1. Spirit Fanfics >
  2. Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) >
  3. Happy Valentine's Day (Final)

História Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) - Capítulo 13


Escrita por:


Capítulo 13 - Happy Valentine's Day (Final)


Fanfic / Fanfiction Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) - Capítulo 13 - Happy Valentine's Day (Final)

 Point of view of Andrea Sachs


Se eu disser que eu não estou gostando, com toda certeza estarei mentindo. E se eu disser também que adorei ficar nervosa perto dela, com toda certeza eu também estarei mentindo, meu coração quase saiu da minha boca com Miranda parada na porta, ouvindo aquela brincadeirinha do Doug.

Céus. Acabei de imaginar, eu pulando no pescoço dele e matando-o.

Ela está linda com a mesma roupa que estava pela parte da manhã, uma saia preta e uma blusa de manga comprida vermelha com seus ombros a mostra.

Que ombros.

Fui tirada dos meus devaneios por o risinho mais que conhecido de Augustine, olhei no mesmo instante para a mais velha e pude perceber que ao seu lado também estava Nigel.

Merda.

O lado bom disso tudo, é que a minha vergonha, passou total e geral para o dono daquela brincadeira idiota. Só não estava certa se a vergonha dele era pelo fato de Miranda estar presente ou Nigel, seu Deus Grego também estar no recinto.

- Andrea, como você está? - Nigel veio em minha direção.

Estou com vontade de sumir. - Pensei.

- Estou bem e você? - Ofertei um meio sorriso que ele retribuiu logo em seguida.

- Cansado...- Nigel olhou para trás para Miranda, a mesma continuava encostada na porta com os braços cruzados abaixo dos seios, voltando a me olhar ele sussurrou. - Sem você naquela revista tudo fica sem cor.

- Saudades de tudo aquilo... - Augustine caminhou até a cama sentando do outro lado, olhei para Doug que estava de cabeça para baixo. Sorri negando. - Nigel esse aqui é meu amigo Douglas, Doug esse é Nigel. - Meu amigo levantou o olhar para Nigel.

- Nós...humm - Murmurou passando a mão na nuca, um gesto nervoso dele. - Nós nos conhecemos no hospital.

- Tem certeza que vocês não são irmãos? - Meu olhar se encontrou com a imensidão azul, a mesma levantou uma mão e com o dedo apontou na minha direção e na de Doug.

- Por que diz isso? - Perguntou Augustine já deitada do meu lado, não notei aquele movimento dela.

- Por nada . - Respondeu Miranda. - Não posso ficar nessa reuniãozinha do clube, tenho coisas para fazer.

- Pelo amor de Deus, Miranda. É quase meia noite, vai dormir. - Disse Augustine se levantando da cama com certa dificuldade, caminhando mancando para porta. Não tinha visto ela com a bengala. Miranda arqueou sua sobrancelha definida para a mais velha, que não se importou muito. Olhou para nós três e continuou. - Vou trazer um lanchinho pro nosso clube. Doug me ajuda? - Meu amigo confirmou, acompanhando Augustine. Miranda esperou eles passarem, e os seguiu.

- Então, a sós.

- A sós. - Sorri meio timida, baixando meu olhar. - E os prepativos para a edição desse mês, como estão? - Tentei falar qualquer assunto que não seja o silêncio e os dias anteriores no qual ocorreu o caso.

- Está uma coisa só, aquela revista anda agitada nesses dias... - Nigel sentou no lugar que antes Doug estava. -.. pessoas correndo pra lá.. - Fez um gesto com a mão. - E algumas pessoas correndo pra cá. - Ri daquele jeito dele. - Que bom ver esse sorriso. Você nem imagina o susto que nos deu.

Puxei uma quantia boa de ar.

- Eu sei. - Fitei meus dedos. - Aquele dia foi assustador. Ele me levou para um beco... - Nigel colocou suas mãos por cima da minhas.

