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História DevilEye - Capítulo 71


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Notas do Autor


Desculpa se não ficou muito legal, eu não tinha muita ideia do que fazer com esse capítulo.
Só pra avisar que amanhã eu volto às aulas então pode ser que eu fique mais ocupado e leve mais tempo pra escrever, aproveitem esse pedaço de gritaria e depressão 😁

Capítulo 71 - Capítulo 56 O momento


Eu fiquei completamente paralisado com isso, ainda assim o que me acordou foi ver seus olhos verdes se iluminando em luz amarela e então, avisado por um arrepio na nuca do que ia acontecer, eu fechei meus olhos e simultâneamente senti meu peito ir de 37 a uns 150 graus, eu chuto, em míseros dois segundos, fui arremessado contra a parede oposta a que estava, bati minhas costas com tudo e caí sentado no chão - você tá bem mais velho do que da última vez que eu te vi… parece mais forte também, isso torna tudo ainda mais empolgante - enquanto ele falava eu tentava abrir meus olhos que mesmo estando fechados quando ele atacou tinham um borrão na frente, enquanto minha visão começava a voltar ao normal senti o cheiro dele se aproximando.

- Lembra da última vez que nos vimos? Eu tentei me defender de um assassino brutal e em resposta você abriu um buraco no meu peito - essa narração distorcida do que aconteceu na ilha seguida de uma risada me fez levantar os olhos na sua direção, assim que olhei vi ele erguendo a palma da mão na minha direção e a mesma se iluminou de leve, mais uma vez fechei os olhos e fiz um rolamento pra direita de forma que o raio de luz atingiu o chão aonde eu estava sentado - não foi minha culpa, não fui eu quem matei… - antes que pudesse terminar a frase ele me interrompeu - MENTIRA!!! - ele tentou uma série de três ataques com raios de luz, um no meu rosto, um no peito e outro no rosto, felizmente eu consegui me defender de todos, mas sem que eu percebesse ele havia se aproximado e me deu um soco que me jogou uns cinco metros pra trás.

Apesar disso com um rolamento eu consegui me levantar de novo, a tempo de ver ele avançando - você me matou… - após essas três palavras pronunciadas com ódio sua mão se iluminou e o que parecia ser uma espada feita de luz sólida se formou nela, ele tentou brandi-la em um movimento vertical mas eu criei uma lâmina de ar pra defender - matou o Warui… - mais uma vez ele pronunciou com ódio antes da espada em sua mão desaparecer e reaparecer na outra mão, ele tentou finca-la no meu estômago mas eu desviei, logo depois desse ataque a espada de luz amarela sumiu e ao me virar pra ele sua face coberta de ódio com olhos amarelos me puxou atenção de forma que por pouco consegui me defender com um escudo de ar de suas duas mãos lançando raios de luz que me atiraram pra trás, os dois raios permaneceram sendo lançados e atingindo meu escudo com tudo enquanto eu lutava pra permanecer com os pés no chão - você matou TODO MUNDO!!! - com essa última frase os dois raios cessaram, mas assim que levantei meus olhos tive um vislumbre do que ia acontecer, todas as veias do seu rosto estavam brilhando como se seu sangue virasse luz líquida, no segundo seguinte uma explosão de luz inundou a sala, isso me obrigou a criar um escudo de ar que cobrisse o corpo inteiro pra evitar ser queimado.

Isso durou cerca de uns trinta segundos e meu escudo quase cedeu mas ao cessar da luz o homem de meia idade caiu no chão ofegante e cansado, antes que eu pudesse me aproximar ele se apoiou no joelho e levantou com dificuldade, eu ia criar uma bomba de ar com a mão mas antes que tivesse a chance seu corpo inteiro começou a ficar translúcido como se estivesse se transformando em vidro, depois foi pra transparente e por fim desapareceu, além de aprender a manipular os estoques de luz que já tenha absorvido ele parece conseguir desviar a luz ao redor do corpo dele, certamente um avanço grande pra alguém que mau conseguia usar a individualidade durante a noite - preciso admitir que você aprendeu uns truques interessantes - afirmei enquanto prestava atenção a cada ruído e a cada cheiro ao meu redor, ele ainda está aqui disso eu tenho certeza, enquanto o procuro eu acumulei energia o dentro de mim pra poder usar aquele raio de energia concussiva de novo - só que eu também aprendi - afirmei ao ouvir um ranger de metal atrás de mim, logo em seguida me virando e com o punho esquerdo fechado lançando um raio vermelho cilíndrico, assim que fiz o movimento brusco seu corpo voltou a ficar visível e ele lançou um raio de luz com a mão esquerda.

