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História Devolver pro pai - Capítulo 1


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Notas do Autor


Eu queria escrever um fluffy desses dois sendo da mesma família e saiu isso aí hjgkhgjkj espero que gostem g

Capítulo 1 - É, talvez ele estivesse fazendo um trabalho razoável


Quando Madara soube que sua esposa estava grávida novamente, ele não pode deixar de se sentir ansioso, nervoso e com medo. Bem, eles já tinham uma filha, Mikoto estava linda com seus quase quinze anos e era incrível, dedicada e inteligente. Ela havia nascido de um parto dificultoso, de uma gravidez de risco, sua esposa tinha dificuldades para manter o bebê, mas sua menina nasceu saudável, e era isso que importava. Mas Amaya Uchiha sempre quis ter um menino.

Ela amava Mikoto, isso estava claro na maneira que seus olhos escuros brilhavam cada vez que sua menininha sorria, mas Amaya nunca desistiu o sonho de ter um menino. Madara nunca entendeu o porquê do desejo, mas, nos primeiros anos, não pôde deixar de apoiá-la. 

Então, ela engravidou novamente. E então, veio o primeiro aborto. O primeiro surto depressivo. E isso se repetiu por tanto tempo, que ele passou a pedir a ela para desistir. E foi quando eles descobriram mais uma gestação, no primeiro mês. No terceiro, a ultrassom apontou o genital masculino. No quarto, a placenta descolou. No sétimo, Obito nasceu, e Amaya se foi depois de olhar para aqueles olhinhos negros e sussurrar seu nome, acariciando as bochechas gordinhas dele. 

Foi de maneira triste que Obito Uchiha ingressou naquela família, mas Madara jurou que faria aquele menino feliz. Criar Mikoto não foi difícil, criar Obito também não deveria ser.

Ledo engano. O garoto era uma praga, e como oito anos, fazia questão de mostrar isso depois de rabiscar as paredes brancas com seu giz feliz cera. As paredes de seu escritório. Dentro da Sharingan Corp. Enquanto ele tinha saído apenas cinco minutos para buscar Izuna no corredor de baixo — e o maldito traidor estava rindo da traquinagem de seu sobrinho —.

Às vezes, Madara queria devolver Obito para o pai, mas então lembrava que ele era o pai. 

— Obito Uchiha, o que eu te falei sobre desenhar nas paredes? — com um cenho franzido, ele perguntou, uma bronca na ponta da língua. O garoto apenas deu de ombros. 

— A Mikoto disse que eu estou exer… Exerci… — ele parou, pensou, e sequer se lembrava da palavra que sua irmã havia dito dias antes quando lhe deu os gizes. — Ah, o negócio lá com a criatividade. 

— E desde quando a Mikoto manda em você?

— Mas você disse pra obedecer ela, papai. 

Izuna gargalhou alto com a ousadia, enquanto Madara bateu em sua própria testa, se perguntando o porquê de não ter jogado aquele menino fora — e ele quase podia sentir Amaya o fuzilando com o olhar ao pensar nisso. 

— Obito, você pode por gentileza parar de rabiscar as paredes do papai? — e lá estava a dama da discórdia, batendo a porta foi escritório com delicadeza. Mikoto, a outra traidora, tinha um sorriso leve em seus lábios. Agora com vinte e três anos, quase para dar a luz, mas ainda assim aparecendo todo santo dia na empresa, para desespero de seu marido. E de seu pai também. 

E Obito obedeceu, correndo para os braços da irmã, que o apertou com força. Madara apenas encarou a cena sem saber por onde começar a brigar com seus filhos: se era com Mikoto que tinha saído com uma gestação de nove meses quando o médico tinha mandado ficar em casa, se era por Obito lhe desobedecer e obedecer a irmã, se era pelos dois serem parceiros de crime. Ou se começava brigando com Izuna por estar rindo descontrolamente enquanto os outros funcionários estavam olhando. 

Ah, onde ele havia amarrado seu burro?

