História Devil In Me - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Catolicismo, Culto, Demonios, Interpretação, Morte, Renascentismo, Satanismo
Visualizações 1
Palavras 747
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem e se divirtam nessa poética e macabra história, e peguem leve comigo, minha primeira fic 🥺

Capítulo 1 - Piloto


Fanfic / Fanfiction Devil In Me - Capítulo 1 - Piloto

                         - Epílogo -

As luzes pareciam cada vez mais fortes, a janela com frestas abertas causava um ótimo efeito no rosto de Billie, o sol e suas finas sombras valorizavam cada traço do meu irmão. Quem dera se eu fosse bonita como ele...
         -“Não precisa se preocupar com eles, tudo vai acabar bem, eu prometo! Hoje a noite faremos tortas enquanto assistimos aquele desenho estranho que você gosta.”-Disse Billie olhando com desdém para minha mochila.
         -“Não fala assim da Betty Boop!”-Eu disse fingindo raiva.
         -“Fala sério, porque você não gosta de Moranguinho que nem as meninas da tua idade?”-Billie pergunta e apenas respondo com uma fungada em forma de riso.
          Após um minuto de silêncio, olho para o meu irmão-só que agora em sinal de preocupação-e pergunto:
        -“Billie, isso não tem mais graça, fala logo quem eles são, porque estamos fazendo isso?”
       -“JÁ FALEI QUE QUANDO CHEGAR A HORA CERTA VOCÊ VAI SABER!”-O grito de Billie foi alto o suficiente pra nossa gata se espantar-posso dizer que agora falando, a cena deve ter sido engraçada-, ele continuou, só que mais calmo:
      -“Quando tudo isso acabar, prometo que será a primeira pessoa que contarei.

                         - Capítulo I - 
  Acordo depressa e me sento na cama assustada, olhando fixamente para o “relógio de passarinho” grudado na parede. O “cu-cu” dele não era mais agradável, até mesmo para mim, que amo objetos vintages.
  Era em torno da vigésima vez que sonhei com o Billie depois de sua morte, hoje será sua missa e terei que ir, mesmo sem forças para sair de casa.
  Ontem faltei na minha psiquiatra por pura preguiça e teimosia, não quero mais tomar pílulas que doem o estômago e tem um total de 0 efeitos na minha vida. Concluindo, não, não superei a morte do meu irmão mais velho e sim, sou depressiva.
 Meus devaneios foram quebrados assim que ouvi as buzinadas de Willow. Era sete da manhã e meus pais ainda estavam dormindo, combinei de ir na casa da minha melhor amiga pra estudar antes da missa. Desci as escadas nas pontas dos pés para não acorda-los, e com a maior delicadeza e rapidez, cheguei ao portão principal e sussurrei:
  -“FICA QUIETA, PORRA, MEUS PAIS ESTÃO DORMINDO!”
  Willow deu uma resmungada e a ignorei me afastando do carro, e correndo com os mesmos movimentos anteriores para o meu quarto; coloquei um vestido preto fosco e até os tornozelos, me olhei no espelho e enfim me achei adorável nele depois de 6 anos-uso a mesma roupa todos os dias de sua morte-, sim fazia 6 anos que ele faleceu.
  Corri para o carro de Willow estacionado em frente a minha casa e sentei no banco da frente já esperando críticas e comentários inoportunos sobre minha aparência e vestimenta.
  -“Puta merda, Aurora! Você usa sempre a mesma roupa! E olha que ela está meio apertadinha em você hein?”-Disse Willow com um sorriso malicioso.
  -“Eu sei, engordei 2kg nessas últimas semanas, estou considerando a ideia de te dar, você está ótima!”-Exclamei com olhar cabisbaixo.
  -“Ah,não precisa! Mas já que insiste...”-Comentou Willow com a expressão de satisfeita; continuou suas maldades:
  -“Aliás, faz quanto tempo que ele morreu?”
  -“Seis anos”-respondi.
  -“Minha nossa! Meus pêsames, ele era tão gatinho, pena que tínhamos seis anos de diferença...”-Bostejou Willow.
  Algumas pessoas dizem que meia palavra basta, mas naquele momento, meio olhar foi suficiente pra fazer ela calar a boca.Você deve estar pensando como consegui uma amizade assim, apenas te respondo, carência. Desde quando Billie ainda era vivo, tinha dificuldades pra me relacionar com as pessoas, e Willow foi a única que se aproximou de mim, mesmo que fosse pra me controlar, qualquer coisa era luxo.
  Enfim chegamos na sua casa, não era nada demais, porém era um lar muito confortável. Gosto de como os cômodos da casa são pequenos e a decoração é um tanto “soft”.Fomos para seu quarto, que era praticamente grudado com a sala, lá deitamos na cama e folheamos as páginas de química como se algo brilhante fosse aparecer entre elas.
   Quando finalmente deu dez da manhã, me despedi da Willow, e peguei um táxi até a igreja onde ocorreria a missa.Meus pais eram católicos brutos, acreditavam 
fortemente em anjos, santos e Maria; vangloriavam imagens renascentistas e cantos gregorianos.Sentei no banco de trás e olhei para o retrovisor, a fim de saber quem era o motorista, ele me olhou normalmente, mas algo no ambiente estava diferente e o sujeito não me era estranho...

  
  
  



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