História Devil Is Beside You - Capítulo 4


Escrita por: e Likeybae

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Coletânea Serial Killer, Jungkook, Likeybae's Fanfics, Long-fic, Yannia's Fanfics
Visualizações 34
Palavras 8.029
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Um Passo mais Perto.


Fanfic / Fanfiction Devil Is Beside You - Capítulo 4 - Um Passo mais Perto.

Algumas vezes o celular cujo a dona pertencente á ele era a ocidental vibrava algo a qual o moreno não estava ligando muito, mas sempre desbloqueava a tela e olhava o motivo de toda aquela vibração. E sempre eram mensagens da mesma pessoa: "God_Of_Destruction". Claro que leu algumas conversas entre a menina e o tal "Deus", e teve que admitir, seu passado era bastante atormentador. 

As horas iam passando, sorte que naquele dia era sábado, o que indicava que estava sem trabalho durante o dia inteiro, já que o prefeito apenas designara-o para fazer seu serviço entre os muros do colégio e protegê-lo. Levantou-se calmamente de sua cama e rumou ao banheiro onde viu o estado deplorável de seu rosto: olheiras profundas. Lavou a face, escovou os dentes, tentou cobrir as marcas da sua péssima noite com um pouco de maquiagem, fez sua higiene matinal e saiu do banheiro. Vestiu uma roupa mais apropriada já que iria a cafeteria como de costume tomar seu café da manhã. Trancou a porta de seu apartamento e saiu caminhando pelas ruas.

Quando ia dobrar na esquina para adentrar na rua em que encontrava-se a cafeteria, rapidamente colocou o capuz sobre sua cabeça tentando esconder um  pouco de si ao ver a garota na qual pensou tocando-se na noite passada conversando com um motoqueiro. 

Tentou ouvir um pouco da conversa e apenas conseguiu ouvir apenas algumas palavras como: "Ok?" e "Okay!". A jaqueta de couro possuía escrito o nome do rapaz em letrar de grafite. Jungkook ficou na dúvida se eles iriam encontrassem ou se possuíam algum tipo de relação aparente, já que o rapaz conversava sorridente e muitas das vezes inclinava-se em direção a menor e sussurrava algo em seu ouvido deixando-a vermelha e totalmente constrangida. O policial ficou mais alguns minutos observando a cena do casal escondido e quando pensou que as coisas não poderiam piorar — já que ele estava achando muita ousadia daquele motoqueiro aproximar-se da garota —, no momento em que o tal piloto de motos ia embora, inclinou-se em direção a menor novamente e deu-lhe um beijo rápido na bochecha, subindo em sua moto, colocando o capacete, acenando e falando: "Vemos-nos amanhã!" e dando partida saiu em dispara pela rua.

A garota seguiu seu caminho com o rosto vermelho e totalmente constrangida. Passou pelo policial e nem notou sua presença. Um sorriso discreto surgiu nos lábios da mais nova, o que aumentou a fúria de Jungkook.

O tão famoso J-Hope é seu namorado? Parece que tenho um adversário...

[...]

O sangue em suas mãos comprovavam outra tragédia na qual Jungkook era culpado. Se bem que ele nem importava-se muito, já que naquele momento o errado parecia tão certo, e o certo tão errado, o mal que ele fazia deixava-o bem alucinado. Haviam várias pessoas mortas ao seu redor. Aquele lugar estava repleto de sangue, assim como suas vestes. Mais uma vez lá estava ele, com sua máscara, não mais com um facão em mãos,e sim a arma que ele usava em seu trabalho como um policial. Era cômico o fato dele fazer os cidadãos seguirem e respeitar a lei sendo que ele fazia totalmente o oposto.

Jungkook continuava a observar aquela cena a sua frente. Atirou na câmeras do estabelecimento e finalmente tirou sua máscara. Não era o primeiro assassinato/massacre que ele causava naquele dia e muito menos o último. 

Desde que vira a ocidental conversando estranhamente com o tão famoso piloto de corrida, não conseguiu passar nem dez segundos sem tê-los em sua mente perturbando-o. E depois que tomou seu café da manhã, repentinamente, — estranhamente —  o desejo insaciável invadiu-lhe o ser. Já não era mais ele que estava controlando-se,e sim seu outro "eu". Correu para casa e quase matou uma mulher com suas próprias mãos porque ela tentou ajudá-lo. Mas conseguiu chegar em casa.

E então o seu Serial Killer tomou conta de si. Pegou sua máscara no banheiro — que ainda estava manchada de sangue — pegou o primeiro objeto que pudesse matar alguém e saiu sem importar-se se seria visto ou não. Finalmente encontrou aquele supermercado e matou todos assim que colocou os pés no lugar. Mas, Jeon Jungkook não era o único vivo naquele ambiente. Com a cabeça baixa, deixou a máscara sair de seu rosto e sentiu o peso novamente em suas costas. Não havia um dia se quer que ele não pensasse em seu passado obscuro. Quem visse suas costas comprovaria a história que ele contasse.

Os olhos curiosos ousaram olhar mais um pouco a cena. Se Jungkook pudesse saber que ele não era o único ali, nunca teria tirado a máscara. O garoto de capuz tentou reconhecer o moreno, mas não conseguiu, já que como a cabeça do mesmo estava abaixada e o capuz cobria seus cabelos não era muito fácil reconhecer alguém apenas pelo nariz.

Jungkook colocou a máscara novamente no rosto e saiu dali logo retornando para casa onde jogou o que estivesse a sua frente no chão. Jogou até mesmo a arma longe, mas o fato que esqueceu de fazer foi travar o revólver, o que fez com que a sensibilidade do objeto fosse quebrada e disparasse uma bala em sua perna esquerda.

A dor da bala atravessando sua pele e ficando presa em sua carne era insuportável. Cambaleou um pouco e acabou caindo em cima de alguns pedaços de vidro, o que fez-o cortar a palma de suas mãos. Tentou levantar-se mesmo machucando mais suas mãos e forçando sua perna logo fazendo-a sangrar mais e aumentar sua dor. Ele estava com medo de ter atingido uma artéria, um nervo ou até mesmo um osso, já que o calibre da arma estava muito forte e causou um estrago e tanto em sua perna. Conseguiu sentar em sua cama e quando foi olhar o buraco em sua coxa, viu aquele sangue em todo. Tentou tocar e analisar a situação, mas no momento em que fez tal ação no ferimento, uma dor indescritível tomou de conta de sua perna, o que fez-o soltar um grito, retirar as mãos daquele lugar e relaxar o corpo sobre a cama.

