade de me sentar no colo daquele... estranho?

Deuses, o que está acontecendo?

ㅡ Você parece imerso em pensamentos. Isso não é saudável. ㅡ Comentou, me observando. Ele ainda só havia comido uma uva, pelo que observei.

ㅡ Não é nada. ㅡ Eu disse, me apressando para pegar uma também, retraidamente.

ㅡ Se sentirá mais confortável se eu te deixar sozinho? ㅡ Questionou verdadeiramente cuidadoso, sem deixar a calma para trás.

Sorri por reflexo.

ㅡ Não. ㅡ Respondi, sincero, e depois fiquei em silêncio, assim como ele. E nem percebi quando, no silêncio ㅡ de algum modo bom e confortável ㅡ, nós terminamos o café.

Eu comi uvas, pão com geléia e tomei café e, claro, comi meu querido croassã. Himeros apenas tomou café.

ㅡ Você quer se lavar? ㅡ Perguntou-me casualmente.

Poxa, era difícil pronunciar qualquer negação com seus olhos sobre mim.

ㅡ N... Sim. ㅡ Decidi dizer.

Ele sorriu fechado, enquanto perdia a conta de quantas vezes pisquei atordoado pelas duas semi-covinhas estampadas nas duas bochechas macias.

ㅡ Vou te mostrar o banheiro. ㅡ Me avisou e eu o segui, ainda com as pernas meio bambas que não deixaram de estar assim até que paramos em frente a uma porta de madeira rústica, a qual ficava no lado oposto dos sofás.

Ele abriu-a e me escoltou para dentro, com cuidado e uma das mãos apoiadas em minhas costas.

ㅡ Há uma toalha ali ㅡ apontou para cima do box, me indicando uma toalha de algodão que parecia tão fofa e aconchegante que me deu vontade de tomar banho. ㅡ E logo trarei uma roupa para você. ㅡ Avisou-me, me olhando uma última vez antes de me deixar sozinho no pequeno banheiro.

Tranquei a porta e respirei furiosamente, eufórico e descontrolado demais para meu gosto.

Eu nem me dei conta do que estava fazendo, muito menos me importei com o que aquela escultura de deus grego ㅡ que ainda não sabia o verdadeiro nome ㅡ queria comigo, mas deixei esse mínimo detalhe de lado para então me despir rapida e desajeitadamente e entrar debaixo do chuveiro que já havia ligado instantes antes.

A água quentinha deslizou por minha pele, arrancando o cheiro impregnado de bebida. Só fui sentir o quanto estava fedendo à bêbado quando a água quente fez o vapor de meu corpo entregar-me o odor.

Então eu procurei o sabonete rapidamente e vi o potinho do líquido em cima do suporte lateral.

Enquanto esfregava o líquido por meu corpo, pensei em como queria ter me sentado no colo daquele homem ㅡ já não tão estranho ㅡ quando sugeriu-me isso.

Seria interessante se, enquanto ele comia, sua outra mão disponível se apoiasse na base de minha coluna, ou em minha bunda. E depois ele podia me jogar no sofá e me beijar com seus lábios vermelhos e convidativos... Seria ótimo nossos corpos se roçando febris e necessitados. Ou ele podia só tomar café comigo em seu colo que eu já estaria satisfeito.

E talvez eu estivesse errado, talvez eu goste sim de coisas que me causam medo. Porque ele me causa um medo danado, e isso está à léguas de distância de ser ruim.

Meus pensamentos foram longe, mas resolvi pensar em outra coisa menos pervertida antes que as intenções de meu sub e consciente resolvessem transparecer nos países baixos.

Saí do banho e começei a me enxugar, já me preocupando com a falta de roupas, mas relaxei quando ouvi duas batidas na porta e a voz que me causa medo e tranquilidade ao mesmo tempo dizer: ㅡ As roupas estão em minhas mãos e eu estou de olhos fechados. ㅡ Avisou.

Fofo.

Destranquei a porta e abri uma fresta com a sensação de que posso confiar nele mesmo estando de olhos fechados, e me deparei com o rosto sereno e, agora, tão fofo que me fez ficar paralisado.

Não devia ser normal que sua dualidade entre o sexy e o fofo fosse tão acentuada, mas é. E eu realmente acho que é uma injustiça para os homens que toda a beleza do mundo tenho sido colocada neste que está em minha frente.

