História Devil Side - Capítulo 13


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Daryl Dixon, Negan
Visualizações 86
Palavras 1.582
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Twelve


Lucy POV

Encaro o teto do quarto de Daryl e me questiono se tomei as decisões certas. Estava mentindo para pessoas, escondendo coisas importantes.

Quando tudo começou, cheguei a questionar se era minha culpa, se havia sido a causa de tudo. Mas acabei trancando todas as incertezas e seguindo um dia de cada vez.

Desperto dos meu pensamentos quando a porta é aberta e Carol entra pela mesma.

-Daryl, precisamos conversar. - comenta

Se assusta ao notar minha presença, ignoro a mesma e volto a olhar o teto. Mas Carol continua a me encarar confusa como se procurasse uma explicação.

-Ele foi caçar assim que amanheceu. - aviso

Ela concorda mas continua ali parada, encaro e a mesma me encara de novo. Bufo e me levanto passando pela mesma, desço até a cozinha e noto vários olhares confusos sobre mim.

Ótimo como se não bastasse os últimos ocorridos agora todos deviam especular minha relação com o caipira. Passo reto por eles e saio da casa. Vejo Carl me seguir parecia querer contar algo.

-Conta o que tanto pensa garoto.

Ele faz sinal para que eu o seguisse e me leva para um lugar mais afastado das casas.

-Quando você estava na enfermaria, um homem veio aqui.

-Que homem?

-Líder de um grupo, eles vieram pegaram parte dos mantimentos e armas. Eles fazem isso com outras comunidades também.

-Por que?

-Dizem que podem nos proteger, mas esse não é o problema.

Olho confusa para o garoto em minha frente.

-Como assim?

-Eu blefei, disse que iria provar que podia ser diferente, mas não pode.

-Qual o nome desse cretino?

-Negan - sussurrou

Negan. Meu corpo estremeceu e pergunto novamente

-Co..Como?

-O nome do líder é Negan.

Sinto minha mão formigar, e fecho o punho e sinto os nós da minha mão ficarem brancos.

-Você está bem? - pergunta Carl

-Como ele é?

-Alto, tem barba e cabelos escuro, eu não lembro. É babaca, um cretino.

Olho para Carl e seguro seus ombros, e o mesmo me olha nos olhos confusos.

-Fique longe dele, escutou Carl? Eu quero você longe desse homem.

-Por que?

Não respondo, apenas dou de costas e começo a minha procura por Rick. Precisava avisa-lo, a verdade podia mudar o futuro dali em diante, eles precisavam se preparar. Paro diante a casa dos Grimes e escuto a conversa que seguia ali dentro e escuto a voz de meu irmão

-O que você sugere ? - pergunta

-Devemos ataca-lo. Hilltop pode nos ajudar, convença o povo a lutar conosco.

Meu coração acelera assim que sinto uma mão em meu ombro olho para trás e la esta Daryl com uma cara de poucos amigos.

-Não deve escutar a conversa dos outros - rosna

Antes que possa responder a porta é aberta e Jesus me encara surpreso, Daryl se afasta e entra. Puxo meu irmão e seguro a porta antes de entrar.

-Iremos contar. -aviso

-Você tem certeza?

-Se vamos entrar em guerra, eles precisam saber. Devíamos ter contado desde do momento em que nos reencontramos.

Ele me encara sério e apenas abre a porta dando espaço para mim. Olho é a sala e Daryl, Rick, Maggie, Glenn, Carol, Connor e Mich estão presentes.

-Precisamos conversar.- avisa Jesus

Sinto Daryl me encarar, seguro a mão de meu irmão e retribuo o olhar, era como se ele estivesse esperando algo ou chateado. Ignorei os seus olhares e tentei processar as explicações certas para não assustar tanto.

-Somos ratos de laboratórios - confessa Jesus

Olho para meu irmão incrédula, ele falta sem culpa, simples e direto. A vontade de soca-lo é imensa, me olha e da De ombros. Ajeito alguns fios que caiam sobre meu rosto e tento concertar as palavras dele.

- O que meu irmão esta tentando dizer é que somos frutos de um experimento. 

Observo atenta os olhares sobre nós um misto de confusão e desconfiança

-É difícil, entendo. Mas precisam nos entender, não podíamos contar.

-Por que? - questiona Rick

-Porque quando se passa a maior parte da sua vida numa cela, você passa a desconfiar. Não temos muitas lembranças do mundo antes sabe? Desde dos meus 4 anos, vivi naquela maldita cela, éramos como animais, até os 7 vivíamos sem contato humano, sem ver o sol, sem saber o que existia além daquele maldito corredor escuro. Então Paul foi colocado na cela ao lado, aguentamos tudo juntos - sinto meus olhos arderem, droga eu ia chorar - Noites em claro, dormir? apenas quando estavamos juntos. O medo era predominante, o medo de acordar e ser descartada ou saber que ele não ia voltar, mas não podia demonstrar, as lágrimas eram um prêmio para eles. Como eu me odiei por desejar descobrir o que havia além do corredor, irônico pensar que no fim do dia eu só desejava voltar para as grades. Aquilo era doentio, eles queriam criar armas, queriam criar soldados, eles fizeram o possível e o impossível para conseguirem. Éramos apenas objetos. Máquinas de destruição. Havia uma mulher, Mary, ela era enfermeira então passávamos muito tempo juntas. Talvez a única imagem de mãe que eu tive. Nos ajudou a fugir, criou uma explosão, foi assim que nos separamos. Não sei se os outros estão vivos.