- Eu não quero saber... - Arregalei os olhos por sua forma rude de falar. - Ai, não é isso, só acho que você não precisa passar por essa experiência mais uma vez. Não imagino a forma que você sente, cada vez que tem que mencionar esse assunto ou o nome daquela pessoa lá. Não quero que você passe por isso. Eu fui até lá e te encontrei daquele jeito. - Fechei os olhos, não deixando aquela única lágrima que insistia em cair. - Eu vi, ninguém me contou. Eu vi. Eu estava lá, eu ajudei Roy a te levar para o carro. - Abri meus olhos e fitei Nigel. - E sabe de uma coisa? - Levantei minha sobrancelha curiosa pelas próximas palavras. - A única pessoa que eu vi Miranda se importar foi Augustine, isso até aquele dia. - Não entendi o que ele falou. - Ela se preocupou contigo mas do que nós dois poderiamos imaginar.

- Até tu. - Comecei a rir em meio às lágrimas.

- Até eu o que? - Ele perguntou se ajeitando na poltrona.

- Augustine, Doug e você. - Apontei para ele. - Ficam me empurrando para Miranda. Ela é minha chefe, já não basta ela me trazer para cá e ter me dado banho hoje de manhã. Gente, essa situação tá desconfortável. - Depois que acabei meu sermão ficou um silêncio, o que me fez olhar para Nigel, o mesmo estava com os olhos esbugalhados. - Que?

- Ela deu banho em você? - Perguntou com a boca aberta. - Aquela cretina.

- Se ela escuta. - Fiz barulho com a língua.

- Já chamei ela de coisa pior. - Ele virou para a bolsa preta que acompanhava ele.

- Que linda. - Disse mostrando a bolsa.

- Ah, Louis Vuitton. - Ele pegou o que notei depois que era meu celular. - Cara, muito cara.

- Linda. - Nigel entregou meu celular. Sua tela estava trincada, ele estendeu o celular mas quando fui pegar ele puxou o braço, fitei ele. - Ele ligou. - Levantei meu rosto com dificuldade, fitando o teto. - Eu não atendi mas logo após veio uma mensagem.

- O que dizia?

- Leia você. - Peguei o celular, lembrando que tinha senha.

- Como você conseguiu? - Balancei o celular na sua frente.

- Um Z de senha, Andrea. Me poupe né? - Dei um risinho. Entrei nas mensagens, e ela estava.

"Policia, Andrea? Pode ter certeza que isso não vai ficar assim."

Engoli em seco, ele estava me ameaçando. Meu Deus, se ele me pegar, se ele descobrir onde eu estou. Ele vai me matar. Comecei a tremer, Nigel percebebou e se adiantou a falar.

- Eu não deveria ter mostrado isso a você. Eu vou buscar água. - Me apressei em pegar seu pulso, o que me causou uma dor desconfortável.

- Não me deixa.

- O que está acontecendo? - A voz de Miranda entrou no ambiente, eu não sei se ela estava passando pelo corredor e viu o que estava acontecendo ou se já estava por ali ouvindo a conversa.

- Andrea está nervosa.

- Por que? - Miranda apoiou seu peso em uma perna, nos encarando. Olhei para o meu celular em minha mão e alcancei para ela. De imediato, Miranda pegou os nossos dedos se chocaram, causando a mesma eletricidade de sempre. Ela me olhou, parece ter sentido também e logo sua atenção foi para o celular.

Ela leu concentrada, algumas vezes enrugando a testa e mordendo os lábios, pelo tempo que passou, imagino que minha chefe leu umas 3 ou 4x.

- Precisamos fazer algo? - Então, ela me olhou e depois seu olhar encontrou Nigel.

- Miranda, não vamos fazer nada. Ele vai me matar. - Disse quase desesperada.

- Se não fizermos. Ai sim, Andrea. - Ela pronunciou meu nome com uma firmeza que me fez tremer. - Ele vai fazer.

- O que está pensando? - Perguntou Nigel.

