História Devil's Angels - Capítulo 4


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Categorias Camila Cabello, Demi Lovato, Fifth Harmony, Justin Bieber, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Zayn Malik
Tags Ally Brooke, Camally, Camila Cabello, Camren, Demi Lovato, Dinah Jane Hansen, Fifth Harmony, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Normally, Normani Kordei, Normila, Norminah, Zain Malik
Visualizações 65
Palavras 2.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem pela demora em atualizar. vou tentar postar aqui com mais frequência. qualquer coisa é só me chamarem no Twitter: @TheJerryNizer

Capítulo 4 - Embarcadero


Fanfic / Fanfiction Devil's Angels - Capítulo 4 - Embarcadero

São Francisco - julho de 1990

 

— Kordei, Normani.

— Presente.

— Hernandez, Allyson Brooke.

— Estou aqui.

— Cabello, Camila.

— Presente.

Elas eram as únicas mulheres entre o enorme grupo de residentes do primeiro ano, reunidos no amplo auditório do Embarcadero County Hospital. O Embarcadero era o hospital mais antigo de São Francisco e de todo o país. Durante o terremoto de 1989, Deus pregou uma peça aos habitantes de São Francisco e deixou o hospital de pé. Era um complexo feio que ocupava mais de três quarteirões, com edifícios de tijolo e pedra já escurecidos pela sujeira acumulada durante anos.

No interior da entrada do edifício principal tinha uma enorme sala de espera, com bancos de madeira para pacientes e visitas. As paredes escamavam devido a muitas décadas de camadas de tinta e os corredores estavam gastos e irregulares devido aos milhares de doentes em cadeiras de rodas e muletas. O Embarcadero County Hospital era uma cidade dentro da cidade. Mais de nove mil pessoas trabalhavam no hospital, incluindo quatrocentos médicos internos, cento e cinquenta médicos voluntários em tempo parcial, oitocentos residentes, três mil enfermeiras, mais os técnicos, unidades auxiliares e outros ajudantes. Os andares superiores continham um complexo de doze salas de operações, abastecimento central, banco de ossos, central de programação, três enfermarias de urgência, uma enfermaria de Primeiros Socorros e mais de duas mil camas. Dr. Robert Downey Jr., administrador do hospital era um político perfeito, um homem alto de aspecto impressionante, com conhecimentos gerais e charme suficiente para conseguir subir e ocupar a atual posição. No primeiro dia da chegada dos novos residentes, em julho, ele lhes disse:

— Esta manhã quero dar as boas-vindas a todos vocês, novos residentes. Durante os dois primeiros anos na faculdade de medicina vocês trabalharam com cadáveres. Nos dois últimos anos trabalharam com doentes hospitalizados, sob orientação de médicos chefes. Agora, vocês mesmos serão os responsáveis pelos seus doentes. É uma responsabilidade assustadora e é preciso dedicação e   perícia. — O olhar percorreu o auditório — Alguns de vocês pretendem especializar-se em cirurgia.  Outros, em medicina interna. A cada grupo será atribuído um residente mais antigo, que irá explicar a rotina diária. De agora em diante, tudo o que fizerem poderá ser um caso de vida ou de morte.

Todos escutavam com a máxima atenção, procurando captar cada palavra dita.

— O Embarcadero é um hospital municipal. Isso significa que aceitamos todos aqueles que batem à nossa porta. A maior parte dos doentes são pobres. Vêm aqui porque não podem pagar um hospital particular. As nossas salas de urgência estão ocupadas vinte e quatro horas por dia. Irão ter muito trabalho e sentir que são mal pagos. Em um hospital particular, o seu primeiro ano consistiria em trabalho de rotina de pouca importância.  No segundo ano, seria permitido fazer cirurgias menores, supervisionadas. Bem, podem esquecer tudo isso.  O nosso lema aqui é “Examinar, fazer, ensinar”. Temos muita falta de pessoal e quanto mais rápido conseguirmos colocar vocês nas salas de operações, melhor. Alguma pergunta?

Havia milhares de perguntas que os novos residentes desejavam fazer.

— Nenhuma? Muito bem. Oficialmente, o primeiro dia de vocês começa amanhã. Terão que se apresentar ao balcão da recepção principal, amanhã de manhã às cinco e meia. Boa sorte!

 

A reunião estava terminada. Houve uma movimentação geral em direção às portas e um murmurinho de conversas excitadas. As três mulheres viram-se reunidas.

