História Devil Side - Capítulo 11


Escrita por:

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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Negan
Visualizações 131
Palavras 1.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpaaaa a demora, tive um pequeno bloqueio criativo

Capítulo 11 - Eleven


POV Lucy

Acordei em um sala branca, tentei me levantar e senti uma dor no meu ombro. Então as lembranças vieram em minha mente, Molly e Hanna estavam mortas, lembrei de Daryl. Será que ele esta vivo?

Levantei rapidamente ignorando a dor e comecei a procurar meus sapatos notei que estava apenas com uma calça de moletom, vesti uma camiseta preta que estava em cima da cômoda.

A porta foi aberta logo revelando meu irmão. O mesmo veio até mim.

-Admito que fiquei com um pouco de medo de perder você - confessa

-Um tiro no ombro não é nada. Passamos por coisas piores e não morremos.

Rimos mas logo ficamos sérios era algo triste de se lembrar.

-O que aconteceu na floresta Lucy?

-Eu não lembro - menti

Ele me olha desconfiado e solta um longo suspiro.

-Eles querem te expulsar

Olhei incrédula, como eles podem querer me expulsar depois de tudo. Mas sempre fora assim, as pessoas sempre me descartaram no fim.

Antes de responder qualquer coisa Rick, Glenn e Connor entraram pela porta, assumi uma postura rude e fria.

-Lucy, nos acompanhe por favor.- ordena Rick

Apenas prendo meu cabelo e o sigo em silêncio. Ao sairmos notei que estava numa enfermaria, queria perguntar sobre Daryl mas estava prestes a ser expulsa então apenas fiquei na minha.

Assim que passamos algo ou melhor alguém me chama atenção fazendo me parar. Abraham estava sendo contido e gritava sem parar.

-ELES SUSSURRAM, EU OUVI. EU NÃO SOU LOUCO. HÁ VIVOS ENTRES OS MORTOS

Sinto a mão de Jesus me empurrando.

-Continue, te explico depois - sussurrou em meu ouvido

Continuamos nosso caminho e descobri que estávamos indo para a igreja. Ao chegarmos todos estavam lá. Olhei confusa para meu irmão.

Rick me puxou até o altar e la estavam os corpos de Molly e Hanna, notei que suas testas estavam marcados com um W, mas não lembro de deixá-la com essa marca.

Michonne caminha em minha direção e me algema, queria me livrar, gritar e fugir mas apenas ergo a cabeça e olhos todos em volta.

Daryl estava encostado na entrada , ele encarava aquilo tudo com certa irritação. Nosso olhares se encontraram e mantive o olhar até que o mesmo desviou.

Sentei em uma cadeira enquanto Rick e Deanna discutiam num canto

- Estamos aqui para discutir sobre a lealdade de Lucy Owen. - decreta Deanna

Era um julgamento, estamos na merda de um apocalipse era ridículo.

-Todos tem um papel então logo iremos passar uma urna e logo saberemos os votos - diz Rick

Olho para minhas botas e penso em como estou ridícula sendo julgada por algo que não pude evitar. Elas estavam mortas quando cheguei.

Antes de Rick decretar a decisão final. Escuto passos e vejo um par de botas parar ao meu lado.

-Isso é uma idiotice. Você são um bando de hipócritas. - rosna Daryl

Todos olham assustados para ele, o mesmo mantinha a feição irritada. Ele se aproxima ainda mais de minha cadeira e agora olha em meu rosto antes de virar para o resto do pessoal.

-Ficam brincando de deuses, acham que podem decidir quem vive ou não. Antes de expulsarem a garota lembrem do que ela fez. Lucy não tinha obrigação nenhuma de nos proteger ou nos salvar e mesmo assim fez. Na prisão lutou por nós. Ela nos trouxe aqui e pelo que Connor disse Alexandria sempre foi o destino inicial de Lucy. Então pensem nisso.

O mesmo saí batendo a porta. Daryl havia me defendido, mesmo depois de quase o matar, ele me defendeu. Fiquei encarando a porta sem acreditar, olhei para Rick é o mesmo parecia pensar.

Carl estava sentado no último banco, imitou o gesto do caçador e foi embora, assim seguiu os minutos restantes. Sobrando apenas eu,
Michonne, Rick, Deanna e Jesus. 

Mich me solta, não espero respostas e saio rapidamente com Jesus ao meu alcance.

-Lucy, você pode morar comigo. Eu não acho certo ficarmos separados.

