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História Devil May Love - Capítulo 9


Escrita por: Silat

Notas do Autor


Então, chegamos ao fim do primeiro arco.
Devo falar que ele é bem frio e não tem nada demais, tava querendo terminar logo esse arco pra iniciar o próximo, onde irei desenvolver a relação do Dante e da Rias.
Sem mais delongas, aproveitem a leitura.

Capítulo 9 - Mission 7: A Easy End


 

Quando despertou de seu desmaio, a primeira coisa que viu foi o chão de sua casa. Com o leve virar de sua cabeça, seus olhos encontraram sua mãe, correndo até ele rápida e cautelosa. Ao seu redor, a casa ardia em chamas infernais.

— Venha cá — ela falou, levantando-o do chão e tirando-o de seu estupor.

Ela o levou até o armário mais próximo, colocando-o dentro da mobília e pondo Rebellion em suas mãos infantis. Ela segurou-o nos ombros e o fitou diretamente nos olhos.

— Fique aqui — ela ordenou, séria. — Não importa o que aconteça, não saia daqui, Dante.

Uma explosão ocorreu, fazendo Eva virar seu rosto por um momento, antes de voltar-se ao seu filho mais novo.

— Eu vou atrás do Vergil — ela tomou seu rosto, em maternas mãos delicadas. — Eu prometo que volto. Isso vai ser difícil, mas você precisa me obedecer. Você já é um garoto crescido, um homem, não é?

Dante assentiu lentamente. Eva engoliu em seco, com o olhar preocupado e cheio de medo.

— Se eu não voltar — ela falou, alisando o cabelo prateado de seu filho. — Fuga, sozinho.

Ela recuou para trás, agarrando as portas do armário com as mãos.

— Você deve mudar seu nome, esqueça o passado e comece uma nova vida em algum outro lugar.

Ela lentamente fechou a porta, com um sorriso, enquanto falava:

— Um novo começo.

Dante tentou ir para frente, para abraçar sua mãe, para protege-la, mas ele não conseguiu. Dante viu sua mãe correr para fora do quarto, enquanto chamava por seu irmão.

— Vergil! — Ela gritou, em plenos pulmões, buscando uma das duas coisas mais importantes na vida dela.

Não demorou muito para que um grito de dor chegasse aos ouvidos do filho de Eva.

 

                                                           ----

 

Quando Dante abriu os olhos, ele se deparou com um tento diferente de seu apartamento. Ele rapidamente se sentou em onde estava sentado, um sofá arcaico e bem talhado. Ele com certeza não estava em seu apartamento. Ao olhar os arredores, enfim percebeu onde estava. No Clube de Pesquisas Ocultas da Academia Kuoh. Ele coçou a cabeça, tentando se lembrar de algo do dia anterior que corroborou para sua presença naquela sala.

Asia... A lembrança do rosto choroso da jovem freira o lembrou do que aconteceu no dia anterior. Ele checou seu corpo, notando cicatrizes de feridas penetrantes em seu abdômen. Ele fechou o punho, bufando, antes de se levantar do sofá. Tenho que resgatá-la, ele pensou, se encaminhando para a saída.

Quando girou a maçaneta da porta e a abriu, ele encontrou uma pessoa que não esperava.

— Finalmente você acordou — Rias falou, adentrando seu escritório.

Dante recuou, dando passagem para que a ruiva entrasse, carregando uma pilha de livros em seus braços.

— O que eu ‘tô fazendo aqui, princesa? — Ele indagou, não perdendo sua dose de zombaria.

A diaba ruiva colocou seus livros em cima de sua mesa, antes de se virar para ele.

— Depois que tirei meu pariato de lá — ela explicou, cruzando os braços abaixo dos seios —, decidi voltar e encontrei você no chão, derrotado.

— Por quê? — Dante questionou, curioso.

Rias estremeceu por um momento, logo em seguida, suspirou e então abriu a boca para falar. Mas Dante foi mais rápido.

— Quer saber? Não precisa me falar — ele a interrompeu. — Obrigado por me trazer até aqui, mas eu vou ter que ir.

