História Devil Side - Capítulo 11


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Negan
Visualizações 123
Palavras 1.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 11 - Ten


POV NEGAN

Era mais uma daquelas dias melancólicos aos quais bebia para amenizar a dor, desde que perdi o meu mundo, o meu anjo, dias como esse se tornaram normal.

Tomei mais um gole do whisky e peguei aquela maldita caixa.

" - Negan,você me deixaria ir pra lá? - ela pergunta olhando em meus olhos

-Nunca. Eu nunca deixarei você ir. - respondi afagando seus cabelos "

Ela se foi. Eu havia a perdido e essas malditas lembranças ainda rondam minha mente.

"- Acho que devíamos nos tornar uma família - confessei

-Mas você é meu marido, Negan e isso o torna minha família - respondeu confusa

-Não. Eu quero ter algo concreto e verdadeiro com você, anjo.

Ela larga o livro e me olha confusa enquanto me ajoelho em sua frente.

-O que você está fazendo?

-Foram longos meses ao seu lado. Você permitiu que eu conhecesse sua história. Cada dia que passa eu tenho mais certeza do que quero para o futuro. Anjo, aceita casar comigo? Mas dessa vez casar de verdade, com direito a festa, a igreja, a vestido e buquê, pois sei que é isso que sempre desejou

Ela fica em silêncio e me encara.

-Sim, Negan. Sim, eu aceito casar de verdade com você

Ela me beija, um beijo calmo, quente e apaixonado.

- Prometo ser o marido que sempre desejou "

Eu falhei, falhei como marido. Destruí cada pedaço daquela que me amou. Daquela que eu amei.

"Ela veio até mim e entregou uma caixa. Olhei confuso para o presente em minha frente.

-O que é isso? - perguntei curioso

-Abra - respondeu

Peguei e vi que era um belo taco de beisebol

-Acho que será útil para você ensina-lo a jogar. Sabe a mulher na loja disse que beisebol é uma ótima atividade para pais e filhos

A encarei sem acreditar, aquilo era um sonho.

-Vo..você está..

-Sim, Negan. Nós teremos um bebê

A puxei para o meu colo e comecei a beija-la sem parar

-Eu não acredito. Isso é maravilhoso, anjo."

Pego lucille que estava encostada no armário, era as poucas coisas que me restaram dela. 
Comecei a balançar imitando um jogador de baseibol e a coloquei em cima da mesa.Ri com a atitude, penso como seria se eu fosse pai.

"Ajudei-a sair da banheira e a mesma vestiu o roupão e saiu rapidamente do banheiro.

-Anjo - a chamei

A mesma pegou seu travesseiro e saiu do quarto indo em direção ao quarto de hóspede. A segui pelo corredor ate para na porta, notei que a mesma havia trancado.

-Me desculpa. Olha eu errei, sei que esta furiosa comigo. Mas não me deixe sozinho essa noite.

Encostei a cabeça na porta e bati mais uma vez.

-Me desculpa, anjo

Obtive o silêncio como silencio novamente. Então a porta se destrancou e foi aberta, revelando a imagem da minha garota com os olhos marejados. Era possível notar a marca de minha mão em seu rosto e as marcas no pescoço.

A puxei para os meu braços e a mesma tentou sair mas a puxei mais contra meus braços.

-Você tem noção que eu podia perder o bebê - disse socando meu peito.

Um frio correu pelo meu corpo, só de pensar que algo ruim poderia acontecer com eles. "

Olha só para mim. Sozinho nessa merda, sem esposa, sem filho. Não havia ninguém. Eu era patético.

" Olhei o sangue em minhas mãos. Droga. Droga o que eu fiz. Tentei me aproximar e a mesma jogou um livro em minha direção acertando meu rosto.

-Eu quero o divórcio, Negan - afirmou

Não. Não, isso não podia estar acontecendo.

Ela se levantou e notei um grande corte em seu ombro. Eu havia passado dos limites dessa vez.

-Vamos cuidar disso,anjo - respondi ignorando seu ultimo comentário.

-EU CANSEI,NEGAN - gritou - EU QUERO DIVÓRCIO

A mesma sentou-se no sofá e caiu em prantos. Fiquei alguns minutos a observando então me aproximei.

-Vamos, isso vai infeccionar - disse a ela

Peguei em sua mão e a levei até o banheiro e cuidei de seus machucados.

-Negan -chamou -me - O que você faria se eu fosse embora com o bebê?

-Nada- respondi frio - Você nunca irá embora.

A mesma olhava para a parede fugindo do meu olhar.