No ponto aonde nossos dois raios colidiram o próprio ar formou uma fina camada transparente que dividia os dois, ambos se fundindo em uma bola de luz alaranjada, por um tempo ficamos esperando que um dos lados cedesse, mas como isso não aconteceu eu trinquei meus dentes e aumentei a quantidade de energia emitida pelo raio, por consequência as pequenas ondas de energia avermelhada que compunham a estrutura do cilindro fluíram mais rápido, empurrando a bola de luz mais pro lado do Kojo, ele ficou surpreso por um momento tentando empurrar ela de volta pra minha direção, mas era tão forte que ele começou a ser empurrado mais pra trás até que, juntando forças, ele ergueu a outra mão e lançou outro raio que não só equilibrou as forças como empurrou a luz na minha direção, seguindo sua lógica eu fiz exatamente a mesma coisa.

Já que meu raio era mais forte que o dele a luz começou a pender novamente na direção dele mas antes que o atingisse seu rosto mudou pra uma expressão de raiva pura, com dentes trincados e quase babando como um cachorro raivoso. Essa raiva foi refletida no seus feixes de luz, agora tão luminosos que era difícil de olhar, novamente num empate a luz laranja estava mais forte que nunca, tanto que o metal do corredor que a abrigava começou a ficar avermelhado como se prestes a derreter, de repente a luz amarelada se intensificou e a bola de luz começou me empurrar pra trás; juntando todas as minhas forças e autocontrole eu imaginei a caixa de porcelana se abrindo só por uma fresta e uma parte de neblina azul saindo de dentro, nesse momento tive forças pra abrir um poucos os olhos somente pra vislumbrar os dois cilindros vermelhos se tornando azuis celeste e a bola de luz, instantâneamente, se desfazendo em uma enorme explosão de energia, fui jogado pra trás com tudo, ainda pude ver de relance uma parte do corredor sendo desfeita em um buraco enorme antes de olhar pra trás e ver uma parede se aproximando, com o impacto próximo pus os braços na frente do rosto e pra minha surpresa um campo de força em forma de bolha vermelha-transparente se formou ao redor do meu corpo.

Essa bolha vermelha atravessou umas duas paredes antes de chegar no laboratório de novo, pelo menos isso me poupou tempo caminhando pelos corredores, assim que atingiu a parede o metal amassou em formato circular e a bolha permaneceu intacta enquanto meu corpo permanecia estático dentro, com concentração eu desfiz a bolha e caí ileso no chão - mas que merda foi essa? tá todo mundo legal? - perguntou o arroxeado através do rádio, aparentemente a explosão foi sentida por toda a base - tô um pouco dolorido mas fora isso tô bem - afirmei enquanto me levantava com todas as juntas do corpo doendo, eu pus a mão no bolso pra checar se o sangue do TC ainda tava ali e me aliviei ao perceber que graças ao campo de força o pote saiu intacto, com o líquido roxo ainda dentro - Vocês já acharam o Mr.Night? - perguntei depois de um tempo, eu pretendo esperar que eles acordem ele pra poder desbloquear as portas - ainda não - afirmou o cego do outro lado da linha - entendi… Ojiro você tá bem? - perguntei - tô, senti esse tremor também, mas não fez nada demais - percebi que ele falava um pouco mais baixo - ótimo, continua nos túneis e espera o meu… - antes que eu terminasse minha fala eu ouvi um ruído sendo emitido peso rádio, indicando que ele desconectou - oi… consegue me ouvir?! - perguntei tentando reconectar mas ao olhar pro rádio entendi o que estava errado… a luz do rádio tava roxa.