-Por mais que eles me julguem eu vou ficar. Eles precisam de mim, não posso deixa -los

Noto Carl e Daryl conversando próximos dali.

-O que ta rolando?

-Nada

-Não minta pra mim, eu sou seu irmão. Sei que tem algo, soube que você quase matou e ele te defendeu. E o garoto, eu vejo como você olha para ele, você acha que ele seria assim?

- Pare de besteira. Além do mais fomos criados para proteger.

-Ou destruir - sussurra

Nos encaramos em silêncio, dei um abraço e um beijo em seu rosto e me dirigi para casa que dividia com Rick. Eu não estava magoada ou algo do tipo, ele só estava protegendo a família dele, a família da qual eu não faço parte.

Minha família sempre fora meu irmão, apenas ele e nada mudou.

Entro em meu quarto e pego minha mochila, pego um cobertor. O inverno esta chegando, não me preocupo com os outros, eles estavam em segurança, não seria como o inverno passado.

Passo pela cozinha e Daryl esta parado na bancada mas ignora minha presença, melhor assim não preciso me explicar pra ninguém. 

Caminho até uma árvore afastada das casas, perto do muro. Por mais que o inverno estava chegando ali era um bom lugar para viver.

Um vento bate e abraço meu corpo instintivamente, lembrei da banheira com gelo, lembrei do inverno da Rússia.

"Sinto que o ar sumindo dos meus pulmões, tento me mexer mas não sinto meu corpo. Então sou puxada para a superfície e tento respirar o máximo que posso

-O frio é psicológico. Você não sentiu frio alguns minutos atrás sentiu?

Nego tremendo enquanto sou retirada da banheira

-Você se preocupo em respirar, mas não com o frio. E isso é o que importar viver é necessário. Você não sente frio, sente medo do que o frio trás. "

O frio trazia fome, miséria, doenças.

Balanço a cabeça ignorando tudo e começo a montar minha barraca, assim que termino fico sentada em frente a porta e fecho os olhos.Sinto passos se aproximarem mas mantenho a mesma posição.

-Acho que isso é seu

Olho para o lado e Daryl estende meu arco, pego com delicadeza e passo o dedo por cada detalhe

-Pelo visto resolveu se mudar para o subúrbio - comenta

Dou de ombros, me preparo para voltar a fazer nada quando noto que ele não irá se afastar.

-Por que você me defendeu na igreja? - pergunto curiosa

-Contaram que você me salvou - deu de ombros - E só falei a verdade, você não tinha obrigação nenhuma e mesmo assim nos salvou

Mantenho-me em silêncio, e outro vento passa e meu corpo treme.

-O inverno esta chegando, não devia ficar aqui fora.

-Passei muito tempo no frio, que para mim o frio se tornou algo inexistente

-Seu corpo não acha isso

Olho feio para ele, quase matei ele a três dias atrás e ele esta sendo gentil comigo?  Será que esqueceu?

Ele se senta em minha frente e me entrega uma sacola. Olho sem entender

-Se vai se mudar então ao menos traga comida. Não morrera de frio e sim de fome - rosna

Pego a sacola e abro uma garrafa de água. Ele me joga a aliança.

-Foi mal tentar te matar - falo envergonhada

-Eu não devia ter falado nada. Estava bravo e descontei em você, é visível que você o ama.  

Passo a mão pela aliança e coloco no bolso da mochila

- Há uma grande diferença entre o amor e gratidão. Eu sou grata por tudo que ele fez. Mas não o amo, não depois do que ele já fez.

Ele apenas concorda, ficamos um tempo em silêncio. Ele se despede mas para e da meia volta.

-Eu não posso te deixar aqui. Depois de tudo o que fez por nós.

Ele simplesmente me puxa e pega minha mochila enquanto eu pego a sacola, sem soltar a minha mão ele me guia quando noto estamos em seu quarto.

-Você fica aqui, já passamos por um inverno terrível.

-Mas..- tento rebater.

-Nada de mas, pode ficar com a cama eu durmo no chão. Sei que não quer voltar pra casa do Rick e nem adianta negar.

Vejo que é impossível convence-lo o contrario apenas aceito. Vejo o mesmo ir para o banho. Noto que ele dormia em frente ao meu antigo quarto. Aproveito e me deito em sua cama, sinto seu cheiro de cigarro e suor, uma ótima combinação para o fim do mundo.

Acabo entretida com meus pensamento que nem noto o sono chegar, apenas me aconchego mais e deixo o sono me embalar.



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