— Onde estão todas as outras mulheres?

— Acho que somos só nós.

— É muito parecido com a faculdade de medicina, o clube dos rapazes. Tenho a sensação de que este lugar pertence à Idade Média.

A pessoa que falava era uma perfeita e bela mulher negra, com cerca de um metro e sessenta de altura e bastante graciosa. Tudo nela, o andar, a postura, o olhar frio e irônico que possuía, transmitia uma mensagem de indiferença.

— Me chamo Normani Kordei. Podem me chamam de Mani.

— Camila Cabello. — Jovem e sociável, de olhar inteligente e segura de si.

— Allyson Brooke Hernandez. Todos me tratam por Ally. — Possuía um rosto aberto e sincero, olhos negros e um sorriso caloroso.

— De onde você é? — Perguntou Mani.

— San Antonio, Texas.

Olharam para Cabello. Esta decidiu responder simplesmente:

— Miami.

— Huston — disse Mani.

— Pelo visto estamos todas longe de casa — observou Cabello. — Onde estão vivendo?

— Estou em hotel barato — disse Mani. — Ainda não tive tempo de procurar um lugar para morar.

Ally afirmou:

— Nem eu.

Camila alegrou-se:

— Esta manhã fui ver alguns apartamentos. Um deles era surpreendente, mas está fora das minhas possibilidades. Tem três quartos.

Olharam umas para as outras.

— Se as três o dividissem... — disse Mani.

 

O apartamento ficava no distrito da Marina, na Filbert Street.  Era perfeito para elas. Três quartos, dois banheiros, sala, cozinha, lavanderia, garagem. Era mobilado, estava bastante limpo.

Quando as três mulheres terminaram de o inspecionar, Ally disse:

— Achei maravilhoso.

— Eu também! — Concordou Mani.

Olharam para Camila.

— Vamos ficar com ele.

Na mesma tarde mudaram-se para o apartamento. O porteiro as ajudou a levar a bagagem para cima.

— Então vocês vão trabalhar no hospital — disse. — Enfermeiras, hem?

— Médicas — corrigiu Normani.

Olhou para ela incrédulo:

— Médicas? Quer dizer, como verdadeiras médicas?

— Sim, verdadeiras médicas — respondeu-lhe Camila.

Ele resmungou:

— Para dizer a verdade, se eu precisar de um médico, penso que não gostaria que uma mulher examinasse o meu corpo.

— Teremos isso em mente.

— Onde está o aparelho de televisão? — Perguntou Normani. — Não vejo nenhum.

— Se quiserem um, terão de o comprar. Aproveitem o apartamento, senhoras enf..., doutoras. — Deu um risinho.

Elas ficaram vendo-o ir embora. Normani disse, limitando a voz dele:

— Enfermeiras, eh? — Riu com desdém. — Machista. Bom, vamos escolher os nossos quartos.

— Qualquer um está bem para mim — disse gentilmente Ally.

Examinaram os três quartos. O quarto de casal era maior do que os outros dois. Normani sugeriu:

— Porque você não fica com ele, Camila? Você encontrou este lugar.

Camila abanou a cabeça:

— Está bem.

Dirigiram-se aos respectivos quartos e começaram a arrumar as coisas. Cuidadosamente, Camila retirou da mala uma fotografia emoldurada de um homem. Era atraente, cabelos e olhos claros, a barba por fazer que lhe dava um certo charme. Camila colocou a fotografia na cabeceira, junto com um monte de cartas.

 Normani e Ally entraram:

— Que tal saímos para jantar qualquer coisa?

— Estou pronta — disse Camila.

Normani viu a fotografia:

— Quem é?

Camila sorriu:

— É o homem com quem vou casar. É um médico que trabalha para a Organização Mundial de Saúde. Chama-se Michael Clifford. Neste momento está na África, mas virá a São Francisco para ficarmos juntos.

— Sorte a sua — disse Ally, tristonha. — É bonito.

Camila olhou para ela:

— Está envolvida com alguém?

— Não. Acho que não tenho muita sorte com os homens.

— Talvez a sua sorte mude no Embarcadero — disse Normani.

 

As três jantaram no Tarantino’s, próximo do apartamento.

Durante o jantar conversaram sobre o passado e a vida de cada uma, mas era possível sentir uma certa restrição na conversa, como uma barreira. Eram três estranhas examinando e conhecendo cuidadosamente umas às outras. Ally falou pouco. “É tímida”, pensou Camila. “E vulnerável. Provavelmente alguém de San Antonio partiu seu coração”.