— Para onde? — Ela questionou.

Dante a encarou por sobre o ombro, quando já estava abrindo a porta.

— Tenho que resgatar uma amiga. — E ele saiu, fechando a porta.

Rias suspirou e rodeou sua mesa, sentando-se em sua cadeira. Ela não precisou aguardar muito tempo. Dante adentrou novamente a sala e foi até ela, parando e debruçando seus braços sobre a mesa.

— Cadê minhas armas? — Ele perguntou, encarando-a.

— Eu as guardei — Rias respondeu, encarando-o tranquilamente.

— Obrigado — ele estendeu a mão. — Agora faça o doce favor de devolve-las.

Rias respirou calmamente quando se levantou, numa tentativa de estar a par com o Devil Hunter. Ela o encarou, cruzando os braços abaixo dos seios.

— Primeiro, nós vamos conversar — ela exigiu, seriamente.

— Eu não ‘tô interessado em conversar com um demônio agora — ele retrucou, visivelmente irritado. — E eu também não tenho tempo.

Rias não se abalou, mantendo uma postura firme.

— Nós vamos conversar, Dante — ela estava resoluta e decidida.

O Devil Hunter cerrou a mandíbula e formou um punho direito.

— Mesmo sem minhas armas — ele falou, frio. — Eu poderia matá-la sem problemas.

— Você não conseguiria — Rias falou, soando tão fria e séria quanto ele. — Eu te garanto isso.

Eles se encararam por alguns segundos, em silêncio, esperando que a ameaça do outro se torna-se verdadeira. No fim, Dante bufou e tomou uma postura ereta, cruzando os braços a frente do peito.

— Você tem três minutos — ele falou, ainda a encarando.

A postura de Rias aliviou, ela suspirou e então respondeu:

— Será tempo o bastante.

Ela se sentou em sua cadeira, relaxando parcialmente. Ela o encarou nos olhos e então falou:

— Quero que você seja meu guarda-costas

Se Dante tivesse bebendo algo naquele momento, ele cuspiria o liquido no momento que Rias lhe contou aquilo.

— C-Como assim? — Dante questionou, confuso. — Por acaso você e seu irmão trocaram de corpos?

— Não, eu apenas... Percebi algo — ela falou, enigmática. — Preciso da sua ajuda, Dante.

Dante suspirou, antes de encara-la.

— Eu não vou protege-la — ele falou, firmemente. — Isso vai contra todos os meus princípios.

— E quais seriam seus princípios?

— Matar todos os demônios — ele respondeu, seriamente.

Rias ficou em silêncio por alguns segundos.

— Você já foi contra seus princípios — ela falou.

Dante piscou, aturdido. Rias rodeou sua mesa e caminhou calmamente até estar à frente de Dante.

— Você quebrou seus princípios quando deixou eu e meu pariato viver — ela falou, levantando o rosto levemente para encara-lo.

— A-Aquilo foi uma exceção — Dante argumentou. — Só não os matei por que seu irmão chegou...

— Então você não nos matou por causa de outro demônio? — Rias retrucou, elevando uma sobrancelha. — Estranho...

Dante foi pego desprevenido.

— Por que não nos matou, Dante? — Ela perguntou, se aproximando dele.

— É por que... Por que vocês se parecem com humanos — ele confessou, desviando o olhar da garota.

— É só por isso... — ela elevou sua mão, seus dedos alcançando o rosto de Dante.

— Sim — ele falou, afastando seu rosto do toque da diaba. — Foi só por isso.

Rias trouxe sua mão de volta para si e recuou para trás, até alcançar a mesa negra. Você mudou muito... Ela completou, olhando para o Sparda. Rias suspirou.

— Dante... Por favor, aceite.

Dante se voltou para ela, encarando-a diretamente nos olhos. Lindos olhos azuis sonhadores. Ele coçou sua própria cabeça, bagunçando seu cabelo esbranquiçado. Proteger uma princesa demoníaca, isso vai contra todos os meus princípios, ele grunhiu. Ele olhou novamente para Rias e uma memoria antiga, nebulosa e enterrada, alfinetou sua mente.