Me fez pensar em seus pais... Será que eles são tão bonitos à ponto de terem um filho explendoroso assim, ou é apenas obra do universo?

Ele pigarreou e senti meu rosto queimar de vergonha pela distração idiota.

ㅡ Obrigado. ㅡ Agradeci sincero e peguei as roupas, fechando a porta lentamente e gravando bem aqueles traços perfeitos e lindos. Logo percebi que havia uma escova de dentes, ainda embalada, enrolada entre a mudinha de roupas que ele trouxe para mim.

Queria tocar seu rosto e analisar cada mínima linha macia e perfeita dele, mas o corpo não era meu e eu tinha de pedir permissão. Porém, o principal que é a coragem, me faltava, e se eu o fizesse, com certeza diria um montão de coisas desconexas e sem sentido.

Vesti a calça de moletom justa e uma camisa simples, preta e larga, que parecia três tamanhos maiores do que me cai perfeitamente. Supús que fosse dele e me senti uma criança que ganha o presente tão esperado durante o ano todo.

Não tinha nenhuma boxer, cueca, ou qualquer roupa íntima.

Terminei de ajeitar as roupas em meu corpo, depois escovei os dentes, e em seguida abri a porta, saindo no breve corredor para encontrá-lo.

Seus olhos encontraram os meus, que estavam carregados de expectativa, e depois me elogiou.

ㅡ Está lindo. ㅡ Pela primeira vez o vi sorrir minimamente, verdadeiro. E eu sorri fraco, sentindo um calor bobo atingir meu peito quando percebi os não dentinhos de celhinho.

Ai santa Afrodite, deusa da beleza mais pura do universo, tenha misericórdia deste pobre ser.

ㅡ Agora vou te explicar o que aconteceu. ㅡ Sentou-se no menor sofá, tranquilo, me indicando o maior. Me aconcheguei lá, meio hesitante, e então o olhei com atenção. ㅡ Eu estava passando pelos arredores da cortina quando vi um pequeno reboliço e consegui ver o garoto que havia performado instantes atrás. Quando me aproximei e o ajudei a checar se você estava bem, imaginei que você desmaiou porque provavelmente ficou o dia todo sem comer e ingeriu bebida alcoólica, que foi o que sugeri que fosse a explicação do desmaio à aquele rapaz que estava performando antes da sua vez, que imagino ser seu amigo, pois ele de dispôs a dançar no seu lugar. Depois que o garoto começou a performar eu falei com a senhorita Yeji para saber como você estava, pois ele te colocou em algum camarim. Quando ela estava me explicando o que havia acontecido, ocorreu um imprevisto e ela teve que sair. Como eu e Yeji somos amigos conhecidos há muito tempo, ela confiou à mim a responsabilidade de cuidar de você até acordar. E também a avisar à ela onde estaríamos caso houvesse uma emergência, mas ela pediu para que eu o levasse até sua casa quando estivesse melhor. ㅡ Finalizou, enquanto rodava algo em seu dedo, mas não consegui me dispertar do transe em que estive enquanto ele falava mais que o normal, mas sem perder o tom calmo e esclarecedor.

ㅡ Meu Deus, que exagero... ㅡ Eu disse, me assustando com aquele reboliço por conta de um desmaio e por ele conseguir saber tanto sobre meu dia.

ㅡ Nada disso, Jimin. Você não é nada cuidadoso com sua saúde e isso me preocupa ㅡ disse, um pouco atencioso demais, o que gerou uma confusão de coisas dentro de mim que fez meus ombros de encolherem.

ㅡ E... por que isso te preocupa? ㅡ Questionei, incerto.

Ele parece pensar e escolher bem as palavras antes de se pronunciar: ㅡ Porque eu quero cuidar de você ㅡ falou assim, firme, como se isso não fosse a coisa mais absurda que já ouvi tão repentinamente.

Como um estranho queria cuidar de mim assim, sem mais nem menos?

ㅡ E por quê? ㅡ Indaguei, confuso. Novamente ele pareceu escolher as palavras.

ㅡ Há alguns porquês, mas o principal de trata de... Vejamos, você conhece... BDSM? ㅡ Perguntou, atentando suas orbes inteligentes em minhas expressões.