- Sei lá, poderiamos matar ele. E enterrar em algum lugar deserto. - Olhamos para trás e Augustine estava entrando com uma bandeja com algumas comidas que não soube identificar e logo atrás estava vindo Doug manobrando os copos de suco na mão. Segurei uma risada.

- Deixa que eu te ajudo. - Disse Nigel se levantando.

- Obrigado. - Ficamos às três admirando aquela cena dos dois.

- Tá, voltando ao assunto. - Disse Augustine colocando a bandeja em cima da cama. - O negócio é matar, não tem jeito. - Agora os olhares foram todos para Augustine, que apenas deu de ombros.

- Tenho algo em mente, e gostaria de conversar com o Nigel no meu escritório.

- Ah, qual é Miranda? - Disse Augustine choramingando. - Vai nos deixar curiosa, compartilha com os amigos.

- Augustine, por favor. - Miranda massageou as têmporas. - Cuide de Andrea, está bem? O resto eu resolvo. - Olhei para a mais velha.

- Miranda está certa, Augustine. Eu não quero saber de nada, eu só quero me recuperar em paz. - Augustine apenas confirmou com a cabeça deixando, Nigel e Miranda sairem.

Começamos conversar coisas aleatórias, e decidi entrar no assunto de Doug e Nigel. Doug ficou tão vermelho mas tão vermelho que achei que tinha virado um tomate ali.

A madrugada estava entrando e Augustine já dormia no meu lado, Doug não estava diferente, no vigésimo sono e todo torto na poltrona. Eu não conseguia pregar os olhos, ficava lembrando daquela mensagem e já pensava todas às formas de Nate entrar pela porta da mansão armado e me matando.

Comecei a rir do nada desse meu pensamento, e como imã meus olhos foram em direção a porta do quarto, levei um susto, Miranda parada observando com um robe branco, do mesmo modo que tinha ficado horas atrás. Seus cabelos um pouco desgranhado, não dava nem o pouco jeito daquela Miranda mandona.

Fechei os olhos, tentando recuperar o ar que faltou por causa do susto e quando abri de novo naquela direção, não tinha ninguém. Engoli em seco e tentei dormir pelo menos um pouco.

❄❄❄❄❄❄

Os dias que se sucederam aquele teve uma viagem da esposa de Miranda, naquele mesmo dia eu precisava tomar banho mas não queria ajuda de Miranda. Só que Augustine teimou tanto que Miranda me levou mas com uma condição, banho na banheira.

E foi assim, nos próximos dias, todo dia Miranda revirava os olhos mas me levava até o banheiro, eu acharia engraçado, se não fosse trágico.Lá Augustine me esperava. Nesses dias, Valerie não retornou, Augustine contou que era para a Barbie voltar na segunda e hoje já é sexta.

Doug nesses dias, sempre que podia vinha me ver, adorava esses momentos. Meu amigo/irmão.

Ontem, Miranda me tratou de uma forma rude, mais rude ainda que aquele dia na revista. O que me fez me fechar de novo no meu mundo.

Eu já estava conseguindo mexer um pouco os braços mas não conseguia sentar, eu vi ela passando pelo corredor, respirando fundo. Decidindo por chamar a mesma.

- Miranda? - Ela retornou. - Você pode ajudar a me sentar? - Olhei para a cama. - Eu consigo mexer os braços mas não...

- Não quero saber Andrea. - Olhei para ela, procurando algum sinal de que ela está sendo grossa. E encontrei. - Eu também não posso te ajudar, estou desesperada atrás da minha mulher e você quer ajuda? Pare de pensar só em você, tudo está girando ao seu redor. - Ela não gritou apenas com a sua voz grossa, fez eu entender.

Que ela é Miranda Priestly. E eu? Bom, sou apenas aquela garota que ninguém nunca ia querer.

Ela não deixou eu falar nada, saiu das minhas vistas. A todo custo eu me arrastei pela cama e deitei, não tem mais lágrimas, nada. Só eu e aquelas vozes.

