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História Devil Like You - Capítulo 1


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Notas do Autor


BEM, cá estou eu com outra twoshot e bem... EU ESTOU MUITO ANIMADA COM ISSO AAAAA.

E well, eu me inspirei muito em Supernatural (eu amo) ao fazer essa história ;)

Agora, vamos aos avisos:
• Essa é uma AU, okay? Okay.
• As personalidades estarão um pouco OCC, peço perdão por isso, mas foi necessário :')
• E sim, SE PREPAREM PARA O SMUT HA. Eu disse que ia jogar a bomba af ;)
• NADA DE CONSENTIMENTO DUVIDOSO AQUI MDS. Sei que posso estar sendo chata por bater nessa tecla, mas é importante; toda e qualquer tipo de relação íntima DEVE SER SSC (São, Segura e Consensual). Exijam isso SEMPRE, pois é importante. O Itadori aqui VAI estar ciente e VAI estar consentindo com tudo, ele vai ser bem mais atrevido e decidido do que em Control (link nas notas finais).
• E eu sinto que a narrativa acabou indo para um rumo meio "cômico", mas o Itadori meio que vai ser aquele típico adolescente com os "hormônios à flor da pele" e que só pensa em "foder, foder, foder" (referênciasss ~~)

ENTÃO É ISSO, me perdoem pelos erros, vou revisar depois <3

Boa leitura!

Capítulo 1 - Tenha cuidado ao decidir fazer um contrato...



"Oh no, this thing has gone to far

It's too late

I can't escape

Only a devil like you

Could make me sin like I do

I've got a weakness

I'm a fool

For a devil

For a devil like you."

Devil Like You - Gareth Dunlop.



I.

Itadori nunca imaginou que chegaria em uma situação igual àquela. Talvez se tivesse se interessado em copiar as aulas ao invés de dormir ou pedido uma ajuda extra para Fushiguro, ele não estaria ali.

Mas acontece que ele estava extremamente desesperado e precisava de um milagre. Entretanto, de acordo com o seu avô, milagres não acontecem com pessoas preguiçosas iguais à ele - e nesse ponto, Itadori se via obrigado a concordar. Por essa razão, se o milagre que tanto queria não iria vir de cima... Não lhe restava outra alternativa senão implorar por ajuda em outro lugar.

No início do ano letivo, tinha ouvido sobre um garoto do primeiro ano que fizera uma espécie de pacto com um 'demônio da encruzilhada' para que sua mãe se recuperasse rapidamente de um acidente que havia sofrido. O boato se espalhou por toda a escola; uns acreditaram e outros acharam que tudo não passava de uma grande mentira. Itadori preferiu ficar neutro perante tudo, afinal, seu avô sempre lhe contou histórias sobre espíritos e todas as outras coisas que envolviam o mundo sobrenatural. Mesmo que algumas coisas beirassem ao absurdo, ele preferia respeitar e ficar na sua.

E o boato da mesma maneira rápida que surgiu, também foi esquecido pelos alunos.

Porém, foi somente há três dias atrás, quando recebeu o seu boletim, que Itadori decidiu: fosse mentira ou não, não lhe custaria nada tentar. Se seu avô descobrisse sobre as suas notas baixas e que corria o terrível risco de reprovar, ele certamente o mataria. Apesar de já estar na casa dos noventa, o velhote ainda tinha energia o suficiente.

Com isso em mente, ele foi atrás do tal garoto (ele se chamava Yoshino Junpei e parecia um cara legal) para reunir todas as informações que precisava.

E agora, lá estava ele.

Dentro de um prédio abandonado que ficava próximo à antiga fábrica têxtil, no lado oeste da cidade, faltando cinco minutos para meia-noite.

Como a noite estava gélida, vestiu o casaco mais grosso que tinha dentro do seu guarda-roupa - ele era vermelho escuro e no capuz tinha duas compridas orelhas de coelho. Kugisaki havia lhe dado de presente - e não que fosse sair dizendo para todo mundo, mas era umas das suas peças de roupa preferidas. Também vestiu uma calça jeans preta e para completar, seu velho e surrado all stars. Retirou a mochila dos ombros e a jogou no chão.

Se abaixou e suspirando, a abriu. Bem, agora não tem mais volta, pensou enquanto retirava todos os utensílios que iria usar.

Sal? Confere. Giz? Confere. Sangue de lebre? Confere. Sete velas vermelhas? Confere. Tigela de prata? Confere. Terra de cemitério? Confere. Caixa de fósforo? Confere. Um osso de um gato preto? Bem, esse era um item estranho, mas sim, confere.

E por fim, um item amaldiçoado.