Tentei encontrar algo em minha cabeça que me lembrava isso. ㅡ Cinquenta tons de cinza? ㅡ Arrisquei, vincando a testa quando me lembrei das chicotadas.

ㅡ Oh, mais ou menos... ㅡ Ele sorriu desdenhoso, como se tivesse acertado na mosca. ㅡ Como imaginava. ㅡ Completou.

ㅡ O quê? ㅡ Uni minhas sobrancelhas.

ㅡ Nada. ㅡ Disse, finalizando o assunto. ㅡ E me diga, como vai o tratamento de sua mãe? ㅡ A voz rouca desconversou tranquilamente.

O observei com incomodo. ㅡ Como sabe tanto, senhor...?

ㅡ Jeon Jungkook. ㅡ Pronunciou, completando minha frase.

Jeon Jungkook.

É bonito. E dá medo. E é excitante. E eu sou um pervertido, posso assinalar.

ㅡ Certo, senhor Jeon Jungkook. Como sabe tanto sobre mim? ㅡ Perguntei, penetrando meus olhos nele, mas sem coragem para o olhar diretamente.

ㅡ Eu sei de tudo, garoto. ㅡ Assinalou, sério. ㅡ Assim como posso tudo. ㅡ Completou, em tom orgulhoso acompanhado de um sorriso sugestivo nos lábios.

Quase engasguei quando engoli em seco porque, vamos combinar, Jeon Jungkook orgulhoso é sexy demais.

ㅡ Entendi. ㅡ Afrontei, rindo debochado.

O sorriso de canto de lábio que formou calmamente em sua boca, como se estivesse sendo desenhado aos poucos, quase me fez ter uma convulsão na boca.

ㅡ Não respondeu minha pergunta. ㅡ Observou, tomando uma pôse sexy com as sobrancelhas levemente levantadas.

ㅡ Vai bem. Mas ultimamente tá ficando meio caro... ㅡ Contei, meio desanimado e sem medo de estar entregando minhas condições financeiras para alguém que deve ser o próprio tio pato Donald das histórias em quadrinho, pois sei que ele não é orgulhoso. Pelo menos não nesse sentido.

ㅡ Hm... Fora de alcançe? ㅡ Questionou, apoiando os dedos no queixo, parecendo insteressado.

ㅡ Ainda não, mas tenho medo de que sim. ㅡ Entreguei, deixando o medo por não poder continuar pagando o tratamento de minha mãe ultrapassar meu rosto.

ㅡ Eu tenho um acordo para te propôr. ㅡ Disse, de repente.

ㅡ Um acordo? ㅡ Perguntei, confundido.

ㅡ Eu pago o tratamento de sua mãe pelo resto da vida e você me deixa te ensinar a submeter-se. ㅡ Sugeriu, aparentemente tranquilo.

ㅡ O quê? Como assim? ㅡ Questionei, ainda confuso.

ㅡ Eu proponho um contrato com um determinado tempo. Arco com todas as despesas do tratamento pelo tempo que precisar, te forneço tudo aquilo que quiser durante esse ano que estará comigo, e em troca você se dispõe a aprender a ser um bom submisso e conhecer mais sobre o termo BDSM ㅡ explicou, sorrindo provocativo.

Fiquei atordoado.

ㅡ Como me ensinar a ser um submisso? ㅡ Indaguei.

ㅡ Venha, sente-se aqui. ㅡ Deu dois tapinhas em seu colo, pedindo para que eu me sentasse. Não sei quem de nós dois é o mais doido.

ㅡ E por que eu deveria fazer isso? ㅡ O olhei com desentendimento refletindo em minhas sobrancelhas unidas.

Seus olhos continuaram tranquilos, me esperando pacientemente.

ㅡ Porque você quer. ㅡ Sorriu ladino, quase convencido e, por deus, o ponto de intersecção entre o perigo e a safadeza de seu sorriso é muito forte. Sem contestar fiz o que ele me pediu, ou mandou, vai saber...