Ele precisava tirar a bala ou iria infeccionar. Criando coragem, esticou o braço para pegar algo pontiagudo na gaveta e rapidamente encontrou uma pequena faca que guardava em fundo falso na cômoda. Inclinou o objeto e rasgou mais um pouco de sua calça logo arrancando o tecido e colocando em sua boca para morder. 

E logo, a faca atravessou sua pele tocando no ferimento.

Sentiu a bala e retirou-a abafando o grito de dor. Tanto por causa da perna, quanto por estar usando suas mãos cortadas. E finalmente tirou a bala de sua perna, jogou a faca longe e deitou o tronco na cama. Havia perdido uma grande quantidade de sangue, o que resultou em uma tontura fazendo-o desmaiar, mas antes que pudesse apagar por completo, pegou o tecido que havia arrancado e amarrou em volta do ferimento em sua perna tentando — em termos mais fáceis de entender — estancar o sangue. O ferimento em sua perna era mais grave do que em suas mãos.

Deitado sobre a cama, tentando manter-se por mais alguns segundos acordado, mas não aguentou por mais tempo,e desmaiou.

[...]

O dia passou, uma nova manhã começou e a garota acordou logo arrumando-se para ir ao colégio. Seu dia já havia começado mal já que fora obrigada a ver seu novo "Appa" tomando café da manhã com sua mãe. Tentou ignorar a presença do homem, mas era difícil,já que sempre que pudera ele falava algo tentando começar uma conversa amigável com ela. 

Finalmente quando saiu daquela casa — que estava tornando-se estranha —, foi para o colégio, mas diferente dos dias anteriores, ela não fora recebida pelo estranho policial Jeon. Deu de ombros, talvez tivesse atrasado-se ou naquela manhã não era seu trabalho vigiar a entrada principal. Uma mão puxou seu pulso e quando ia preparando-se para agredir a face daquele(a) que tivesse feito aquilo, parou rapidamente ao ver aquele cabelo platinado juntamente com aquela face angelical. Jung Hoseok, ou como todos conhecem-o, J-Hope estava sorrindo calorosamente para ela. A garota suspirou. Havia pensado que era aquele Serial Killer atrás dela e graças aos deuses era apenas aquele garoto.

— Bom dia, Chiquitita! — cumprimentou-a. A ocidental franziu o cenho rindo um pouco depois de ouvir o apelido estranho que o outro dera-lhe.

— Não dê muita importância, apenas queria rimar! —  capacete em suas mãos parecia uma bola, iam de um lado para outro. — Vim aqui para saber se ainda irás sair comigo! — seu rosto estava um pouco vermelho. Mesmo tentando parecer forte, na verdade Hoseok era fofo.

— Sim, eu sairei contigo! — falou e viu o alívio estampado na face do rapaz que olhou-a com os olhos brilhando. — Depois da aula então? — o platinado assentiu. Ambos sorriram e despediram-se com um forte abraço. O motoqueiro colocou o capacete, acenou e saiu em disparada pela rua asfaustada.

A garota lembrou-se do sábado quando repentinamente esbarrou com Hoseok na cafeteria. Havia ido lá para tomar seu café já que sua mãe tinha atrasado-se para o trabalho e não conseguiu tempo para preparar a refeição o que resultou em uma ocidental indo a um estabelecimento comprar um bom cappuccino para saciar sua fome. Toda a conversa que resultou em uma brasileira não conseguindo dormir a noite pensando na mesma, aconteceu quando ela esbarrou no motoqueiro que logo reconheceu que era ela em que ele quase atropelou. Pediu desculpa pelo acontecimento daquele dia e como forma de arrependimento pediu para que ela saísse para jantar com ele. Não existia motivos, razões para que a menina negasse então confirmou.

E aconteceu tudo aquilo que ela não sabia que Jungkook havia visto.

O dia passou normalmente, mas algo não estava muito bem e a menina sentia isso. Estava um pouco preocupada com o policial que parecia não ter vindo ao trabalho naquele dia, ela até mesmo ousou perguntar para os colegas de trabalho dele e nem mesmo Jimin sabia o que acontecera com ele já que o mesmo havia atrasado-se e não passou no apartamento do moreno conferir se ele já tinha ido ao trabalho. Ninguém sabia de qualquer informação de Jungkook e aquilo estava deixando a garota um pouco aflita. 

Passou aulas atrás de aulas pensando em uma resposta plausível para o desaparecimento do policial e sem encontrá-las, resolveu ver em seu apartamento. Pediu o endereço ao policial Park, que deu apenas com a reposta mais simples do mundo.

— Talvez ele precise de alguém que importe-se com ele — a frase fora um pouco estranha, mas a menina não deu muita importância. Já estava na entrada do colégio, enquanto encarava o pequeno papel amassado em mãos, o som de um motor vindo em sua direção fez-a acordar de seu transe e perceber que havia marcado de sair com o Jung, mas quem sabe ele não entendesse seu lado...

— Não irei poder sair contigo hoje! — falou a garota um pouco envergonhada vendo a face do platinado indicando que ele não estava entendo nada. — Tem um amigo meu que não veio para as aulas hoje e estou preocupada! Desculpa mesmo, Hope...! — Ela precisava mentir, pois sabia muito bem que se dissesse algo como: "Irei visitar o policial Jeon" o motoqueiro poderia pensar algo além e até mesmo aquilo pudesse machicá-lo, então preferir mentir. 

Hoseok entendeu,e pensando logo em algo no futuro se ela não aceitaria a ajuda dele dando a desculpa de: "Eu posso levar-te até lá e depois levar-te para casa,ainda está acontecendo aquele assassinatos e não quero que nada de mal aconteça contigo!". A garota assentiu e subiu na moto do motoqueiro. Quase caiu quando o mesmo acelerou repentinamente fazendo-a agarrar-se na cintura do platinado que riu diante da reação dela. A mesma disse onde era o endereço e guardou o papel no bolso de sua calça jeans.

