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História Dia a dia, lado a lado - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, amores!

Há muito tempo eu não escrevia uma ShikaTema. Mas, em tempos de caos, o amor é nosso maior aliado!

Boa leitura :*

Capítulo 1 - Oneshot


Havia muito a ser dito, mas nada que Temari conseguisse colocar em palavras, não facilmente. Ela dispunha de grande habilidade vocabular e argumentativa, sabia construir um raciocínio através da fala como ninguém - e aquilo lhe havia rendido o cargo de Embaixadora de Suna em Konoha. Entretanto, quando se tratava de verbalizar o que aqueles treze anos ao lado de Shikamaru representavam, ela perdia a habilidade de fala.

Sua paciência era desafiada todos os dias, tanto pela personalidade do marido quanto pela sua própria. Ela sabia que ambos eram extremos opostos, mas havia um ponto de convergência entre eles que era maior do que qualquer divergência: o sentimento inexplicável que nutriam um pelo outro.

Temari ainda se lembrava com clareza de dois acontecimentos em específico: um, quando descobriu que estava grávida; outro, quando foi para o hospital ter Shikadai. Nos dois, Shikamaru estava ao seu lado, silenciando seus medos e mostrando-lhe a importância de respirar fundo e controlar os demônios internos.

De todas as grandes lacunas em sua vida, Temari tinha certeza de que a maior era a familiar. Sua mãe havia morrido muito cedo e seu pai nunca havia estado por perto. Temari havia crescido no meio de homens, jamais tivera com quem conversar sobre assuntos íntimos. Não tivera uma mãe ao lado para contar da primeira menstruação, ou do primeiro beijo, ou de quando se viu perdidamente apaixonada pelo ninja mais preguiçoso de Konoha. Temari não era sentimental, nem um pouco, mas aquela lacuna materna existia dentro de si e não havia nada que ela pudesse fazer para remendar.

Então, quando o teste de gravidez deu positivo, Temari desatou a chorar como nunca antes havia chorado. O que iria fazer? Como seria uma boa mãe se não tivera com quem aprender? Em meio àqueles questionamentos, Shikamaru segurou suas mãos e a abraçou. E disse-lhe que tudo ficaria bem. Que eles construiriam aquela família juntos, auxiliando um ao outro. E Temari acreditou. E disse a ele, pela primeira vez desde que estavam juntos, que o amava.

A gravidez foi difícil. Temari sofrera muito com a alteração hormonal, estava sempre entre extremamente agressiva e incontrolavelmente sentimental. Aqueles nove meses haviam sido definitivos para mostrar a Temari que Shikamaru era o homem certo para ela, afinal, havia sido a inacabável paciência de que ele dispunha que mantivera os dois unidos.

Quando a bolsa estourou, Temari pensou que não iria suportar o desespero que tomava conta de si. Enquanto se encaminhavam para o hospital, ela havia percebido que nunca mais seria a mesma. Que aquilo era definitivo. Que não havia possibilidade alguma de voltar atrás. E ali estava Shikamaru, ao seu lado, aceitando aquele destino imutável junto dela, com ela.

Ele a reconfortou, disse que não precisava ter medo, que ficaria tudo bem e que ele não a deixaria em momento algum. Muitas vezes, Temari havia chamado Shikamaru de molenga e bebê chorão, mas, naquela sala de parto, ele havia provado que era tão forte quanto ela, e que a chorona era ela, que tinha o rosto banhado por lágrimas desde o momento em que deram entrada no hospital.

Temari ainda se lembrava com clareza do olhar de profundo amor que estampara o rosto de Shikamaru quando Shikadai foi entregue a eles pela primeira vez. O pequeno menino estava nos braços de Temari, ainda sujo de sangue e placenta, e Shikamaru se colocou ao lado dos dois, abraçando-os, com os olhos brilhando e o sorriso mais lindo do mundo no rosto.

Era com aquelas lembranças em mente que Temari abria a porta de casa. Viu as sandálias de Shikamaru logo na entrada, mas não as de Shikadai - que estava em missão. Anunciou que havia chegado e não escutou uma resposta. Avançou pela casa, sentindo um aroma delicioso que vinha da cozinha. Ao chegar, viu a mesa posta, o jantar pronto e uma rosa do deserto no centro da mesa.

Sorridente, Temari procurou por Shikamaru e, ao ouvir o barulho do chuveiro ligado, constatou que ele estava tomando banho. Temari aguardou pacientemente enquanto seu marido se banhava, sentada em uma confortável poltrona na suíte de casal. Quando Shikamaru apareceu, com uma toalha enrolada ao redor da cintura e os cabelos molhados soltos ao redor do rosto, Temari se levantou e correu até ele.

Shikamaru a recebeu de braços abertos, apertou-a contra seu peito e cheirou-lhe os cabelos. Ela o abraçou com força, profundamente grata por tê-lo em sua vida há tantos anos, e, timidamente, ergueu o rosto, mirou-o nos olhos e sorriu:

- Eu amo você.

Com o semblante iluminado pela declaração de amor inesperada, Shikamaru a beijou nos lábios com paixão e ternura e, com a testa colada à dela, respondeu:

- Eu também amo você.


Notas Finais


Essa pequena história é um presente às minhas queridas amigas do ShikaTemaBr, que estão tornando esses dias mais suportáveis. @Hikarii-, @Pichellemon, @babeeluiza, @RPNara, @lachat_souza, @JuhB11, @Akemicchin, @CorregioKL, @Vanessaaki, @gridpudim, @Pan_Alban: quem tem vocês, tem tudo!

E também às maravilhosas e amadas @lwerneck e @Wtsthay.

Beijos <3


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