1. Spirit Fanfics >
  2. Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) >
  3. Uma boa pessoa

História Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) - Capítulo 4


Escrita por:


Capítulo 4 - Uma boa pessoa


Fanfic / Fanfiction Dez Invernos ( Mirandy - Intersexual) - Capítulo 4 - Uma boa pessoa

Point of view of Miranda Priestly

Filhos? Não estava no script agora. Estou chegando aos meus 40, e já era para estar com crianças correndo dentro dessa casa, planejando festas de 15 anos ou sorrindo com meu filho dizendo que chamou a menina que ele gosta para o baile da escola. Filhos? Nunca planejei, às mulheres que eu ficava, era por curiosidade de ficar com uma mulher, ou curiosidade de ficar com uma mulher que tenha pênis.

É, sou intersexual. Assim que nasci, os meus pais tiveram essa surpresa, minha mãe aceitou o fato bem mas o meu pai, posso dizer, que tantas coisas ruins que ele fez para mim e falou, o final dele foi em cima de uma cama, pedindo para minha mãe me chamar que ele queria partir com o meu perdão. Eu não consegui ir, e muito menos no enterro.

Ontem quando Valerie me deu a notícia que estava grávida, o choque veio de imediato. Como disse, filhos? Não estavam nos planos, não sei se seria uma boa mãe ou talvez, eu seria como meu pai foi para mim. E eu não queria que essa criança tivesse o mesmo ódio que eu tive por muito tempo do meu pai.

O silêncio reinou todo o jantar, no carro voltando para nossa casa e na nossa casa, o silêncio ainda reina. Família, conheci Valerie numa sessão de fotos para La Perla, dois meses depois nos casamos, foi rápido. Sem intensidade. O corpo dela, quando eu vi ele naquele conjunto La Perla, ela tinha que ser minha. Não teve aquele choque quando encostamos na outra pessoa, não teve uma troca de olhares, um sorriso.

Um sorriso.

Formei um bico torto na boca.

Um banho quente antes de encarar Nova Iorque, preciso conversar com minha esposa, esse silêncio está torturador até mesmo para mim. Essa angústia, conversar com alguém, isso que eu preciso.

Conversar com Augustine.

Tenho um carinho tão grande por ela. Dois anos mais tarde depois de meu pai, minha mãe veio a falecer. E como um anjo, Augustine entrou na minha vida, e com o jeitinho amoroso dela. Conseguiu mais de mim, do que eu mesma. Meus sorrisos mais verdadeiros, ela que tira de mim. E isso é um feito exclusivo de Augustine. Quem diria que a mulher que contratei para governanta, seria uma grande amiga.


Ainda na ducha, sinto uma mão deslizando sobre minha cintura e beijos molhados sendo depositados na parte de trás do meu corpo.

- Bom dia, amor! - Ouço a voz de Valerie sussurar no meu ouvido. Olhei ela por cima do ombro e dei um meio sorriso. Respirei fundo, e me virei para ela.

- Bom dia, querida.

-Amor, sobre a grav... - Coloquei o dedo indicador na sua boca em forma de silêncio.

- Me perdoa...por não ter falado nada ainda. - Fiz carinho na sua bochecha. -...Eu só..- As coisas que eu queria dizer, não estavam mais saindo do jeito que planejei.-...Sou um dragão em um corpo humano.. e tem minha carreira, em todo lugar tem paparazzi. - Eu não queria falar sobre meu real medo, de ser como meu pai foi para mim, até por que Valerie não sabia sobre isso.

-Eu sei, amor. - Ela colocou as mãos no meu peito. - Mas, imagina uma menina com roupinha da Prada ou da Dolce..- Jesus, essa criança ia ser a verdadeira patricinha ou mauricinho.

-Querida, você não estava se cuidando? - Ela me olhou com um semblante sério.- Pensei que tinha dito que estava tomando remédio.

-Quer saber? Eu também pensei que ia ficar feliz quando soubesse que eu tava grávida. Mas pelo visto... - Valerie estava saindo quando puxei seu braço, seu corpo colou de novo com o meu e ficamos unidas em baixo do chuveiro.

-Eu só estou com medo de ser uma péssima mãe.

- Ah, amor.. não pense assim. Você é boa em tantas coisas com toda certeza, vai ser uma boa mãe. - Sorriu malicioso.

-Aé? - Prendi o corpo de Valerie na parede e levantei os braços dela acima da cabeça, enquanto os segurava com uma mão, a outra reconhecia cada curva de seu corpo. - E no que exatamente eu sou boa? - Ela soltou um gemido.