Camila olhou para Mani. “Segura de si. Muita dignidade. Gosto do modo como fala. É visível que vem de boa família”.

Entretanto, Mani estava estudando Camila. “Uma garota rica que nunca teve de lutar por nada na vida. É isso que aparenta ser”.

Ally estava olhando para as outras duas. “São tão confiantes, tão seguras de si mesmas. Vai ser fácil para elas se adaptarem a esta vida”.

Todas estavam erradas.

 

Quando voltaram ao apartamento, Camila estava muito animada para dormir. Deitou na cama pensando no futuro.

Lá fora, na rua, ouviu o estrondo de um acidente de carros e depois pessoas gritando, mas, na mente de Camila, tudo se dissolveu na lembrança de nativos africanos gritando e cantando melancolicamente enquanto disparavam tiros. Foi transportada pelo tempo para a pequena aldeia da selva da África Oriental, no meio de uma mortífera guerra tribal. Camila estava   aterrorizada:

— Vão nos matar!

O pai a abraçou:

— Querida, ninguém irá nos fazer mal. Estamos aqui para os ajudar. Eles sabem que somos amigos.

E, sem aviso prévio, o chefe de uma das tribos entrou na cabana...

 

Ally deitou pensativa: “Isto é realmente muito longe de San Antonio, Texas, Allyson Brooke. Acho que nunca mais vou poder voltar para lá. Nunca mais”. Ainda ouvia a voz do xerife dizendo:

— Por respeito à família dele, vamos declarar a morte do reverendo Eric Dane como suicídio por razões desconhecidas, mas sugiro que você saia imediatamente desta cidade e não volte nunca mais...

 

Normani olhava para a janela do quarto, escutando os ruídos da cidade. Conseguia ouvir a chuva murmurar: “Você conseguiu... Conseguiu... Provou a todos que estavam enganados. Quer ser médica? Uma médica negra?” E as rejeições das faculdades de medicina. “Obrigada por nos ter enviado a sua proposta. Desta vez, infelizmente, as matrículas estão completas.”, “Tendo em conta o seu passado, pensamos que talvez se sentisse melhor numa universidade menor.” Tinha tido notas elevadas, mas, das vinte e cinco escolas a que concorreu, só uma a aceitou.  O reitor da escola tinha-lhe dito:

— Nos dias de hoje, é bom ver alguém com um passado normal e decente. “Se ele soubesse a terrível verdade”.

 

Às cinco e meia da manhã seguinte, quando os novos residentes deram entrada, já se encontravam lá membros do pessoal hospitalar a fim de os conduzir aos respectivos encargos. Mesmo sendo tão cedo já havia confusão.

Os doentes deram entrada durante toda a noite, chegando de ambulância, carros da polícia e a pé. O pessoal os chamavam de “N’s e As” — os náufragos e despojados que corriam para as salas de urgência, feridos e sangrando, vítimas de tiros, facadas e acidentes de automóvel, os feridos na carne e espírito, os desalojados e indesejáveis, o fluxo e refluxo da humanidade que corriam pelos esgotos escuros de qualquer cidade grande. Tinha-se uma profunda sensação de caos organizado, movimentos frenéticos e sons esganiçados e dúzias de crises inesperadas que tinham de ser atendidas de imediato.

Os novos residentes mantiveram-se em grupo preventivo, procurando se familiarizar com o novo ambiente e escutando os misteriosos sons à sua volta.

 

Ally levantou a cabeça e disse:

— Sou eu.

O residente sorriu e estendeu a mão:

— É uma honra conhecê-la. Pediram que a procurasse. O nosso chefe de pessoal diz que a senhorita tem as notas mais altas de medicina desde sempre neste hospital. Estamos satisfeitos por a termos aqui.

Ally sorriu, embaraçada:

— Obrigada.

Normani e Camila olharam para Ally, boquiabertas.

Nunca pensei que fosse assim tão brilhante”, pensou Camila.

— Está pensando em seguir medicina interna, doutora Brooke?

— Sim.

O residente voltou-se para Normani.

— Doutora Kordei?

— Sim.

— A senhorita está interessada em neurocirurgia.

— Sim, estou.

Consultou uma lista:

— Ficará ao serviço do doutor Tyler Hoechlin.