-Havia mais?

-Não sei ao certo quantos, mas por volta de uns 15. Muitos morreram durante o experimento.

-Como? Como viveram até chegar aqui?

-Se escondendo - responde Jesus

Suspirei, era a decisão certa a se tomar.

- Eu não tinha documentos, não tinha um teto, comida, água. Então um homem me salvou, era meio solitário, me levou para morar com ele, casou-se comigo me dando a chance de ganhar independência americana. Tentei usar toda humanidade que tinha com ele, eu tinha sentimentos por ele, éramos uma família, tivemos um filho.

Maggie me encarava surpresa, não pelo casamento e sim pelo filho. Talvez um dos segredos mais amargos que trazia comigo.

-Ele..?

-Eu não sei. Eu fui covarde, tive medo, não sabia nada sobre bebês, não sabia o que era ser mãe, como agir. Eu fui embora, deixei meu marido e levei meu bebê, entreguei ele para uma família. Então não sei o que houve com ele.

O olhar de desconfiança e confusão deu lugar ao olhar de pena. Eu não precisava da pena de ninguém. Respirei fundo e contive minha lágrimas. 

-Agora entende Rick? As pessoas fariam de tudo para nos ter. Somos como meros cachorrinhos, mostre confiança e seremos leal. As pessoas mentem para se manter vivas.

Saio sem esperar respostas, tento passar a maior parte do dia ocupando minha mente. Era como se tivesse tirado   toneladas da minha costa, havia lavado minha alma, agora todos sabiam meus pecados.

A noite vai se aproximando, e continuo empenhada em fazer flechas. A verdade era que estava enrolando, não queria esbarrar com ninguém. Andei até a varanda e encostei-me no mural da janela, senti uma presença ao meu lado sabia que era ele. Ficamos um tempo em silêncio, não me incomodava, na verdade não incomodava nenhum dos dois.

-Obrigada - sussurro

Ele me olha confuso e fica encostada na pilastra em minha frente

-Mesmo depois de quase tentar te matar , você me defendeu. Depois das coisas que contei, você foi o único que não me olha com pena.

Não há rrespostas conversar com Daryl era como ter um monólogo, mas não me incomodava era bom poder falar e não ser julgada, sabia que ele ouviria e guardava sua opinião para si.

-Eu dei uma chance a ele. Eu dei uma chance dele ser feliz. Eu o amava, amava desde o momento que ele abriu aqueles olhinhos.

As lágrimas desciam compulsivamente, não me importava em chorar na frente dele. Ele me defendeu, cuidou de mim, não me julgou, ele me entendida.

-Ele era meu filho, nunca faria algo de ruim. Eu o salvei da destruição que meu marido se tornou. As vezes durante a noite imagino como foi os primeiros passos, as primeira palavras, se ele ia se parecer comigo ou com ele. Os olhos eram meus, isso posso afirmar.

Levanto minha cabeça e vejo ele me encarar. Estávamos agora sentados no chão da varanda, abraçava minhas pernas na tentativa de me encolher enquanto confessava tudo o que temia, que pensava.

- Os invernos são terríveis, minha cicatriz dói e só consigo pensar nisso. Quando olho para Luke, Carl para qualquer adolescente me pergunto como ele seria. Ele me acendeu una parte que nem sabia que existia.

Sorrio ao pensar em meu filho correndo, jogando vídeo game, me imagino chegando em casa e sendo recebida com um beijo e um abraço. Desperto dos meu pensamentos quando sinto Daryl chutar minha botas. Solto meus cabelos e volto meu olhar a ele.

-Todo mundo me vê como uma assassina. Sério as pessoas parecem ter medo de mim, talvez tenham ficado com minha imagem matando tudo e todos. Mas você e Carl não, vocês veem. Veem como eu sou e gosto disso.

Ele levanta, me oferece a mão e eu aceito. Estamos tão perto que posso sentir sua respiração bater contra meu rosto. Ele se aproxima e dou alguns passos para trás mas bato minha costas na parede.

Não tinha para onde fugir, eu não queria fugir. Eu queria Daryl, ansiava pelos seus movimentos. Então suas mãos foram para minha cintura e sinto seus lábios contra o meu, era um beijo voraz, cheio de desejo.

Esperei antes de corresponder, não sabia se ele me empurraria e sairia correndo. Ele se afasta mas logo me beija novamente, suas mãos entram pela minha blusa e cada toque queima minha pele.

Beijo sua boca com urgência, eu necessitava tanto daquele beijo. Não queria deixa-lo fugir de mim. Assim termino minha noite, ao beijos na varanda com Daryl Dixon.



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