[X]

Desde o falecimento de sua esposa, e nascimento de seu caçula, Madara descobriu o que era estar sozinho. Claro, que não totalmente, sua filha estava sempre ali, seu irmão também. Hashirama aparecia às vezes, e até mesmo o filho da puta do Tobirama ajudava, na medida do possível. Isso, no entanto, não impedia quero ele se sentisse perdido cada vez que ficava só com seu menino depois de um dia de trabalho. 

Amaya nunca quis babás, mesmo que ela fosse uma mulher ocupada e bem sucedida. Ela dizia que não queria terceirizar a criação de seus filhos, enquanto quando ela se foi, seu marido tentou manter aquele costume. Não era raro ver o diretor da Sharingan Corp. aparecer com um bebê em seu bebê conforto às oito da manhã. Ou ouvir o choro desse mesmo bebê durante reuniões — e ai de quem reclamasse. Madara às vezes sentia que estava errado, que aquele não era lugar para seu filho crescer, mas Mikoto sempre sorria e dizia que estava orgulhosa do pai, porque o irmão cresceria junto a ele, sem qualquer necessidade de atenção — bem, não exatamente, mas Madara havia entendido o que ela queria dizer. 

Ele suspirou, sem acreditar que estava pensando naquilo quando abriu a porta de sua casa e o menino entrou correndo. O adulto fez uma pequena careta para a bagunça que se espalhava por toda a sua sala, mas esta logo se suavizou ao olhar para a barraca improvisada com um lençol — caríssimo, aliás — e duas poltronas, em que Obito havia se enfiado. O filho podia ter milhares de brinquedos em seu quarto, mas sempre preferia improvisar os seus. Aquele moleque seria um artista, com certeza. 

— Oh, papai! — o menino chamou, e Madara, que estava tirando sua gravata, parou para encará-lo. — Vem aqui comigo.

O adulto tornou a suspirar, terminando de tirar a gravata azul e deixando-a porta sobre o sofá antes de se aproximar e se juntar ao garoto embaixo daquele lençol. Que aliás, estava todo manchado de tinta, as mãozinhas estampadas no “interior” de sua “barraca”. Madara estava pronto para lhe dar a bronca que não dera mais cedo, mas acabou se calando, quando, com um sorriso largo, Obito deitou sua cabeça por sobre seu colo. Como resistir aquele maldito sorriso? Como não sorrir de volta para aquela peste?

Nem mesmo Madara Uchiha conseguia bancar o durão quando seu menino curvava os lábios daquela forma, com os dois dentinhos da frente passando. Madara queria proteger aquele sorriso a todo custo. 

— Você aprontou poucas e boas hoje, moleque. — ele falou, e o menor apenas soltou uma risadinha. — Tem vergonha não?

— Nah, não. — Obito respondeu, e trocou de posição, apoiando os cotovelos por sobre a perna do pai, e sua cabeça entre suas próprias mãos. — Papai, conta uma história?

— Que mané história, garoto. — se Madara não resistia aquele sorriso, resistia menos ainda aqueles olhinhos brilhantes. Ele fez uma anotação mental sobre ser mais duro com o filho a partir dali, mas podia deixar para amanhã. — Você quer ouvir o que?

— Os três porquinhos! — o adulto revirou os olhos, aquela era  clássica e parecia ser a única que o garoto queria ouvir. Obito às vezes chegava a ser previsível. — Eu vou pegar o livro, pera aí! — e dizia isso, correndo sala a fora. Madara podia ouvir o som de seus pés subindo com pressa as escadas da casa.

Aquela felicidade que ele parecia sentir era contagiante. E fazia seu pai se perguntar se estava fazendo um bom trabalho, e antes mesmo que pudesse continuar se questionando, Obito apareceu novamente como um passe de mágica, em uma animação quase palpável. 

— Aqui papai. — e praticamente voou novamente para seu colo. Os grandes olhos negros brilhando como duas pedras de ônix. 

Madara apenas sorriu, e acariciou aquele emaranhado de cabelos negros. É, talvez ele estivesse fazendo um trabalho razoável. 


Notas Finais


Clã Uchiha é o melhor clã depois dos Ootsutsuki e só a minha opinião que importa hjjgkgjhgjf brincadeira a parte, espero que tenham gostado <3 até uma próxima


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