1. Spirit Fanfics >
  2. Devil's blood (bakudeku) >
  3. Nomu

História Devil's blood (bakudeku) - Capítulo 24


Escrita por:


Notas do Autor


VOLTEIII e acho que eu não demorei muito? KKKKKKQQQ demorei sim. Esse capítulo teve uma interação maior entre o Endeavor e o Hawks, como eu tinha dito nas notas do capítulo anterior e eu rezo pra que gostem e que esteja bom😔🙏

Desculpa qualquer erro ortográfico ou gramatical e tenham uma ótima leitura ♥️♥️♥️

Capítulo 24 - Nomu


O restaurante parecia ser recente, novo e bem ao lado, ficava um Motel de fachada alta, brilhante e chamativa. Será que isso significa alguma coisa? Pensou Hawks. Antes de irem, Rumi tinha feito questão de lhe dizer que essa noite, eles com certeza transariam.

Era estranho pensar em sexo e Endeavor. Ele não tinha cara de quem transava, na verdade ninguém tinha cara de quem transava, mas com todo o nervosismo, Hawks queria pensar em alguma coisa que não fosse as palavras de Rumi.

O restaurante era enorme, e de acordo com Endeavor, era especializado no prato Ramen. Haviam diversas mesas livres, mas Endeavor seguiu para um canto mais afastado e aparentemente fechado, com uma sala no estilo de uma casa tradicional japonesa.

– Você gostou? — Endeavor olhou para Hawks com olhos brilhantes.

– Aqui é muito bonito, eu gostei!

De repente, um chefe de cozinha chegou e entregou um cardápio feito de couro vermelho e listras douradas.

– Você já veio aqui antes? — Hawks perguntou, com a cara escondida atrás do cardápio.

– Uma vez — ele respondeu distraído, analisando as opções de Ramen — Eu encontrei o restaurante aleatoriamente, e tem um nome legal.

– Você é fofo — Hawks riu, mas Endeavor não entendeu.

– Eu sou?

– Sim, eu...posso chamar você pelo nome aqui?

– Pode.

– Tudo bem, Enji...

Endeavor fechou o cardápio e fez seu pedido.

– E você?

– Ah, eu... — Hawks pensou — Eu vou querer o mesmo que ele, por favor.

O chefe rapidamente voltou para a cozinha.

– Keigo, eu...eu fico feliz que tenha aceitado sair comigo — Endeavor admitiu — Faz alguns anos que eu não saio com ninguém.

– E a sua esp...quer dizer, ex esposa, ela vai bem?

– Sim, quer dizer, ela melhora cada vez mais.

Hawks tinha uma ideia do que fora a relação conturbada deles, a relação dele com a família em geral. 

– Eu queria poder...fazer mais por ela, pelos meus filhos, mas eles me odeiam tanto — ele disse com tristeza e Hawks pensou no que dizer.

– Bem, pelo menos você está tentando e isso já é um bom começo.

– Mas não é o bastante.

– É bom ver que você mudou — Hawks comentou, lembrando a primeira vez em que se conheceram — Você dava muito medo, sabia?

– Eu tenho uma ideia — ele riu — Eu devia ser bem feio.

– Não mesmo, você nunca foi feio Enji, só tinha uma cara muito séria.

Endeavor olhou para os olhos de Hawks e um sorriso se abriu em seu rosto.

– Você...sempre foi muito bonito, Keigo.

De repente, os pedidos foram trazidos até eles e postos a mesa de forma organizada. O cheiro estava ótimo e a barriga de Hawks roncou alto.

– Tenham uma ótima refeição! — os chefes disseram rapidamente antes de voltarem para a cozinha.

Hawks deu uma grande colherada do caldo e a carne de porco, depois pegou o macarrão com os hashis. Endeavor o observou fazer os barulhos de satisfação que ele sempre fazia quando comia algo delicioso. Seus olhos azuis passearam pelos olhos fechados, os cílios enormes que sempre foram chamativos para Endeavor eram oque mais o deixava atraente na sua opinião. Seus lábios  ficaram sujos de molho do Ramen e Endeavor os encarou hipnotizado.

– Oque foi? — Hawks notou seu olhar fixo — Tem alguma coisa na minha cara?

– A sua boca...tá suja...

– Sério?! — Hawks apanhou um guardanapo — Eu sempre me sujo todo quando como Ramen.