Me levantei e aproximei-me devagar, hesitando um pouco, mas logo me sentando sem soltar todo meu peso sobre sua coxa grossa e macia, minha boca secou, meu coração disparou e o gelo no estômago me faria ficar como uma rocha impermeável de não fosse pela tranquilidade que o tom de sua voz me passou a seguir: ㅡ Agora olhe para mim, em meus olhos. ㅡ Ordenou, me fitando com os seus.

Fitei minhas mãos, meio inibido. ㅡ Não consigo. ㅡ Respondi sinceramente, sentindo minhas bochechas corarem.

ㅡ Qual o motivo da incapacidade? ㅡ Indagou, os dedos se pousando levemente em meu queixo.

ㅡ Tenho medo. ㅡ Aposto que fiquei igual a um tomate maduro.

Em vez de me repreender ou rir de minha cara, o que ele fez foi fazer apenas uma pergunta.

ㅡ E isso é uma coisa boa ou ruim?

Pensei por um instante.

ㅡ Não é um medo ruim. ㅡ Entreguei, meio bobo por não conseguir expressar as coisas em palavras corretas como ele.

Ele sorriu fechado, parecendo satisfeito, e eu movi meus olhos para os dentinhos tão perto, captando a pintinha no caminho. ㅡ Você gosta de sentir esse medo? ㅡ Perguntou, penetrando seus olhos em meu semblante desconcertado por sua beleza tão próxima.

ㅡ Gosto. ㅡ Confessei de cabeça baixa.

ㅡ Você gostaria se se submeter à mim? De ser meu submisso e acatar minhas ordens quando eu ditá-las? ㅡ Indagou, sincero e cuidadoso, enquanto levou meu queixo para cima, para que eu pudesse olhar em seus olhos.

ㅡ S-sim. ㅡ Respondi, meio no impulso, meio por vontade própria.

ㅡ Então me deixe te ensinar a arte de se submeter, Jimin. ㅡ Pediu de modo profundo, enquanto uma de suas mãos deslizaram por minha coxa e fez meu corpo inteiro tremer, afetado pelo toque quente da mão macia.

ㅡ C-como isso funcionaria? ㅡ Questionei, suspirando um pouco quando seus dedos apertaram um pouco mais a região adiposa de minha coxa.

ㅡ Primeiramente, eu te explicaria um pouco do que é o BDSM. ㅡ Disse-me, aproximando seu rosto do meu e o tomando entre os dedos de sua outra mão, enquanto continuava a acariciar-me e deixar o hálito gostoso maltratar meu juízo.

Ofeguei contra sua boca próxima demais quando ele deslizou as mãos acima do músculo de minha perna e o apertou com precisão, como se soubesse a medida certa de como causar dor e ansiedade por mais toques assim. ㅡ É? ㅡ Suspirei, fraco demais para ter controle disso também.

ㅡ É. ㅡ Afirmou.

E no instante seguinte em que o fio de eletricidade correu por minha espinha, me aproximei mais meu rosto do seu, diminuido a distância. E ele não fez nada, apenas esperou, se atentando aos meus lábios assim como eu fazia com os hoje seus, enquanto eu diminuía a distância por vontade própria. Quando as peles de nossas bocas de encontraram, um misto de sensações invadiu meu corpo por inteiro, trazendo a sensação de que eu estava no paraíso, como se o paraíso fosse na terra.

Eu poderia ter sentido meu corpo flutuar, mas na verdade o senti pesado demais, necessitado demais de um beijo profundo.

Avançei meus lábios contra os seus e abri espaço para que nossas línguas se tocassem e, de repente, suas unhas agarraram meu quadril, me fazendo resfolegar contra sua boca quente e doce, o que resultou no encontro precipitado de nossas línguas. E não há explicação para o quão bom é tocar a língua de Jeon com a minha. É como se eu tivesse sido premiado por uma dádiva dos deuses, e é meio pecaminoso como a língua de Jeon é tão quente e fiel aos movimentos da minha.

Apoiei minha mão em seu peito e me movi, continuando nosso beijo delicioso e me sentando em seu colo do modo que havia ter feito há muito tempo, apoiando minhas pernas dobradas uma de cada lado de seu corpo.