Dante suspirou profundamente e disse:

— Eu vou pensar na sua proposta — ele falou, olhando-a. — Mas primeiro, quero minhas armas.

Rias suspirou, indo para trás de sua mesa. Ela puxou a gaveta e retirou duas damas mortíferas, jogando-as para Dante, que as pegou com tranquilidade.

— Estava com saudade de vocês meninas — um sorriso nasceu em seu rosto quando sentiu o aço das armas em seus dedos.

Rias se inclinou e pegou um estojo de violão, arremessando-o para Dante logo em seguida.

— Obrigado — ele falou, atando o estojo em seu torso. — Por tudo isso — ele adicionou, gesticulando para todo o cenário.

— Não foi nada demais — Rias falou, sentando na cadeira. — O que pretende fazer depois de resgatar a garota?

Dante olhou para Rias por cima do ombro, sorrindo.

— Talvez eu me divirta com uma princesa diabólica.

Rias riu levemente, enquanto o Sparda saia de seu escritório. Ela se reclinou na cadeira, relaxando, enquanto sua memória voltava para muito tempo no passado. Um doce sorriso cresceu em seu rosto, enquanto suas bochechas se avermelhavam.

— Espero que seja tão divertido quanto naquele tempo.

 

                                                          ----

 

Raynare permaneceu sentada no banco, com a lua pálida brilhando no céu. Ela escutou os passos daquele que ela esperava, se aproximando, vestindo um yukata roxo detalhado com flores púrpuras.

— Então a rebelde veio falar comigo? — Azazel questionou, com um sorriso desprezível no rosto.

Raynare se encolheu e não encarou o líder de sua facção nos olhos.

— O filho de Sparda está irado comigo — ela falou, cabisbaixa. — Ele tem alguma afeição por aquela freira, por algum motivo.

— Freira? — Azazel coçou o queixo. — Que freira?

— Asia Argento.

Azazel parou ao escutar o nome da freira, Raynare virou o rosto para seu superior, estranhando o comportamento do zombeteiro Azazel. O poderoso anjo caído falou, mais sério que o usual:

— Deixe a garota em paz, entregue-a ao filho de Sparda.

— Mas por quê? — Raynare questionou, confusa. — Perderíamos a posse do Twilight Healing.

— E perderíamos a oportunidade de criar qualquer amizade com o filho de Sparda, isso se você já não perdeu essa oportunidade.

Raynare premiu os lábios, suspirando logo em seguida.

— Eu farei isso, o problema disso tudo é o Freed.

— Freed?

— Sim, um padre louco que está aliado a nós — Raynare esclareceu. — Ele está muito irritado com a garota e ele não vai largar a mão.

— Deixe o filho de Sparda mata-lo — Azazel respondeu. — E depois tente se aproximar dele.

— Tentarei fazer isso, lorde Azazel — Raynare se levantou e realizou uma saudação marcial.

Azazel riu, caminhando em direção à anja caída. De repente, Raynare sentiu seu pescoço sendo apertado pela forte mão do anjo caído.

— A partir de hoje, você vai me obedecer — ele falou, com uma forma firme e opressora. — Se você pensar em se rebelar, eu vou te matar da pior forma possível.

Raynare suava frio perante o olhar maligno e mortífero de Azazel. Ela assentiu lentamente, sendo largada por ele logo em seguida. Raynare caiu sentada no chão, derrotada. Ela observou seu líder caminhar para fora do local, sem nenhuma palavra desperdiçada. Raynare massageou sua garganta, ainda sentindo a força esmagadora do anjo caído em sua pele.

 

                                                             ----

 

Dante chutou a porta da igreja, abrindo-a num estrondo. Estava com Rebellion firme na mão, pronto para lutar contra qualquer um que estivesse a sua frente. E o infeliz que estava, era Freed. O padre virou-se, pego de surpresa. Ele não teve tempo de reagir, Dante rapidamente avançou, golpeando transversalmente. A lâmina de Rebellion cortou o torso do louco por completo, derrubando-o no chão do antigo e não mais local sagrado. Freed cuspiu sangue no chão arruinado, sentindo dor em todo seu torso.

