História Dia de Pesca - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~wonderbaek

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Sehun
Tags Baek!tritão, Baekhun, Baekhyun!tritão, Mermaid!au, Sbdreams, Sebaek, Sebaekdreams, Sereias, Tritões
Visualizações 323
Palavras 2.275
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Misticismo, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aqui estou eu com a segunda parte da fanfic.
Espero que gostem e tenham uma boa leitura!

ps: obrigada pelos favoritos aaaa <3

Capítulo 2 - ... e o outro...


DIA DE PESCA

— Capítulo 02: ... e o outro...

 

Depois de conseguir colocar uma cueca e uma bermuda em Baekhyun, preparei para ele uma iguaria muito famosa e rara, mais conhecida como sanduíche orgânico feito por mim. Eu nunca havia feito aquilo antes, mas sei que ficou gostoso porque fui eu quem fiz.

Estávamos ambos sentados como duas pessoas civilizadas à mesa, com Baekhyun sentado na minha frente, me olhando com tanta raiva que senti que seria carbonizado a qualquer momento.

Bom, eu não sei se sereias podem fazer isso, mas realmente espero que não.

— Isso aqui ‘tá uma merda — Baekhyun desistiu de comer depois da primeira mordida e eu fiquei puto, tomando o sanduíche da mão dele.

— Não come então, seu peixe ingrato — mordi um pedaço e quis muito que existisse a opção ‘desmorder’ na vida, porque aquele não havia sido um dos melhores pratos já preparados por mim, porém, para disfarçar o meu desgosto, resolvi conversar com meu hóspede. — Aliás, como você sabe falar meu idioma? Achei que vocês falassem a língua das sereias ou alguma coisa assim.

— Eu sei lá. Acho que é por causa do contato constante que temos com o mundo de vocês, humanos — se tem uma coisa que eu aprendi nesse pouco tempo convivendo com o sereio — opa, tritão —, é que diferente de mim, ele nunca ‘tá de boas, tá sempre emburrado por alguma coisa, ou seja, nada.

— E como vocês nasceram? Quer dizer, vocês não têm, sabe, vagina e tal, porque debaixo da água vocês tem cauda, então vocês nascem de uma ova de peixe ou vocês vêm para a terra, transam, voltam para a água e depois vão aos hospitais humanos para terem os bebês?

— Nós...

— Espera, então quer dizer que quando as pessoas comem caviar talvez elas estejam comendo uma futura sereia ou tritão? Tipo como quando comemos ovos, que estamos comendo o que um dia viria a ser um pintinho? — aquilo era aterrorizante. Eu nunca havia comido caviar e agora que não comeria mesmo. Não quero ser um canibal.

— Você é irritante. Eu não gosto de você — eu já disse que sou sensível, e não era legal ficar ouvindo aquilo o tempo todo, mas acho que o Baekhyun não faz por mal. Quer dizer, o pessoal lá do fundo do mar não deve se relacionar como a gente aqui da terra, então tudo deve ser meio diferente para ele.

— Tudo bem. Aqui, eu vou buscar alguma coisa ali para cuidar desse seu machucado, não saia daqui, ok?

— Claro que eu não vou sair daqui, estou machucado, lembra? — decidi não responder e saí da cozinha, mas mesmo na sala eu ainda conseguia ouví-lo resmungar sobre sei lá o quê.

Talvez Baekhyun fosse um adolescente complicado e por causa disso seus pais o colocaram preso no barco. Eu não sei como são as relações familiares subaquáticas, mas não parecem ser muito harmoniosas, até porque sereias parecem serem bem maldosas.

Quer dizer, elas levam as pessoas para o mar e as matam afogadas. Acho melhor eu tomar bastante cuidado quando for levar o Baekhyun de volta ao mar. Ele é meio difícil, talvez se irrite e me afogue, e realmente não quero isso.

Fui até o quarto de vovó e abri a gaveta onde eu sabia ficar a caixinha de primeiros socorros, pegando tudo o que precisaria e voltando para a cozinha, encontrando meu menino peixe sentado do mesmo jeitinho, encarando o nada com uma feição triste em seu rosto.

Não foi legal vê-lo assim, mas não há nada que eu possa fazer, então apenas pigarreei e fui até ele, me abaixando a sua frente.

— Vira pra mim, por favor — Baekhyun fez o que eu pedi e comecei a cuidar do seu ferimento — que estava realmente feio —. Deve ter doído pra caramba, e eu fiquei com muita pena, por isso cuidei com bastante carinho.  — Prontinho, sharkboy.

— Obrigado... — ele deixou no ar, e eu entendi aquilo como se fosse uma brecha para eu me apresentar, e foi só então que me toquei que até agora Baekhyun não sabia sequer o meu nome, e isso era horrível.

— Sehun. Meu nome é Oh Sehun — sorri para tentar ser simpático. Vovó sempre dizia que quando nos apresentamos a alguém devemos ser simpáticos para passar uma boa impressão.