- Eu tô te ouvindo muito bem - disse a voz computadorizada pelo meu auto falante, em um piscar de olhos todas as luzes da sala ficaram roxas como se fossem lâmpadas de luz negra, os computadores ligaram, eu suspirei de exaustão, mau saí de uma luta e já tenho que entrar em outra - e aí TC! Quanto tempo cara! - falei com uma animação mais falsa que nota de 3 reais - 4 anos, 2 meses e 6 dias pra ser mais exato - afirmou ele enquanto seus olhos roxos apareciam no monitor principal da sala - caralho, cê deve gostar mesmo de mim se tava contando o tempo pra me ver - afirmei rindo da minha própria piada logo depois, eu não tenho jeito mesmo - é difícil não contar o tempo quando se tem literalmente um relógio na cabeça - seus olhos roxos olharam pra um relógio que estava dividindo a tela com ele no canto superior direito - agora chega de enrolação… mãos pro alto - no momento em que ele me fez essa ordem surgiram buracos nas paredes do laboratório, cada qual saia uma metralhadora com mira a lazer, todas mirando na minha testa - sabe que eu posso destruir todas elas em menos dois segundos não é? - perguntei retoricamente - com os pés livres talvez, mas com eles presos em metal anti-cinético, eu duvido - afirmou ele me causando estranheza por um momento antes do chão inteiro se iluminar em uma aura roxa e virar uma espécie de areia movediça, a qual meus pés afundaram, eu tentei sair mas quanto mais eu me movia mais eles afundavam.

No momento em que cobriu todo meu tornozelo a áurea roxa desapareceu e o metal endureceu ao redor dos meus pés - pela última vez… mãos ao alto! - muitas coisas passaram na minha cabeça nesse momento, eu preciso me soltar e derramar o soro no computador em que ele está, está conectado a base inteira então se eu conseguir não vai só destrancar as portas, o TC não vai ter aonde se esconder, vai ser obrigado a sair do sistema, mesmo pensando tanto eu automaticamente o obedeci - o que é isso na sua mão? - ele estava se referindo ao pote que estava completamente encoberto pelo meu punho fechado, com exceção da tampa que estava de fora - isso é… - antes que eu pudesse terminar ele me interrompeu - esquece só… solta - ordenou ele - o que?! Eu não… - de repente uma lâmpada se acendeu na minha cabeça, eu me lembrei do que o Ejin falou sobre os nano-robôs que o TC acabou de usar pra me prender "estão em qualquer lugar que tenha metal pra ser moldado" logo em seguida me lembrei que são tecnologia, sendo assim… o líquido em minhas mãos pode se infiltrar neles e se espalhar já que estão todos conectados, assim que percebi isso um sorriso maligno se abriu por baixo da minha máscara.

- Quer mesmo que eu solte? - perguntei com um ar de deboche, que fez os olhos roxos na tela do computador se apertarem, não sei dizer se em ódio ou por suspeita - TÁ SURDO CACETE?!! SOLTA ISSO AGORA!!! - seu grito de raiva respondeu minha dúvida - como quiser - disse com um ar debochado enquanto dava de ombros, logo em seguida abri meu punho e o pote de vidro caiu no chão mas, em uma surpresa extremamente broxante, ele não se quebrou, e tudo que eu pude fazer é amaldiçoar internamente a merda desse vidro resistente - mas o quê? - perguntou o roxo com os olhos em posições diferentes como se estivesse arqueando uma sobrancelha, logo em seguida a áurea roxa retornou ao chão de metal, que começou a formar algumas ondas que carregavam o pote de vidro até o computador.