Na hora do almoço, não quis comer. Dormi algumas horas na parte da tarde e quando chegou a noite, coloquei na minha cabeça que eu precisava me mexer, e me mexi. Levantei com dificuldade da cama e a passos pequenos fui no banheiro, ora ou outra eu dava uns gritos baixos de dor e dai sim, meus olhos enchiam de lágrimas.

Fiz minha higiene noturna, mais devagar que uma tartaruga. O difícil mesmo foi sentar na privada, dai não pude segurar o grito. Augustine veio o mais rápido que pode ao meu encontro, seguida de Miranda.

- O que aconteceu? - Disse Augustine.

- Me ajuda a colocar às calças. - Falei com a mais velha que ao mesmo tempo confirmou.

- Miranda, ajuda ela. - Eu olhei para minha chefe que revirava os olhos. - Por que não chamou, menina? - Miranda se aproximou de mim.

- Não encosta em mim, eu vou fazer de tudo para voltar a ser a mesma de antes, e não vou ficar um minuto sequer na sua casa, eu estou pensando em mim. Sou a única que se importa comigo, você só se importa com seu umbigo e com a sua barbie. Talvez, por que não foi você quem apanhou ou também por que não é você que é ameaçada. Você é uma ridícula. - Sai chorando pelo esforço, a passos mancos.

- Olha aqui, Garota... - Ouvi Miranda dizer.

- Olha aqui, Miranda. Vai dormir. - Augustine disse, ficou um silêncio atrás de mim. E logo após ouvi passos, percebi que Miranda tinha saido do quarto. - Vem eu te ajudo.

- Não precisa, Augustine. Eu vou me recuperar e vou sair daqui. - Fiz uma cara de choro.

- Para de palhaçada e deixa eu te ajudar.

Augustine ficou um tempo ali comigo, contei para ela o que aconteceu. A mesma ficou tão brava que jurei que amanhã, além da festa seria o enterro de Miranda. Achei tão fofo a parte que ela cantou para mim dormir, e funcionou por que não deu minutos, já estava na terra dos sonhos.

Acordei tensa com um cheiro forte de álcool, mil e uma situações já estavam passando pela minha cabeça. Abri meus olhos aos poucos, o quarto estava iluminado apenas com a claridade da noite, segui com meus olhos para a porta do quarto e a mesma estava fechada, só que o cheiro continuava. Então, olhei para o meu lado. Miranda, estava deitada ao meu lado, seus olhos abertos me fitando. Coloquei a mão no peito, levando um susto o que me ocasionou uma tremenda dor.

- Caralho, Miranda...

- Me desculpa... - Ela sussurrou.

- Você não pode chegar no quarto dos outros e assustar a pessoa assim.

- Augustine está cansada de me ver fazendo isso.

- É mas eu não sou Augustine. -Falei séria tentando me levantar.

- Me desculpa... - Ela repetiu.

- Você já disse isso.

- Mas essa é pelo que eu fiz hoje. - Soltei o ar que nem sabia que estava preso.

- Está bêbada? - Miranda negou. - Parece.

- Tomei só cinco copos de Martini.

- Só? - Ela confirmou. - Então, tá bêbada.

- Já viu bêbada falar tão bem assim. - Rolei os olhos. - Me desculpa por hoje, estou tão cansada de algumas coisas e acabei explodindo com você. - Olhei para ela que estava fechando os olhos. - Você não merece ser magoada.

- Miranda, vai ser pro seu quarto. - Balancei a mão dela.

- Deixa eu... - Ela murmurou. - Dormir.

- Inferno - Sussurrei.

Fitei seu rosto, após alguns segundos levantei meus dedos e fui de encontro a sua bochecha, alisando o local.

Nem parece aquele demônio acordada. - Sorri com meu pensamento.














Notas Finais


Oii amores 💕

Capítulo 14 disponível no Wattpad


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...