- Me deixe te mostrar, amor... - Soltei as mãos dela. Valerie se aproximou do meu pescoço e começou a dar mordidinhas, subindo para a orelha, ela sussurou com uma voz bem sexy e rouca antes de dar uma mordida de leve. - Hoje quero me dedicar a uma parte boa do seu corpo. - Voltou para o meu pescoço beijando-o, foi descendo para os meus seios, onde beijou cada um, ainda com suas carícias foi descendo para o meu pênis. Quando chegou na parte em que eu mais ansiava, Valerie começou a me torturar, explorou toda aquela região sensivel com toques, beijos e lambidas. De joelhos naquele chão molhado, ela beijou minha virilha. Aquele dia de inverno lá fora mal poderia imaginar que dentro daquele banheiro estava o verdadeiro inferno, um calor horrivel. Valerie passou a mão no meio das minhas pernas maliciosamente, e quando voltou suas mãos de leve encostaram nos meus testículos, ela estava sem pressa. Ao contrário de mim, que estava com muita pressa, querendo que ela me chupasse logo.

- Querida... - Disse entre murmúrios.

- O que você quer, Miranda? - Ela perguntou cinicamente. E eu sem rodeios, ou travas na língua, respondi:

-Eu quero sua boca no meu pau. - Coloquei minha mão nos seus cabelos, enquanto ela deu um sorriso mordendo os lábios. Valerie começou a me chupar, comecendo por baixo, pelos testículos, pela base do meu pênis, suavemente, ela começou a subir e a descer a lingua umedecendo o pênis com a sua saliva. Valerie começou a me masturbar enquanto ia subindo sua língua devagar, passando em volta da glande algumas vezes antes de chupa-lá toda. Eu não conseguia me controlar mais os gemidos iam ecoando pelo ambiente, enquanto ela alternava uma hora só na glande, outra descendo e subindo, colocando-o todinho na boca enquanto masturbava. Eu estava quase gozando, de repente, ela parou, o que me deixou totalmente frustrada, olhei para baixo e Valerie estava com um olhar sacana.

- Seu pau é tão bom, amor. - Ela passou a lingua na glande. Soltei um gemido, jogando minha cabeça para trás.

- Querida.. eu.. - Já estava subindo pelas paredes.

- Você? - Ela deu outra lambida.

-Para de me torturar. - Então, ela aumentou a velocidade e a pressão dos movimentos quando ela viu que eu ia gozar, ela tirou a boca e continuou me masturbando, gozei nos seios dela, enquanto dava os últimos gemidos de prazer. Abri os olhos e ela estava escorada na parede sorrindo, meu gozo ainda descendo pelos seus seios, chegando no umbigo dela. Agora sim vou "cair de boca nesse corpo".

Depois de um oral gostoso no banho, junto com um sexo matinal. Sai do banheiro e fui no closet, peguei um Tailleurs da Prada na cor preta e um cinto marrom. Olhei para o espelho e Valerie estava saindo do banheiro com uma toalha enrolada no corpo. Ela olhou para mim, e veio caminhando na minha direção.

- Eu acabei de te confirmar o quanto você é boa. - Disse ela colocando o queixo no meu ombro e me olhando através do espelho.

-Pois é, querida. - Virei para ela. - Vou fazer dar certo. - Dei um meio sorriso e beijei sua testa. Me desvencilhei dela para retornar ao banheiro e fazer minha maquiagem, optei por algo básico. - Querida, vou descendo para tomar café, tenho que ser rápida. Hoje começa a nova assistente.

- Okay.. - Ela estava colocando uma calça jeans - Amor, eu vou ir la na revista hoje, resolver umas coisas com o Nigel sobre algumas fotos para a Runway. - Olhei para a barriga dela.

- Como vai ficar o trabalho agora?

- Amor, estou com um mês e meio, ainda da para trabalhar mais um pouco. Olha minha barriga nem aparece. - Confirmei, me aproximei dela e coloquei uma mão na sua barriga.

- Te encontro no café. - Dei um selinho nela e desci para tomar meu café e falar com Augustine, faltava pouco para ir para a revista mas dava para atrasar um pouco hoje. Quando cheguei a cozinha, Augustine estava sentada na ilha, tomando seu café com leite e olhando o notíciario.

- Bom dia - Dei um beijo na testa dela.