E não demorou mais nem um segundo para eu sentir uma fisgada na virilha quando ele encheu suas mãos com meu quadril e o apertou, roçando seus dentes de coelhinho em meu lábio inferior no momento em que me apertou contra seu próprio volume coberto pelo tecido bem passado da calça que o faz parecer mais opressor ainda e, nossa, é uma delícia saber que Jeon está duro por mim, e mais ainda por ele ter interrompido o beijo sem nem mesmo wu perceber e rumar a boca gostosa para meu pescoço. Lutei para recompor meu fôlego, mas, poxa, ele tocou a região mais sensível do meu corpo...

Ele deslizou a língua pela lateral da pele sensível, deixando um rastro quente de saliva por onde passou, depois mordiscou o lóbulo de minha orelha e sugou-o. Outra fisgada na virilha, e eu me remexi necessitado emnseu colo. ㅡ Sua alma será minha, Jimin. ㅡ O som rouco de sua voz foi emitido quase num sussuro. Suspirei em êxtase.

ㅡ Seus pesamentos serão meus... ㅡ Deslizou os polegares em minhas duas fontes, fazendo com que minha cabeça tombasse para trás e deixasse meu pomo de adão à sua mercê. Sua língua deslizou ali, molhada e quente, fazendo meu membro pulsar, depois o beijou brevemente. ㅡ Sua respiração e sua voz serão minhas... ㅡ Ele tapou o ar de minhas narinas em um milésimo de segundo e a sensação foi deliciosamente entorpecedora, embora rápida e inesperada, pois tudo com ele é assim. As sensações normais se tornam totalmente intensas, e as desconhecidas, loucuras insanas que me deixam sem nem um fio de juízo restante.

ㅡ Suas fantasias serão minhas. ㅡ Todos os dedos compridos dele deslizaram desde meu pescoço, passando pelo peitoral coberto por sua camisa de algodão larga e parou no cós de minha calça. Continuei com os olhos fechados, inebriado por seus toques precisos.

Desejei como nunca antes que Jungkook enfiasse sua mão ali, e me aliviasse. Aquele toque cuidadoso, provocativo...

ㅡ O seu prazer será o meu prazer. ㅡ As mãos foram para baixo de minha blusa, deslizando por meus pneuzinhos ㅡ fiquei um pouco incomodado por isso ㅡ e logo pararam em minha cintura, desceu para baixo e empurrou nossos volumes cobertos um contra o outro.

Gemi baixinho pelo toque e cheguei a conclusão de que precisava de um alívio imediato.

ㅡ Essas mãos ㅡ Jungkook apertou-as novamente contra minha bunda. ㅡ Que às vezes irão te punir e te causar dor, são as mesmas que vão te fazer delirar de prazer. ㅡ Completou.

Foda-se dor e os caralhos a quatro. Eu quero muito que ele me dê um tapa bem em meu rosto por estar tão excitado assim.

ㅡ E você vai me amar do mesmo modo que vai me temer. ㅡ Jungkook encarou profundamente meu olhos.

Paralisei.

Amar não faz parte do meu plano.

Estou encantado com as palavras poéticas e que soam tão importantes na boca de Jeon. Mas quando o assunto é amor, não é para Park Jimin. Não é para mim. Mas não foi por isso que deixei de contemplar a frase tão confiante citada à seguir: ㅡ Você nasceu para ser meu submisso. E é por isso que seu corpo e sua alma irão me pertencer. ㅡ Jungkook afirmou tão confiante que estremeci. E eu sabia bem que era verdade.

Naquele instante, sobre suas coxas aconchegantes, em cima de seu corpo lindo e perfeito, eu sabia bem que já era submisso à Jungkook, querendo ou não, pois isso era automático e não tinha mais nada no mundo que me deixava mais satisfeito do que ter meu corpo sobre o poder e cuidado de Jeon.

Então ele segura minhas nádegas mais uma vez e, com um movimento ágil, me empurra contra seu pau duro dentro da calça outra vez, as terminações nervosas de meu corpo gritando de tesão. ㅡ Me deixe te ensinar a arte de se submeter, Jimin?



Notas Finais


oioi, tudo bem com vocês? tem essa mudança de tempo verbal porque briguei na hora de revisar, já que essa versão é do wattpad, então me desculpem!

sei que DE nem tem muito leitores aqui, mas eu vou, mesmo assim, deixar o link do grupo de leitores que eu criei na outra plataforma e vai ser legal se vocês entrarem 💜

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