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História Dia calmo - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Não me responsabilizo por seja lá o que eu escrevi.
Começou tentando ser um fluffy yuri, virou uma "comedia" yaoi e no final ????????
Não sei pq ainda escrevo, realmente é só por hobby, pq mds

A maior parte dos erros de escrita são propositais.

Capítulo 1 - OneShot


Fanfic / Fanfiction Dia calmo - Capítulo 1 - OneShot

Tudo estava calmo hoje. Finalmente em meses, eu e meu irmão, Norte, acordamos sem brigar um com o outro, fizemos nossas coisas sem qualquer discussão e conversamos pacificamente. Depois do almoço, Norte decidiu ficar na cozinha pra cozinhar mais algo, enquanto eu decidi aproveitar a calmaria do dia deitado no nosso quarto até anoitecer. Bem, eu pensei que faria isso.

- SUL, DESCE AQUI, PORRA! VEM RÁPIDO, CARALHO! - Norte, do nada, gritou com a voz desesperada no primeiro andar, me dando um puta susto e fazendo meu celular cair no chão. Não perdi tempo, após o xingar baixinho, e me levantei descalço, correndo as escadas até chegar no primeiro andar.

- Norte?! Que porra aconteceu?! - perguntei, entrando na cozinha, praticamente arrombando a coitada porta de madeira. Assim que entrei, vi meu irmão no canto da cozinha, segurando um… veneno?

- O que caralhas tu tá fazendo parado? MATA ESSA MERDA! - ele apontou para o, literalmente, outro canto da cozinha. Infelizmente nossa parede é preta, então após focar alguns segundos nela pude enxergar uma barata. E, caralho, que barata grande. 

- Ok, é sério que você tá com medo de uma barata, irmão? Tipo, você? - sem tirar os olhos da barata por muito tempo, perguntei-o com tom sarcástico e o vi ficar vermelho. Só não sabia se era de raiva ou de vergonha. Tudo bem, essa barata não voa, é inofensiva, vou jogar ela pra fora de casa com um pote.

- Teu cu que eu to com medo, cretino. Eu só não vou me rebaixar ao ponto de lutar com um animal tão nojento. - não segurei a risada ao ouvir a desculpa extremamente esfarrapada que o mesmo deu. Claro, claro, “lutar” hahahah!

- Ok, certo, irmãozinho. - risos - me dá um pote de plástico aí, eu vou jogar ela da janela. -Finalmente parei de a encarar, já que a mesma não se moveu.

- Nem fudendo, o armário com os potes tá mais perto desse bicho. Nem. Fudendo. - Norte fez repetidos movimentos de negação com a cabeça, exclamando alguns palavrões baixos. Me viro pra porta e começo a sair. - OK, EU PEGO ESSA MERDA, CALMA FILHO DA PUTA DESGRACENTO. 

Volto a aparecer na porta. - Nós somos filhos da mesma mãe. - escutei alguns resmungos enquanto o outro procurava, diga-se de passagem, desesperadamente uma vasilha de plástico. Assim que a encontrou, ele veio até meu lado e prensou o pote no meu peito. - Valeu, irmãozinho. Agora eu vou pegar a… - Por que eu parei de vigiar a barata? Por que, meu Deus? Ok, calma, ela deve tar nos armari---

- Sul… - travei por alguns segundos quando escutei Norte falar, baixo e tremido. Me virei pra trás, o vendo tremer e encarar o braço esticado com a barata no final da manga, totalmente paralisado.

- Calma, Norte. Não se mexe, eu vou pegar ela. - Disse, também baixo, segurando o braço dele enquanto aproximava o pote, tentei pegar ela de uma vez, mas a desgraçada voou. - É SÉRIO QUE ELA VOA?? - Larguei o braço dele e tentei jogar o pote na barata, obviamente sem sucesso. - Ok, quer saber? Que morra essa praga, vou jogar veneno na cozinha, depois te ajudo com outra coisa pra comermos na janta. - Virei pro Norte, que tava pálido em um nível… - Pode me esperar no quarto. - E não deu dois segundos pra ele sair daqui. Sem me preocupar muito, peguei o veneno e joguei na cozinha inteira, logo depois saindo e fechando a mesma.

Suspirei cansado, e com uma leve dor de cabeça devido os gritos do Norte e o cheiro forte do veneno, o qual deixei na mesa da sala. Me espreguicei e subi as escadas para o segundo andar, indo para nosso quarto. Bati duas vezes na porta e depois entrei, dando de cara com um Norte menos pálido que antes mais ainda com uns tremiliques.

- Joguei veneno lá, em uns 30 minutos a cretina deve tar morta. Desculpa pelo seja-lá-o-que-você-tava-cozinhando. - Sentei-me ao seu lado na sua cama, colocando a mão em seu ombro, ele também parecia cansado. - Se quiser te ajudo a cozinhar de novo mais tarde, o que era?

- Não, tudo bem, pelo menos você matou aquele bicho. - Ele suspirou, segurando a minha mão e depois jogando as costas pra trás, se deitando na cama. - Não gosto daquele bicho, me lembra a época do Império Japonês, nosso quarto era cheio deles. - Oh, então era por isso. As vezes sinto que tenho sorte de não lembrar-me dessa época. - E não precisa me ajudar a re-cozinhar. Sabe, era um bolo pra você, eu tava fazendo a massa. - Ele fechou os olhos, parecia aproveitar o sossego e o conforto da cama. Me juntei ao seu lado, deitando ainda de mãos dadas. 

Fiquei em silêncio um tempo, pensando no motivo dele ter decidido fazer um bolo pra mim, mas deixei de lado. - Então podemos pedir pizza e bolo pra janta, que tal? E evitamos a cozinha até amanhã, porque tá fedendo hahahah. - ri baixo, olhando pra ele. Ele sorriu… Eu fiz meu irmão sorrir… 

- Heh, tudo bem, vamos pedir a pizza e o bolo, irmãozinho. - senti ele usar a mão livre para me fazer um breve cafuné. - Obrigado por ter me ajudado.

- N…não tem de quê, irmão! Sempre perto um do outro pra ajudar, certo? - sorri, corando, enquanto o mais alto começou a rir da minha vermelhidão.

- Claro, Sul - ele se interrompeu pra rir um pouco, logo parando de rir. - Sempre juntos, irmãozinho. - Ah, droga, como eu amo esse sorriso...




 

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 - Sim… eu amo esse sorriso… - passei minha mão pela tela do celular, observando a foto que tiramos nesse dia. - Desculpe-me por tirá-lo de sua face, juro que não queria isso… - suspirei, a voz trêmula enquanto as lágrimas começavam a descer. - Por favor, nunca mais vamos tocar no assunto, eu escondo isso como se nunca tivesse acontecido, só volte para mim...

Eu sempre te amei, irmão. Pena que você nunca me amou assim, e agora partiu com outro.


Notas Finais


Perdão por todos os neurônios perdidos.


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