A cabeça de Endeavor pensou em todas as coisas mais indecentes ao ouvir o começo dessa frase. Ele se obrigou a voltar a comer o Ramen e nem percebeu que estava indo depressa demais.

– Você tá comendo muito rápido! — Hawks pegou outro guardanapo e limpou a bochecha esquerda de Endeavor, tomando cuidado com a cicatriz.

Os dois terminaram de comer e aproveitaram para pedir sobremesas. Endeavor percebeu que Hawks adorava chocolate.

– Qual o nome disso daqui? — ele apontou para o bolinho recheado chocolate e o sorvete de creme.

– Petit Gateau.

– Peti oque?

Endeavor riu alto.

– Petit, Gateau — ele repetiu.

– Petit Gateau.

– Isso, desse jeito!

Eles terminaram a sobremesa e Endeavor pagou a conta, mesmo que Hawks insistisse que ele mesmo também pagasse. Ao saírem do restaurante, os olhos de Hawks observaram o movimento da rua a frente, das pessoas na calçada, até virar para a esquerda e ver o lustroso motel. Ele pensou em talvez perguntar a Endeavor se eles não podiam...

Hawks deu leves tapas nas próprias bochechas reprimiu a si mesmo mentalmente. Seria totalmente inapropriado, completamente...

– Keigo — Endeavor o chamou — Oque acha da gente...ver o motel?

Hawks arregalou os olhos surpreso. Ele esperava tudo menos essa abordagem.

– Pode...ser?

Eles caminharam até a frente do lugar. A fachada variava entre luzes violetas e pretas e o seu nome era enorme no alto do prédio. Era chamativo o bastante para atrair até as pessoas nos carros. Não parecia ser um lugar que privaria a entrada deles por serem dois homens.

Logo na frente deles, entrava um casal de mulheres jovem e sorridente. Havia um enorme e comprido balcão logo que entravam e uma luminária iluminava o local com uma luz ambiente. Um homem e uma mulher atendiam às moças atrás do balcão e logo, seriam Hawks e Endeavor.

– Você quer mesmo entrar? — Endeavor questionou e ele parecia preocupado, mas Hawks apenas sorriu.

– Tudo bem por mim — ele deu de ombros — Você quer? Se não quiser a gente...

– Eu quero.

E novamente Endeavor pagou a conta, mesmo que Hawks insistisse que fosse ele quem pagasse dessa vez. Os dois seguiram junto ao outro casal até o elevador, que era enorme e veloz. Elas entraram no andar 3 e eles no 4. Cada andar dava para um quarto vasto e o deles não era diferente.

Era o maior quarto que Hawks já tinha visto na vida. A alguns metrôs, estava uma enorme cama de casal, com abajures de cada lado dela. As paredes do quarto eram cinzas e as luzes mudavam entre o violeta escuro,no amarelo ambiente e o branco. A mais alguns metros, estavam as janelas, retangulares, com cortinas grossas cinzas. Havia uma suíte com uma banheira grande, com hidromassagem. Havia televisão, cadeiras, estantes, mesas, parecia a sala de uma casa bem decorada.

– Acho que valeu a pena! — Hawks comentou — Esse quarto é o máximo!

Hawks andou até aesa de cabeceira a esquerda da cama e abriu a primeira gaveta. Suas sobrancelhas arquearam ao ver um monte de vibradores, lubrificantes, camisinhas e um monte de outras coisas que não sabia para quê serviam. Ele rapidamente fechou a gaveta e Endeavor olhou para ele curioso.

– Oque tem aí?

– Nada, nadinha, nada não! — disse nervoso.

Endeavor se aproximou e abriu a gaveta novamente.

– Puxa! — ele pegou um enorme dildo de dentro e analisou atentamente — Eu nunca vi essas coisas.

– Nunca viu vibradores, lubrificantes nem nada do tipo? — Hawks perguntou, tentando não rir da cara que ele fazia ao apanhar um vibrador.

– Não. Você já viu antes?

– Bom...algumas vezes, mas definitivamente não desse tamanho!

Eles se olharam e automaticamente riram. Era uma situação que nenhum dos dois já pensou que passariam na vida, muito menos um com o outro, mas lá estavam eles, num quarto de motel, sozinhos, com vibradores, algemas e outras ferramentas sexuais. As risadas sumiram e eles se encararam, os olhos azuis intensos de Endeavor fixos nos amarelos de Hawks. Aquele momento pareceu durar uma eternidade, até que Endeavor arriscou se aproximar um pouco mais, lentamente, com medo de assusta-lo. Seus lábios estavam centímetros de distância um do outro, míseros centímetros. Hawks não aguentou mais e avançou.