Não demoraram muito a chegar. Adentraram no prédio e pediram a atendente que falasse onde era o quarto do tal amigo da garota,e sem hesitar indicou o lugar. Pegaram o elevador e logo chegaram no andar. Andaram um pouco pelo corredor e finalmente chegaram nos aposentos do moreno. 

Quando abriram a porta, viram aquela bagunça no chão e quase que a menina gritou quando viu o policial jogado na cama ensanguentado. Correu até ele e chamou por seu nome aflita. Hoseok analisava o quarto. Encarou a face do rapaz deitado na cama e finalmente teve a certeza de quem ele era. Depois viu o revólver jogado no chão,e a máscara. Correu pegou ambos os objetos tomando cuidando para não ferir-se com os objetos cortantes espalhados pelo chão. Guardou os objetos dentro da sua jaqueta enquanto a garota não percebia o que estava fazendo.

— Onde tem curativos? — perguntou a garota preocupada, afinal, não era todo dia que via alguém baleado sangrando muito. Mas o mais estranho, era que sentiu um aperto no coração ao vê-lo naquele estado. Ambos estavam aprendendo a amar.

— No banheiro! — respondeu o Jeon ainda com um pouco de dificuldade depois de ter acordado graças aos imploramentos da ocidental em seu nome. A mesma tentou ajeitá-lo sobre a cama e conseguiu, logo colocando alguns travesseiros tentando confortá-lo, depois foi até o banheiro pegar a maleta. Atravessou alguns cômodos e finalmente chegou ao seu destino logo procurando pelo ambiente.

Enquanto isso, Hoseok tentava organizar seus pensamento e quando finalmente teve a conclusão de tudo, tirou os objetos de sua jaqueta, caminhou até a cama onde Jungkook encontrava-se, e sorriu.

— Então é você o Assassino em Série! 

— Achei! — gritou a garota do outro cômodo.

Jeon rapidamente encarou Hoseok, mas sua expressão não demonstrava seu verdadeiro sentimento, era como um desafio que o platinado aceitou muito bem, logo guardando os objetos dentro da sua jaqueta. Então, Jungkook lembrou que havia deixado o celular da ocidental sobre a cômoda e em um ato rápido, esticou as mãos para pegá-lo e escondê-lo debaixo de um dos travesseiros.

E alguns segundos depois, a menina dona do aparelho apareceu no quarto com a pequena maleta em mãos caminhando a passos rápidos até onde o policial encontrava-se deitado. Hoseok observava a cena detalhadamente com os olhos a analisar cada movimento.

— Hobi, poderia limpar esta bagunça por enquanto que eu cuido dos ferimentos dele? — o outro assentiu logo procurando os objetos de limpeza para que pudesse começar o trabalho.

— Na cozinha! — falou o moreno ao platinado que assentiu indo até o cômodo indicado pegando o que precisava indo arrumar o que estava bagunçado enquanto a menina cuidava dos ferimentos.

— Você perdeu muito sangue. O que aconteceu? — perguntou analisando o estado em que a perna do moreno encontrava-se. 

Ficar em um completo silêncio enquanto é observava por olhos do sexo oposto não é nada agradável. Jungkook precisava conseguir uma desculpa para que ela não fizesse outra por cima,ou seja,uma que bastasse para evitar próximas perguntas.

— Eu ia lavar meu uniforme e esqueci que tinha uma arma misturada com as peças, acabou que o revolver caiu no chão e como o gatilho é sensível, disparou bem na minha perna.

— E as mãos?

— Sou sensível a sabão.

— Por que não pediu ajuda?

— Não sou muito íntimo dos vizinhos. E antes que pergunte mais alguma coisa,por favor, apenas faça o que veio fazer e vá embora. 

Aquela última frase machucou-a de um modo diferente como se seu coração tivesse parado de bater um segundo e depois retornado novamente, só que um pouco mais lento, parecia que seu coração estava triste. A garota assentiu e abaixou a cabeça tentando evitar qualquer contato visual com o policial.

— Olha,eu não queria... — ele até tentou desculpar-se, mas a outra interrompeu-o.

— Tudo bem! Talvez eu nem devesse ter preocupado com a sua ausência no colégio! —falou baixo, mas Jungkook ouviu e sentiu-se mais culpado. Ele não queria machucá-la, apenas queria evitar que aquilo acontecesse de verdade caso ela descobrisse a verdade. — É apenas meu modo de agradecer por ter deixado-me em casa naquele dia.

Isso é estranho! Estou importando-me com alguém... e ela importasse comigo...

Resolveram, então, ficar em silêncio. Qualquer coisa era melhor do que olhar para a face um do outro e repentinamente perderem-se em um mundo particular onde apenas eles dois viviam. Mas a ideia parecia bem tentadora.

Hoseok observava tudo atentamente tirando conclusões atrás de conclusões, até que teve a brilhante ideia. A garota rasgou o resto da calça do moreno, e colocou o lençol um pouco acima do machucado para tentar olhar para um lugar inapropriado. Abriu a maleta colocando ao seu lado e pegou um desinfectante, algodão, remédios e uma atadura. Limpou o ferimento recebendo um gemido de volta.

— Sorte sua não ter atingido nenhuma local que pudesse ocorrer algo pior! — comentou a mesma. Jungkook estava observando cada movimento que a menina fazia. Estava encantado até com o mínimo movimento que ela fazia com os dedos. Alguns minutos depois, a garota havia terminado com o curativo. — Irei preparar algo para você comer, precisa repor suas forças, enquanto isso, Hoseok irá cuidar de você — falou pegando a maleta e começando a caminhar até a cozinha.

O Jung já havia terminado de arrumar o quarto há alguns minutos e depois ficou observando a cena "maravilhosa" de um Jungkook quase babando por sua amiga. Não era raiva que ele sentia e sim um pouco de ciúme. Mas agora, ele possuía a identidade secreta de um Serial Killer em mãos, e claro, não deixaria que aquilo escapasse de suas mãos.

— Sabe, fiquei perguntando-me, o que faz um cara normal querer fazer um massacre — Jungkook permaneceu em silêncio. — O que quer com ela?  — indagou referindo-se a ocidental. — Loucos como você geralmente quando aproximam-se de alguém têm algum interesse, certo? — sentou-se na poltrona do quarto um pouco longe do Jeon. — Fala: o que quer com ela?