-O que você vai fazer quando eu morrer?

Aquela pergunta me pegou de surpresa. Eu nunca imaginei a minha vida sem ela. A resposta era clara: eu morreria sem ela.

- Se eu morrer. Prometa que irá cuidar do nosso filho

Antes que eu pudesse responder algo, o um choro invadiu nossos ouvidos. Minha esposa parou no meio do caminho e me olhou.

-Você vai sentir minha falta?

-Não - respondi"

Sou um grande filho da puta mentiroso. Eu sinto falta daquela mulher todos os dias, eu penso nela desde do acordar até a hora de dormir. Não sei quantas noite em claro passei pensando como eu a queria, como desejava que estivesse aqui comigo.

As pessoas dizem que esse é o juízo final. Talvez esse seja o castigo de Deus, perder tudo que conquistei, tudo que fui capaz de amar.

Mas se eu perdi minha família, foi por minha culpa apenas minha. Eu a deixei ir, simplesmente a deixei partir

Olhei as fotos em minhas mãos, as duas fotos que sempre carreguei a do meu casamento e a de quando nosso bebê foi para casa. Eram as únicas coisas que me faziam lembrar que eu fui humano, que eu não era completamente um monstro.

No fundo daquela caixa havia um pequeno objeto brilhante. Deixei as fotos de lado e peguei o objeto, minha aliança.

Passei o dedo na frase que continha em seu interior "Amor que renasce das cinzas".Ri com aquela frase ridícula.

Pensar que um dia eu fui digno de amar, de ser amado. Me fazia ser patético.

Alguém bateu na porta me trazendo para a realidade. Guardei as fotos na caixa, peguei a aliança e guardei no bolso da jaqueta.

-Entre - respondi

Dwight entrou e parou em frente a minha mesa

-Está tudo pronto - informou

Dei um breve sorriso

-Ótimo, me espera no caminhão

O mesmo acentiu e saiu fechando a porta.

Peguei lucille e passei a mão por sua extensão

-Eu sei que sou patético. Eu sei que você é só um monte de pedaços de madeira rachada. Mas você é..mas você é tudo que eu tenho. Tudo o que sobrou deles - sussurrei para o taco em minha mão.

                                                                                                               ...............................

Havíamos chegado em uma das comunidades que eram subordinadas a mim. Era algo simples, elas me forneciam alimento, armamento , remédios em troca eu não as atacava e assim mantinhamos paz.

Alexandria era uma comunidade interessante, era como um comercial de vendas onde todos estavam felizes e crianças corriam no playground.

Caminhei até Deanna e a mesma estava do lado de um homem, que me informaram ser Rick Grimmes, o novo líder, notei pessoas novas ali presentes.

-Ora,ora cadê minhas coisas? - perguntei irônico

Deanna apontou para as caixas em frente ao portão.

-Vocês estão brincando com a minha cara? Essa porra não é o suficiente - disse ríspido

-Negan, chegou pessoas novas e houve um problema na ultima ronda - respondeu Deanna

-Perdemos pessoas - respondeu Rick

Parei e os encarei, pendi a cabeça para trás e dei uma risada sarcástica e ajeitei lucille no ombro. 

-Eu não sou a mínima. Todos perdemos pessoas que amávamos mas isso não significa que devem parar . Vocês tem um trato e acho bom que me arranjem mais coisas pois voltarei em 3 dias para buscar o resto.

Dei as costas, pronto para ir embora.

-Você não pode fazer isso. Temos crianças, temos bebês

Olhei e notei um garoto por volta dos 14/15 anos

-E você quem é? - perguntei

- Carl, volte aqui - ordenou Rick

O garoto veio em.minha direção, e ficou me olhando desafiador.

-Olhe, garoto, você é corajoso de vir bater de frente comigo. Eu entendo sua indignação, mas temos crianças e até bebês também.

Toquei seu ombro e uma corrente eletrica percorreu meu corpo, retirei a mão rapidamente.

-Qual o seu nome? - perguntei

-Carl

-Então, Carl. Você será um grande homem, diferente do seu pai ali, que é um covarde com medo de me enfrentar.

-Ele não é meu pai - respondeu ríspido

Dei um sorriso e voltei a caminhar até o caminhão.

-Negan - Carl me chamou

Eu o encarei enquanto entrava.

-Isso não vai ficar assim. Eu vou te provar.

Ri. O garoto tinha muita coragem para dizer essas coisas. Era apenas um garoto com os hormônios a flor da pele querendo proteger seu pessoal  e eu nunca julgaria alguém que defendesse sua familia.



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