Assim que chegou nele o que parecia ser uma mão de metal branco brotou do chão e estendeu o pote pra ficar de frente pra câmera do computador enorme - que porra é essa?! - o arroxeado nunca esteve tão confuso ao que parece, pensando agora deve ser estranho ver um líquido como se fosse código binário em forma física, agora que parei pra pensar nisso deve ser muito estranho mesmo, só não achei que fosse tão estranho ao ponto de ele abaixar as armas sem nem perceber, aproveitando a chance eu encarei o pote um pouco mais forte e em resposta ele explodiu, espalhando o líquido roxo por toda a mão de metal, logo que entrou em contato ele adentrou pra dentro da mesma, como água é sugada pra dentro de uma esponja.

- O que é… AAAAAAAAAAAAAA - o grito de dor desesperado do ser digital foi devido ao liquido que tá atacando seu código binário, agora que parei pra pensar me pergunto qual é a sensação de sentir dor estando dentro de um computador, de qualquer forma esse questionamento não durou muito uma vez que todo o chão, teto e paredes começou a ser coberto pela mesma áurea roxa, enquanto o ser digital permanecia gritando as luzes começaram a piscar, a tela do computador começou a dar pane, o teto e as paredes começaram a derreter caindo em forma de líquido meio espesso, aproveitando que o chão estava nesse estado eu criei duas plataformas de ar abaixo das minhas mãos e empurrei meu corpo pra cima, como se estivesse saindo de uma piscina, pra minha surpresa funcionou e meus pés saíram, com um pouco de metal liquido mas saíram, eu observei enquanto o teto e as paredes derretiam e pra minha surpresa o TC simplesmente pulou pra fora da tela do computador, instantâneamente as luzes voltaram ao normal, a áurea roxa desapareceu e o metal nas paredes, teto e chão se solidificou, como uma onda do mar congelando de um segundo pro outro em pleno movimento, tudo ficou irregular mas firme o bastante pra eu poder andar por cima.

O ser digital permanecia em posição fetal com seu corpo roxo nu choramingando de dor, ignorando ele por completo eu fui até o computador que estava de volta ao ar e hackeei os tais robôs que cobrem as paredes e o teto, programei pra operarem e fazerem tudo voltar ao normal, dessa vez uma aura azul envolveu o metal e ele se modelou pra ficar no formato original da sala, até o buraco na parede pelo qual eu atravessei sumiu, voltando de novo pro homem de pele roxa eu deslumbrei ele atravessando sua mão pelo chão, tentando entrar de novo mas, depois de um grito de dor, retirando sua mão agora com um corte na palma, logo se virando pra mim com um olhar raivoso - o que foi… que você fez comigo? - eu dei de ombros com um ar orgulhoso e com minha quirk puxei umas algemas anti-individualidades da parede - quem? Eu? Nada demais… só peguei uma parcela da linha dos seus códigos quando você tava no computador, organizei pra ficar no formato de uma célula humana, traduzi o código binário pra uma sequência de RNA e DNA, converti em sangue de verdade, pus numa centrífuga pra separar os leucócitos e plaquetas das hemácias, estimulei os genes individuais pra converter em código binário de novo, programei ele pra atacar as próprias sequências de DNA e RNA, converti em sangue de verdade de novo e virou aquilo - enquanto explicava passo a passo como criei o vírus eu me aproximei, pus as algemas nele e liguei, começando a arrasta-lo na direção de uma parede logo em seguida - você… não vai impedir a operação - ai meu Deus, lá vem um discurso de supervilão.

- Mesmo que possa usar esse pedaço de merda pra abrir as portas há dezenas de soldados atrás delas - eu o interrompi - e você acha que eu não sei disso? Até parece que eu já não enfrentei coisa pior - enquanto falava eu puxei uma das facas do Ejin fincadas na parede e, envolvendo ela de energia vermelha pra alongar a lâmina, prendi um dos elos das algemas na parede, fazendo ele ficar de braços esticados pra cima da mesma forma que eu encontrei o Ojiro - você se acha o fodão mesmo né? - sua pergunta me fez dar uma breve risada - eu não acho, eu sou foda - ignorando esse pedaço de merda eu fui até a mesa do laboratório pegar umas seringas e potes de coleta pra repor o que perdi do líquido roxo - eu vi você crescer garoto, eu sei do que você é capaz e mesmo que tenha poder pra destruir o mundo inteiro isso NÃO te torna invencível, você não pode fazer tudo sozinho e algum dia você vai cair - enquanto ele dava esse discurso idiota eu peguei uns cinco potes do seu sangue e deixando a seringa de lado olhei bem fundo nos seus olhos.