— Acha mesmo que irei falar? Você nem tem certeza se eu sou o tal Serial Killer, pode ser qualquer um, até mesmo ela, ou quem sabe, você.

— Sabes que posso denunciar-te para a polícia não é?

— Sei disso, mas sabes de uma coisa? Eu sou a polícia. E em quem achas que ela irá acreditar: em um policial novo, no entanto experiente e bastante precioso, ou em um piloto de corrida que já tem passagem na cadeia por pichação? - a resposta era óbvia. E eles sabiam de uma coisa. — E se você contar, em quem achas que ela irás acreditar? Em mim, o cara que está livrou-a de um acidente, ou você o cara que provocou o acidente? Faça suas conclusões! - Jeon cruzou os braços. Suas mãos já estavam bem cuidada o que facilitou no movimento.

— Mas quero que responda uma coisa; em quem achas que ela vai confiar? Em você, o cara que indiretamente demonstra gostar dela e está mentindo, ou eu, o cara que pediu desculpas depois de causar o acidente e que não está mentindo para ela? Faça suas conclusões! - Jung Hoseok usou um de seus melhores argumentos e Jungkook já estava sem saída.

— O que quer para deixar-nos em paz?

— "Deixar-nos"? Eu quero que você deixe-a em paz, não procure-a e se for possível, esqueça-a e peça demissão de seu trabalho.

— O que você quer com ela,hein,J-Hope?

— Nada que convém-lhe.

E a conversa acabou ali. Ambos ficaram em silêncio apenas encarando-se. 

Hoseok na verdade estava sentindo uma atração por ela, negava aquilo aos outros, mas não a si mesmo, enquanto Jungkook estava apaixonado e negava tanto para si mesmo quanto para os outros. No entanto, mesmo que negasse, não queria que nada de mal — a não ser ele que causasse — acontecesse à aquela ocidental.

Passaram-se alguns minutos e finalmente a menina terminou de prepara a sopa que estava fazendo. Retornou ao quarto e entregou ao moreno.

— Irei para casa, cuide-se bem!

Hoseok e a menina foram embora. Subiram na moto. O corpo da garota estava lá, mas seu pensamento estava perguntando no porquê de seu celular está no apartamento de Jungkook.

— Tenha uma boa noite, Jagiya! - falou o motoqueiro abraçando e dando um selar no perto dos lábios da menor que ficou vermelha depois do tal ato arrancando uma risada fofa do maior que passou a mão nos fios da menina antes de subir em sua moto e ir embora.

Antes de adentrar em casa, logo fora preparando-se psicologicamente para a palestra que sua mãe iria fazer quando visse-a entrar em casa naquele horário da noite. Girou os calcanhares, delicadamente girou a maçaneta e entrou na casa, porém, o ambiente encontrava-se em um completo breu e agradeceu aos seus por sua mãe encontrara-se dormindo. Deixou sua mochila no sofá como de costume e caminhou em direção à seu quarto mas foi surpreendida por sua mãe.

— Filha! Aonde estava? - perguntou a mulher um pouco alterada. Seu casaco de seda e os cabelos amarrados em um coque mal feito indicavam que ainda estava acordada e aquilo fez com que o coração da menina desse um aperto. Ela nunca quis que sua sofresse por sua causa.

— Desculpe-me pelo atraso, Omma! Fui apenas visitar uma amiga que está doente, está bem, não precisava ficar tão preocupada assim! — mentiu, afinal, se contasse que prometera sair com um motoqueiro, mas depois foi cuidar de um policial haviam duas coisas que provavelmente iriam acontecer: sua mãe colocaria-a de castigo, ou chamaria-a de louca. Sua mãe apenas arqueou a sobrancelha afirmando com a cabeça.

— Da próxima vez, avise-me! — passou a mão no cabelo da menor. — Durma bem, querida! — desejou e retornou para seu quarto logo indo dormir. 

A menina ficou realmente aliviada e voltou a caminhar em direção a seu quarto. O pensamento que dominava sua mente era com certeza do porquê de seu celular estaria no apartamento do policial, pensou em várias possibilidades como: Ele deve ter achado o aparelho na rua, mas ainda sim não se confirmava pois sua intuição não permitia, afinal, como ele era um policial, obviamente ele iria entregar ao verdadeiro dono e não escondê-lo em seu apartamento, até mesmo passou em sua cabeça que o assassino teria invadido a residência do policial e deixado o aparelho lá para incriminá-lo.

A garota estava exausta e tudo o que ela precisava era de uma boa noite de sono. Tirou seus sapatos, casaco e jogo-os em um canto qualquer do quarto, logo jogando-se na cama tentando deixar — o que era díficil — aqueles pensamentos de lado.

Jungkook não parava de pensar na bela moça o tocando mesmo que sem maldade alguma — em sua cabeça —. Ele estava surpreso por alguém se importar com ele, e também no tal de Hoseok que segundo o Jeon era um intrometido e podia estragar seu plano brilhante. Imaginava diferentes formas de torturá-lo até que implorasse para morrer, no entanto um sentimento estranho começava a surgir, como se falasse que alguém iria sair — muito — machucado — e não era Hoseok. O moreno tentava com todas as forças ignorar aquela sensação...

[...]

Já era sexta-feira, a semana estava passando normal fora a ausência do policial Jeon na entrada e pelos corredores do colégio faziam um pouco de diferença. E a garota não negava isso. Até pensou em ir visitá-lo, mas sempre lembrava da frase que o mesmo pronunciara quando ela fora ir vê-lo para saber qual era o motivo de sua ausência e logo desistia da ideia.

A brasileira acordou e foi fazer sua higiene pessoal como todos os dias, tomou café, ela iria na casa do policial novamente para ver se estava melhor e tirar a história de seu celular a limpo. Colocou uma roupa que pudesse aquecê-la e que não chamasse muita a atenção e uma maquiagem leve tentando esconder os vestígios de que sua noite não havia sido uma das melhores. Avisou — mentiu — à sua mãe que iria visitar a mesma amiga novamente. Porém desta vez não falou com Hobi pois ele acharia que ela tem interesse em Jungkook — o que não deixava de ser verdade mesmo que ela mesma não quisesse admitir — e também porque o Jung não era tão íntimo assim dela. 