Era a primeira vez que alguém avançava assim nele e Endeavor arregalou os olhos surpreso, mas os lábios de Hawks o obrigaram a fechar os olhos e se entregar ao momento. Suas mãos grandes e firmes passearam pelo corpo pequeno do outro, trêmulas, sem saber onde podia e não podia ir, onde deveria tocar, onde devia seguir. Era como se Hawks lesse sua mente, pegando suas mãos com gentileza e as pondo nas coxas dele. Seu coração parecia que ia explodir de tanto martelar.

– Enji — Hawks gemeu e Endeavor se derreteu sob esse som, puxando-o para mais perto, para seu colo — Enji... — sussurrou manhoso e Endeavor se arrepiou da cabeça aos pés.

Diferente do que esperava, Hawks não era nem um pouco tímido. Ele tomava o controle dos movimentos como se fosse tão fácil. Ele beijava Endeavor com força, com pressa e suas mãos apertavam seus ombros largos, seus braços musculosos, acariciavam o peitoral farto, a barriga, a cintura acentuada, e Endeavor gemia em reação a cada toque.

Endeavor recuperou os sentidos e virou, deixando Hawks embaixo de si. O cabelo desgrenhado e as bochechas coradas eram uma visão perfeita. Endeavor voltou a beijá-lo, lambendo e mordendo o lábio inferior, misturando sua língua a dele lentamente. As mãos de Hawks foram parar no seu cabelo e as unhas traçaram um caminho até sua nuca, arrepiando-o. Era inebriante e excitante, e ele podia sentir o membro rígido de Hawks prensado contra o seu.

O celular de Endeavor começou a vibrar na mesa de cabeceira, mas eles não ouviram de primeira. Para eles, não havia mais nada além daquele momento, dos beijos profundos, do roçar excitante, dos carinhos. De repente, o som do celular voltou com tudo na audição de Endeavor, e ele tentou pegá-lo enquanto ainda beijava Hawks intensamente, abrindo seus lábios para aprofundar cada vez mais, gemendo cada vez mais alto, respirando o cheiro dele, o suor, o perfume.

Endeavor saiu de cima de Hawks de uma vez e atendeu o celular.

– Sim? — sua voz estava um pouco rouca, mas não dava para notar tanto — No centro da cidade? Tá bem, estamos indo. — ele desligou e pôs o celular de volta — Precisam da gente — ele disse ofegante, penteando o cabelo com as mãos.

– Alguma atividade suspeita? — Hawks ajeitava o cabelo e dava fortes tapas no rosto.

– É, isso mesmo.

Ele olhou para Hawks e o beijou de novo.

– Desculpe, eu...

– Cala a boca — Hawks o puxou novamente, beijando sua bochecha com carinho — Você beija bem, sabia?

– Sério?! — Endeavor corou, enquanto Hawks trilhava um caminho de leves beijos até seu pescoço.

– Sério — ele sussurrou sedutor, mordendo a pele quente e macia, lambendo logo em seguida.

Endeavor fechou os olhos e mordeu o próprio lábio inferior com força. Eles não podiam continuar naquele ritmo.

– Temos que ir — ele afastou Hawks devagar, mesmo não querendo.

– Tudo bem.


Chisaki não parava de olhar o relógio, ajeitando e desajeitando as próprias roupas. Estava quase na hora de pôr o mais recente experimento em prática. Graças a David Shield, ele tinham criado uma coisa nova, algo que acabaria até com os melhores agentes da unidade 13, e os vampiros dela. No alto do prédio, ele esperava.

O enorme nomu babava e Chisaki fazia questão de limpar, afinal não queria nada sujo. Era um bicho asqueroso, mas forte, poderoso, e iria acabar todos no caminho.

O novo presidente, Aizawa, era um homem cuidadoso, inteligente, mas David Shield havia achado um jeito de driblar as tentativas de esconder as crianças, inclusive Izuku Midoriya. O nomu poderia achar deus rastros de onde quer que fosse, independente de terem sido apagados ou não. Era a arma perfeita e não seria facilmente derrotada.


5,

4,

3,

2,

1


– Finalmente.


Notas Finais


COMENTEM OQUE ACHARAM, interajam que eu responderei todos e até o próximo capítulo 🥰🥰🥰


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...