- Bom dia, minha filha - Peguei uma xicara e fui na cafeteira, coloquei um pouco de café e olhei para Augustine. Uma mulher com seus quase 70 anos, uma boa pessoa que às vezes tira dela para dar pro próximo. Queria saber o que ela viu em mim para criar essa fraternidade. - O que tanto me olha? - Tomei um gole de café.

- Quero falar com você.

- Pelo visto o negócio é importante, tá ai me encarando sem piscar. - Eu dei um risinho.

- Eu não estou te encarando.

- Ok. Se você diz. - Sentei do lado dela. - Me conta então o que te atormenta.

- Eu não estou atormentada. - Olhei incrédula para ela.

- Por fora, agora por dentro, você está desesperadamente, loucamente.. - Augustine tomou um fôlego.-... miseravelmente atormentada.

-Meu Deus, Augustine. Preciso conversar com alguém.

- Ata, depois de conversar comigo, corre la para conversar com o Nigel. -Revirei os olhos, era sempre assim, Augustine falava que ela era o meu lado emocional e o Nigel meu racional.

- Valerie está grávida.

- Uoou, por essa não esperava. - Olhei para ela que estava com às sobrancelhas arqueadas.

- Pois é. Eu...eu só estou.. - Respirei fundo, jogando a cabeça para trás. Às lágrimas querendo vir.

- Minha filha querida...- Ela colocou a mão por cima da minha.- ...eu sei do seu medo, eu sei das dores que você tem e talvez, essa dor te transformou na mulher que é hoje. Intitulada o diabo veste Prada. - Tive que rir. - Às vezes queremos muito uma coisa mas por obstáculos, desistimos. Minha filha, a vida é feita de superações e conquistas. Claro que no meio de cada conquista, vem uma decepção. Como por exemplo essa criança ser filho da Valerie. - Ela apontou para a escada. Augustine não gostava de Valerie, e eu nunca sabia o por que. - Seja forte e enfrente esse medo, deixar ele tomar conta de você, não vai adiantar em nada.

- Agora entendeu por que você é meu lado emocional? - Dei uma risada, beijando sua mão. Ela revirou os olhos.

- Quero só ver o que o Nigel vai falar.

- Vai falar sobre o que? - Valerie falou entrando na cozinha.

- Sobre eu chegar atrasada. - Falei já me levantando. - Tchau, anjo Augustine. - Pisquei para ela.

-Tchau, minha filha. - Ela deu um sorriso.

-Tchau, querida. - Falei para Valerie indo até ela para dar um selinho, coloquei a mão na barriga dela.

- Tchau, amor. - Olhei para Augustine que me olhava fixo, parecia que só seu corpo estava ali. - Ah, amor poderiamos almoçar juntas, né? Já que vou estar lá.

- Claro.. Augustine, vai com você e almoçamos nós 3.

- Mas pensei almoço de família eu, você e o bebê. - Valerie comentou e eu franzi a sobrancelha, olhei para Augustine que negava com a cabeça, ignorando aquele comentário.

- Augustine é minha familia também, ela vai. Encontro vocês lá. Deixa eu ir que já estou atrasada. - As duas concordaram.

Roy já estava em frente a porta me esperando. Me deu bom dia, mesmo sabendo que eu não responderia, entrei no carro e o caminho todo meus pensamentos foram de encontro às palavras de Augustine seja forte e enfrente esse medo. Imaginei, uma criança nos meus braços, eu acordando de madrugada e aqueles bracinhos de bebê se balançar quando me vê. Sorri com a cena que meu cérebro criou. Nem percebi quando o carro parou na frente de Ruwnay. Agora vou falar com o lado racional. Desci com toda minha elegância, e com a toda minha elegância fiquei até chegar no andar solicitado no elevador. Emily como sempre sem fôlego já estava ao meu aguardo.

- Bom dia, Miranda.

- Eu quero que faça às reservas naquele novo restaurante que abriu na frente do Centrak Park. - Enquanto eu dizia, ela anotava. - Reserve para três pessoas. - Remarque todos os compromissos que eu tenho agora de manhã.

- Mas, Miranda. Você tem uma reunião...- Interrompi ela com a mão enquanto estavamos entrando no escritório. Meus olhos foram puxados para o lado, para os olhos de Andrea. Eu não vi o que ela estava vestindo na parte de baixo mas ela estava com uma blusa azul e um lenço marrom com bolinhas brancas. Imaginei ela com uma blusa Louis Vuitton. Acho que fiquei um bom tempo conectada aos olhos dela, decidi quebrar aquela conexão.