A mesma foi caminhando, o apartamento não era tão longe. Ao chegar em frente ao apartamento ela ficou — por algum motivo — nervosa mas mesmo com o nervosismo,adentrou o prédio subiu para o andar do apartamento de Jungkook e deu leves batidas na porta ajeitando seu cabelo. A porta fora aberta, revelando um Jeon apenas de calça moletom expondo seu tronco nu. O moreno deu uma olhada — descarada — por cada canto do corpo da jovem mulher a sua frente que estava corada. 

— Olá! — saudou-a animado tentando acabar com aquele silêncio um pouco constrangedor. Ele não podia falar seu nome, teria que fingir que não sabia, e se sabia, era por puro respeito (que ele nem estava ligando mais em ter com ela por perto). 

— Olá Policial Jeon! — mesmo tímida falou, não possuía muita intimidade com ele para chamá-lo de Jungkook, então saudou-o formalmente. 

O mais velho pediu para que a mesma entrasse. Nem parecia o mesmo homem que havia tratado-a de maneira um pouco rude. A menina entrou e logo o rapaz foi atrás de uma camisa para colocar na tentativa de acabar com aquele momento constrangedor que acabara de acontecer. 

— Sente-se melhor? — perguntou a mais nova um pouco preocupada, afinal não sabia como ele havia estado desde aquele dia. 

—  Sim, inclusive... Obrigada por ajudar-me naquela dia, e desculpe por ter falado contigo daquela maneira, não foi minha intenção! É que não costumo falar com muitas pessoas e acho que perdi a forma como temos que interagir com os outros! — riu no final da frase tentando amenizar a atmosfera estranha que pairava o ambiente.

— De nada! — ela acreditava fácil demais nas coisa. — Poderia deitar cama para que eu possa trocar o curativo? — questionou ela com um pouco de vergonha. 

— Não precisa — ele respondeu seco. Se ele deitasse, não poderia esconder sua excitação só por tê-la visto. Mas ela insistiu, e ainda, a contra gosto, ele andou em direção à cama.

O moreno deitou sobre o colchão e fez algo que quase fez com o que o rosto da ocidental explodisse: ele abaixou sua calça sem um pingo de vergonha. Logo ela pegou o kit de curativos e começou a retirar o curativo velho que estava próximo ao volume do rapaz, passou alguns remédios para limpar a ferida e colocou a faixa novamente e "sem querer" enquanto colocava faixa deu um leve toque no membro do policial apenas coberto pelo pano da cueca boxer, que soltou um suspiro não ouvido por ela que estava fugindo ignorar o momento que acabara de acontecer. 

— Terminei! — disse ela com a voz trêmula. O mais velho agradeceu. 

A garota respondeu com um sorriso, enquanto guardava as coisas usadas nos seus devidos lugares. Jungkook já vestido com sua calça observava cada movimento da moça que amava, com um olhar de malícia que não era percebido pela inocente garota. A menina sentou-se na cama ao lado de Kook e olhou nos olhos do mais velho.

— Sabe eu estava caminhando de volta para casa e dei de cara com aquele serial killer que vem causando um massacre aqui em Busan, com medo deixei meu celular cair no chão e sai correndo, mas ontem eu vi-o aqui no seu apartamento — comentou repentinamente com um tom de maturidade. 

— Comprei um celular novo porque quebrei o antigo em uma missão, talvez você deva ter confundido-se, talvez eles sejam iguais  — retrucou o Gguk. Até que passar a noite pensando um pouco em uma boa mentira para tudo o que pudesse ser usado contra si não fora algo em vão. 

— Ah sim! Desculpe-me por perguntar então — envergonhada. 

Era tão inocente que acreditou nas palavras do policial. Então, Jungkook com objetivo de mudar de assunto começou a perguntar coisas sobre a menina mesmo ele sabendo, ele apenas não queria que ela fosse embora, ele queria que ela ficasse, mesmo que estivesse lutando contra seu desejo carnal de beijá-la a qualquer momento e vez ou outra falava algo com duplo sentido, mas a menina era tão inocente que não percebia.

Já estava tarde e ela devia voltar par casa, despediu-se do homem e voltou para casa, e já na entrada foi novamente surpreendida por sua mãe. 

— Minha filha comece a arrumar-se! Iremos em um jantar na casa do JiHoo para conhecermos o filho dele — disse meio escandalosa referindo-se ao seu namorado, logo entregando a mais nova um vestido para que a mesma usasse. A outra apenas confirmou um pouco sem ânimo.

Entrou em seu quarto, tomou um banho, vestiu a roupa que sua mãe entregara e passou o básico de maquiagem como havia feito pela manhã. Quando já estavam prontas foram de carro para o restaurante onde o professor — ou o mais novo padrasto que não agradava a ocidental nem um pouco, parecia que havia algo nele que deixava-a um pouco receoso em aceitá-lo como "pai" e confiar para cuidar de sua mãe — estaria esperando-as acompanhado de seu filho. Ao chegaram foram recepcionadas pelo tal homem — que trajava um fino paletó — e logo sentaram-se na mesa, quando o filho do homem chegou no estabelecimento e juntou-se á eles na mesa.

A garota estava estática, assim como o garoto.

— H-Hoseok?!

— J-Jagiya?!

Era uma surpresa e tanto!

— Então vocês já conhecem-se? — perguntou o Sr. Kung ao garoto e seu filho depois que todos já encontravam-se na mesa em seus devidos lugares. Os novos irmãos encaravam-se tentando processar toda aquela informação toda, na verdade, apenas a garota, já que Hoseok sempre soube daquilo e fingiu não. Os irmãos assentiram. — Que tal dançarmos um pouco? — perguntou o homem depois de olhar para a pista da dança um pouco a frente da mesa onde encontravam-se com uma pequena movimentação da dança de alguns casais ao som de um violino e um piano.

Todos concordaram e levantaram-se de suas cadeira caminhando até o meio da pista. A mãe da garota rapidamente começou a dançar com o namorado deixando-a como única opção dançar com seu irmão. Encararam-se um pouco receosos, mas deixaram a vergonha de lado e logo posicionaram-se para dançar. A mão de Hoseok agarrou a cintura da mais nova deixando o rosto da mesma perto do seu, enquanto a outra mão segurava a da moça. A outra mão da menina estava posicionada no ombro do rapaz. Quem estivesse vendo aquela cena pensaria que os dois eram um casal e não apenas irmãos, mas uma certa pessoa que via a cena também pensou isto.