- Eu sei disso… mas esse dia não será hoje - ele deu um pequeno sorriso psicótico - e o que te faz pensar isso? - eu retribuí seu sorriso por já ter a resposta na ponta da língua - porque eu não estou mais sozinho - no momento em que eu disse isso um ruído se iniciou no rádio - Irishi!! você tá bem?! - perguntou o cego um pouco preocupado do outro lado da linha - tô sim… foi só uma interferência insignificante - essas últimas duas palavras eu pronunciei com rispidez olhando bem nos olhos do roxo preso a parede, que me devolveu um olhar de ódio - como estão as coisas? Já acharam o Mr.Night? - enquanto falava eu fui até a bancada e pus os cinco potes na centrífuga e liguei a mesma - não, é bem difícil procurar estando nos dutos - respondeu o cego, enquanto eu apoiava as costas na mesa - quanto a isso vocês dois podem sair, eu já cuidei do TC - afirmei e ouvi um suspiro do outro lado da linha - está bem, já pegou a tal "ferramenta"? - perguntou ele, me fazendo olhar pra centrífuga girando com um relógio em contagem regressiva de 4 minutos - tô trabalhando nisso… apenas encontrem o Mr.Night e Ojiro, não sai dos dutos até a gente terminar - minha ordem foi seguida de silêncio, agora só preciso terminar o vírus pra abrir as portas.

(…)

Assim que o sangue centrifugou cada pote de coleta se dividiu em três camadas de líquido, o de baixo avermelhado que eram as hemácias, o do meio branco aonde estavam os leucócitos e as plaquetas e o de cima transparente amarelado, usando uma agulha eu tirei todo o líquido branco dos cinco potes, o que deu pra encher um inteiro, pus no estimulador de individualidade pra manda-los pro meio virtual, enviei os genes em forma de código pro computador, fazendo uma conta de cabeça converti nas sequências de DNA e RNA, programei os códigos pra atacar essas sequências, mandei pro conversor que transformou só códigos em um líquido roxo que encheu um pote de coleta inteiro.

- Já tô pronto pra abrir as portas… Ejin, Hitoshi, já acharam o Mr.Night? - perguntei, mas comecei a estranhar quando ouvi uma respiração ofegante do outro lado da linha - Aizawa… me desculpa mas… não dá, eu não consigo - suspirei de estresse ao ver ele choramingando - Ejin do que ele tá falando? - perguntei num tom sério pro cego - Nós… achamos o Mr.Night mas… na hora de entrar na cabeça dele o Hitoshi foi jogado pra fora - pus os dedos nas temporas tentando evitar uma dor de cabeça - Hitoshi… que merda aconteceu? - perguntei no tom mais calmo possível - eu… não consegui fazer ele ter um pesadelo… não dá pra fazer isso! Eu só consigo usar minha individualidade em pessoas que estão relaxadas mas ele não tá NADA relaxado… a cabeça dele tá um CAOS! Eu não consigo - falou ele num tom de decepção consigo mesmo misturado com tristeza… uma mistura que eu conheço bem.