-Olha, a nova Emily está aqui. - Disse apontando para ela, voltei meu olhar para Emily. - Vocês duas resolvem minha agenda. E diga para Nigel que eu quero falar com ele. - Eu ia entrando na minha sala quando meu olhar voltou para Andrea. - Espero que meu café esteja quente. Bem quente. Isso é tudo. - Entrei sorrindo. Cinco minutos depois Nigel entrou.

- Feche a porta. - Eu disse sem nem olhar para ele.

- O brechó que a sua nova assistente compra roupas deveria ser fechado. - Ele disse olhando para mim por cima do ombro enquanto fechava a porta. Eu dei uma risada alta, a primeira do dia. - Então, o que a vossa majestade quer comigo? -Tirei meu óculos e fitei ele.

- Bom, já conversei com o lado emocional, agora o lado racional da força.

- Ihhh, o que aconteceu dessa vez? - Ele falou sentando na cadeira da minha frente.

- Valerie está grávida. - Ele arregalou os olhos. - Sabe que eu arregalei os olhos assim ontem.

- Ela te contou ontem?

- Sim, ela disse que tinha uma surpresa...- Me escorei na cadeira e coloquei a palma da mão na testa.

- E bota surpresa ai. Mas você disse que não queria filhos.

- Eu quero, eu não quero... ahh... - Me levantei e fui até a grande janela que dava vista para cidade de Nova Iorque.

- Sobre seus monstros que te atormentam, você tem que encarar eles Miranda... - Ele se levantou e ficou do meu lado. - ...até para você dar para essa criança uma família de verdade, uma mãe que possa contar. E além do mais ele vai ter duas mães. - Ele olhou pela janela. -Quando não tiver o colo de uma, vai ter a de outra. E vai ter o dindo aqui por que sabe né? Eu vou ser dindo. Até vou falar com a Valerie a propósito. - Cruzei os braços sorrindo para ele.

- Você é um grande amigo.

- Eu sei. Por isso eu vou citar algo que eu li na internet hoje. - Levantei a sobrancelha. - Sério, é assim "Tem coisas que acontece que dói pra caramba, mas é como tomar vacina, dói na hora, mas faz bem depois."

- Isso nem combina comigo Nigel. Onde isso se encaixa? - Falei voltando a minha mesa.

- Não fez sentido agora mas vai que uma hora faz. - Neguei com a cabeça. Ficamos umas boas horas da parte da manhã, falando sobre a gravidez, às fotos que Valerie ia fazer, e do guarda roupa de Andrea. Nigel não estava conformado com aquelas roupas. Emily bateu na porta. E após minha confirmação para entrar, ela abriu a porta.

- Miranda, Valerie está aqui. Posso mandar ela entrar? - Fiz que sim com a mão.

- Oi de novo, amor. - Disse Valerie entrando. - Oi Nigel, como está?

- Olá linda, estou bem.. Então, temos uma grávida aqui. Parabéns. - Nigel disse cumprimentando Valerie.

- Oh , Niguel. Obrigado.

- Quantos meses? - Disse ele olhando para a barriga dela.

- Quase dois. - Falou ela alisando a barriga.

- Estava falando para Miranda, quero ser dindo. - Revirei os olhos enquanto Valerie ria.

- Cadê Augustine? - Me levantei e fui até ela.

- Ah, sim. Quando descemos do carro, ela caiu. - Me afastei dela sem nem pensar e ouvir mais nada já estava indo em direção ao elevador, Nigel também assustado veio atrás de mim. E logo atrás de nós uma Valerie falando.- E como eu não podia ajudar ela, falei para os seguranças. - Eu olhei com um olhar mortal para ela.

- Por que você não podia ajudar ela? - Ainda bem que Nigel perguntou por que eu estava nervosa e irritada com Valerie.

- Oras por que eu estou grávida. - Ela falou naturalmente.

- Eu não ouvi isso. - Falei apertando mais forte o botão do elevador para chegar de uma vez ao térreo. Quando o mesmo chegou no andar, desci caminhando rápido. Todas as pessoas que estavam próximos, tentavam apressar os passos para eu não colidir com eles, deveria estar com uma cara nada boa, depois eu me entenderia com Valerie. Preciso achar Augustine, olhei ao redor e meus olhos caíram em cima de uns olhos castanhos, Augustine estava sentada ao lado de Andrea em um dos bancos que ficavam no hall do edifício.













Notas Finais


Oii amores 💓

Me perdoem a demora.. Mas está aqui o quarto capitulo e o quinto capitulo já está pronto no wattpad.

Amores, Augustine é inspirada na minha avó. Jeitinho dela.

Beijos amores!! E até


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...