— Minha Jagiya sendo minha irmã vai ser um pouco difícil lidar com esta realidade — o Jung falou encarando-a nos olhos.

— Por que? — inocentemente perguntou. O mais velho aproximou-se do ouvido dela e sussurrou.

— Vai ser difícil querer a própria irmã e não puder fazer isso... — bastara apenas aquelas simples palavras para fazer a garota ficar totalmente vermelha, afinal ela já havia lido sobre certos casos de incesto, mas nunca passara por sua cabeça que aquilo poderia acontecer com si. Hoseok precisava agir rápido se quisesse ganhar de seu adversário, e seus planos já estavam sendo colocados em prática enquanto o outro estava em casa com a perna machucada sem puder fazer nada. Hoseok riu baixinho ainda perto do ouvido da mesma, e aquele simples ato fez com a moça ficasse totalmente arrepiada. Ele havia notado aquilo. — É bom saber que causo efeito em seu corpo — e repentinamente, o platinado mordeu o lóbulo da orelha da mais nova que gemeu e ela não sabia se era de prazer ou de dor.

A pessoa que observava aquela cena já estava perdendo a paciência diante da audácia de seu adversário em fazer aquelas coisas com a garota. Tentava ao máximo não levantar, ir lá e espancá-lo até a morte, mas algo melhor surgiu em sua mente e que podia fazer naquele momento sem ser considerado culpado ou considerado suspeito.

Sorriu bebendo um pouco do vinho vermelho, deixando a taça sob a mesa e retornando a falar com seus companheiros de trabalho. Jimin conversava animadamente com seu colega de departamento Michael, um estrangeiro; conversavam sobre coisas aleatórias da vida, enquanto o outro apenas observava com ódio e olhar em chamas para o casal um pouco ao longe.

Em sua mesa estavam sentado seus companheiros de trabalho, todos vestidos elegantemente para a ocasião que era apenas sair para um jantar como amigos em uma noite qualquer em um restaurante chique, aproveitar do dinheiro que o prefeito estava dando-lhes apenas para proteger alguns adolescentes em um colégio. O moreno havia recebido o convite algumas horas antes, mas como uma certa visita inesperada em seu apartamento havia chegado, não pôde arrumar-se mais cedo, mas mesmo assim, agradeceu por aquela garota ter ido em seu apartamento para cuidar dele, mesmo que quase faltou beijá-la lá mesmo para concluir se seus lábios eram tão maravilhosos o quanto demonstravam ser, agora o mesmo encontrava-se muito melhor, sem excitação ou com dores na perna. Ele não tinha mencionado que estava ferido aos seus amigos, já que a calça social cobria perfeitamente e escondia o curativo em sua perna. 

Toda vez que olhava para sua perna, sorria por lembrar da garota e sua tamanha inocência e o fato ter importado-se com ele.

Ele sabia que Hoseok já havia visto-o, já que o mesmo dançava com a garota enquanto encarava-o com o sorriso nos lábios e quase que o moreno matou-o ali mesmo, quando o Jung ousou passar as duas mãos na cintura da mesma.

Ele havia perdido a paciência.

O moreno tentou não demonstrar sua frustação e pediu licença aos demais a mesa e caminhou em direção ao banheiro tentando ao máximo não mancar ou chamar atenção. Assim que entrou no ambiente, viu que não havia ninguém e adentrou em um dos box's. Pegou em seu paletó a arma e sua máscara, não existia uma hora do dia em que não estivesse com elas e quase foi um sacrifício para pedir á Jung Hoseok que devolvesse os objetos para ele. O acordo era deixar a ocidental em paz e mentindo ele confirmou, mas tudo ficou difícil quando a mesma fora em sua casa cuidar de si.

Colocou a máscara e abriu a porta do box logo dando de cara com seu reflexo no espelho. O objeto que estava em seu rosto apenas cobria seus olhos e nariz, deixando com o que seu sorriso fofo e psicopata pudesse ser visto pelas suas vítimas.Saiu do banheiro deixando as portas fecharem-se sozinhas. 

Discretamente chegou no ambiente em que encontrava-se minutos antes,e repentinamente,inclinando a arma para cima deu o disparo. As pessoas após ouvirem aquilo começaram a correr desesperadamente pelo ambiente. Os casais começaram a correr de mãos dadas para longe do moreno. Sorte que no restaurante não vinha muitas pessoas devido a seu bastante caro o que não resultaria na morte de muitas pessoas,se bem que naquela noite, o moreno não queria matar várias e sim apenas uma em especial.

Percebeu que seus amigos correram e concluiu que nenhum deles estavam armados e como qualquer outra pessoa naquele lugar correram para salvar suas vidas e chamar a polícia. Se bem que era engraçado. Eles iriam chamar a polícia para prenderem um policial. No meio de todo aquela correria, avistou a garota correndo sendo puxado pelo platinado no meio das pessoas, sacou a arma e disparou acertando o ombro do outro que desviou olhando para trás e verificando se estava tudo bem com a menina.
Seguiu-os.

Hoseok puxava a garota afoito tentando sair dali o mais rápido possível. Pensava em uma forma de ambos saírem juntos e inteiros até onde a mãe dela e o seu pai estavam. Talvez não devesse ter provocado aquele assassino. Conseguiu sair pelos fundos e viu um pouco ao longe algumas pessoas correndo e entrando em seus carros. 

O corredor que era entre o muro e a parede, haviam algumas portas e era extremamente estreito, mas aquilo não impedia-os de conseguir correr, mas o inesperado aconteceu. O carro de seu pai estava há alguns metros em frente ao restaurante e em menos de uns cinquenta segundos chegariam lá se continuassem naquele ritmo com os pés, mas a garota fora puxada bruscamente para dentro de uma das portas. Hoseok parou de correr e começou a socar a porta em que a menina provavelmente estaria. Chamou pelo nome da mesma, mas nada dela responder. Desistiu e procurando algo que pudesse fazer para ajudá-la e tirá-la dali, correu até o carro de seu pai que sorriu largamente abraçando-o.