— Voltou-se para Camila:

— Doutora Cabello?

— Sim.

— A senhorita vai seguir cirurgia cardíaca.

— Sim.

— Certo. Iremos revezar entre você e a doutora Kordei nas rondas operatórias.  Podem dirigir-se ao gabinete da enfermeira-chefe Gwyneth Paltrow. Ao fundo do saguão principal.

— Obrigada.

Camila olhou para as colegas e respirou profundamente:

— Aqui vou eu! Desejo boa sorte a todos nós!

Gwyneth Paltrow era mais um tanque de guerra do que uma mulher, de aspecto severo. Estava ocupada atrás do balcão da enfermaria quando Camila se aproximou.

— Por favor...

A enfermeira Paltrow levantou a cabeça:

— Sim?

— Mandaram me apresentar aqui. Sou a doutora Cabello.

A enfermeira consultou uma folha de papel:

— Um momento. — Entrou por uma porta e voltou um minuto mais tarde com alguns artigos de limpeza e uma capa branca.

— Aqui está. Os artigos são para utilizar na sala de operações e sobre ferimentos. E quando estiver de plantão, cubra-os com uma capa branca.

— Obrigada.

— Oh. E isto aqui. — Baixou-se e entregou a Camila uma placa metálica que dizia “Cabello Camila, M. D.” — Eis a placa com o seu nome, doutora.

Camila segurou-a na mão e olhou para ela durante um longo período de tempo. “Cabello Camila, M. D.” Teve a sensação de que tinham lhe dado a medalha de honra.

Todos os longos e duros anos de trabalho e estudos tinham se resumido naquelas breves palavras: “Cabello Camila, M. D.”

A enfermeira Spencer olhava para ela:

— Sente-se bem?

— Estou bem. — Camila sorriu. — Estou bem, obrigada. Onde posso...

— O vestiário dos médicos fica ao fundo do corredor, à esquerda. Irá fazer rondas e, por isso, é melhor trocar de roupa.

— Obrigada.

 

Camila percorreu o corredor, admirada com a grande atividade à sua volta. O corredor estava cheio de médicos, enfermeiras, ajudantes e doentes, que se dirigiam com rapidez para vários destinos. As insistentes chamadas do sistema de alto-falantes aumentavam a algazarra.

“Doutor Keenan... SO Três... Doutor Keenan... SO Três; ” “Doutor Talbot... Sala de Urgências Um. Stat... Doutor Talbot... Sala de Urgências Um. Stat; ” “Doutor Engel... Quarto 212... Dr. Engel... Quarto 212.

Camila se aproximou de uma porta onde se lia VESTIÁRIO DOS MÉDICOS e a abriu. No interior encontrava-se uma dúzia de médicos trocando de roupa, uns mais despidos que outros. Dois deles estavam completamente nus. Voltaram-se para olharem para Cabello quando a porta se abriu.

— Oh! Peço... peço desculpa — murmurou Camila, fechando a porta o mais rápido que pôde. Permaneceu ali, sem saber o que fazer. Alguns metros mais abaixo viu uma porta onde se lia VESTIÁRIO DAS ENFERMEIRAS. Caminhou para ela e abriu a porta. Lá dentro, várias enfermeiras vestiam o uniforme.  Uma delas olhou para cima:

— Olá. É uma das enfermeiras novas?

— Não — respondeu Camila. — Não sou. — Fechou a porta e voltou ao vestiário dos médicos. Permaneceu ali por um momento, em seguida respirou fundo e entrou. A conversa parou.

Um dos homens observou:

— Desculpa, querida. Este vestiário é para médicos.

— Eu sou médica — respondeu Camila. Olharam uns para os outros:

— Bem, hum... bem-vinda.

— Obrigada. — Hesitou um momento e depois foi a um local livre. Olhou por um instante para os homens e depois, lentamente, começou a desabotoar a blusa.

Os médicos ficaram, sem saber o que fazer. Um deles disse:

— Talvez devêssemos hum... dar à senhorita um pouco de privacidade, meus senhores.

— Obrigada — Camila agradeceu. Ficou ali, à espera, enquanto os médicos acabavam de se vestir e abandonavam o quarto.

Terei de passar por isto todos os dias?”, se perguntou.


Notas Finais


Eu me diverto muito com os comentários de vocês. São eles que me dão energia para continuar escrevendo. Obrigada a todas. - Lais


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