Enquanto eu pensava em algo pra falar pra ele ouvi uma risada de deboche vindo do outro lado da sala, ao olhar me deparei com o TC com um sorriso malicioso no rosto - eu avisei que não ia conseguir fazer nada, você pode tentar o quanto quiser mas nunca vai… - antes que ele pudesse terminar eu me aproximei e agarrei seus queixo com a mão de uma maneira bruta de forma que ele não conseguia mais falar - já tô de saco cheio da tua voz - joguei a cabeça pra trás pra pegar impulso e dei uma cabeçada com força no desgraçado, que além de deixá-lo inconsciente quebrou seu nariz - escuta cacho de uva… eu não teria mandado você pra aí se achasse que você não consegue fazer isso, você consegue, então pra variar você pode calar a boca e fazer o que eu mando? - a resposta foi instantânea - NÃO, EU NÃO POSSO… desculpa, mas eu não sou que nem você, não sou que nem nenhum de vocês, eu nunca fui bom nesse tipo de coisa… - antes que ele terminasse eu o interrompi - e você acha que eu sempre fui?! - minha pergunta soou mais como um grito, que congelou todos do outro lado da linha, antes de falar mais alguma coisa eu me apoiei na mesa e respirei fundo - você acha que eu sempre fui fodão desse jeito que eu sou hoje? Acha que quando criança eu saía metendo a porrada em qualquer um que mexia comigo? Não! Eu é quem levava porrada porque eu era igualzinho a você, um bebê chorão, fracote, que não sabe fazer nada direito… - ele me interrompeu - e isso deveria me motivar? - essa pergunta irônica acabou com o pouco de paciência que eu tinha - CALA BOCA E ME ESCUTA CARALHO…!! Eu tô dizendo que eu sei o que significa se sentir um bosta… eu sei o que é não ser bom em nada, um inútil, um peso pro seu pai, pro seu irmão, pra família inteira… então escuta o conselho de alguém que já passou por essa merda!! Enquanto você achar que não consegue você nunca vai conseguir… para de ficar chorando que nem um bebê, você não é mais uma criança!! Não é mais um garoto inocente e fraco que foi arrastado pra longe da família e obrigado a virar um monstro contra a vontade!! Você não é mais uma criança então para de agir como uma!! - essas palavras atingiram ele como um ônibus, mesmo através da linha eu podia sentir isso, e o mais interessante é que eu só fui perceber agora o quanto eu e ele somos parecidos, os dois arrastados contra a vontade por um psicopata pra um mundo que não conhecíamos e transformados em monstros assassinos sem qualquer consentimento.

- Escuta garoto… se alguém aqui nessa merda consegue é VOCÊ… não sou eu, nem o Ejin, nem o Ojiro é você… se sentir dor lá dentro taca o foda-se e aguenta, para de choramingar e mostra pro seu irmão, pro seu pai e pra sua família que você não é fraco, esse momento é SEU, é a sua hora de brilhar… e se for pra brilhar não brilha que nem um vagalumizinho covarde, brilha como a porra do SOL… se você tá cansado de se sentir inútil então PARA DE AGIR COMO UM…!! Me obedece de uma vez, entra naquela cabeça fudida, mergulha de cabeça nessa piscina de merda e nem que você tenha que PARTIR O CRÂNIO DAQUELE FILHO DE UMA PUTA AO MEIO NA PORRADA PUXA ELE DE VOLTA PRA ESSE MUNDO DE MERDA QUE A GENTE VIVE!!! - depois desse discurso cansativo eu tomei um segundo pra respirar e me acalmar, mais uma vez senti ele sendo afetado do outro lado da linha, o silêncio era carregado de uma inspiração e confiança.

- Então… vai fazer essa porra ou não? - perguntei ainda com tom frustrado - vou - disse o cacho de uva num tom sério e mórbido - desculpa eu não ouvi - provoquei ele só pra ver o que acontece - eu disse que vou - dessa vez ele falou com um pouco mais de raiva - acho que tá picotando, pode repetir? - ouvi um breve bufo de raiva do outro lado - EU FALEI QUE VOU CARALHO!!! - seu grito não me surpreendeu nem um pouco, aliás me fez abrir um sorriso meio orgulhoso no rosto - é assim que se fala… agora para de enrolar e faz logo essa merda - afirmei com um sentimento de realização surgindo no peito, parando pra pensar eu daria um ótimo profe… antes que terminasse essa frase eu me dei um tapa na cara e expulsei essa ideia assustadora e depressiva da mente.


Notas Finais


Mais uma vez a ideia inicial não era terminar desse jeito, no próximo capítulo vamos ver um dos casais mais shipados da fic (pelo menos eu acho né kk) voltando com tudo
Até


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