— Onde ela está, Hoseok?! — a mãe da menina perguntou ao prantos com o olhar esperançoso de que tudo estivesse bem. Mas nada estava bem.

— O assassino da máscara raptou-a... — falou. A mulher mais velha começou a chorar abraçado ao namorado que tentava acalmá-la, mas nada parecia conseguir fazer aquilo.

— Corra! — falou o Sr. Kung para o motorista que deu partida no carro e acelerou. — Calme Jagiya, vai ficar tudo bem! 

— Minha filha foi raptada por um assassino! — exclamou a mulher com lágrimas nos olhos com o rosto um pouco vermelho e a maquiagem um pouco borrada.

O assassinado havia conseguido deixar a garota inconsciente graças á um pano branco ("Boa Noite, Cinderela") antes de ter atirado na mesma. Ele precisava fazer aquilo,pois em mente já havia armado um planto perfeito para mantê-la perto de si.

Guardou a máscara e a arma deixou em mãos. Bagunçou um pouco seus fios e molhou um pouco o rosto tentando convencer visualmente que havia combatido si mesmo se for possível. O ombro da mesma estava sangrando, ver aquilo e saber que fora o mesmo que havia causado estava machucando-o. Agachou-se perto da menina e começou a sacudi-la vendo a mesma começar a abrir os olhos.

— Calma, sou eu o Jungkook!

Ela precisava fugir, mas não sabia disso.

Jungkook estava paralisado com a ação que a garota fizera.

Seu coração acelerou e começou a enviar sangue rapidamente por todo o seu corpo, a respiração estava ficando densa, tudo parecia ter parado, apenas eles dois estavam naquele lugar, unicamente eles dois, encarando-se. O moreno não sabia como reagir, mesmo diante daquela situação constrangedoras e aquele toque nem houvera sido tão íntimo ou algo semelhantes, fora um toque simples, sem segundas intenções, apenas um tocar de mãos que a garota iniciou forçando um sorriso em agradecimento.

Se ela soubesse que o culpado de toda sua desgraça que vinha acontecendo nas últimas semanas encontrava-se ali, bem na sua frente ela nunca teria feito aquilo ou pronunciado aquela palavra. A ocidental apertou a mão do rapaz, mas logo tirou sua mão dali. Aquilo nunca havia acontecido com Jungkook e todo aquele sentimento novo era algo que ele ainda estava descobrindo, mesmo não querendo aceitar. Jeon Jungkook não queria amar, não queria sentir dor psicológica novamente, não depois de tudo aquilo ter acontecido. 

O Jeon não sabia o que fazer, quase não raciocinava mais direito.

A menina sentia seu ombro — que o Jeon havia atingido — doer insuportavelmente, tentou levantar-se, porém gemeu de dor quando sentiu como se sua carne houvesse sido estraçalhada e seu ombro esmagado por alguém. Rapidamente encostou suas costas na parede gemendo baixinho enquanto analisava o ferimento perto de seu pescoço. Jungkook apenas observava a cena, tentando recompor-se e logo despertou de seus devaneios pedindo para a moça a sua frente evitar ao máximo mover-se, já que aquilo poderia prejudicar ainda mais o estado físico em que encontrava-se. Tirou seu paletó sendo observado pelos olhos atento da garota a sua frente que ficou com a face ruborizada ao vê-lo daquela maneira. Claro que ela já havia visto-o em menos trajes que aquele, mas eram circunstâncias e situações bem diferentes.

Era lógico que o policial viu aquilo, entretanto, fingiu que não logo terminando de tirar o casaco e colocando sobre os ombros da menina que assustou um pouco com a ação do rapaz.

— Precisamos sair daqui...! — sussurrou tentando deixar sua atuação mais convincente. — Irei levá-la a um local seguro...! — novamente.

Delicadamente pegou a menina pela cintura — e quase gritou de felicidade ao fazer aquilo e não ver nenhum Hoseok por perto que pudesse repetir —. Passou o braço — que não estava machucado — da menina por seu pescoço e ambos começaram a caminhar para fora daquele banheiro velho e fedido. Um momento ou outro, a menina gemia — sem querer — no ouvido do moreno que arrepiava-se ao pensar em cena nada puras na qual ela e ele estavam juntos em posições em que não podiam ser mencionadas na tevê e aquilo fez-o lembrar do que o mesmo havia feito naquele dia, naquele sofá, pensando naquela garota.

— Como encontrou-me? — perguntou a menor sem olhar o moreno,ainda estava um pouco envergonhada.

— Quando estivermos seguros contarei-lhe tudo o que sei, está bem? — Ela confirmou balançando a cabeça em afirmação.

Os dois continuaram a caminhar pelo pequeno corredor e finalmente chegaram ao centro do restaurante, onde tudo o que aconteceu havia começado. Algumas mesas estavam derrubadas no chão, taças de vidro quebradas sob o tapete, cadeiras reviradas, tudo estava uma completa bagunça e não havia ninguém, tudo estava em um completo silêncio, apenas os passos do casal eram ouvidos pelo ambiente.

— Talvez ele tenha ido embora...! - sussurrou e depois de ter feito isso, ficou pensando no porquê de não ter matado ninguém, a única resposta ele sabia, mas preferiu guardar para si.

Continuaram a caminhar e chegaram pela entrada da frente logo o moreno avistando a moto de Jimin, na qual Jungkook havia pedido as chaves do amigo caso algo inesperado acontecesse com ele e o mesmo fosse obrigado a sair mas sem deixar os amigos muito preocupados. O moreno nunca havia ficado tão feliz com uma escolha que fizera quanto naquele momento.

Com a ajuda do Jeon, a garota conseguiu sentar na moto confortavelmente e ambos começaram a correr pela ruas. Depois de alguns minutos, chegaram em uma casa um pouco afastada do centro que era cercada por algumas árvores. A garota nem havia percebido o trajeto e nem questionou o policial por estarem ali, ela acreditava que ele possuía seus motivos. Juntos adentraram na casa grande, onde Jungkook guiou a garota até um dos quartos que ficava no segundo andar da residência. Deixou sozinha no quarto enquanto ia ao seu trocar de roupa e pegar uma para ela.