— Obrigado, Oh Sehun — e aquela foi a primeira vez que vi Baekhyun sem estar emburrado.

 

[...]

 

Depois de Baekhyun me obrigar a preparar outro lanche ‘comestível, dessa vez!’, ele disse, estávamos sentados no sofá espaçoso da sala comendo pipoca e assistindo ‘H2O: Just Add Water’ enquanto bebíamos Coca-Cola. Aos poucos eu estava ensinando para Baekhyun os pequenos prazeres do mundo humano, já que ele nunca havia comido ou bebido nada daquilo, apesar de me dizer que sim, já havia tido muito contato com humanos.

— Com você também aconteceu assim? Acidentalmente você foi parar numa ilha desconhecida e depois da lua cheia BAM!, você era um tritão! — perguntei e enchi minha mão de pipoca, desviando os olhos da televisão para ver Baekhyun fazendo uma careta pensativa, bebendo um longo gole de refri.

— Não — imaginei que ele fosse me dar mais detalhes, mas depois de segundos esperando um complemento eu decidi que aquela seria a melhor resposta que eu teria.

— Seria legal, né? Aí você também conheceria os dois mundos e faria parte de ambos. É uma coisa legal — e realmente era mesmo.

— Você iria querer se transformar num tritão e ir para o mar? — Baekhyun perguntou despreocupadamente, sem sequer me olhar, muito entretido com a série.

— Sim, contanto que eu pudesse voltar para o mundo humano quando eu quisesse e pudesse permanecer quanto tempo eu quisesse — realmente me imagino transitando entre o mar e a terra, sendo incrivelmente foda com meus poderes de sereia, tipo a Rikki de H2O. Seria ótimo.

— Bom, quem sabe não conseguimos uma caverna para você entrar quando for lua cheia? — Confesso que demorei uns bons segundos até entender que Baekhyun havia brincado fazendo referência a série.

Fiquei até emocionado. Essas crianças de hoje em dia aprendem tão rápido.

— Vem cá, vem, me dá um abraço — abri os braços e me aproximei, enquanto Baekhyun apenas se afastava mais de mim no sofá, me empurrando com ambos os braços e fazendo uma careta de nojo.

— Eu não, sai pra lá, Sehun, sai agora! — eu não iria parar até conseguir um abraço, mas depois que Baekhyun caiu do sofá eu fiquei preocupado que ele tivesse se machucado com a queda e parei para olhá-lo.

— Idiota, retardado — foi esse o meu agradecimento por ajudá-lo a voltar para o sofá, isso e claro, uma travesseirada bem forte no rosto.

Depois disso decidi me portar como gente e voltamos a assistir a série. Sabe, realmente gosto muito da Rikki. Acho que se um dia eu me tornasse um tritão seria tipo ela assim, lindo e de boas com tudo.

— Baekhyun, você também tem poderes? — me lembrei de quando ele estava na cozinha com a torneira aberta, e como a água escorreu por todo o seu corpo. Aquilo foi interessante, mas eu queria saber de poderes legais tipo os das meninas sereias.

Falar com animais, controlar as águas, cantar para encantar pescadores e coisas desse tipo. Parece ser irado. Porém não recebi uma resposta, apenas um balançar de ombros com bastante indiferença, o que me chateou um pouco. Menos dez pontos para o menino peixe.

Só deixamos de assistir a série quando escureceu e me dei conta de que droga!, eu teria que colocar Baekhyun na minha caixa d'água, e havia o grande problema de que essa porcaria ficava no meu telhado e eu não conseguiria carregá-lo até lá em cima sem nos matarmos no processo.

Mas aí o meu cérebro brilhante me lembrou que o quarto de vovó era uma suíte com banheira e que eu poderia colocá-lo lá porque é bem espaçoso e ele poderia se transformar sem nenhum problema maior.

Então aqui estamos, com Baekhyun seminu na minha banheira.

Confesso que acho a barriguinha dele o maior charme. Não é magra e nem gorda, uma gracinha. É flácida e branquinha, com umas pintinhas bem adoráveis perto do umbigo. Dava até vontade de morder, mas resisti a esse impulso.

— Eu vou ligar a água, aí você pode se transformar em meio peixe de novo, ‘tá? — foi uma pergunta retórica, mas mesmo assim Baekhyun assentiu com a cabeça e só então eu abri a água.

Ver aquilo acontecer de perto era impressionante. A cauda de Baekhyun era muito bonita, assim como ele, e eu fiquei meio bobão enquanto assistia as pernas dele aos poucos serem cobertas de escamas.

Ele pareceu gostar, porque ficou balançando a cauda para cima e para baixo, jogando água em mim. Só não reclamei porque a água estava quentinha, senão eu tinha xingado um pouquinho aquele ser.

— Se você ficar fora da água por muito tempo o que acontece? — coloquei um patinho de borracha que eu usava para tomar banho na banheira.