Esse último não fora exatamente tão difícil de se adquirir. Seu avô tinha várias caixas com coisas estranhas dentro, guardadas no sótão da casa. Eles na verdade moravam em um templo e o velhote tinha o pessimo hábito de guardar esse tipo de coisa. Com isso, Itadori havia aproveitado que seu avô tinha saído para ir ver um amigo e procurou por qualquer algo que parecesse amaldiçoado. Quer dizer, como saberia se estava ou não amaldiçoado? Ele morreria quando tocasse? Sentiria seus dedos queimarem? Teria uma premonição horrível?

Ele procurou até achar uma caixinha preta cheia de selos, aqueles típicos que usavam em santuários, porém, em uma língua que não conhecia. Sem tempo de traduzir as palavras, retirou os selos e com cuidado, abriu a caixinha. Lá dentro havia uma coisinha fina e comprida, toda envolta por várias e várias camadas daqueles mesmos selos que estavam por fora. Aquela coisa definitivamente parecia um objeto amaldiçoado! Então o levou consigo.

E agora, teria de retirar aqueles papéis e então descobriria o que era. Seria uma língua? Um bicho esquisito embalsamado? Um osso? As opções eram das mais variadas, porém, quando terminou de desenrolar, ele realmente não esperava...

Puta que pariu!

... Encontrar um dedo humano em seu estado inicial de decomposição.

Sua boca se abriu em puro espanto, pra que diabos seu avô tinha algo como aquilo guardado no sótão? Caramba. Contorcendo o rosto em repulsa, pôs o dedo de lado e tratou de começar os preparativos. Céus... Puxou uma folha do seu bolso, onde Junpei havia lhe desenhado o tal simbolo que teria de refazer ez com o giz na mão, fez o máximo para que o traço não ficasse trêmulo. Arrastou o giz branco pelo chão de cimento com cuidado, desenhando um grande círculo e dentro fez uma estrela de cinco pontas - que de acordo com o Google, aquela era a famosa 'estrela de Salomé', comumente usada em rituais 'satânicos'.

Bem, Itadori não gostava de ver aquilo como um ritual satânico, quer dizer, ele realmente não queria ficar cara a cara com o Diabo - sério, a idéia de que ele se parecesse com um bode (um bode do mal) lhe dava arrepios. E pelo o que Junpei lhe disse, a pessoa com quem faria o contrato era uma mulher - o que era um alívio. Ele também não se importaria se fosse um homem (as maravilhas da bissexualidade).

Qualquer coisa era melhor do que a visão de um bode do mal.

Os espaços de dentro foram preenchidos por símbolos que não conhecia, mas os fez da melhor maneira que pôde para que ficassem iguais aos da folha na sua mão. Depois pegou as velas vermelhas e as colou em cada extremidade da estrela. Quando terminou, pegou o saco de sal, o abriu e fez um outro círculo, só que envolta daquele que havia feito com o giz.

Em seguida, pegou a tigela de prata. Aquela era a última parte: pôs as ervas dentro, derramou o sangue de coelho e jogou a terra de cemitério. Colocou o osso do gato preto e então, com cuidado, pegou o dedo e o colocou encima do osso, cruzadamente, formando um 'x'. E agora, o último item... Pegou seu velho canivete suíço de dentro da mochila e o abriu, respirou fundo e cortou a palma da sua mão esquerda.

Porra, isso dói, pensou enquanto fechava a mão em punho e via o líquido carmesim escorrer e cair na tigela. Contou até vinte e puxou uma faixa de dentro da bolsa, amarrando firmemente a sua mão em seguida, depois pôs a tigela bem no centro a estrela e se afastou.

E agora vinha a melhor parte.

 "Et quod est scriptor quid quaeso tibi. sanguine meo habeam vocationi. Appareat nunc!"¹

Ele riscou uma fósforo e o jogou na tigela. Então esperou.

E esperou.

E esperou mais um pouquinho... Merda!

Será que havia dito algo errado? Sendo franco, Latim não era a sua praia, logo, as probabilidades de que sim ele havia feito algo de errado, eram gigantescas. De acordo com Junpei, o demônio deveria aparecer assim que terminasse de pronunciar o encantamento, mas já haviam se passado três minutos e ninguém havia aparecido. Andou até a sua mochila, que estava um pouco afastada e se abaixou, iria procurar pelo seu celular e ligaria para Junpei, talvez ele soubesse o que-


"Ora, ora..."



Notas Finais


¹"E é com isso que que lhe invoco. Com o meu sangue, lhe prendo ao chamado. apareça agora!" ;)

-X-

E é isso! Nos vemos terça com a parte final 0////0, favs e comentários são sempre bem-vindos babes!
Byebye ^^



》Control:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/control-21448631

E a minha última:
》How To Woo Someone:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/how-to-woo-someone-21587583


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