— Onde ela está? — Dante indagou, olhando-o friamente.

Freed tossiu e cuspiu, sorrindo maniacamente enquanto olhava para o Devil Hunter.

— Vai se foder.

Num único chute, Dante conseguiu lançar o padre louco, que atingiu a parede da igreja, derrubando reboco e cinzas.

Dante bufou, guardando Rebellion em suas costas. O filho de Sparda se virou e se encaminhou para a abertura abaixo do púlpito. Dante desceu as escadas rapidamente, alcançando um calabouço sujo e escuro.

— Dante-san! — Ele escutou a voz de Asia.

Os olhos de Dante a encontraram acorrentada, vestindo sua roupa de irmã, mas sem o véu cobrindo sua cabeça. Dante foi até ela rapidamente, ajoelhando-se.

— Você está bem? — Ele questionou, checando a garota com o olhar.

Asia soluçou e seus olhos se encheram de lágrimas, transbordando sem demora alguma. Ela jogou-se do Devil Hunter, abraçando-o com toda força que tinha. Dante ficou paralisado por um momento, antes de envolver a garota com seus braços. Asia voltou seu rosto para cima, lágrimas escorriam grossas de seus olhos verdejantes. Dante acariciou os cabelos dourados.

— Está tudo bem, Asia, eu vim busca-la.

— A... A senhora Raynare falou que viria... — ela gaguejou.

Dante elevou a sobrancelha, confuso.

— Raynare falou que eu viria?

Asia assentiu em afirmação. Dante estava confuso, ele virou o rosto de um lado para o outro, procurando a anja caída, não achando sinal algum dela. Ele decidiu ignorar essa possibilidade, se erguendo e se soltando do abraço de Asia.

— Asia — ele falou, puxando Rebellion das costas. — Afaste-se.

E ela o obedeceu. Rebellion desceu poderosa, como sempre fazia, destruindo os grilhões que prendiam a freira. E então, ela estava liberta. A garota se aproximou, agarrando-se ao jovem Devil Hunter.

— O-Obrigada... — Ela fungou, ainda com lágrimas nos olhos.

Dante pousou sua mão sobre os fios loiros de Asia.

— Vamos sair daqui.

Quando subiram para o andar térreo, Dante não encontrou Freed moribundo no chão. O padre louco havia desaparecido por completo. Dante ignorou aquele fato, ele apenas queria tirar Asia daquele antro de maldade.

 

                                                      ----

 

Asia respirava compassadamente, enquanto seu corpo descansava sobre a cama do quarto de hóspedes. Dante a observava, solenemente, com o torso nu. Segundos depois, ele foi em direção ao seu quarto, sentando-se na cama quando ele a alcançou. Ele suspirou pesadamente, enquanto tirava o contado do diabo de seu bolso. Ele o analisou com o olhar, pensando e repensando se deveria ou não aceitar o trabalho.

Apenas a face da ruiva despertava memórias nebulosas e confusas, que não conseguia decifrar. Ele suspirou novamente, colocando o punho, contendo o contato, na testa. Ele pensou por minutos e mais minutos, se decidindo enfim. Dante se levantou da cama, virou-se e tocou a marca do Satã, antes de joga-la no chão. A marca brilhou em vermelho carmesim, expandindo-se sobre o chão.

Dante abraçara seu passado naquela noite, na noite que Neil morrera em seus braços. E seu passado trazia dúvidas, memórias confusas, uma herança maldita, um mistério que o atormentava e....

Um irmão que escolhera o outro lado.

A figura de Sirzechs surgiu no círculo, brilhando em vermelho carmesim. O brilho se desfez, revelando o Satã ruivo, possuinte de um sorriso satisfeito no rosto.

— Então, temos um trato?

Ele estendeu a mão. Dante o fitou por alguns segundos.

Ele suspirou, antes de sorrir.

Essa vai ser uma grande festa!

Ele apertou a mão de Sirzechs.

— Nós temos.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Curiosidade: Sirzechs tem cerca de 570 anos de idade

Vlw por lerem, favoritem e comentem se gostaram


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