— Eu não sei. Nunca tinha ficado tanto tempo fora do mar — Baekhyun parecia triste, e foi aí que eu entendi aquele ditado do peixe fora d’água.

Me senti triste ao pensar naquilo. Deveria ser realmente difícil ficar em um lugar onde você não está acostumado e não conhece ninguém. Longe da sua família, dos seus amigos e sem poder fazer as coisas que você gostava de fazer antes.

— Bom, assim que você se recuperar, nós vamos dar um jeito de te levar de volta para casa, ok? — tentei sorrir, mas acho que foi mais uma careta. Apesar de saber que era o certo a se fazer, uma parte de mim ficava triste ao pensar que Baekhyun iria embora e eu voltaria a ficar sozinho aqui. — E você pode voltar para me visitar sempre que quiser.

— Nunca então, porque eu não vou querer — apesar de sua voz soar séria, Baekhyun tinha um sorrisinho de canto no rosto que me deixou satisfeito. Parecia que finalmente havíamos criado algum tipo de intimidade.

— Você é muito chato, sharkboy — peguei um pouco de água e joguei em sua cabeça só para implicar mesmo. — Eu vou dormir, ‘tá? ‘Tô logo ali na cama, então se você precisar de alguma coisa pode gritar ou alguma coisa assim.

— Tudo bem, pode ir.

E eu fui, e escorei a porta para dar privacidade para Baekhyun fazer suas coisas de tritão para lá, apesar de não saber o que seriam essas ‘coisas de tritão’, eu pensei que fosse melhor ter privacidade para o que quer que fosse.

O problema todo foi que eu não consegui dormir tão rápido como eu imaginei que faria. O fato de Baekhyun estar no cômodo ao lado me confortava e me intrigava ao mesmo tempo. Era bom saber que não estava sozinho, mas era assustador saber que minha companhia era alguém metade peixe — sem preconceitos, claro.

E de manhã quando eu acordei e fui correndo para o banheiro colocar as crianças para nadar — se é que vocês me entendem —, levei um baita susto ao entrar no banheiro e ver Baekhyun brincando com água. Não brincando do tipo que crianças normais fazem, mas do tipo mexendo com a água sem sequer encostar nela.

Não sei se consigo descrever, mas sei que foi fantástico dar aquela cagada enquanto assistia Baekhyun criar pequenos redemoinhos de água, desfazê-los e fazê-los de novo, sem nem se importar comigo ali do lado sentado na privada. E aquilo me trouxe uma dúvida à tona.

— Baek, como sereias cagam? Quer dizer, elas têm aquela cauda enorme, então elas não têm bunda né? Eu juro que não estou sendo pervertido ou desrespeitoso, é só uma questão que me veio à mente aqui agora — ergui minhas calças e dei descarga, indo lavar minhas mãos e depois escovar os dentes.

— É igual aos peixes — não havia adiantado de muita coisa, porque eu nunca havia visto um peixe cagando, mas depois vou procurar sobre isso na internet e sanar essa dúvida cruel.

— Então o oceano na verdade é tipo uma enorme privada? Porque sei lá, vocês vão nadando e cagando por aí, né? É meio nojento, mas eu acho que até consigo entender. Eu nunca fiz cocô debaixo da água, só uma vez quando eu tinha seis anos e fazia aulas de natação. Me lembro que fiquei com muita vontade de ir ao banheiro, mas não consegui sair da piscina a tempo e acabei fazendo cocô na água. Foi horrível — quando olhei para Baekhyun o vi sentado na borda da banheira já com pernas de humano e ainda vestindo minha cueca, parecendo bastante atento a minha história.

— Deve ter sido realmente horrível — achei bonitinho que ele realmente tivesse prestado atenção, porque as pessoas normalmente diziam que eu divagava muito e paravam de me ouvir logo após a primeira frase. Fez eu me sentir comovido, até porque Baekhyun havia prestado atenção na minha história sem nem mesmo entender daquele sentimento.

Sorri e o ajudei a se levantar.

— Certo, Sharkboy, agora vamos escovar os seus dentes e nos prepararmos para um dia cheio de conhecimento — o ajudei a ficar de frente para a pia e ele colocou as mãos na parede para se apoiar melhor enquanto eu pegava escova e pasta de dente.

— O que vamos aprender? — já falei que adoro essa carinha bonitinha de confusão dele? Pois é, estou dizendo agora.

— Vou te ensinar agora tudo o que eu sei, começando pelo principal: seu apelido. Você finalmente vai descobrir o porquê de sharkboy — entreguei a escova de dentes já com a pasta para ele e esperei que ele escovasse os dentes.

— Hãn... Sehun... Como se escova os dentes?

E não vou negar: pegar na mão de Baekhyun e ensiná-lo a escovar os dentes foi o máximo!

 


Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui, e nos vemos no último capítulo! ♡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...