Aquela casa havia sido deixada como herança para Jungkook de seus pais, mas ele apenas teria total posse de seus bens quando estivesse formado, o que não demorou a acontecer e rapidamente o moreno virou dono de tudo o que um dia fora de seus pais. Eles não estavam mais respirando há bastante anos atrás e o policial ainda sentia um pouco de vazio em seu peito, mas não dava muito importância ,era comum sertir aquele vazio repentinamente de uma para outra .As roupas que eram de sua mãe caberiam perfeitamente no corpo da garota, afinal, ambas possuíam um físico parecido, com a diferença de que a garota era mais delinhada em suas curvas ocidentais e foi por este motivo que Jungkook não pegou uma das vestes de sua mãe, sem mencionar que naquele guarda-roupa existia apenas vestidos caros para ocasiões especiais, o que não era muito confortável de usar. Aquela casa era usada apenas para dar e comemorar festas, todos os quartos possuíam no closet vestidos e ternos de marcas, apenas no antigo quarto do policial que existia algumas roupas de sua adolescência. O mesmo pegou algo confortável para a menina e retornou ao quarto onde a mesma estava.

— Vista isso por esta noite, irei cuidar do seu ferimento — falou entregando as vestes nas mãos da moça enquanto girava os calcanhares e procurava o kit de primeiros socorros dentro do guarda-roupa que estava perto do espelho. 

Pegou a malinha e quando ia virar para começar a cuidar dos ferimento notou o reflexo da garota no espelho e travou ali mesmo. A imagem refletida no espelho deixou-o um pouco excitado, afinal, não era todo dia que via uma garota semi-nua vestindo apenas uma lingerie branca com a bunda empinada tirando os sapatos em sua direção. Tentou fingir que não havia visto nada, mas estava sendo difícil.

— Já estás vestida? — perguntou e apenas alguns minutos depois recebeu a resposta logo virando começando a caminhar até a cama tentando esconder sua ereção com a pequena mala em frente ao corpo. —  Sente aqui calmamente! — pediu vendo ela confirmar e fazendo de tudo para não machucar seu braço com algum movimento bruto. Sentou ao lado do moreno. Quase gritou quando sentiu os dedos de Jungkook tocarem rapidamente sua pele abaixando a camisa do enorme moletom revelando a alça do sutiã branco da mesma. — Vai doer, já que não tenho para anestesiar! Mas tente ficar calma, relaxe seus músculos — a mesma assentiu soltando um suspiro tentando manter a calma enquanto sentia aquele objeto pontiagudo perfurar sua pele e tirar a bala. — Calma! — ele falou vendo a expressão de dor que a menina havia feito depois de notas algumas lágrimas sair de seus olhos enquanto ela prendia o lábio inferior entre os dentes tentando não gritar. O policial desinfectou o local e como não era um ferimento profundo, apenas terminou o curativo ouvindo a ocidental suspirar. Ele riu. — Está finalizado! -Jungkook guardou as coisas dentro da malinha e levantou-se da cama indo guardar o objeto onde havia encontrado. Agora fora a vez da garota rir. — Pensou em algo engraçado?

— Não exatamente! Apenas é um pouco cômico saber que há algumas horas atrás era eu quem estava cuidando de você, e agora é você quem está cuidando de mim...! — sorriu docemente. — Aliás, como está sua perna, amanhã quero ver se está tudo bem com ela! — afirmou fazendo o moreno rir ao perceber a inocência da garota. — Mas agora, poderia falar como encontrou-me? — Jungkook fechou o guarda-roupa logo retornando aonde a menina estava. Sentou ao seu lado apoiando as mãos em suas coxas suspirando.

E então ele começou a falar, mentir na verdade.

Jungkook mentiu dizendo que quando tudo aquilo aconteceu ele estava no banheiro e que quando ouviu os disparos, decidiu não sair, saiu depois que os sons de tiros haviam cessado. Saiu do banheiro e viu o assassino sair de uma das portas correndo rapidamente saindo do restaurante, e curioso, o Jeon foi até aquela porta encontrando a brasileira caída no chão ferida. 

Jungkook mentia tão bem que a menina acreditou rapidamente. Depois da pequena explicação do policial, ambos ficaram em silêncio, apenas encarando um ao outro vez ou outra desviando o olhar para um canto qualquer do quarto.

Agora!

O sub consciente de Jungkook gritou e sem esperar pode momento melhor, o moreno aproximou-se da garota que espantou-se com aquela aproximação repentinamente do mesmo e recuou o tronco um pouco para trás sem sair do lugar. Olhou nos olhos do rapaz mas rapidamente desviou olhando para as mãos do mesmo. Os dedos do policial tocaram o queixo da menor que foi obrigada a encarar os olhos dele mesmo relutante.

— O-O que está fazendo? — gaguejou a moça percebendo o rosto do moreno com uma aproximação muito suspeita.

— Por que meu coração está tão acelerado por está perto de você? E por que estou com uma vontade louca de beijá-la? — ele perguntou mais para si do que para ela. 

E sem pensar em mais nada, Jungkook uniu os lábios de ambos em um selar calmo e delicado. A mão que estava no queixo da mesma, agora encontrava-se na nuca da menina aprofundando o beijo, onde o moreno pediu liberdade de adentrar na boca da mesma. A ocidental ainda tentava raciocinar, mas finalmente saciar o desejo de beijar aquela boca rosinha ela perdeu qualquer risco de sanidade deixando-se levar pelo momento dando-o libertar para fazer o quisesse.

Ela entre abriu os lábios e deixou um arfamento escapar quando a língua quente do moreno adentrou em sua boca e tocou a sua. Mais alguns segundos enquanto as bocas e línguas tocavam-se em sincrônia naquele momento, até que a falta de oxigênio fez-se presente e eles separam-se, mas permaneciam com as testas coladas.

—  Desculpe-me! Eu não tinha a intenção! — falou Jungkook levantando-se rapidamente da cama depois de notar o que havia feito.
Saiu do quarto deixando uma brasileira sozinha no quarto pensando no que havia acontecido. O Jeon fechou a porta do quarto encostando-se na porta e deixando-se deslizar pela madeira até sentar no chão. Mesmo que nenhum pudesse ver o outro, eles estavam conectados e involuntariamente, ao mesmo tempo, levaram os dedos até os lábios onde tocaram-os recordando daquele momento.

Estou apaixonado!

Admitiu Jungkook a si mesmo.



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